Agricultura orgânica é tema de encontro em Aracaju
Agricultores que cultivam produtos orgânicos nos assentamentos de reforma agrária implantados em Sergipe reúnem-se, na próxima segunda-feira (2/9), com técnicos da Empresa de Desenvolvimento Agrário – EMDAGRO para divulgar a prática agrícola sem a utilização de produtos químicos.
O encontro será na sede do Incra, em Aracaju. Podem participar ainda servidores e pessoas buying pills online da cialis review comunidade interessadas na questão.
Todas as quartas-feiras pela manhã, na sede da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe, na Avenida Beira Mar, na capital do Estado, os produtores da agricultura orgânica realizam feira para a comercializar os seus produtos com o apoio do Incra.
Projeto nacional é premiado na Rio + 10
Uma iniciativa vinculada ao Poema- Programa Pobreza e Meio Ambiente na Amazônia ,da Universidade Federal do Pará, está entre os dez finalistas do prêmio Parcerias e Desenvolvimento Sustentável, que será entregue amanhã, em Joannesburgo , durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável- Rio+10. O prêmio,será recebido pelo professor Thomas Mitschein, coordenador geral do projeto.
Selecionado entre 120 indicações, de 37 países, o Poema é uma parceria entre a Universidade Federal do Pará, a Unicef e a multinacional DaimlerChrysler, com pequenos produtores de coco do interior do Pará. Desenvolvido com o objetivo de reduzir os impactos sobre a Amazônia, fixar e dar trabalho à população local e promover a utilização de matérias-primas renováveis, o projeto consiste na utilização de fibras naturais, extraídas da casca do coco, na fabricação de encostos de cabeça, pára-sol interno, assentos e encostos de bancos, que equipam veículos Mercedes-Benz produzidos no Brasil.
Pelo projeto, famílias prescription pills online de pequenos agricultores fornecem cascas de coco para unidades locais de processamento de fibras pertencentes à comunidade. Essas cooperativas fornecem as fibras processadas à Poematec, empresa inaugurada em março de 2001, em Belém, que fabrica diversos produtos, entre os quais as peças para os automóveis cialis reviews da Daimler- Chrysler produzidos em Juiz de Fora (MG) e São Bernardo do Campo (SP).
Fogo torra até 9,3% do PIB da Amazônia
Para quem precisa de cifras monetárias para se convencer de que o fogo é um mau negócio para a Amazônia, ei- las: incêndios acidentais consomem de 0,2% a 9,3% do produto interno bruto (PIB) da região, ou algo entre US$ 107 milhões e US$ 5 bilhões. Esse é o custo de pastos e cercas destruídas, madeira desperdiçada, CO2 lançado na atmosfera e internações por doenças respiratórias.
Os valores constam do primeiro estudo a fazer esse tipo de cálculo para a Amazônia. Seus autores são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea, www. ipea.gov.br) e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam, www.ipam.org.br), uma parceria governo federal- ONG impensável há dez anos, mas que hoje é bem comum.
Pelo Ipea, o estudo foi coordenado pelo economista Ronaldo Serôa da Motta. Para Serôa, 48, o enorme intervalo entre as quantidades apuradas é resultado do grau de incerteza no cálculo.
A incerteza decorre do encadeamento de uma série de pressupostos, variáveis e estimativas. O esquema geral de cálculo cialis dosage information parece simples, à primeira vista: medir o dano físico e depois associar a ele um valor monetário. A prática se parece mais com contar grãos de areia – e atribuir a cada um determinado valor, sem que pareça maluquice. Foram mais de dois anos de trabalho e reuniões no Ipea e no Ipam.
Para Daniel Nepstad, 44, ecólogo americano que liderou a pesquisa no Ipam, a estranheza provocada pela diferença entre 0,2% e 9,3% do PIB deve ser entendida no contexto. Nepstad esclarece que essa distância decorre também, em grande parte, da variação interanual nas condições da floresta. Em anos de El Niño (anormalidade na temperatura do Pacífico que afeta o clima global e causa secas na Amazônia), por exemplo, queima-se uma área muito maior da floresta amazônica, e o intervalo se estreita.
O relatório Ipea/Ipam não considerou queimadas intencionais, como as usadas para abrir áreas de floresta para agropecuária, ou para limpar pastos. Nesses casos, o fogo é considerado um benefício, por paradoxal que pareça. Só foi computado diet pills online como dano econômico o fogo acidental, aquele que atinge áreas de pastagens e trechos de floresta que o agricultor não queria queimar (cerca de 45% do total danificado).
Quando isso ocorre, perdem-se tanto benfeitorias (como cercas) quanto madeiras nobres na parte florestada da propriedade. Usaram-se para o cálculo valores como US$ 5 de madeiras comerciais por hectare de mata (ou 10 mil m2), o que totaliza US$ 13 milhões em anos de El Niño, quando o fogo engole em média 26 mil km2 de florestas (sem contar o incêndio de Roraima em 1998).
O relatório é pioneiro também no cálculo dessa área queimada em 1998. Enquanto todo mundo estava de olho em Roraima, uma área bem maior pegou fogo na floresta de transição do sul do Pará e de Mato Grosso. “Foram centenas de incêndios, e não um megaincêndio, como em Roraima”, disse Nepstad. “Em sobrevôo no sul do Pará, 37% das florestas tinham cinzas no chão.”
Para cercas, foram estimados US$ 1.400/km. O custo do pasto queimado acidentalmente foi calculado pelo preço de aluguel de pastagens, que vai de R$ 37/ha (TO) a R$ 89/ha (AM).
Incêndios e queimadas da Amazônia também causam 2,5% das emissões mundiais de CO2, contribuição considerável para o efeito estufa (aquecimento da atmosfera global). Se o Brasil reduzi-las, poderia tentar vendê-las no mercado internacional de emissões que está surgindo. O estudo calcula que o preço ficará entre US$ 3,50 e US$ 20 por tonelada.
Marcelo Leite
Editor de Ciência
O Brasil e a Energia Renovável
Editorial Correio do Povo
O Brasil está figurando com destaque na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, principalmente pela consistência da proposta apresentada na sessão plenária sobre energia. Coube ao cientista José Goldemberg defender a proposição brasileira de que seja estabelecida a meta de 10% até 2010 para o uso de fontes renováveis de energia. As principais fontes renováveis de energia buy cialis tadalafil são hidroeletricidade, álcool, solar, eólica e a madeira gaseificada, desde que acoplado seu uso a projetos de reflorestamento. Foi bastante significativo o apoio à proposta brasileira, embora a ela apresentem restrições os países produtores de petróleo, avessos à fixação de metas com prazos predeterminados. Há, também, na discussão da questão, outra proposta que estabelece metas, apresentada pela União Européia, em 15%, considerando para efeito de cálculo a inclusão das grandes hidrelétricas. A proposta brasileira as exclui.
Contudo, ante a possibilidade de os negociadores da União Européia e do Brasil, que trabalham pela unificação das duas propostas, chegarem a um acordo, a inclusão das grandes hidrelétricas poderá ser aceita, desde que sujeita às normas da Comissão Internacional de Barragens, que condenam as usinas predatórias do meio ambiente. Mais uma vez, neste ponto, a posição do Brasil é considerada como sensata, na medida em que procura compatibilizar o emprego de tais fontes renováveis phentermine without prescription de energia com a proteção ao meio ambiente.
Na proposta da União Européia fica estipulado que os países industrializados, membros da OCDE, devem aumentar suas fatias de fontes renováveis em suas matrizes energéticas em 2% até 2010. O Brasil entende que um acordo a respeito poderia ser alcançado e merecer forte apoio se a meta fosse elevada para 4%. A questão é controvertida, tendo em vista a complexidade do tema, inclusive pelas repercussões econômicas e sociais, já que os avanços poderão depender da posição dos chefes de Estado ao final do encontro promovido pela Organização das Nações Unidas.
45.632 focos de fogo no mês de agosto
Agosto ainda não terminou e o total de queimadas já é 40% maior do que o registrado no ano passado, neste período. Nas primeiras 4 semanas deste mês, os satélites NOAA detectaram 45.632 pontos de fogo em todo o país. De acordo com os mapas produzidos pela Embrapa Monitoramento por Satélite (CNPM), em agosto do ano passado foram 32.503 focos e no mesmo período de 2000 foram 24.031 queimadas. O índice supera até mesmo agosto generic cialis forum de 1999, que foi particularmente ruim, com 39.630 focos.
Devido à seca pronunciada, sobretudo no Planalto Central, Pantanal e algumas partes do interior do Nordeste, as queimadas agora estão bem mais concentradas do que nos anos anteriores. Uma extensa faixa arde intensamente no norte do Mato Grosso, do rio Aripuanã até a Br-163 (Cuiabá-Santarém) e outra imensa faixa de focos de fogo acompanha a rodovia, que liga Barra do Garças, nas margens do Araguaia, a Marabá, no Pará. As queimadas ainda se alastram pela serra de Carajás e, mais a oeste, tomam boa parte da Serra do Cachimbo, também no Pará.
No Pantanal, as maiores concentrações de focos estão entre Corumbá e Porto Braga, nas margens do rio Nabileque, estendendo-se, para leste, até a serra da Bodoquena. Com um pouco menos de intensidade, o fogo também se espalha por Rondônia, nas colonizações ao longo da BR-364 e toma todo o norte do Tocantins, Sul do Maranhão e do Piauí e extremos oeste da Bahia.
Segundo o serviço de alerta contra incêndios do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), neste mês, ocorreram 165 focos dentro de unidades de conservação de uso indireto e 164 focos em unidades de conservação de uso direto. O fogo atingiu os parques nacionais do Araguaia (TO), Brasília (DF), Serra das Confusões (PI), Serra da Canastra (MG), São Joaquim (SC) Ilha Grande (PR), Pantanal Matogrossense (MS), Chapada dos Guimarães (MT) e Lençóis Maranhenses (MA); as reservas biológicas Poço das Antas (RJ), Guaporé (RO), Gurupi (MA) e Jarú (RO), mais a estação ecológica Uruçuí-Una (PI), que já queima intensamente desde julho. As unidades buying drugs online without prescription de conservação de uso direto, onde ocorreram focos foram as florestas nacionais Tapirapé-Aquiri (PA), Tapajós-Aquiri (PA), Bom Futuro (RO), Itacaiúnas (PA), Tapajós (PA), Jamari (RO) e Carajás (PA).
Liana John
Russos não devem assinar Kyoto
A Rússia está cada vez mais distante de ratificar o Protocolo de Kyoto durante a Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Sustentável- Rio + 10, em Johanesburgo, África do Sul. Sem a assinatura russa, o protocolo não poderá entrar em prática.
A informação sobre a posição russa é de um integrante da delegação brasileira que acompanha as negociações sobre clima e energia durante a Rio +10.
Se a Rússia não ratificar o Protocolo de Kyoto durante a conferência – o que a Organização das Nações Unidas (ONU) ainda espera que aconteça- os demais países signatários do acordo devem suspender as negociações sobre fontes de energia renováveis durante o encontro na África do Sul.
Se de fato cialis to buy se confirmar a resistência dos russos, isso irá frustrar os países que são a favor do protocolo e da adoção de fontes de energia menos poluentes, como o Brasil e as nações da União Européia.
Quanto aos Estados Unidos, ainda não houve nenhuma proposta apresentada sobre energia renovável, o que reforça a afirmação dos ambientalistas de que a Rio +10 avançará pouco no setor de clima e energia.
Helen Valdes, secretária das Nações Unidas para Estratégias de Prevenção a Desastres Climáticos, disse que as recentes enchentes na Ásia e na Europa, por exemplo, certamente têm as suas conseqüências aumentadas por conta da ação humana.
‘Produzindo mais gases de efeito estufa, o homem aumenta o volume de água dos oceanos e compromete a saúde dos rios; isso faz com que a atmosfera fique mais ativa, acelerando a formação de precipitações e fenômenos como os ciclones tropicais’, diz Valdes.
Outro problema, segundo meds online without prescription ela, é provocado pelo desmatamento. Cada árvore absorve cerca de 200 litros de água de chuva. ‘A área desmatada na Europa e na Ásia é gigantesca. Isso faz com que os países absorvam menos a água das chuvas, comprometendo o bem-estar da população’, afirma.
A situação é mais grave nos países em desenvolvimento, que têm menos capacidade de se recuperarem dos desastres climáticos.
Evolução da cidadania empresarial
Há duas décadas, quando a Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Amcham-SP) lançou o Prêmio ECO Empresa- Comunidade, a maioria dos 38 projetos inscritos tinham um caráter assistencialista e compensatório. Atualmente, medicine online without prescription não só se multiplicaram os projetos inscritos ( foram 94 na edição 2002), cuja premiação se realiza nesta sexta(30) , como mudaram as noções de responsabilidade social, consolidando uma espécie de cidadania empresarial. Os dirigentes dessas empresas passaram a compreender que o desenvolvimento de seus negócios depende do Desenvolvimento Sustentável da sociedade e da melhoria da qualidade de vida da população.
Para entender melhor esta evolução, a Amcham- SP encomendou uma análise dos projetos inscritos no Prêmio ECO, nestes 20 anos, realizada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). No total, desde 1982, foram 1651 projetos inscritos, de 1363 empresas diferentes, com 111 premiados, que receberam mais de US$2,7 bilhões. A análise qualitativa foi feita com os vencedores.
“Há uma diferença clara no conteúdo dos projetos, dos primeiros 12 a 14 anos para os últimos 8 anos: de um enfoque mais interno e de curto prazo, para resolver problemas próprios evoluiu-se para uma visão mais auto-sustentável e de longo prazo, em benefício da comunidade e não da empresa ou mesmo apenas do entorno da empresa”, observa Álvaro de Souza, presidente da Amcham- SP. “Nos primeiros 8 anos também não houve inscrição de projetos ambientais, que hoje se equiparam à categoria Educação, com o maior número de inscritos”.
Durante o período, também mudou a forma como os projetos são conduzidos, evidenciando, por exemplo, que as parcerias com o Terceiro Setor se tornaram a opção mais eficiente para a manutenção de programas sociais e o incentivo ao voluntariado substituiu, com vantagens, o assistencialismo. Isso, nas 5 categorias em que o prêmio se divide: Educação, Cultura, Preservação Ambiental, Participação Comunitária e Saúde.
Nos anos 90, cresce o número de projetos voltados para a escola pública, dirigidos inicialmente a alunos, depois também à formação dos professores e a outras formas de promoção da cultura, como leitura, teatro e música. A capacitação profissional persiste, mas com um caráter mais emancipatório, no lugar do mero adestramento. O incentivo à emancipação também marca os projetos da categoria Participação Comunitária, que no fim da década começam a buscar a sustentabilidade.
Os projetos ambientais não cresceram apenas em número, mas também em variedade e abrangência, com projetos voltados para a preservação dos ecossistemas, gestão de recursos hídricos, conscientização, educação cialis free ambiental e uso de tecnologias industriais limpas.
A preocupação com a imagem empresarial também vai se transformando ao longo dos 20 anos, a ponto das empresas dos setores financeiro e químico/petroquímico constituírem 10% das premiadas, cada, seguidas das empresas de comunicação e fabricantes de maquinário, com 8% cada. E o que costumava ser uma política de empresas européias ou norte-americanas, preocupadas com sua relação com a opinião pública, também foi incorporado pelas empresas nacionais, que chegam a 62% do universo de premiadas.
Conforme concluem os analistas do Cenpec, nestes 20 anos, “a ação social começa a ser reconhecida como um dever do cidadão, de toda a sociedade e não só do Estado. Direitos básicos começam a ser entendidos não mais como dádivas, mas como direitos. A lógica da compaixão é substituída pela lógica da cidadania”.
Área de Proteção Ambiental tem ‘kit invasão’
Um “kit invasão”, que inclui mapa com arruamento e medidas para demarcação dos lotes, foi apreendido ontem por fiscais da Feema, policiais civis e militares e representantes do Ministério Público na Área de Proteção Ambiental (APA) de Massambaba. Eles fizeram mais uma operação para reprimir construções irregulares na APA, uma grande faixa de restinga entre Araruama e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. Cem homens participaram da operação.
O “kit invasão” foi apreendido num barraco de alvenaria ocupado por um homem identificado apenas como Márcio, que conseguiu fugir. Orientado por políticos locais, ele vinha estimulado a invasão da APA de Massambaba por famílias carentes da Baixada Fluminense, principalmente de Caxias. Para garantir a posse, os invasores eram orientados a construir um pequeno barraco de alvenaria e ocupá-lo. Desta forma, a derrubada da construção só é possível com ordem judicial.
Durante a operação, foi preso o invasor Basílio Gonçalves da Luz Neto. Ele foi autuado por desacato à autoridade e porte ilegal de arma: uma carabina e munição. Foram derrubadas 30 construções generic buy meds online without prescription cialis prices inacabadas na Praia da Pernambuca, principal alvo dos invasores. Outros 40 invasores, que já ocuparam os barracos, foram intimados a derrubá-los.
Paulo Roberto Araújo
Fogo atinge Parque Estadual do Cristalino
Está what is cialis em chamas o Parque Estadual do Cristalino, em meio à Amazônia Legal, no município de Alta Floresta, a 765 quilômetros de Cuiabá.
Dos 91 focos de calor registrados pelo satélite Noaa-12, no período de 1 a 27 de agosto, 41 foram detectados no local.
Segundo o deputado Gilney Viana, a responsabilidade pelo aumento do número de queimadas no Cristalino é do ex-governador Dante de Oliveira, que enviou duas mensagens à Assembléia Legislativa, no final de 2001, propondo a redução do parque, em 76 mil hectares.
“A proposta de redução do parque serviu como um sinal verde para grileiros e posseiros que, a partir da atitude do ex-governador, se sentiram amparados para invadir a reserva, desmatar a área e queimar a vegetação nativa da floresta amazônica”, denuncia Viana.
De acordo com o gerente em exercício da unidade do Ibama- Instituto Brasileiro de Agricultura, Meio Ambiente e Recursos Renováveis, Russel Maia, prescription drugs without a prescription das duas equipes destinadas para fiscalizar o desmatamento na região Norte do Estado, uma está justamente em Alta Floresta.
Segundo ele, a unidade conta ainda com outras 28 equipes, envolvidas no trabalho de fiscalização de queimadas.
Falta de água matará mais de 76 milhões de pessoas
A menos que sejam tomadas medidas urgentes para limpar as fontes hídricas do planeta, a falta de água potável vai matar mais de 76 milhões de pessoas até 2020 e, segundo a Agência Internacional de Energia, 1 em cada 5 pessoas no mundo não terá acesso lowest cost cheap prescription drugs without prescription cialis a eletricidade daqui a 30 anos.
No terceiro dia da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em Johanesburgo, os principais temas discutidos causaram preocupação às delegações de 186 países.
‘‘Nosso objetivo é fazer com que as autoridades prestem mais atenção à questão da água, a base para a saúde humana’’, disse o enviado especial da ONU- Organização das Nações Unidas para a conferência, Jan Pronk.
Um estudo realizado nos Estados Unidos afirma que o número de mortes em decorrência de água poluída pode ultrapassar o de mortes causadas mundialmente pela Aids nas próximas duas décadas.
Pronk salientou que mais de 2 bilhões de pessoas vivem sem água potável e 2,5 bilhões não têm saneamento básico. Como conseqüência, mais de seis mil pessoas morrem a cada dia por causa de doenças como diarréia, cólera e febre tifóide. Dessas, as principais vítimas são crianças.
Contra a degradação dos recursos hídricos, a ONU declarou 2003 o Ano Internacional da água. A organização quer que os governos implementem os acordos que vierem ser assinados na conferência de Johanesburgo- Rio+10 ou Cúpula da Terra.
Segundo a ONU, até 2015, para diminuir pela metade o número de pessoas que não têm acesso à água potável são necessários entre US$ 14 bilhões e US$ 30 bilhões por ano.
O outro ponto discutido ontem foi o uso de energia limpa( proveniente de fontes renováveis). O objetivo da conferência é fazer com que os países aumentem em 10% a produção de energia a partir de recursos renováveis. Entretanto, este é um dos pontos mais delicados do encontro.
Os Estados Unidos, o maior produtor de energia poluente do mundo, não apresentaram propostas. E a União Européia quer que parte da energia renovável venha de grandes hidrelétricas. Esse projeto, afirmam os ambientalistas, causa sérios danos ambientais na região em que elas são construídas.
Segundo o diretor executivo da Agência Internacional de Energia, Robert Priddle, o mundo tem hoje 1,6 bilhão de pessoas sem acesso a energia elétrica.
Ele recomendou o uso de todas as formas de fornecimento de energia – inclusive as poluentes como o carvão – para que todos tenham acesso a esses serviços. Porém, os ambientalistas alertam para o fato de que o carvão, usado nas usinas termelétricas, é uma das principais fontes de emissões de gases tóxicos que contribuem para a intensificação do efeito estufa.

