Amazônia terá banco de dados para manejo florestal
A decisão foi tomada nesta quinta-feira no Ibama após reunião entre os representantes desses grupos. “O manejo florestal é uma excelente opção para conservar a floresta em pé”, defende o diretor de Florestas do Ibama, Antônio Carlos Hummel.
O diretor explica que, quando o manejo ordering prescription drugs online é bem feito, a floresta pode produzir dividendos econômicos, ambientais e sociais. Hummel acredita que é possível brand cialis buy online convencer o setor produtivo a substituir o corte raso e predatório da floresta por projetos de manejo.
A princípio, comenta o diretor, a mudança pode custar mais caro, mas garantirá retorno financeiro por um período maior. A rede de instituições e empresas realizará um inventário florestal contínuo, a partir de metodologias comuns para conhecer a reação da floresta após a extração de sua cobertura vegetal de acordo com projetos de manejo.
A rede também estudará os efeitos de aberturas de clareiras e trilhas no meio da floresta para a extração de madeira, óleos e resinas. Com o cruzamento de informações se pretende identificar como as árvores crescem, o tempo que a floresta precisa para se recuperar e mecanismos que levem a uma regeneração mais rápida, entre outras informações.
O diretor observa que nas últimas duas décadas as instituições têm desenvolvido experimentos e metodologias para acompanhar a exploração de áreas de florestas de forma economicamente viável e ecologicamente aceitável.
A diferença é que nunca houve um trabalho conjunto. As informações isoladas já disponíveis vão alimentar um banco de dados ao qual todos os parceiros terão acesso. “Queremos conhecer a dinâmica da floresta em áreas de manejo para subsidiar políticas públicas”, comenta Hummel.
Com um empurrão do governo, as comunidades tradicionais e empresas poderão cada vez mais investir na exploração de recursos da floresta de forma sustentável sem produzir danos ambientais irreversíveis e prejudiciais à própria atividade. As informações levantadas pela rede também ajudarão na definição de outros programas públicos que evitem a degradação do solo e dos recursos hídricos, indicou Hummel.
O representante da madeireira Mil Madeiras, Delman de Almeida Gonçalves, que nesta quinta-feira estava no Ibama participando da reunião para discutir a criação da rede de monitoramento na Amazônia, garantiu: “O manejo florestal vale muito mais a pena do que o corte raso”.
Além de consultores independentes, a rede contará ainda com a participação da Embrapa, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), da Universidade Federal do Amazonas, da faculdade de Ciências Agrárias do Pará, do Instituto do Meio Ambiente e do Homem da Amazônia (Imazon).
Sandra Sato
Câmara aprova acordo de cooperação financeira para projetos ambientais
A Câmara dos Deputados aprovou hoje (27) projeto que prevê a liberação de cerca de US$ 71 milhões destinados à preservação das florestas tropicais. O assunto, que será submetido agora à votação no Senado, é um projeto de decreto legislativo do Acordo de Cooperação Financeira entre Brasil e Alemanha. O acordo foi celebrado entre os dois governos em fevereiro do ano passado, durante a visita oficial do chanceler Gerhard Schroeder ao Brasil. O programa de liberação de recursos do Instituto de Crédito para a Reconstrução ( Kreditanstal fur Wiederaufbau) prevê a destinação de 66.467.944,44 milhões de euros, equivalentes a US$ 71.609.904,00 (cotação do dólar em 26/02 online pharmacy no prescription – taxa de 1,07), para nove projetos. Serão beneficiados ecossistemas remanescentes de Mata Atlântica no Rio de Janeiro, Minas Gerais , São Paulo e Santa Catarina, além da Floresta Amazônica e reservas indígenas na Amazônia Legal. Do total a ser liberado, US$ 5.508.454,00 destinam-se aos corredores ecológicos nos estados do Amazonas, Bahia e Espírito Santo; US$ 8.262.681,00 à proteção da Mata Atlântica em Minas Gerais e generic cialis 20 mg US$ 14.321.979,00 a projetos Demonstrativos para Comunidades Indígenas (PDP/I), executados no âmbito do Programa Piloto de Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7). Para proteção da Mata Atlântica no Rio de Janeiro serão destinados US$ 8.262.681,00 e, para São Paulo, US$ 5.508.454,00 . Ao Projeto Integrado de Proteção das Terras e Populações Indígenas da Amazônia Legal (PPTAL) estão previstos US$ 2.203.381,00 , além de US$ 11.016.907,00 para o projeto integrado de monitoramento e controle de desmatamento e queimadas na floresta amazônica (Prodesque). Está previsto ainda a liberação de US$ 11.016.907,00 para a proteção da Mata Atlântica nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e US$ 5.508.454,00 para programas de apoio ao manejo florestal sustentável na Amazônia (Promanejo). Projetos Entre os projetos a serem beneficiados com recursos do governo alemão, os Corredores Ecológicos na Amazônia, Mata Atlântica, Bahia e Espírito Santo destacam-se por terem o objetivo de comprovar a viabilidade da concepção de corredores ecológicos para fins de proteção da biodiversidade em florestas tropicais da região. Na Amazônia, serão financiadas, entre outras ações, Unidades de Conservação, Fiscalização e Proteção de Terras Indígenas. Na Mata Atlântica, a prioridade é para a área de Vigilância e Monitoramento, Unidades de Conservação e Áreas de Interstícios. O projeto Proteção da Mata Atlântica em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul prevê o financiamento da consolidação e fortalecimento das Unidades de Conservação (UCs) existentes e a promoção do sistema de monitoramento e controle, prevenção e combate e incêndios para as Unidades de Conservação e seu entorno. No estado do Rio de Janeiro, deverá ser financiada a implantação de UCs, monitoramento, fiscalização e controle, além do apoio à elaboração de pequenos projetos de desenvolvimento sustentável. O Promanejo será responsável pelo financiamento de processos e experiências para a utilização sustentável dos recursos madeireiros da Amazônia. No âmbito da Amazônia Legal, os projetos fomentam modelos e iniciativas inovadoras para a proteção da Floresta e para um desenvolvimento sustentável que são implementados por organizações de pequenos produtores rurais, grupos ambientalistas, sindicatos de trabalhadores rurais e comunidades indígenas.
Conselho de Gestão do Patrimônio Genético terá participação da sociedade
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou hoje ao presidente da Associação Brasileira de Empresas de Biotecnologia, Antônio Paes de Carvalho, que a política de biodiversidade está sendo revista à luz do novo governo. Segundo a ministra, a Medida Provisória que regula o assunto deverá continuar em vigor até que seja aprovado um projeto de lei, evitando que haja um vácuo na legislação. “Consideramos o instrumento usado pelo governo anterior inadequado, pois prejudicou um rico processo de discussão que havia entre Congresso, governo e sociedade. Entretanto, a Medida Provisória deverá continuar em vigor até aprovarmos um projeto de lei para evitar solução de continuidade”, disse a ministra, que recebeu um documento contendo propostas relacionadas ao setor.
A ministra informou que uma das mudanças será a composição do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), responsável pela concessão de autorizações para acesso ao patrimônio genético, que hoje conta, exclusivamente, com 19 representantes do setor governamental. Marina Silva explicou que, de imediato, serão convidados a participar das reuniões do conselho 10 representantes, dois de empresas do setor, dois de ONGs, dois do setor acadêmico e quatro da sociedade civil. Até que haja modificação na legislação os novos representantes não terão direito a voto. “É o começo do processo para transformar o CGEN, que hoje é um simples despachador de processos, em espaço de discussão sobre a política de biodiversidade. Queremos uma discussão em que os vários pontos de vista possam ser apresentados”, afirmou a ministra.
O secretário de Biodiversidade e Florestas, João soft tab cialis Paulo Capobianco, que acompanhou a audiência, explicou que está sendo feito um levantamento dos principais gargalos da legislação e identificado como determinadas questões podem ser resolvidas, se via decreto, o que acelera o processo, ou se por projeto de lei. Ele informou ainda que o Ministério do Meio Ambiente está montando uma agenda de consultas ao setor para levantar propostas, questões e expectativas. “Vamos discutir as modificações online prescriptions com a participação do setor empresarial e da sociedade”, afirmou Capobianco.
Comissão da bancada ruralista do RS discute plantio de transgênicos com Marina Silva
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, discutiu hoje, com uma comissão da bancada ruralista do Rio Grande do Sul, o plantio da soja transgênica do Estado. A ministra apresentou uma posição de cautela aos deputados: “não dá para pensar apenas na safra de 2002/2003 sem pensar na preparação do plantio para safra de 2003/2004”.
O Deputado Tarcísio Perondi PMDB/RS estimou que sejam colhidas, somente no Rio Grande do Sul, nove milhões de toneladas de soja transgênica, no valor de dois bilhões de reais. Segundo o deputado, 30% desta soja já foi negociada. “Existe uma emergência, o governo precisa se posicionar logo, não pode passar do dia 15 de março, pois é esta data que começa a colheita da maior safra de soja do Rio Grande do Sul”, soft tab cialis afirmou. O deputado lembrou que há outras culturas transgênicas que também precisam ser discutidas, como a algodão plantado no Centro-Oeste.
Dados do último relatório do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicação de Agrobiotecnologias (ISAAA) revelam que mais da metade (51%) da produção mundial de soja é transgênica. Segundo o relatório, nos últimos dois anos a área plantada aumentou12%, passando de 52,6 milhões de hectares em 2001 para 58,7 milhões em 2002.
O presidente do Clube dos Amigos da Terra no Rio Grande do Sul, Almir Rebelo, esteve presente a reunião, e saiu otimista com a abertura de diálogo oferecido pelo governo. “Nós estamos acreditando no diálogo e no reconhecimento, por parte do governo, que a agricultura é extremamente importante para o país”, afirmou.
O Clube dos Amigos da Terra concentra produtores que cultivam 5 milhões de hectares pelo Plantio Direto no Estado. Rebelo defendeu o cultivo de trangênicos dizendo que essa agricultura vai trazer mais desenvolvimento, mais produção com uma melhora generic drugs online pharmacy na qualidade ambiental.
Campina Grande terá o primeiro polo de reuso de água do Nordeste
A cidade de Campina Grande, PB, será a primeira do Nordeste a desenvolver projeto de reuso de águas. Em fase final de implantação, no distrito industrial, o Pólo de Reuso das Águas do Nordeste, tem financiamento do Banco Mundial e é coordenado pela unidade Algodão da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e a Agência Nacional de Águas (Ana).
O sistema terá a capacidade de tratamento de 20 m³/hora e captará a água coletada pelo emissário de esgotos da cidade. Depois de tratada, a água será destinada ao uso industrial e para irrigação de culturas. Inicialmente, a água usada na agricultura irrigará três hectares de lavouras de frutas, grãos, espécies florestais, pastagens, plantas ornamentais e olerícolas. Indústria e agricultura consumirão 480 m³ diários.
Os técnicos que conduzem os estudos para a implantação do polo de reuso da água trabalham com o conceito de “substituição de fontes”. A idéia é liberar as águas de melhor qualidade para usos mais nobres, como o abastecimento doméstico. O polo terá potencial para reciclar 500 m³/dia, capacidade suficiente para tartar esgotos produzidos por cerca de 5 mil pessoas. Cerca de 60% do esgoto urbano produzido em Campina Grande é lançado diretamente na rede pluvial, sem qualquer tratamento. A prática prejudica a qualidade da água do principal córrego da cidade, o Bodocongó, que segue em direção à barragem de Acauã.
A poluição dos rios do município agrava ainda mais o problema de escassez de água, vivido na região por setores como agricultura, indústria e mesmo a população urbana. Rios poluídos são procurados por agricultores, no cultivo inclusive de hortaliças, constituindo um sério problema de saúde pública. Com a implantação do Polo de Reuso, o objetivo é recuperar as águas contaminadas por esgoto in natura, de modo que se elimine os elementos indesejáveis da água residual.
O esgoto será captado num ponto da rede sanitária, a 10 quilômetros cialis pills for sale da cidade, numa área cedida pela prefeitura. O material passará por processo de peneiragem, numa caixa de concreto e atravessará uma canaleta, onde retentores de metal farão a barragem de materiais sólidos. Os componentes mais pesados do esgoto vão se assentando no fundo dos canais de concreto e, como uma das canaletas estará sempre bloqueada, um funcionário fará a coleta de retirada dos resíduos pesados.
Nessa order prescription drugs online without prescription fase, a água irá para um segundo tanque de concreto e será bombeada para quatro reatores, onde ocorrerá o processo de degradação da matéria orgânica. Bactérias encontradas na água farão o trabalho de descontaminação, eliminando microorganismos nocivos como ovos de vermes e coliformes fecais. A purificação nos reatores pode durar até um mês para que a água seja purificada até um nível próximo da potabilidade. Nesse processo, haverá também produção de gás metano, que será usado para gerar energia elétrica a ser utilizada no próprio sistema.
Lana Cristina
Proprietários de RPPNs vão criar consórcio
Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) no Estado de São Paulo pretendem formar um consórcio para custear a implantação técnicas de exploração sustentada no entorno das áreas protegidas. O objetivo é obter os recursos para a manutenção das reservas, onde apenas atividades ligadas à pesquisa e à educação ambiental podem ser realizadas. “Os custos referem-se basicamente à vigilância da propriedade, pois somos constantemente assediados por ladrões das riquezas florestais, como palmito”, explica Cássio Silva, diretor da Associação das Reservas Naturais do Estado de São Paulo (Renasp), que reúne 17 proprietários de RPPNs. Idealizador do consórcio, que está em fase de viabilização técnica, Silva calcula que os gastos com uma reserva girem em torno de R$ 30 mil ao ano para cada 500 hectares (ha). Com 399 ha de terras em Tapiraí, no Vale do Ribeira, Silva transformou 50 ha na RPPN Multiambiental Fazenda Ecológica. No restante da propriedade, conseguiu ter o primeiro plano de manejo florestal de palmito juçara reconhecido legalmente. “Quero provar que a Mata Atlântica pode bancar não apenas a suas preservação, mas também a sua recuperação. Quando comecei a implantação do manejo sustentado de palmito, em 1989, minha propriedade era uma área semi-devastada”, conta. O modelo de exploração sustentada implementado pela Multiambiental pôde recuperar essas áreas, segundo o proprietário, em virtude das características intrínsecas da palmeira Euterpe edulis, que produz o palmito juçara. “Esta palmeira tem grande presença na mata, que chega a reunir cerca de 2.600 plantas adultas e 50 mil plântulas (mudas) num só hectares. Desta forma, ela é uma rica fonte de alimentos, que atrai animais e insetos nativos que, por sua vez, distribuem purchase prescription drugs online vários tipos de sementes e trabalham em prol da biodiversidade. Este modelo de exploração, nos entornos das áreas preservadas, estimula a recuperação da biodiversidade natural de forma segura e gradativa, pela ação da fauna e da flora da região intocada.” Conforme o diretor da Renasp, a exploração sustentada de palmitos pode gerar um retorno financeiro de R$ 800,00 a R$ 1.200,00 por hectare/ano. Nestas condições, uma propriedade com 500 ha, mesmo improdutiva, pode, a partir de investimentos em torno de R$ 50 mil, coletar cerca de 3 mil quilos de palmito/ano, com ganhos anuais em torno de R$ 130 mil. Atualmente, o fazendeiro está construindo na propriedade uma pousada ecológica com 17 chalés, “viabilizada através da exploração do palmito”. Sua experiência, que já lhe garantiu o Prêmio Ação Verde, concedido por consultores da ONU e representantes de entidades ambientais, como a Fundação SOS Mata Atlântica, tem servido de estímulo para os outros proprietários. “Costumo exemplificar com o palmito porque é o que tenho, mas o consórcio poderá viabilizar outros projetos com recursos da floresta, como ervas medicinais. Será uma forma de nos socorrermos, trocando dinheiro e experiência, sem depender de dinheiro que vem de fora. O consórcio deverá facilitar o investimento inicial que se refere, basicamente, ao pagamento de profissionais da área de engenharia florestal, pois a produção ficará a cargo da biodiversidade cialis pills for sale da floresta”, acredita. Os gastos são apenas um dos entraves à criação de novas RPPNs, um dos principais instrumentos para a preservação no País, sobretudo na Mata Atlântica, onde 72% dos remanescentes estão em propriedades particulares. Outro fator que assusta potenciais candidatos são as restrições ao uso da área – maiores do que as de reserva legal – e a irreversibilidade do ato. Uma vez declarada RPPN, não há como revogar o título de reconhecimento da reserva, que deverá ser respeitada por herdeiros ou novos donos da propriedade, sob pena de estarem descumprindo a lei de crimes ambientais. Por isso, a preocupação dos fazendeiros que optaram pela criação da reserva com a sua manutenção. “Existem vários estudos para beneficiar as RPPNs, mas ainda não foram concretizados. A maior parte dos proprietários não tem de onde tirar os recursos”, diz. O maior benefício legal para o proprietário é a isenção do Imposto Territorial Rural (ITR) sobre a área reconhecida como RPPN. Maura Campanili
ANA investirá R$ 1 milhão em projeto para despoluir lagoas
Não será por falta de estudos técnicos e de projetos que Alagoas deixará de cuidar de suas bacias hidrográficas. O diretor de engenharia da Agência Nacional das Águas (ANA), Benedito Braga, e o coordenador nacional do Proágua, Paulo Varela, estão desde ontem em Alagoas para isso.
Numa parceria com a Secretaria Executiva de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Naturais (Semarhn), eles vão promover estudos sobre o complexo lagunar Mundaú-Manguaba e propor gestões visando a recuperação da qualidade da água dessa e de outras bacias hidrográficas do Estado. A execução de medidas com esse objetivo necessita de recursos, e isso, o representante can you buy prescription drugs online without a prescription da ANA confessa, é uma limitação neste momento – em que houve corte geral no orçamento da União. Mas tanto ele quanto o secretário de Recursos Hídricos, Anivaldo Miranda, acreditam que fica muito mais fácil de resolver a partir de bons projetos. “Um bom projeto nunca fica engavetado”, diz Benedito Braga.
A visita dos dois técnicos a Alagoas visa fortalecer, segundo explicam, o programa de gestão dos recursos hídricos, levando um apoio mais intenso aos estados. “A idéia do nosso trabalho é fazer planos de manejo das bacias hidrográficas, ocupação do solo e definição de práticas sustentáveis para o uso da água, com levantamento das situações existentes e proposições”, explica Benedito Braga.
No caso de Alagoas, o foco principal, no momento, é o complexo lagunar Munda-Manguaba, cujo estudo, segundo Braga, está orçado em R$ 1 milhão. “Precisamos fazer um plano de manejo, definir que tipo de tratamento é mais viável para reduzir a carga poluidora, inclusive para as cidades onde passam os afluentes”, observa.
“O importante disso tudo é que estamos trabalhando a integração dos projetos e articulação e hierarquização das ações. Muita coisa já foi feita até hoje, mas de maneira isolada, quando sabemos que não adianta tratar a lagoa e esquecer os rios que nela deságuam e as comunidades que os margeiam”, online cialis sales destaca Anivaldo Miranda.
Excesso de energia permite o desperdício de água de Itaipu
O que parecia impossível há um ano, quando o País se preparava para sair de um período de racionamento de energia elétrica que durou nove meses, está acontecendo: o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está tendo de permitir o “desperdício” da água do reservatório de Itaipu, a maior hidrelétrica online pharmacy online without prescription cialis sales do mundo. Responsável pelo abastecimento de 20% a 25% do consumo nacional, a situação atual de Itaipu é o sinal mais evidente da grande sobra de energia que o País passou a ter desde o final do ano passado, menos de um ano após o fim da restrição forçada do consumo.
Por ser um usina “fio d’água”, ou seja, quase sem reservatório para acumulação e uso posterior, e por estar “no fim da linha” – após todas as hidrelétricas nacionais -, a preocupação do ONS é aproveitar até o último pingo d’água de Itaipu para gerar energia. Ao liberar água sem que esta acione as turbinas , o ONS indica claramente a grande sobra e a situação tranqüila em termos de abastecimento de energia para os próximos anos.
O desperdício de água de Itaipu está sendo facilitado pelo grande volume de chuvas nas bacias do Tietê e do Paranapanema, onde a maioria das hidrelétricas também é do tipo “fio d’água”, sem grandes reservatórios.
E está ocorrendo após os reservatórios da bacia do Rio Grande (divisa de Minas Gerais com São Paulo) atingirem quase o limite máximo. A represa de Furnas, por exemplo, a maior do País, está com 94,35% de ocupação. Os reservatórios da bacia do Rio Paranaíba estão em torno de 70%, enquanto na Região Sul quase todos estão acima de 90%. Até a Região Nordeste tem folga este ano, segundo o ONS. O reservatório de Sobradinho está com 41,74% da capacidade e o de Três Marias com 52%.
Termoelétricas
A situação tranqüila dos reservatórios ocorre num período normal de chuvas, pelo acompanhamento do ONS. No ranking de 72 anos de acompanhamento sistemático do índice pluviométrico brasileiro, o atual período molhado (de novembro a março) sequer deverá ficar entre os 20 melhores. Ou seja, o País já registrou períodos com chuvas muito mais intensas do que o atual.
Esta situação tranqüila está levando o ONS a reduzir de forma expressiva a geração de energia elétrica por parte das termoelétricas, apesar da inauguração de várias usinas no segundo semestre do ano passado. Em dezembro, por exemplo, enquanto as hidrelétricas produziram 114 mil MW médios de energia, com aumento de 24,8% em relação a dezembro de 2001, as térmicas registraram queda de 46% na produção, com a geração de apenas 4 mil MW médios. Esse volume é pouco superior ao da produção das duas usinas nucleares do País (Angra 1 e Angra 2), que geraram 3,7 mil MW médios em dezembro, com aumento de 12% em relação a dezembro de 2001.
Na avaliação de um experiente técnico do setor elétrico, as térmicas poderiam estar em ritmo até mais lento, não fosse a necessidade do ONS de tentar otimizar as linhas de transmissão. O que indica que as empresas que investiram na construção das termoelétricas, especialmente a Petrobrás, dificilmente conseguirão algum resultado positivo este ano.
Alaor Barbosa
Rio inicia fiscalização contra degradação ambiental na Ilha Grande
A what is the price of cialis operação deve oferecer maior segurança aos moradores e aos 40 mil visitantes que a ilha recebe durante os dias de Carnaval.
Participam da operação, que vai até Quarta-feira de Cinzas, fiscais do Instituto Estadual de Florestas , da Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente), do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e da Prefeitura de Angra dos Reis, além de policiais civis e militares.
Ao todo, serão 83 pessoas atuando na fiscalização ambiental na Ilha Grande.
Com cheap generic drugs informações Agência Brasil
Entidades aprendem a fazer propostas
O documento, chamado de Gestão e Manejo Comunitário dos Recursos Florestais e Pesqueiros na Amazônia Legal, tem cheap prescription drugs without prescription o objetivo de estimular prefeituras municipais, organizações não-governamentais (ONGs) e associações comunitárias a elaborar projetos que busquem processos participativos para o uso sustentável de recursos naturais na região amazônica, em especial os florestais e pesqueiros.
Trata-se de uma colaboração para a implementação da Política Nacional de Meio Ambiente, em que o FNMA entra como o agente financiador que dialoga diretamente com as instituições. Este ano, a entidade receberá novos projetos até o dia 14 de abril. Os projetos passarão por um processo de julgamento no período de 5 de maio a 13 de junho, com a divulgação dos resultados sendo feita no dia 18 de junho.
O edital está dividido em três chamadas. Na primeira, serão selecionados projetos para a elaboração de estudos para a organização social, visando à gestão de recursos naturais. O prazo de execução é de 12 meses, com valor de apoio por projeto variando de R$ 50 mil a R$ 100 mil. Os recursos do FNMA destinados à chamada 1 são de aproximadamente is generic cialis available R$ 500 mil.
Na segunda chamada, serão escolhidos projetos de plano do manejo florestal sustentável de uso múltiplo. Nesse caso, o prazo de execução é de seis a 24 meses e o valor de apoio varia de R$ 50 mil a R$ 200 mil. Para esta chamada, o FNMA destina cerca de R$ 1 milhão.
A terceira chamada será a de seleção de projetos que visam o manejo comunitário da pesca em águas da Amazônia Legal. Para esta etapa, o prazo de execução também é de seis a 24 meses, com valor de apoio variando de R$ 50 mil a R$ 250 mil. O FNMA reserva à chamada três R$ 1 milhão em recursos.

