Extinção ameaça 22% das espécies de plantas – ou mais
A situação da flora mundial está pior do que se imaginava. Pelo menos 22% das espécies de plantas no planeta estão ameaçadas de extinção, em vez do índice aceito atualmente, de 13%. Dependendo do critério adotado, o número pode chegar a 62%, segundo uma dupla de pesquisadores americanos. As estimativas são baseadas no estudo de espécies das latitudes tropicais, onde cheap prescription drugs without prescription se concentra a maior biodiversidade do planeta, mas normalmente deixadas de fora pela falta de levantamentos regionais confiáveis. A solução dos pesquisadores foi usar o número de espécies endêmicas como base para calcular a quantidade de espécies potencialmente ameaçadas. cheapest price cialis Por existirem apenas em uma região específica, os organismos endêmicos são naturalmente mais vulneráveis à depredação ambiental. Segundo os pesquisadores, entre 46% e 62% da flora mundial existe em um único país. A proporção varia de acordo com o número total de espécies vegetais, calculado entre 422 mil e 310 mil. Nigel Pitman, da Universidade de Duke, e Peter Jorgensen, do Jardim Botânico do Missouri, apresentam cinco estimativas, baseadas em critérios diferentes. Na melhor das hipóteses, 94.052 espécies (22%) estariam ameaçadas de extinção; na pior, seriam 193.513 espécies (62%). O estudo está publicado na edição desta quinta-feira da revista Science. Os resultados poderão ser importantes para as discussões da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), que se realizará entre 3 e 15 de novembro no Chile. Herton Escobar
Pesca e turismo ameaçam a Ilha dos Lobos
Divulgação/Sea Shepherd
Importante área de descanso e alimentação de leões e lobos marinhos, além de ponto de passagem para cetáceos (golfinhos, baleias e botos), aves e tartarugas marinhas, a Reserva Ecológica da Ilha dos Lobos, localizada em Torres, no Rio Grande do Sul, vem sofrendo pressões do turismo desordenado, pesca indiscriminada, embarcações e risco de contaminação cialis purchase online por petróleo. Para avaliar este impacto e elaborar um plano de manejo que leve à manutenção da biodiversidade local, está sendo desenvolvida uma parceria entre a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Ibama e a entidade ambientalista Sea Shepherd Brasil.
Iniciado em maio deste ano, o projeto visa também conseguir alternativas para manter o modo de vida das comunidades pesqueiras tradicionais da região, um dos principais pólos turísticos do litoral gaúcho. Segundo o biólogo Alexandre Castro, um dos coordenadores do projeto, essa a pesca artesanal já vem enfrentando a concorrência da pesca industrial. Com 17 mil metros quadrados, a Ilha dos Lobos é muito impactada pela pesca e turismo por estar a apenas 2 quilômetros da costa.
Entre as atividades, está sendo realizado um monitoramento mensal da faixa de praia entre Tramandaí e Torres, litoral norte do Estado, para a identificação dos animais que freqüentam a região. Até o momento, foram identificadas um total de 25 espécie de aves, a maioria localizada entre os municípios de Imbé a Capão da Canoa. Foram encontrados, ainda, durante as vistorias, 90 redes de pesca fixas na área de estudo.
Realizado por técnicos do Sea Shepherd e alunos de biologia da Unisinos, que fazem parte da Equipe de Emergência para recuperação de animais marinhos em derrames de petróleo, o trabalho inclui ainda a contagem dos pinípedes (lobos e leões marinhos) presentes na Reserva, entrevistas com os pescadores da região, assim como educação ambiental com a comunidade.
Em cada monitoramento foram contados, em média, 20 indivíduos de leão marinho (Otaria flavescens) e 5 indivíduos de lobo marinhos (Arctocephalus australis) presentes na Reserva. Casto explica que a contagem na ilha é feita por circunavegação, sem desembarque. “O número de animais na Reserva tende a diminuir no verão, mas não sabemos se é um fenômeno natural ou é por conta da grande presença de turistas”.
Além disso, a equipe identificou, nesses primeiros seis meses de projeto, quatro embarcações pesqueiras dentro dos limites da Ilha dos Lobos, o que é ilegal. “Pela legislação, os barcos não podem se aproximar além de 500 metros da Reserva, mas não existem bóias sinalizando. Por isso, a unidade de conservação, para ter sua proteção garantida, precisa prescription drugs online no prescription ter um plano de manejo”, disse o biólogo.
O monitoramento deverá continuar até o final de 2004 e, além do plano de manejo, deverá resultar no Mapa de Sensibilidade Ambiental da área.
Maura Campanili

