Ambientalistas esperam um governo socioambiental
A maior expectativa da comunidade ambientalista em relação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva refere-se à possibilidade da questão ambiental passar a ser um componente transversal em toda as áreas de atuação. “Não adianta ter um bom programa de meio ambiente se ele não for inserido nas outras políticas de governo”, diz Renato Cunha, do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá) e coordenador da Rede de ONGs da Mata Atlântica. Para Cunha, os ambientalistas estão esperando mudanças concretas que levem a um modelo de desenvolvimento sustentável. “Apesar do tema não ter sido muito discutido durante a campanha, o programa de governo para a área está bom, embora muita coisa precise ser trabalhada. Além disso, espero que a política de criação de empregos não incentive atividades predatórias”, diz. O coordenador da Rede espera, ainda, que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) seja fortalecido e conte com um bom orçamento. O encaminhamento da equipe de transição, na opinião do ambientalista, poderá indicar as mudanças que irão ocorrer. “Na atual gestão, o MMA não participa das grandes decisões”. Segundo Adriana Ramos, do Instituto Socioambiental (ISA), o PT foi o partido que apresentou o programa mais abrangente para a área ambiental. “Estamos animados, porque o programa incorpora um conjunto maior de temáticas e inclui a variável socioambiental, que gera transversatilidade ao tema. Isso nos dá esperança de finalmente ter um governo que reconheça a posição estratégica da questão ambiental, incorporando-a em seu projeto de desenvolvimento para o País”, disse. Outro ponto destacado por Adriana é o fato do partido ter em seus quadros “pessoas que tem tido papel fundamental nas articulações e discussões relacionadas 36 hour cialis às questões socioambientais, tanto no Congresso, caso da senadora Marina Silva (AC), quanto no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), caso do secretário de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, Cláudio Langone”. O trânsito nacional e internacional da senadora Marina, na área ambiental, também foi destacado por Khátia Vasconcelos, da Amigos da Terra do Rio Grande do Sul, como um fator importante. Além disso, a ambientalista também espera que o MMA e, principalmente, o Ibama comecem a ter uma participação mais efetiva. Segundo Khátia, a expectativa é de mudança para melhor. “No Rio Grande do Sul conseguimos avançar muito no governo petista. Foi criada a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e houve o fortalecimento político e institucional do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), além de um trabalho muito importante ligado à implantação de unidades de conservação. Houve ainda um bom diálogo com as organizações não-governamentais, que esperamos que continue no próximo governo do Estado”. A pouca discussão sobre biodiversidade na campanha presidencial foi destacada por Cláudio Pádua, diretor científico do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). “Fiquei decepcionado com o programa de governo dos dois candidatos nessa área. No entanto, no último debate, Lula foi o único que manifestou preocupação com a biodiversidade brasileira, o que foi importante”. Destacou também a promessa do presidente eleito de administrar com as ONGs. “Quando se fala em meio ambiente e conservação da biodiversidade, esse quesito é fundamental, pois o governo não pode atingir tudo”. Pádua manifestou preocupação de que haja a transferência de recursos da área ambiental para o combate à pobreza. “Espero que o novo governo compreenda que estas coisas estão integradas e, se os recursos forem direcionados só para uma delas, não haverá resultado em lugar nenhum. Mas como será um governo voltado para o social, espero que isto signifique socioambiental”. Gestão da água Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas, formada por entidades do Fórum Nacional de Comitês de Bacias, generic drugs without prescription diz que “o movimento está esperançoso, apostando na possibilidade, acenada por Lula, de transformar o Palácio do Planalto em uma grande mesa de negociações”. Segundo ela, a Rede já está preparando um documento para encaminhar ao presidente eleito solicitando que reforce a Política Nacional de Recursos Hídricos nos seus preceitos fundamentais, de participação da sociedade e descentralização. “Queremos que o novo governo deixe bem claro, também, o papel do MMA em relação à Secretaria dos Recursos Hídricos, que lhe é subordinada e deve trabalhar em conjunto com o Conselho Nacional dos Recursos Hídricos na formulação das políticas públicas de água. Também consideramos fundamental que a Agência Nacional de Águas (ANA) seja executora dessas políticas, pois tememos que possa ter seu papel confundido com um indutor de políticas públicas”, diz Malu. Para a coordenadora, atualmente a ANA tem priorizado as bacias mais contaminadas e com maior deficiência de água, como as do Paraíba do Sul e Piracicaba. “Mas é preciso ter foco também nas bacias produtoras de água, como as nascentes do São Francisco, os mananciais da Região Metropolitana de São Paulo e até a Bacia Amazônica, com incentivos reais para quem preserva matas ciliares, por exemplo”. Maura Campanili
Falta de água no Sudeste
A continuidade da estiagem e das altas temperaturas poderá provocar, nas próximas semanas, racionamento de água em pelo menos 49 cidades dos Estados de São Paulo, Rio e Minas Gerais, abastecidas por mananciais localizados no Triângulo Mineiro, na Baixada Fluminense, na região do Grande Rio e na Bacia do Rio Paraíba do Sul. De acordo com o ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, esses municípios estão em situação “preocupante”. Do total de cidades ameaçadas de ficar sem o mínimo de água recomendado pela Organização Mundial de Saúde (80 litros diários per capita), 27 são paulistas. Ao alertar para a gravidade da situação, autoridades do governo federal lembraram que Estados e municípios precisam elaborar leis que permitam cobrar pelo uso da água pelas empresas, que a população precisa racionalizar o uso da água e que as empresas de saneamento precisam corrigir as falhas nos sistemas de captação e distribuição para reduzir o desperdício. Segundo o diretor-presidente super cialis da Agência Nacional de Águas, Jerson Kelman, a perda de água em tubulações furadas e ligações clandestinas chega, às vezes, a 50%. Todas essas medidas já deveriam fazer parte do cotidiano no País e não serem lembradas apenas quando há ameaça de racionamento. Há cerca de um ano, o Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap) aprovou a cobrança pelo uso da água na região, em obediência à Lei federal n.º 9.433/97. Desde julho deste ano, cerca de 6 mil indústrias e companhias municipais de saneamento, de 180 cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, pertencentes àquela bacia, deveriam estar sujeitas à cobrança, de acordo com os princípios conhecidos como poluidor-pagador e usuário-pagador. O preço do metro cúbico de água retirada do rio foi fixado em R$ 0,008. Se a água usada fosse devolvida ao Paraíba do Sul sem tratamento, o valor subiria para R$ 0,02. O objetivo era recuperar os recursos hídricos e melhorar a qualidade da água do rio. Até agora, no entanto, a cobrança não foi instituída. As iniciativas para controle do uso irracional da água são lentas e tímidas. As campanhas de conscientização contra o desperdício dirigidas à população são divulgadas apenas em épocas de estiagem intensa e, no restante do ano, desaparecem. De acordo com a Organização das Nações Unidas, a média de consumo per capita de água nos países desenvolvidos é de 274 litros por dia. Na Região Metropolitana de São Paulo, é de 400 litros/dia. A média nacional, segundo dados do governo, é de 150 litros/dia. O gasto excessivo alia-se de forma negativa à incapacidade do governo e das companhias de saneamento de preservarem os mananciais. Em São Paulo, entre prescription drugs without prescription 1989 e 1996, embora os investimentos da Sabesp em produção e distribuição tenham permitido o acesso de 100% dos moradores ao fornecimento de água, a Bacia do Guarapiranga, de onde é captada grande parte da água que serve a região metropolitana, perdeu 15% de sua cobertura vegetal com o aumento de 50% da expansão urbana em suas margens. Não bastasse, da água produzida pela Sabesp, 17% se perde nas tubulações malconservadas. A proteção dos mananciais, o uso racional e a conscientização sobre a escassez da água precisam tornar-se ações permanentes ou o rodízio no abastecimento é que será constante.
Editorial
Perigo no topo da África
A cobertura de gelo do monte Kilimanjaro, na Tanzânia, o mais alto do continente africano, pode desaparecer completamente em 20 anos. O aquecimento global é uma das causas do fenômeno ”O Kilimanjaro é um monte coberto de neve de 19.710 pés de altura, e dizem que é a montanha mais alta da África. O cume ocidental é chamado ‘Masai Ngajae Ngai’, Casa de Deus. Perto do cume encontra-se a carcaça seca e congelada de um leopardo. Ninguém jamais soube o que o leopardo procurava naquela altitude” (Trecho do conto As Neves do Kilimanjaro, do escritor Ernest Hemingway) As neves do Monte Kilimanjaro, que um dia abrigaram a misteriosa carcaça de um leopardo, e que inspiraram Ernest Hemingway, estão derretendo a uma velocidade cada vez maior. Tanto é que elas desaparecerão por completo até 2020. Se, em 1912, elas mediam cerca de 7.723 metros quadrados, hoje esse número não ultrapassa os 1.600 metros quadrados. A devastação torna-se ainda mais dramática quando se descobre que isso representa mais de 80% da cobertura de gelo do Monte, que mede 5.895 metros e fica no nordeste da Tanzânia, costa leste da África. Além disso, nos últimos 30 anos, o topo do monte diminuiu em pelo menos 17 metros, o que representa uma perda média de mais ou menos meio metro por ano. Uma das causas para isso é o aquecimento global, que também está fazendo as geleiras de outros picos do mundo derreterem. Só na região do monte, a temperatura média aumentou em 1ºC desde 2000. Mas os pesquisadores da Ohio State University (Estados Unidos), que realizaram o estudo no Kilimanjaro, também investigam outras causas para o que vem acontecendo no monte. ”Precisamos descobrir os motivos que levaram isso a acontecer”, afirma o professor Lonnie Thompson, que coordenou as pesquisas na África. Assim como as causas completas para o derretimento das neves do Kilimanjaro ainda são desconhecidas, é impossível prever o que acontecerá com a população local quando as geleiras acabarem de vez. Hoje em dia, as pessoas que vivem na parte de baixo do monte se sustentam com a agricultura irrigada pelos filetes de água que correm de lá de cima. E, claro, com o turismo, que rende milhares de dólares. A região do monte Kilimanjaro tem um aeroporto próprio e recebe mais ou menos 20 mil visitantes por ano. Para ver de perto o fenômeno no ”topo da África”, a equipe do professor Lonnie Thompson passou cerca de um mês acampada perto do monte, a 588 metros de altitude. Os estudiosos coletaram e analisaram o gelo do local. E descobriram coisas quase tão misteriosas quanto o leopardo encontrado em 1926 pelo aventureiro alemão Richard Reuss. Informações que poderão revelar muito a respeito do próprio monte Kilimanjaro e de toda a história da generic cialis canadian África. Secas características As geleiras tropicais do monte começaram a se formar há mais ou menos 11 mil e 700 anos, época em que os seres humanos já haviam desenvolvido os barcos e ferramentas como o arco e flecha. Foi possível acertar a data de origem da camada de gelo com a descoberta de um fragmento do isótopo de cloro-36, um resquício radioativo do teste de uma bomba nuclear ocorrido entre 1951-52. O mesmo fragmento aparece nas camadas de gelo que a equipe de pesquisadores encontrou na América do Sul e na China, o que permitiu aos pesquisadores comparar os registros históricos presentes no gelo. Outra descoberta importante dos pesquisadores norte-americanos é a de as redondezas do Monte Kilimanjaro foram testemunhas de três secas catastróficas, ocorridas há 4.000, 5.200 e 8.300 anos. Um dos elementos que permitiu essa conclusão foi uma camada de poeira com aproximadamente 3 centímetros de poeira, datada de aproximadamente 4 mil anos atrás. O professor Lonnie Thompson acredita que essa camada de poeira marca um período de 300 anos de seca que afetou a região. Registros históricos mostram que uma seca intensa atingiu o império egípcio nessa época e ameaçou o reinado dos faraós. Thompson explicou que, até aquela época, a população podia sobreviver em áreas que agora fazem parte do deserto do Saara. Outra paisagem Outras pistas encontradas nas camadas de gelo sugerem que, há 9.500 anos, a paisagem da região do Kilimanjaro era bem diferente da atual. O professor Lonnie Thompson explicou que, na época, o Lago Chad – hoje em dia a quarta maior fonte de água do continente africano, com uma área de 17 mil quilômetros quadrados – cobria cerca de 350 mil quilômetros quadrados, uma área maior do que a do Mar Cáspio, entre a Europa e a Ásia. A análise da camada de gelo revelou um período de 500 anos, iniciado há cerca de 8.300 anos, em que os níveis de metano preservados nas camadas de gelo diminuíram significativamente. ”Acreditamos que isso representa uma época em que os lagos da África secaram”, disse o professor Lonnie Thompson, acrescentando que os níveis de metano registrariam a extensão das terras úmidas existentes nos trópicos. As camadas de gelo mostraram uma diminuição abrupta nos isótopos de oxigênio-18, o que faz os pesquisadores acreditarem que order drugs online houve um outro episódio de seca há 5.200 anos. Esse período de frio e seca coincide com o período que os antropólogos definem como sendo a época em que as pessoas da região passaram a se reunir, formar cidades e estruturas sociais. Antes disso, a população, constituída principalmente de caçadores e coletores era mais dispersa. O relatório dos pesquisadores da Ohio State University foi divulgado pela revista Science (www.science mag.com) na semana passada. E, assim que souberam que o Kilimanjaro poderia mudar para sempre, vários grupos de turistas resolveram testar a coragem e tentar escalar até o topo da África. ”As pessoas não sobem o Kilimanjaro por causa da neve, e sim para alcançar o teto da África”, disse o executivo norte-americano Tom Garetson. Diferentemente dos cartões postais, que mostram o topo da montanha (que abriga um vulcão inativo) de 5.895 metros coberta com neve, a maior parte dela é uma mistura de florestas e terra e, nos pontos mais altos, cinzas vulcânicas, pedregulhos e grandes rochas. ”Eu achei que iria caminhar sobre os campos de neve, mas vi que ela não existia”, disse o engenheiro britânico John Lippe. ”Fiquei surpreso e desapontado”. De acordo com o mapa oficial do parque do Kilimanjaro, a montanha é um dos maiores vulcões do mundo, que teve sua última erupção há mais ou menos 100 mil anos. In Kiswahili, a palavra Kilima significa ”pequena colina”, enquanto a outra metade do nome, Njaro, significa ”grandeza”. De acordo com a antiga mitologia, Njaro também era o nome de um temido demônio que, acredita-se, tenha vivido no topo da montanha. Certamente a montanha continuará sendo um lugar perigoso mesmo daqui a 20 anos – quando, acredita-se, não haverá mais neve no local.
Perfil da área ambiental poderá ser dado na transição
A posição do governo Lula em relação ao meio ambiente poderá ter seus contornos definidos já durante o processo de transição. A escolha de Antônio Palocci Filho para a coordenação da equipe de transição é um bom indício, na visão de ambientalistas e pessoas ligadas à área ambiental do PT. “O prefeito de Ribeirão Preto participa ativamente dos comitês de bacia e tem sensibilidade para a questão das águas”, diz Malu Ribeiro, da Rede de Águas.
Segundo Nilo Diniz, da executiva nacional da Secretaria Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT e assessor de Meio Ambiente da senadora Marina Silva (PT/AC), é possível que a questão ambiental seja incorporada na restruturação institucional já na transição. “Teremos uma posição mais clara daqui a alguns dias, quando a equipe for definida e sabermos se contará com nomes ligados à área ambiental”, disse.
Diniz, que participou da elaboração do programa ambiental do presidente eleito, “Meio Ambiente e Qualidade de Vida”, acredita que um dos principais papéis de lideranças como Marina Silva no novo governo será justamente incorporar internamente conceitos como o de que investimento na área ambiental é gerador de empregos. Como exemplo, cita projetos como ecoturismo, reciclagem, saneamento, revitalização urbana, agricultura familiar e florestal. “Meio ambiente faz parte da estratégia de Lula para gerar emprego, principalmente porque agrega valor e aproveita mais os recursos naturais”.
O compromisso de Luiz Inácio Lula da Silva com generic cialis canadian a área ambiental foi reforçado durante o pronunciamento que fez na segunda-feira, quando afirmou que seu governo respeitará e procurará fortalecer acordos internacionais relevantes, como o protocolo de Kyoto. Além disso, disse que “será um guardião da Amazônia e da sua biodiversidade” prescription drugs online without a prescription e que seu programa de desenvolvimento “será marcado pela responsabilidade ambiental”.
Maura Campanili
Publicações úteis na área ambiental
A especialista em meio ambiente, Maria Auxiliadora Abreu Macedo, do SENAI- CETIND, nos enviou sua opinião sobre algumas publicações interessantes na área ambiental. Confira os títulos abaixo.
OS ILUSTRES HÓSPEDES VERDES
A obra tem como objetivo ser um instrumento de sensibilização e educação
ambiental voltado para os problemas ecológicos que afetam o planeta.
Apesar de ter um enfoque voltado para o segmento turístico/hoteleiro, pode ser utilizado por qualquer pessoa/empresa interessada em adquirir conhecimentos sobre o meio ambiente. O livro utiliza uma linguagem simples, ilustrativa e didática, abordando os seguintes assuntos:
Evolução das preocupações ambientais na sociedade – causas e
conseqüências;
Benefícios da preservação ambiental para o segmento hoteleiro;
Os problemas ambientais e os impactos sobre a hotelaria( efeito
estufa, destruição da camada de ozônio, chuva ácida, eutrofização, entre
outros);
Iniciativas ambientais (ISO-14001, Programas de Produção Limpa,
Programa Hóspedes da Natureza, Green Globe 21, entre outras);
Perspectivas ambientais para o futuro
CARTILHA EDUCATIVA – HÓSPEDE QUE TE QUERO VERDE
Trata-se de um efetivo instrumento de sensibilização, lúdico e simples,
voltado para o hóspede, de forma que esse possa se tornar um aliado do
empresário hoteleiro na implementação de ações voltadas para a preservação
ambiental. Além de uma história em quadrinhos atrativa, a cartilha também traz jogos
educativos para o hóspede.
SEM ELA, NADA FEITO! EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ISO-14001
Um guia prático e divertido sobre o processo de implantação da
ISO-14001, no qual a Educação Ambiental cialis online buy é representada por uma espécie de
fada, capaz de modificar o comportamento das pessoas em relação as questões
ambientais.
Para solicitar os títulos acima, contate:
CASA DA QUALIDADE EDITORA
Telefone: 0800-71-7555 (ligação gratuita)
E-mail: generic prescription drugs face=Arial>editora@casadaqualidade.com.br
Aumenta impacto do aquecimento global sobre corais
Campinas – O ano de 2002 ainda nem terminou e já está sendo considerado o segundo pior da história para os corais: foram registrados, desde janeiro, pelo menos 430 áreas de corais seriamente descoloridas, devido ao aumento da temperatura dos oceanos, um fenômeno associado ao aquecimento global. A região mais atingida, segundo relatório divulgado, hoje, na Malásia, pelo Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma), foi a Grande Barreira de Corais da Austrália. cialis online buy Em seguida vêm os recifes de corais das Filipinas, Indonésia, Malásia, Japão, Palau (país-ilha localizado a leste das Filipinas), Ilhas Maldivas, Tanzânia, Ilhas Seychelles, Belize, Equador e Estados Unidos (costa da Flórida).
O relatório contempla dados fornecidos por 20 países e é um esforço conjunto do Pnuma, da Rede Internacional de Ação dos Recifes de Corais (Icran) e do WorlFish Center. Todas as informações coletadas através dessa parceria estão reunidos num banco de dados, disponível na Internet (http://www.reefbase.org).
A ocorrência de descolorações vem sendo comparada com índices de anomalias na temperatura dos oceanos, mapeadas pela National Oceanic Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos. Devido à forte correlação entre a temperatura dos oceanos e as alterações nos corais, pesquisadores da NOAA já estão conseguindo prever a ocorrência de descolorações, como foi feito, este ano, no Havaí e nas Ilhas Howland e Baker, no Equador.
A descoloração ocorre devido a condições de estresse, quando os corais expelem as micro algas, que vivem em seus tecidos e das quais retiram alimento e energia. drugs without prescription Dependendo do grau de intensidade do fenômeno, o comprometimento pode variar de um simples evento anual à morte de boa parte do recife, que então leva muitos anos para se refazer.
Desde 1963, quando tiveram início levantamentos mais sistemáticos do estado de conservação dos corais em todo o mundo, o pior ano foi 1998. Devido à ocorrência de um forte El Niño, fenômeno climático associado ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, um grande número de áreas sofreram graves processos de descoloração. De acordo com a diretora do WorldFish Center, na Malásia, Meryl Williams, os impactos, este ano, são menores do que em 1998. “Mas estamos preocupados com suas conseqüências de longo prazo para os próprios corais e para as pessoas que os exploram”, diz. “Muito vai depender de como os corais vão se recuperar e de quantos eventos de descoloração ainda vão acontecer nos próximos anos”.
A morte dos corais, vale lembrar, ameaça seriamente as espécies de peixes, moluscos, crustáceos, tartarugas e baleias, que dependem deste habitat para sobreviver. Sua perda também aumenta a vulnerabilidade das zonas costeiras a ressacas, maremotos , furacões, etc.. Além dos eventos de descoloração, os corais sofrem intensos processos de degradação por coleta (dos próprios corais), superexploração da pesca, poluição por esgotos, derramamentos de óleo e excesso de sedimentos.
Liana John
Necessária parceria
outubro 26, 2002 by ibps
Filed under Sem categoria
* Carlos Adilio Maia do Nascimento
Novos governantes foram escolhidos democraticamente, em pleito que atesta o nível satisfatório de consolidação de nossa democracia.
Apesar do calor da contenda, a avaliação final das propostas dos candidatos mostrou bastante semelhança em termos programáticos. Emprego, segurança, saúde, reformas de base ocuparam a pauta dos candidatos tanto em nível federal como estadual.
O Rio Grande do Sul, historicamente, sempre buscou modelos de desenvolvimento modernos, que o deixassem na vanguarda dos demais estados da federação. Nosso estado possui economia diversificada, boa infra-estrutura e tem sido repositório de capital humano, generosamente exportado para o resto do Brasil. Somos privilegiados em recursos hídricos e há mais de 50 anos estamos habituados a apresentar bons índices de saúde, educação e qualidade de vida.
Apresentamos potencial comparativo para modelos de desenvolvimento sustentável como poucas regiões apresentam na atualidade.
Os gaúchos têm demonstrado sensibilidade diferenciada para assuntos que envolvem o meio ambiente e os recursos naturais, como atesta o fato de nossa Lei dos Recursos Hídricos, em 1995, ter antecedido em dois anos a legislação federal.
É mister que o novo governo promova grandes projetos ecoeficientes e institucionalize programas pró-ativos como a minimização de resíduos nos processos produtivos através do melhor aproveitamento das matérias primas e do uso racional dos insumos básicos de produção.
Os passivos ambientais resultantes da produção, seja na agricultura, na indústria ou no setor de serviços, são na sua maioria assumidos pelo estado, com recursos da sociedade. Nossa cultura ainda é de desobrigarmo-nos do lixo no momento de entregá-lo ao poder público. Por isso, um moderno programa preventivo de geração de resíduos traria diminuição de gastos públicos com tratamento e deposição, lucro para as empresas pelo melhor aproveitamento de suas matérias primas e benefício para o meio ambiente prescription drugs without a prescription pela menor geração de lixos.
Qualidade e produtividade são e continuarão sendo deveras importantes, porém não mais suficientes, pois a competitividade torna-se cialis coupon cada vez mais fator imprescindível de sobrevivência na economia globalizada.
Competitividade obtém-se diminuindo desperdícios e racionalizando os processos de produção. Competitividade obtém-se com parceria entre o poder público e os setores produtivos.
* Carlos Adilio Maia do Nascimento é presidente do IBPS e diretor da ENTL – Empresa Nacional de Tecnologias Limpas.
RS vai diminuir poluição da suinocultura
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul iniciou, nesta semana, um programa para controle da contaminação ambiental decorrente da suinocultura no Estado. O projeto conta com recursos de US$ 4 milhões, do Banco Mundial, e deverá atingir 1.135 produtores rurais da bacia hidrográfica dos rios Turvo, Santa Rosa e Santo Cristo, que inclui 57 municípios da região noroeste, na divisa com a Argentina.
Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente, Cláudio Langone, “é o primeiro projeto de grande escala no Estado para transformar um conflito ambiental numa potencialidade econômica, já que a solução dos problemas causados pelo setor é um passo fundamental para sua viabilização econômica, principalmente em função das exportações”. A região tem 502 mil porcos para 370 mil habitantes, mais de um animal por habitante. Para se ter a dimensão dos impactos causados pela atividade, esse rebanho produz o esgoto equivalente ao de uma população de 5 milhões de pessoas.
O principal objetivo do programa é reduzir o lançamento de dejetos de suínos nos rios, para assegurar as condições de abastecimento público, o consumo humano e o desenvolvimento de atividades produtivas e de lazer. A primeira medida será a realização de um diagnóstico quali-quantitativo nas duas sub-bacias mais críticas – do rio Santo Cristo, que abastece Santa Rosa, e do rio Lages do Erval Novo, que abastece Três Passos -, para definir as intervenções. Segundo o coordenador do programa, Eugênio Spengler, o município de Três Passos já chegou a ter o abastecimento suspenso, porque a quantidade de matéria orgânica no rio não permitia o tratamento da água.
Intervenções
Entre as atividades previstas, estão a capacitação dos produtores rurais, para a realização do manejo correto dos dejetos, assim como de 150 técnicos que darão assistência de campo. Além disso, serão realizadas adaptações nas construções das pocilgas que apresentam problemas de acabamento, como falta de calhas, que evitam a entrada de água de chuva e a contaminação dos rios.
Conforme Spengler, as unidades localizadas em Áreas de Preservação Permanente – margens de rios e arroios – deverão ser transferidas, para poderem se regularizar e receber recursos. “Em alguns casos, onde a localização é incompatível com a suinocultura, vamos fazer a conversão para outras atividades, que garanta a renda do proprietário”.
Será incentivada, ainda, a mudança do modo de produção tradicional para a criação em compostagem, que consiste em acomodar o animal em “camas” brand cialis buy online de casca de arroz, bagaço de cana, entre outros. “Esse sistema usa menos água e produz resíduos secos, que podem ser usados como adubo e são muito menos impactantes.” O coordenador explica que a utilização dos dejetos como adubo será precedida de estudos sobre o tipo de cultura, de solo, relevo e possibilidade de inundação.
“O processo resultará também na implantação de um novo padrão de licenciamento ambiental e na certificação de produtores que não estão integrados a uma empresa ou cooperativa”, diz. A indústria participa do processo, através da disponibilização de técnicos e assessoria aos produtores. online drugs without prescription
O projeto piloto deverá envolver todas as propriedades produtoras na região até 2004, quando será avaliada a melhoria da água nas sub-bacias e a expansão do programa para todo o Estado. O Rio Grande do Sul possui uma população de 4 milhões de porcos, que representam 15% do rebanho nacional, e é responsável por 25% das exportações brasileiras de carne suína.
Maura Campanili
Apenas 3 das 39 plataformas de Campos têm licença ambiental
Rio de Janeiro – A Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) decidiu nesta sexta-feira que a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) têm prazo até o dia 14 para apresentar documentos que compõem o processo de licenciamento ambiental da plataforma P-34, que adernou dia 13 último na Bacia de Campos, no litoral norte fluminense.
De acordo com a Petrobras, das 39 plataformas que operam na região, apenas três têm licenças order prescription drugs online válidas: a P-38, a P-40 e a SS-06.
Os documentos para o licenciamento são três: análise de risco, auditoria ambiental e plano de emergência individual da unidade, enviados aos órgãos pela Petrobras.
A comissão, que é vinculada à Secretaria estadual do Meio Ambiente, deu prazo igual para que o Ibama e a Petrobras informem sobre o cumprimento de exigências relativas a 16 plataformas, cujas licenças de operação estão vencidas e o pedido de renovação ainda está em análise.
Dezessete plataformas têm licença vencida, mas seu pedido de renovação teria sido feito dentro do prazo. Essa situação é prevista na resolução 237/97 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). As outras 19 já seriam objeto de um termo generic cialis 20 mg de ajustamento de conduta. Para a estatal, portanto, nenhuma estaria irregular.
Segundo o superintendente do Ibama no Rio, Carlos Henrique Abreu Mendes, porém, 18 das plataformas não possuem qualquer tipo de licença ambiental, o que é irregular. Por essa razão, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, um dos órgãos que compõem a Ceca, apresentou nesta sexta parecer jurídico propondo multar a estatal em R$ 18 milhões.
A comissão optou por se reunir novamente na próxima quinta-feira para reavaliar a proposta de multa. Antes disso, na terça, o Ibama apresentará ao governo do Estado um termo de ajustamento de conduta que está sendo proposto à Petrobras e ao Ministério Público Federal para regularizar a situação de todas as plataformas.
Rodrigo Morais
Ministério do Meio Ambiente vai monitorar reservatórios
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA) vai monitorar os reservatórios de água que abastecem buying drugs online as cidades brasileiras com mais de soft tab cialis 400 mil habitantes e priorizar a recuperação de bacias hidrográficas. O sistema permitirá cruzar dados sobre vazão de rios, estoque nos reservatórios e densidade populacional. Com isso, espera-se detectar situações de escassez com antecedência. As medidas foram anunciadas ontem depois de um encontro entre o ministro do Meio Ambiente, José Carlos de Carvalho, e o presidente da ANA, Jerson Kelman.
Dados divulgados pelo Ministério da Integração Nacional apontam que 568 municípios estão em situação de emergência por falta de água. A seca prolongada, o calor acima do esperado para esta época do ano e dificuldades na gestão dos recursos hídricos provocaram, segundo Carvalho, a redução do nível de reservatórios.
A maior parte dos municípios afetados fica no Nordeste. O Estado mais prejudicado é o Piauí (196 cidades) e depois o Norte de Minas Gerais, na região Sudeste, com 165 municípios.

