Incêndio na floresta amazônica está fora de controle

fevereiro 28, 2003 by  
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Manaus - Somente quanto o avião de exploração do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) retornar a Manaus, neste sábado, é que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) terá a noção correta das conseqüências do grande incêndio que começou na última quarta-feira e já destruiu cerca de 300 quilômetros quadrados de floresta amazônica no município de Barcelos, a 396 quilômetros de Manaus.

Uma coisa, porém, é certa: dificilmente o incêndio será controlado sem a ajuda do clima. Segundo o gerente-executivo do Ibama no Amazonas, José Leland, o local do fogo é de difícil acesso, tem vegetação dose cialis rasteira e está, no momento, com umidade relativa do ar em torno de 45%.

“Isso propicia ainda mais a proliferação das chamas. Normalmente, a umidade naquela região beira os 90%”, diz o gerente. De qualquer forma a previsão agora é um pouco mais otimista. A equipe aérea do Sivam informou por rádio que choveu durante parte da manhã, o que deve ter retardado um pouco o avanço do fogo.

“Aí é que está o problema. Precisamos analisar as imagens aéreas que estão sendo feitas para saber como o fogo está se comportando e em que proporção está avançando sobre a floresta”, completa Leland.

Por enquanto, o fogo está distante da sede do município de Barcelos, que já foi inclusive capital do Amazonas no auge do Ciclo da Borracha. Mas as comunidades buy drugs de Floresta, Santa Rita e Canafé, onde vivem cerca de 100 famílias de ribeirinhos podem ser atingidas.

Até o momento, não há notícia de vítimas fatais, mas o estrago ambiental já é considerável. Segundo o Ibama, este é o maior incêndio em floresta já registrado no Amazonas. No momento, 54 bombeiros e 36 pessoas do Ibama estão trabalhando no local, mas com poucas condições de influir decisivamente no combate ao fogo.

Somente o clima pode modificar o quadro. Se chover forte, o que também é muito comum nesta época do ano, as chamas serão facilmente debeladas. As causas do incêndio ainda não foram oficialmente descobertas. Mas acredita-se que a longa estiagem – não chove na região há 75 dias – e fogueiras acesas pelos ribeirinhos tenham sido as principais causas do fogo.

Paulo Roberto Pereira

Liminar suspende quarta audiência pública do Rodoanel

fevereiro 28, 2003 by  
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Uma decisão judicial suspendeu ontem, às 23 horas, a audiência pública para a discussão dos impactos ambientais nos traçados dos trechos Sul, Leste e Norte do Rodoanel Mário Covas, que estava acontecendo no município de Guarulhos. Esta foi a quarta audiência paralisada por ação de ambientalistas e da Procuradoria da República de São Paulo.

Segundo Rubens Mazon, coordenador de gestão ambiental do Rodoanel, as audiências foram suspensas por razões formais, como localização e horário, e não técnicas. “Essas decisões representam um prejuízo grande para o Estado e para o contribuinte, prejudicando as pessoas que estão participando da reunião. Ontem, em Guarulhos, em cerca de 500 pessoas”, disse. As demais reuniões suspensas foram em Embu, São Paulo e Mairiporã.

Para Mazon, a suspensão de uma audiência pública “é um contra-senso, um ato para intimidar. Se a Justiça acha que a reunião não foi suficiente, peça outra, mas sem paralisar a que está em curso”. O representante da Dersa, responsável online drugs without prescription pelo projeto, diz que as audiências seguem a normatização do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). A Dersa já remarcou as audiências de Embu, para o dia 10 de março, na Câmara Municipal da cidade, e de São Paulo, para o dia 12 de março, no Círculo Militar. Está agenda também uma reunião no Centro Cultural Izaura Neves, em Caieiras, no dia 6 de março.

Segundo Carlos Bocuhy, da Campanha Billings Te Quero Viva, as audiências foram suspensas por conterem irregularidades, “caso contrário a Justiça não teria dado as liminares”. O ambientalista diz que os pedidos de suspensão são resultado de um movimento articulado de mais de 60 organizações não-governametais da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Maura Campanili

Auditoria da água

fevereiro 28, 2003 by  
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A ministra do Meio-Ambiente, Marina Silva, esteve ontem no TCU a procura dos últimos trabalhos do Tribunal na área ambiental. Um deles é a auditoria que avaliou os riscos de uma crise de abastecimento de água no país. Os crimes contra o meio-ambiente estão na mira do TCU. O 36 hour cialis buy prescription drugs without prescription presidente do tribunal, ministro Valmir Campelo, prometeu ação contundente dos auditores na fiscalização dos programas de proteção ambiental.

Plano de Gestão Integrada – Entrevista Benedito Braga

fevereiro 28, 2003 by  
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Entrevista concedida ao Tribuna do Norte


Mesmo com a redução no volume de recursos para as áreas de gestão e obras, a Agência Nacional de Águas (ANA) garante verba para a elaboração do Plano de Gestão Integrada da bacia do rio Pitimbu e a bacia dos rios Piranhas/Açu, no Rio Grande do Norte. A afirmação buy drugs online é do diretor da ANA, Benedito Braga, responsável pela implantação da política de gestão de águas, a chamada Lei das Águas. Ele esteve ontem em Natal para uma audiência com a governadora Wilma de Faria, quando conversaram sobre o assunto. Em 2003, o RN terá R$ 1,2 milhão para o plano.


Tribuna do Norte- 36 hour cialis Quais os projetos previstos pela Agência Nacional de Águas este ano?

Benedito Braga- No âmbito do Rio Grande do Norte, a agência tem um programa que se chama Pró-Água/Semi-Árido, que já se desenvolve há quatro anos, visando dotar os estados nordestinos de infra-estrutura hídrica, como açudes e adutores e também o gerenciamento dessa infra-estrutura.

TN – Quais os recursos previstos para 2003?

BB – No governo passado, a proposta levada pela ANA ao Ministério de Planejamento e Orçamento para investimentos na área de gestão foi de R$ 35 milhões. Mas esse valor foi cortado para R$ 9 milhões. Para obras, eram R$ 170 milhões, que foram reduzidos para R$ 60 milhões. Até agora, só foram liberados 2% do dinheiro para gestão.

TN – A ANA terá recursos para a elaboração do Plano de Gestão Integrada da bacia do Pitimbu e a bacia dos rios Piranhas/Açu, que estão entre os projetos do governo estadual?

 BB - São ações que vamos priorizar porque são estudos e não demandam tantos recursos. Viemos para garantir à governadora de que a ANA vai manter o Pró-Água como prioritário para a região. O Plano de Gestão Integrada procura analisar as demandas de água, seja para irrigação, abastecimento ou indústria. Identifica quem e quantos são os usuários, as potenciais fontes de contaminação das bacias, além das medidas que devem ser adotas para a melhor gestão dessas águas.

Guia ajuda a identificar espécies marinhas

fevereiro 28, 2003 by  
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Um Guia de Identificação de Espécies Marinhas foi lançado neste semana pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e traz peixes buy prescription drugs online e outros organismos marinhos encontrados nas imediações da Ilha de Porto Belo e na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, em Santa Catarina. São duas cartelas plastificadas, com fotos coloridas, cuja finalidade é incentivar o mergulho contemplativo, viabilizando uma proposta de uso sustentável para esses ambientes.

Uma das cartelas foi desenvolvida para ser utilizada em águas mais rasas e apresenta organismos marinhos com seus respectivos nomes em português e em espanhol. A outra é voltada para águas mais profundas e identifica peixes encontrados na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo.

“Trata-se de um material simples, que o mergulhador pode levar para dentro da água e que serve como fonte de consulta no momento do mergulho, tornando a atividade mais atrativa”, diz o oceanógrafo do Laboratório de Mergulho da Univali, Ewerton Wegner. O guia faz parte da campanha As 10 Regras de Ouro do Mergulho, iniciada no ano passado pelo Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar (CTTMar), da universidade.

As cartelas foram feitas a partir de um acervo fotográfico do laboratório e contaram com parceiros da iniciativa privada. Trazem fotos de espécies curiosas como o peixe-morcego, o olho de cão, o xerelete de rabo amarelo e o peixe-papagaio, além de invertebrados interessantes, como o siri-vermelho, a vieira, ouriços, esponjas, algas e as interessantes colônias de baba-de-boi. super cialis

“Queremos que os mergulhadores se tornem defensores do ambiente marinho no Estado, fazendo frente às atividades predatórias, como a caça submarina, e troquem as armas pela máquina fotográfica”, diz Wegner. As cartelas estão à venda nos principais pontos turísticos próximos à Ilha de Porto Belo e à Reserva Biológica do Arvoredo.

Maura Campanili

Hotéis adotam sistema eficiente

fevereiro 28, 2003 by  
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O buy drugs online no prescription Projeto Energia Brasil começa no Rio Grande do Sul pelo Sindicato dos Hotéis, Bares e Similares de Porto Alegre, que já está recebendo orientações sobre o uso eficiente da energia elétrica. O presidente da entidade, Ricardo Ritter, revelou que a economia, em alguns casos, poderá chegar a uma redução de consumo em até 50%.

A coordenadora do Programa de Energia Brasil, do Sebrae/RS, Marta Folha, disse que a eficiência do consumo no setor de hotéis, bares e restaurantes deverá revelar alto índice de economia. ‘A simples mudança de comportamento, como não deixar portas de refrigeradores abertas ou adequar a iluminação, são atitudes que resultam em menor custo no final.’

No final do ano, o Sebrae/RS, imcumbido de apliar o treinamento do projeto, deverá realizar levantamento de economia nas empresas que adotaram o programa. ‘A avaliação do momento é de que através dos 75 cursos, generic cialis canadian as empresas já alcançaram redução média de 10%.’

Cascas de babaçu podem gerar 104 mW de energia por ano

fevereiro 28, 2003 by  
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As 985 mil toneladas de cascas do coco babaçu obtidas anualmente com o aproveitamento industrial de castanhas, no norte e nordeste, poderiam gerar o equivalente a 104 mW por ano, o que corresponde a 5% da matriz energética nacional. É o que revelou uma tese de doutorado defendida na quarta-feira, dia 26, na Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp. Incluindo as cascas que as quebradeiras de coco jogam no mato, a biomassa de babaçu chega a 2,9 milhões de online pills no prescription toneladas por ano, o suficiente para produzir 260 mW de energia em sistema de co-geração.

“O estudo demonstrou que a biomassa de babaçu é uma alternativa energética altamente viável”, diz o autor da tese, Marcos Alexandre Teixeira. De acordo com ele, o aproveitamento da casca do coco como fonte energética poderia ser adotado principalmente em centros comunitários de beneficiamento da castanha do próprio babaçu. O fruto ocorre naturalmente em toda a Amazônia Legal além dos estados do Piauí e Maranhão. Todos os dias, as catadeiras de coco deixam nas matas de 5 a 7 quilos de casca.

Segundo Teixeira, a tecnologia para geração de energia a partir do babaçu é a mesma usada em relação à biomassa de cana-de-açúcar. “São necessários apenas algumas ajustes nas caldeiras”, explica. Além disso, segundo o pesquisador, o babaçu apresenta como vantagem adicional uma densidade 2,5 vezes maior e um teor de umidade menor, de 15% a 17%, enquanto o teor de umidade do bagaço de cana fica em torno de 50%.

Isso significa que as cascas de babaçu armazenadas em um metro cúbico produzem 2,5 vezes mais energia do que o bagaço de cana e queimam melhor porque estão mais secas. “Outra vantagem é que o babaçu ocorre em abundância em áreas onde normalmente a cana não vai bem”, diz Teixeira. Segundo ele, trata-se de um sistema de geração de energia ecologicamente correto em locais onde a cana não é uma boa opção.

Na tese, orientada por Luiz Fernando Milanez, o pesquisador fez um cálculo custo/benefício, concluindo que a melhor alternativa seria produzir vapor de alta pressão a 4,56 Mpa (Mega Pascal) a 420 graus centígrados. Mega Pascal é uma unidade de pressão de fluidos que pode ser genericamente traduzida por força sobre a área. O vapor de alta pressão alimentaria as turbinas para gerar energia elétrica.

Teixeira conta que a energia gerada poderia ser usada na própria cadeia produtiva do babaçu, alimentando máquinas de centrais de beneficiamento, onde se extrai o óleo das castanhas. “Ainda teríamos um vapor de média pressão, que poderia ser generic cialis canadian usado no aquecimento da pasta de babaçu, para separar o óleo, usado na indústria, e a torta, fornecida como ração animal”.
Mais informações podem ser obtidas no site www.unicamp.br

V.C.

Ministros poderão debater importação de pneu usado

fevereiro 28, 2003 by  
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Os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e do Meio Ambiente, Marina Silva, foram convidados por um grupo de parlamentares a prestarem esclarecimentos sobre um decreto, assinado recentemente pelo Governo Federal, que autoriza a importação de pneus usados do Uruguai e do Paraguai. Um dos autores do convite, o deputado Doutor Rosinha (PT-PR), está preocupado com o decreto, que é fruto de uma decisão arbitral do Mercosul. O parlamentar acredita que há a possibilidade de essa decisão ser renegociada entre os países, para que a importação de pneu usado não se concretize.
A expectativa do deputado é que, no debate, possam ser explicitados todos os problemas que a importação de pneu usado poderia acarretar para o Brasil. “Nós estamos importando lixo: é pneu usado de um outro país. Isso significa, inclusive, a redução de emprego aqui dentro. Quanto à área de saúde pública, estamos combatendo pneu justamente para combater o dengue”, cialis online buy acrescenta.
A data para o debate ainda não foi acertada.

Por Cláudia Lisboa/ ACS

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