Um rio de lixo polui os canais de Fortaleza

dezembro 22, 2002 by  
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            Lixo de todos os tipos, desde garrafas plásticas, pneus, restos de alimentos, a móveis velhos. A população joga de tudo dentro dos rios, córregos e canais de Fortaleza. A velha falta de educação reina, mesmo porque em todos os lugares, apesar das dificuldades de alguns trechos, há coleta regular de lixo através da Prefeitura Municipal. A reportagem do Diário do Nordeste visitou alguns canais e rios que regularmente transbordam em época invernosa, devido a obstrução dos rios, canais e bocas de lobo pelo lixo.


            O Canal do Tauape, cujo trabalhos de limpeza começaram, é um caso crônico. Por receber as águas de outros canais, dentre eles do Jardim América, Parreão e Aguanambi, além de esgotos em sua extensão, está assoreado em muitos locais e com aguapés, demonstrando o grau de poluição do mesmo. A força das buying drugs online águas nas chuvas passadas deixaram muitos estragos nas casas ribeirinhas e por isso a comunidade está se mobilizando para que a limpeza seja concluída antes do inverno.


            cialis purchase O riacho Parreão ao lado da favela da Telemar está tomado pelo mato. A população convive com a sujeira nas suas margens e maus cheiro de suas águas. Já parte canalizada que fica entre as avenidas Borges de Melo e Eduardo Girão, uma água escura e fétida incomoda os coopistas que utilizam o parque diariamente. O mato, o lixo, a água escura e fétida se repete nos canais da Eduardo Girão, Jardim América, Valderi Uchoa desde a Rua Desembargador Praxedes.


            O canal da Bela Vista está repleto de troncos de arvores, restos de móveis, frutas, restos de colchões e muitas garrafas plásticas. As águas desse canal desembocam no açude da Agronomia da Universidade Federal do Ceará (UFC). A mesma situação se repete no Rio Siqueira e no Canal do Conjunto Ceará, onde o mato, o lixo e aguapés se espalham devido a poluição das águas.


            Do lado oeste da cidade, na Barra do Ceará, o canal que desemboca no Rio Ceará exala mau cheiro de esgoto. A parte canalizada que fica antes da Avenida Francisco Sá, está com duas aberturas da passagem sob a avenida bloqueadas pela areia.


            O Canal do North Shopping está repleto de lixo e mato, além do mau cheiro que incomodam os moradores. O Canal da Avenida Bezerra de Menezes, está com algumas partes com mato e lixo e água estagnada pela lama. O da Aguanambi está numa situação melhor, apesar de ter também lixo e pouco mato.

Poucas secretarias inciaram limpeza dos córregos

dezembro 22, 2002 by  
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            As vésperas do período invernoso, Fortaleza anda as voltas com canais, córregos, riachos, rios e bocas de lobo a espera da limpeza para desobstrução, best price cialis com o objetivo de minimizar as cheias, que ocorrem geralmente neste período.


generic drugs Arial”>            Somente este ano, 60 mil pessoas ficaram desabrigadas devido as chuvas e mesmo assim as Secretarias Regionais caminham morosamente para solucionar o problema. Algumas secretaria ainda sequer realizaram licitações para executar os trabalhos.


            Duas secretarias, a II e a V, por outro lado estão com os trabalhos adiantados. Na Regional II, a limpeza do Canal do Tauape foi iniciada no último dia 6 de dezembro, onde 12 homens trabalharam manualmente para limpar o local. A SER III começou a utilizar uma retroescavadeira no trabalho.


            Segundo a Chefe do Distrito de Infra-estrutrua da Regional, Fátima Canuto os trabalhos será feito da Aguanambi à Avenida Raul Barbosa. Quanto ao Rio Cocó, ela adianta que está mantendo contatos com a Secretaria de Infra-estrutura do Estado (Seinfra) e Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes (DERT) para iniciar a limpeza paralela do canal.


            Com relação aos demais canais a Regional está realizando licitações para iniciar os trabalhos no começo de janeiro. Além da limpeza dos Riachos Maceió e Pàjeú, a SER II vai realizar a desobstrução das bocas de lobo e a limpeza dos morros Santa Tereza e Mirante.


            Já a Secretaria Executiva Regional V está executando a limpeza dos Rios Maranguapinho (pela Avenida Osório de Paiva) e Siqueira, nos bairros Bom Jardim e Granja Portugal, além da limpeza dos canais do Conjunto Cearáe Parque Genibaú,. através de máquinas pesadas e trabalhadores.


            Posteriormente será realizado o mesmo trabalho no rio Maranguapinho do lado do Jardim Fluminense. ” Até 30 de janeiro estaremos com a limpeza completa. Inclusive estamos alargando o Rio Maranguapinho depois do Genibaú para que haja um escoamento melhor”, disse.

A beleza perdida de Paquetá

dezembro 22, 2002 by  
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            Poluição, favelização e devastação ambiental destróem o encanto da mais romântica ilha da Baía de Guanabara


            Paquetá fez 447 anos quarta-feira. No dia 18 de dezembro de 1555, André Thevet, cosmógrafo da expedição de Villegaignon na missão para fundar a França Antártica, descobriu a ilha. Cercado pelas águas poluídas da Baía de Guanabara, o pedaço de terra com três quilômetros de extensão não tem muitos motivos para comemorar. Desde o vazamento de óleo da Petrobras, há quase três anos, as areias da ilha foram retiradas por causa da sujeira e nunca mais repostas. Hoje, as praias têm a faixa de areia estreita e sem a beleza do passado.


Um monte de saibro se acumula à espera da pavimentação das ruas


            Dez anos mais antiga que a cidade do Rio de Janeiro, Paquetá vem sofrendo nos últimos anos com a falta de investimentos e a favelização. Tudo isso prejudicou o turismo na “Ilha dos Amores”, como é conhecida pelos românticos. “Nos anos 60, recebíamos 40 mil turistas num fim de semana. Atualmente, não passam de 10 mil”, reclama o presidente da Associação de Moradores de Paquetá, Jorge Gomes.


Atraso nas obras do Paquetá Orla deixa o calçadão da praia incompleto


generic cialis buy online Arial”>            No dia do aniversário de Paquetá, a dona-de-casa Silvania Oliveira de Assis, 31 anos, e seu marido, o taxista Maxwel Queirós de Assis, 32, foram comemorar os 10 anos de casamento na ilha, na companhia de seus dois filhos. “Saímos de Caxias para mostrar essa linda ilha às crianças”, diz Silvania. Em pleno dezembro, de sol forte e céu claro, poucos visitantes circulavam pelas mais de 15 praias e 53 ruas. O francês Jean-Marie Poissenot, 57, é um daqueles saudosistas apaixonados pela ilha tombada. “Já vim para cá 34 vezes, a primeira foi em 77. Não existe melhor lugar no mundo”, afirma Jean-Marie.


Três favelas desmataram áreas de mata nativa da ilha


            Vista de Paquetá da Baía de Guanabara: a comunidade de Manoel Luiz ou Vigário desmatou grande área de mata nativa. É uma das três favelas da ilha


            Apesar dos encantos que resistem ao descaso, Paquetá padece. As comunidades do Gari, Jurema Alves e Manoel Luiz foram delimitadas, há poucos meses, com ecolimites (cercas) pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente para evitar o crescimento e proteger parte da vegetação. “É uma desgraça ecológica, pois houve desrespeito da cota 20 (que proíbe qualquer construção na ilha acima de 20 metros do nível do mar)”, reclama o novo secretário municipal de Meio Ambiente, Ayrton Xerez. Ele pretende resolver essa questão ano que vem. “Vou conversar com o prefeito Cesar Maia”, garante.


Vinte charretes conduzem os turistas pelas esburacadas ruas da ilha


            A prioridade definida pelo administrador regional, Márcio Mayorcas, é exigir a reposição de toda a areia retirada depois do vazamento de óleo. A Petrobras, por sua vez, responde que não há previsão de recolocação.


Petrobras não recolocará areia


            De acordo com a Petrobras, o relatório da Coppe/UFRJ, que avaliou o impacto ambiental do acidente de janeiro de 2000 na Baía de Guanabara, não recomendou a reposição da areia retirada à época da Ilha de Paquetá. “Ao contrário. Apresentou diversos questionamentos sobre essa operação. Dessa forma, a areia não foi reposta drugs online e não há previsão de que isso venha a ocorrer”, informou a Petrobras.


            Ainda segundo a empresa, em decorrência do acidente, a Petrobras assinou um convênio de R$ 5.982.300 com a Prefeitura do Rio, viabilizando, entre outros, quatro projetos na ilha: proteção, recuperação e valorização dos espaços públicos; limpeza das ilhas de Paquetá e do Governador; educação ambiental – incluindo cursos de reciclagem, adubo orgânico e escola de pesca – e projeto de monitoramento ambiental nas ilhas de Paquetá e do Governador. Essas inciativas não estão incluídas na multa paga pela Petrobras ao Ibama.


            O secretário municipal de Meio Ambiente, Ayrton Xerez, explica que algumas intervenções da prefeitura em Paquetá atrasaram porque a construtora E.G.Lima, vencedora da licitação, faliu. Nesse caso, estão as obras do abrigo de cavalos, com 726 metros quadrados, e do Paquetá Orla, que prevê a urbanização do centro da ilha, com arborização, drenagem e iluminação da área.


Uma das atrações da ilha é a simplicidade típica de cidades do interior


            Ano passado, a Riotur elaborou um relatório com os pontos fracos e fortes de Paquetá. Entre as vantagens listadas pelo órgão, está a balneabilidade (boa condição para banhos) do mar, assegurada pela Feema. Apesar de causar estranheza, isso se explica pela lavagem da areia feita diariamente, à medida em que a maré enche. Outras características positivas são a abertura de trilhas ecológicas e do Mirante do Morro do Vigário, bucolismo e riqueza dos Patrimônios Cultural e Histórico.


            Já os problemas constatados pela Riotur não são novidade para os 4,5 mil habitantes da ilha. Ameaça ao Patrimônio Cultural por causa das transformações urbanas e risco ao meio ambiente devido à poluição e construções irregulares lideram a lista. A falta de infra-estrutura e aumento do uso de drogas foram citados. Segundo a Riotur, depois da elaboração do relatório algumas ações adotadas já melhoraram esse quadro.


Adriana Freitas

Ibama faz campanha de preservação

dezembro 22, 2002 by  
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            São Paulo – O personagem Chico Bento, do cartunista Maurício de Souza, será o garoto-propaganda do projeto de revitalização do Rio São Francisco, em Minas Gerais. Sob o tema “Óia o Chico”, o menino humilde e protetor da natureza terá a missão de conscientizar a população mineira, principalmente as crianças das regiões ribeirinhas da Bacia, sobre buy cialis online usa a importância de conservar e preservar os recursos hídricos do Velho Chico.


              A campanha foi oficializada na última quinta-feira, com a assinatura de um convênio entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Centro para a Conservação da Natureza em Minas online pharmacy without a prescription Gerais, que receberá R$ 275 mil para contratar o Instituto Cultural Maurício de Souza. Com isso, Chico Bento e sua turma (Rosinha e Zé Lelé) estarão presentes em produtos de suporte, como filmes e vídeos, e com o boneco Chico Bento em atos públicos de divulgação do projeto.


              A assinatura foi na sede do Ibama, em Belo Horizonte. A campanha começa por Minas Gerais, principalnascedouro do São Francisco, com o tema Óia o Chico, e seguirá com outros nomes.


              Segundo o Ibama, em janeiro o projeto segue para Salvador (BA) e Maceió (AL). Depois, será estendido ao Sergipe, Pernambuco, Goiás e Distrito Federal. Outros personagens de Maurício de Souza serão utilizados enfocando as peculiaridades de cada lugar.

3.587 empresas querem águas do Paraíba

dezembro 21, 2002 by  
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            Brasília – O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Jerson Kelman, anunciou ontem que 3.587 empresas se cadastraram como usuárias de água da Bacia do Rio Paraíba do Sul. Elas representam 80% das empresas que hoje captam águas da bacia. O cadastramento é uma preparação para a cobrança da tarifa de água a partir de março, uma buying prescription drugs online experiência que começa no Paraíba do Sul, mas será estendida a todo País.


            Essas empresas, que se apresentaram espontaneamente, ganharão desconto de 18% nas taxas e, automaticamente, a outorga para continuar captando água. O prazo de outorga varia de 3 a 35 anos, de acordo com o esforço da empresa em economizar e tratar a água.


            Quem não preencheu o formulário perdeu o desconto e estará sujeito à fiscalização da ANA, a partir de janeiro. Para Kelman, o descumprimento pode ter ocorrido por desinformação ou esperteza. “Os espertos que não se cadastraram, pensando que fugiriam da cobrança, se enganaram”, afirmou. Os que não atenderam a ANA estão ilegais, podem ser multados e, no limite, ter a bomba desligada.


            Entre os cadastrados, 78% utilizam na agricultura a água que captam na bacia do Paraíba do Sul; 5% é para abastecimento; 8% nas indústrias e mineração; e 9% são cialis soft tabs vs cialis empresas com outros fins. Kelman estima que a arrecadação anual com a cobrança da tarifa de água será de R$ 14 milhões em 2003.


            As taxas foram definidas pelo Ceivap. Se a empresa capta água da bacia e a devolve em condições iguais ou melhores deverá pagar R$ 8,00 para cada milhão de litros. A taxa sobe para R$ 28,00, no caso de devolução da água sem tratamento. O valor cai para R$ 5,00 para os agricultores e irrigadores, que são os maiores usuários de águas do Paraíba do Sul. “É contribuição quase simbólica”, avalia Kelman, lembrando que a França, onde também há cobrança pelo uso da água, consegue arrecadar anualmente cerca de US$ 1 bilhão.


            Imposto – Kelman informa que o cadastramento é semelhante à declaração do Imposto de Renda. Os interessados prestaram informações sobre o volume de água que captam, de que forma atuam e tecnologia que empregam para evitar poluição. “Assim como no IR, teremos malha fina”, informa. A fiscalização será feita por amostragem e de início atingirá, segundo ele, as “poucas empresas que não foram cidadãs” e não responderam à campanha. “Quem não se cadastrou e usa o rio de forma deletéria não tem garantia de que receberá outorga da ANA”, ameaçou.


Sandra Sato

Crime Ambiental

dezembro 21, 2002 by  
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            A Caesb é acusada de poluir o meio ambiente com a venda de lodo que, segundo o Ministério Público Federal, é altamente tóxico. O lodo é resultado da reciclagem do esgoto e serviria de adubo. O material produzido tem até proibição de ser importado porque há diversas restrições para seu uso.


            how to get cialis O procurador Alexandre Camanho entrou com ação civil na Justiça Federal para proibir a Caesb de comercializar o lodo, que já contaminou uma área de 15 quilômetros próxima a doios córregos no Gama. A Caesb alega que o material foi levado de forma clandestina prescription drugs online without prescription para o local.


Samanta Sallum

Rio da vida, rio da morte

dezembro 21, 2002 by  
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Editorial


            A Amazônia possui uma das maiores bacias hidrográficas do mundo, e uma das mais prolíferas também. Ao ritmo das cheias e das vazantes, deposita-se o limo enriquecido nas várzeas, criando um solo propício a agricultura, tal como se dá no Nilo, do Egito. Com uma diferença: lá, aproveita-se efetivamente essa dádiva da natureza; aqui não, basta ver que a maioria dos produtos de consumo diário são oriundos de outras localidades do país.


buy drugs online no prescription style=”FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial”>            Essa falta de traquejo com as coisas da região já é, no entanto, proverbial. Outro exemplo: os rios são igualmente “as estradas” da Amazônia, as vias de comunicação entre municípios e vilas distantes. Saber navegá-los é uma obrigação de todo caboclo, que passa como uma herança ancestral de pai para filho.


            Apesar disso, por força da ambição desmedida de alguns empresários do ramo de transportes fluviais, aliado à negligência ou imprudência pura e simples, inúmeras tragédias têm manchado de sangue o leito dessas águas.


            O naufrágio do barco-motor Dom Luiz XV, ocorrido na terça-feira passada no rio Pará, é revelador de tais práticas criminosas.


            O acontecimento chocou o país e tem sido acompanhado atentamente pela imprensa que, por sua vez, não se pode restringir ao menor relato dos fatos, mas também e principalmente deve, em nome do interesse público, cobrar a punição dos culpados.


            usa cialis Afinal de contas, essa não é a primeira vez que ocorre um acidente desse tipo. A crônica dos dias próximos é pródiga neste sentido. E o angustiante é que, embora tantas vidas se tenham perdido nesse tempo, pouco ou nada se fez – ao menos de forma eficiente – para evitar a sua repetição.


            A sociedade, portanto, exige que providências enérgicas sejam tomadas por quem de direito. Lamentar, apenas, a experiência demonstra, nada resolve.


            Irmanados na dor, os cidadãos esperam que esta seja a última vez que venham a chorar por causa de um evento terrível como esse.

Sugerindo novos rumos federais no meio ambiente

dezembro 20, 2002 by  
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*Paulo Nogueira-Neto
online pharmacy without prescription face=arial color=#404040>


Ao Governo Fernando Henrique e aos seus ministros José Sarney Filho e José Carlos Carvalho devemos grandes conquistas no setor ambiental, e muitas outras certamente serão obtidas pela nova ministra Marina Silva e pelo Presidente Lula. A Federação Brasileira acordou para o fato de que o aquecimento climático (efeito estufa) representa grave perigo para todos. E temos a comemorar sobretudo a implantação de numerosas unidades de conservação, que hoje somam cerca de 52 milhões de hectares, ou seja o equivalente a 52 Líbanos. No entanto, no processo dinâmico e permanente de defesa do meio ambiente, a solução dos problemas, geralmente muito grandes e difíceis, requer sempre especial atenção da parte dos governantes.

Entre essas questões, avulta a da organização do Ibama, sob certo aspecto a maior entidade executiva federal. Cinqüenta e dois Líbanos não cabem dentro do Ibama. Sinto-me à vontade para falar a respeito, pois tenho experiência no assunto e não sou candidato a nenhum cargo. Como se sabe o Ibama é o resultado da fusão de quatro entidades, uma das quais foi a Secretaria Especial do Meio Ambiente, Federal, que chefiei durante 12 anos e meio.

A Sema, pela sua abrangência, foi a raiz principal do Ibama. Essa fusão, que ocorreu durante o Governo Sarney foi bem vinda na ocasião, pois constituiu uma etapa necessária. Contudo, o Ibama permaneceu relativamente estagnado na sua organização, numa época em que os problemas ambientais aumentaram enormemente.

Não faço nenhuma crítica pessoal aos seus dirigentes, que procuraram se desdobrar durante os seus mandatos. Apesar das meritórias tentativas de reorganização do Ibama, houve um agravamento dos problemas que afligem a entidade. As organizações ambientalistas não-governamentais têm preocupações sérias sobre isso. O desmatamento da Amazônia e de outras regiões prossegue em vasta escala, ou seja, perdemos cerca de um milhão e meio de hectares por ano de florestas nativas. Contudo, não precisamos dessas áreas abatidas para o progresso da nossa agricultura. Além disso, a quantidade de carbono que essas derrubadas lançam à atmosfera torna o Brasil um dos grandes poluidores do ar planetário. Esse fato, pouco reconhecido dentro do Brasil, prejudica nossa reputação lá fora.

Ao mesmo tempo em que isso ocorre, as entidades ambientalistas não-governamentais recebem, em várias partes da Federação, notícias de graves desobediências às normas e leis que deveriam regular as derrubadas. Isso ocorre em lugares tão diversos como a Amazônia, o Sul da Bahia e algumas regiões dos estados do Paraná e Santa Catarina, onde os últimos bosques de Araucária estão desaparecendo neste mesmo momento em que o leitor lê o jornal. Essa situação se deve, principalmente, ao fato de que os “gerentes executivos” locais do Ibama às vezes não obedecem às ordens dos seus superiores, nem aos regulamentos. Matas que deveriam ser protegidas são liquidadas. Estações ecológicas têm suas edificações roubadas até de portas e janelas e as verbas que deveriam chegar aos parques, estações ecológicas e APAs são usadas em outros projetos, por secretários executivos locais. Evidentemente há também ótimos e eficientes secretários executivos, mas o mesmo não se pode dizer de outros.

Essa situação ocorre, repito, apesar dos louváveis esforços de ministros, diretores, secretários e funcionários sérios e valorosos, cialis effectiveness mas que não conseguiram e não conseguem deter a desestruturação que há anos aflige o Ibama. Em outras palavras, a organização Ibama, como está, não pode ser eficientemente dirigida, pois isso está acima das possibilidades humanas. Prova disso é o fato de que o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, somente quando se libertou administrativamente, conseguiu alcançar um alto nível de eficiência, hoje reconhecida pelos meios científicos do País e do exterior. Diga-se de passagem que o Jardim Botânico continua dentro do Ministério do Meio Ambiente, o que mostra que o gargalo não é o Ministério. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e as secretarias de Biodiversidade e a da Amazônia e outros setores funcionam bem, dentro do Ministério.

O quadro do Ibama é grave, mas tem conserto. Os funcionários do Ibama são em regra pessoas de bom nível e sérias. Além disso, os recursos humanos da entidade foram recentemente reforçados. O que é necessário fazer, com urgência, é reorganizar o Ibama. Quanto às unidades de conservação (parques, estações ecológicas, APAs, reservas extrativistas), a melhor solução é seguir o ótimo precedente do Jardim Botânico. Para isso, é necessário constituir o Instituto Brasileiro de Unidade de Conservação (Ibuc). Inicialmente poderia compartilhar com o Ibama suas estruturas de apoio administrativo. Desse modo não haveria aumento das despesas.

Assim, o principal e primeiro item de qualquer reforma do Ibama deve ser dar autonomia ao conjunto das unidades de conservação, para que possam constituir um novo Instituto irmão. Com isso, o Ibama ficaria de um tamanho mais apropriado para atender aos seus ainda imensos objetivos de licenciamento federal, controle da fauna, controle dos desmatamentos, manejo florestal, incentivo ao reflorestamento, utilização de imagens de satélites, prevenção de queimadas, controle da poluição no âmbito federal etc. Em outros países, essas funções são agrupadas em diferentes instituições. O Ibama, reorganizado, será sempre uma entidade importante, ao lado do Ibuc, no Ministério do Meio Ambiente.

Para concluir, quero ressaltar que a indicação da senadora Marina Silva, para o cargo de Ministra do Meio Ambiente, foi recebida com a maior satisfação por todos os setores ambientalistas brasileiros. Ela certamente examinará com atenção e competência as questões aqui ressaltadas.

*Paulo Nogueira-Neto (nogueira-neto@uol.com.br) é ex-Secretário do Meio Ambiente (Federal) e professor emérito de Ecologia Geral do IB-USP

Sugerindo novos rumos federais no meio ambiente

dezembro 20, 2002 by  
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Ao Governo Fernando Henrique e aos seus ministros José Sarney Filho e José Carlos Carvalho devemos grandes conquistas no setor ambiental, e muitas outras certamente serão obtidas pela nova ministra Marina Silva e pelo Presidente Lula. A Federação Brasileira acordou para o fato de que o aquecimento climático (efeito estufa) representa grave perigo para todos. E temos a comemorar sobretudo a implantação de numerosas unidades de conservação, que hoje somam cerca de 52 milhões de hectares, ou seja o equivalente a 52 Líbanos. No entanto, no processo dinâmico e permanente de defesa do meio ambiente, a solução dos problemas, geralmente muito grandes e difíceis, requer sempre especial atenção da parte dos governantes.

Entre essas questões, avulta a da organização do Ibama, sob certo aspecto a maior entidade executiva federal. Cinqüenta e dois Líbanos não cabem dentro do Ibama. Sinto-me à vontade para falar a respeito, pois tenho experiência no assunto e não sou candidato a nenhum cargo. Como se sabe o Ibama é o resultado da fusão de quatro entidades, uma das quais foi a Secretaria Especial do Meio Ambiente, Federal, que chefiei durante 12 anos e meio.

A Sema, pela sua abrangência, foi a raiz principal do Ibama. Essa fusão, que ocorreu durante o Governo Sarney foi bem vinda na ocasião, pois constituiu uma etapa necessária. Contudo, o Ibama permaneceu relativamente estagnado na sua organização, numa época em que os problemas ambientais aumentaram enormemente.

Não faço nenhuma crítica pessoal aos seus dirigentes, que procuraram se desdobrar durante os seus mandatos. Apesar das meritórias tentativas de reorganização do Ibama, houve um agravamento dos problemas que afligem a entidade. As organizações ambientalistas não-governamentais têm preocupações sérias sobre isso. O desmatamento da Amazônia e de outras regiões prossegue em vasta escala, ou seja, perdemos cerca de um milhão e meio de hectares por ano de florestas nativas. Contudo, não precisamos dessas áreas abatidas para o progresso da nossa agricultura. buy generic drugs online Além disso, a quantidade de carbono que essas derrubadas lançam à atmosfera torna o Brasil um dos grandes poluidores do ar planetário. Esse fato, pouco reconhecido dentro do Brasil, prejudica nossa reputação lá fora.

Ao mesmo tempo em que isso ocorre, as entidades ambientalistas não-governamentais recebem, em várias partes da Federação, notícias de graves desobediências às normas e leis que deveriam regular as derrubadas. Isso ocorre em lugares tão diversos como a Amazônia, o Sul da Bahia e algumas regiões dos estados do Paraná e Santa Catarina, onde cialis cipla os últimos bosques de Araucária estão desaparecendo neste mesmo momento em que o leitor lê o jornal. Essa situação se deve, principalmente, ao fato de que os “gerentes executivos” locais do Ibama às vezes não obedecem às ordens dos seus superiores, nem aos regulamentos. Matas que deveriam ser protegidas são liquidadas. Estações ecológicas têm suas edificações roubadas até de portas e janelas e as verbas que deveriam chegar aos parques, estações ecológicas e APAs são usadas em outros projetos, por secretários executivos locais. Evidentemente há também ótimos e eficientes secretários executivos, mas o mesmo não se pode dizer de outros.

Essa situação ocorre, repito, apesar dos louváveis esforços de ministros, diretores, secretários e funcionários sérios e valorosos, mas que não conseguiram e não conseguem deter a desestruturação que há anos aflige o Ibama. Em outras palavras, a organização Ibama, como está, não pode ser eficientemente dirigida, pois isso está acima das possibilidades humanas. Prova disso é o fato de que o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, somente quando se libertou administrativamente, conseguiu alcançar um alto nível de eficiência, hoje reconhecida pelos meios científicos do País e do exterior. Diga-se de passagem que o Jardim Botânico continua dentro do Ministério do Meio Ambiente, o que mostra que o gargalo não é o Ministério. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e as secretarias de Biodiversidade e a da Amazônia e outros setores funcionam bem, dentro do Ministério.

O quadro do Ibama é grave, mas tem conserto. Os funcionários do Ibama são em regra pessoas de bom nível e sérias. Além disso, os recursos humanos da entidade foram recentemente reforçados. O que é necessário fazer, com urgência, é reorganizar o Ibama. Quanto às unidades de conservação (parques, estações ecológicas, APAs, reservas extrativistas), a melhor solução é seguir o ótimo precedente do Jardim Botânico. Para isso, é necessário constituir o Instituto Brasileiro de Unidade de Conservação (Ibuc). Inicialmente poderia compartilhar com o Ibama suas estruturas de apoio administrativo. Desse modo não haveria aumento das despesas.

Assim, o principal e primeiro item de qualquer reforma do Ibama deve ser dar autonomia ao conjunto das unidades de conservação, para que possam constituir um novo Instituto irmão. Com isso, o Ibama ficaria de um tamanho mais apropriado para atender aos seus ainda imensos objetivos de licenciamento federal, controle da fauna, controle dos desmatamentos, manejo florestal, incentivo ao reflorestamento, utilização de imagens de satélites, prevenção de queimadas, controle da poluição no âmbito federal etc. Em outros países, essas funções são agrupadas em diferentes instituições. O Ibama, reorganizado, será sempre uma entidade importante, ao lado do Ibuc, no Ministério do Meio Ambiente.

Para concluir, quero ressaltar que a indicação da senadora Marina Silva, para o cargo de Ministra do Meio Ambiente, foi recebida com a maior satisfação por todos os setores ambientalistas brasileiros. Ela certamente examinará com atenção e competência as questões aqui ressaltadas.

Paulo Nogueira-Neto (nogueira-neto@uol.com.br) é ex-Secretário do Meio Ambiente (Federal) e professor emérito de Ecologia Geral do IB-USP

Poluição traz de volta aguapés para o rio

dezembro 20, 2002 by  
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prescription drugs online Arial”>                        Os aguapés voltaram a ocupar o leito do rio Poti, com o aumento da poluição na região do Mocambinho ao bairro Ilhotas, em Teresina. Antes acumulados nas margens do rio, os aguapés estão no meio do leito desde a manhã de ontem.


            O assistente técnico do Departamento de Meio Ambiente da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Centro-Norte, Jorginei Moraes, afirmou que a correnteza e o fluxo do rio Poti estão aquém do previsto nesta época do ano, o que permite o crescimento dos aguapés.


            Ele informou que com o aumento do volume de suas águas, o rio Parnaíba está represando as águas do Poti permitindo a proliferação dos aguapés.


            Jorginei Moraes declarou que se não caírem chuvas mais fortes para aumentar o volume e a correnteza das águas do rio Poti os aguapés podem ficar no leito e serão retirados por uma equipe da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Centro-Sul. “Estamos monitorando os aguapés. Estamos vigilantes”, declarou Jorginei Moraes.


            Ele disse que os aguapés têm capacidade de multiplicação muito grande e estão no rio Poti porque existe muito material orgânico necessário para sua sobrevivência.


acomplia 20mg pills style=”FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial”>            Os aguapés, quando não estão em grande número, ajudam na oxigenação do rio. Jorginei Moraes acredita que os esgotos despejados nas regiões do Mocambinho e Dirceu estão poluindo o rio e fornecendo material orgânico para o crescimento dos aguapés.


            “O material orgânico é aquilo que o aguapé come”, afirmou Moraes.


            Rios Parnaíba e Poti podem ser “salvos”


            O futuro secretário estadual de Meio Ambiente, Dalton Macambira, concorda com articulação de parceria com a Prefeitura de Teresina para salvar os rios Parnaíba e Poti e aproveitá-los economicamente.


            Sem falar como secretário porque ainda não teve nomeação anunciada pelo governador Wellington Dias, Dalton Macambira afirmou que o principal problema do rio Parnaíba são seus afluentes. “O assoreamento de seus afluentes é que tem prejudicado. Com certeza vamos atacar o assoreamento dos afluentes para controlar o assoreamento do rio”, declarou Dalton Macambira.


            Ele cita como exemplos de afluentes que sofrem assoreamento os rios Uruçuí e Piauí. “Nós ainda estamos estudando, recebendo propostas da entidade e de órgãos governamentais como o Ibama (Instituto Nacional de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis)”, disse Macambira.


            Dalton Macambira acredita que as ações ambientais devem ser integradas para envolver as Secretarias de Meio Ambiente, Saúde, de Educação e outras. Essa vai ser a novidade do governo Wellington Dias. Vai ser um governo que vai agir de forma integrada. Não vai haver um secretário realizando uma coisa independente do outro”, afirmou Dalton Macambira.


            “Vão ser implementadas ações integradas com as secretarias para que tenham absoluta sintonia com o governador, com o plano de governo e com o mesmo objetivo: o desenvolvimento do Piauí”, declarou o futuro secretário estadual de Meio Ambiente.


            Classifica como muito sérios os problemas dos rios nas áreas urbanas. O Brasil possui a maior reserva do mundo de água potável. “Seguramente o problema da água vai ser um dos mais graves para a humanidade. Os rios que estão próximos dos centro urbanos sofrem muito por esse impacto. Somente uma ação integrada visando a preservação dos rios, mas usá-los para o desenvolvimento do Estado”, adiantou.


            A preservação e seu uso para o desenvolvimento são compatíveis, pensa Dalton Macambira, ex-chefe do gabinete do ex-vice-governador Osmar Júnior (PC do B), professor universitário com doutorado em História, mas com teses sobre o desenvolvimento econômico.


            O candidato do PV ao governo do Estado, Judson Barros, que foi derrotado, vai ocupar uma das secretarias executivas da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.


            Os rios Poti e Parnaíba serão aproveitados para a criação de peixe em alguns de seus trechos. Eles também serão explorados pela indústria do turismo na administração do governador eleito Wellington Dias.


            Dalton Macambira diz que as áreas de preservação não terão exploração econômica e de conservação que podem ser explorados economicamente.


Efrém Ribeiro Da Editoria Geral

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