Paraíba pretende ampliar cadeia produtiva da mamona

abril 30, 2003 by  
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As estratégias do “Programa de Desenvolvimento da Mamona no Estado da Paraíba” começam a ser definidas hoje numa reunião na Embrapa Algodão, em Campina Grande (PB). O principal assunto em pauta será a inserção da mamona paraibana na produção de biodiesel.

A Paraíba tem hoje cerca de mil hectares plantados, área que pode ser bastante ampliada uma vez que o estado tem 46 municípios zoneados para o cultivo de mamona de sequeiro, com potencial para cultivar 200 mil hectares apenas em áreas de sequeiro. A unidade da Embrapa está envolvida num projeto encomendado pela Petrobrás para a produção de biodiesel a partir do óleo da mamona (Ricinus communisL). “A empresa está com uma usina praticamente pronta em Esteio (RN), com capacidade de processar 10 toneladas de baga de mamona por dia, ou seja, 300 toneladas por mês, o equivalente a 3.720 toneladas/ano, que corresponde a um plantio de cerca de 4 mil hectares”, informa o pesquisador Napoleão Beltrão Esberard.

Uma outra usina deve ser implantada buy drugs online without prescription em Mossoró (RN) com capacidade para processar 200 mil toneladas de bagas de mamona por ano. A Petrobrás pretende reutilizar a água fossilizada dos poços de petróleo para a irrigação de mamona na produção de biodiesel. A empresa dispõe
anualmente de cerca de 60 milhões de m³ de água que podem ser tratadas para fins de irrigação.

Um dos motivos de interesse da Petrobrás na produção de biodiesel é a cotação da tonelada do óleo de mamona que alcançou os US$ 1.100, num aumento de mais de 57% em relação aos preços de 2001. O desempenho vantajoso do derivado da oleaginosa está atraindo o investimento de grandes empresas, como a da multinacional americana Bayfront, que instalará no Planalto da Borborema, até julho, inexpensive cialis uma processadora de mamona com capacidade de beneficiar 100 toneladas por dia. (Ubirajara Junior)

País tem o terceiro tanque para pesquisa em águas profundas do mundo

abril 29, 2003 by  
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A inauguração amanhã (30) do Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOcean), na Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia e Arquitetura (Coppe) da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolida a posição de vanguarda da Coppe, como uma das instituição que levaram o Brasil à liderança mundial na exploração de petróleo em águas profundas.

Na instalação do LabOcean foram gastos R$ 16,1 milhões, dos quais R$ 15 milhões são provenientes de recursos dos royalties do petróleo, repassados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por intermédio do fundo setorial buy pills online without prescription CT-Petro, do Ministério de Ciência e Tecnologia.
Na avaliação da secretaria Estadual de Ciência cialis reactions e Tecnologia, o LabOcean garantirá maior confiabilidade e segurança aos projetos de estruturas flutuantes e às operações no mar, assegurando, ao mesmo tempo, a preservação do meio ambiente e das estruturas e equipamentos que, em geral, exigem elevado aporte de capital.

Capaz de reproduzir as principais características do meio ambiente marinho e simular fenômenos que ocorrem em laminas d´água superiores a 2 mil metros de profundidade, o LabOceano
representa um suporte tecnológico estratégico para o país, que tem mais de 90% de suas reservas de petróleo concentradas no mar, e para as industrias do setor petrolífero e naval.

O tanque instalado no LabOcean comporta 23 milhões de litros de água e sua altura corresponde a um prédio de oito andares. Hoje, só existem no mundo duas instalações com características similares as do tanque projetado pela Coppe, com seus 15 metros de profundidade e mais 10 metros adicionais em seu poço central, o Marintek, na Noruega, com 10 metros, e o Marin, na Holanda, com 10,5 metros. (Nielmar de Olivera)

Contaminação do rio Murucupi será investigada por parlamentares

abril 29, 2003 by  
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Os integrantes da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Pará visitaram ontem as comunidades do município de Barcarena afetadas pela poluição do rio Murucupi, que já matou centenas de peixes e pode ter sido a causa para doenças de pele, diarréias e outros problemas de saúde em famílias que dependem da água do rio para sobreviver. O presidente da comissão, deputado Denimar Rodrigues, explicou que a visita apuraria as contradições existentes entre as versões já apresentadas pelas empresas Albrás, Alunorte e Rio Capim Caulim e os problemas vividos pelas comunidades.

De acordo com o deputado, a principal preocupação da comitiva ontem foi com a tubulação descoberta pelo Sindicato dos Químicos de Barcarena logo após o início das investigações sobre a poluição no rio. A tubulação saía da empresa Alunorte e terminava em um ponto fora da zona permitida para escoamento de resíduos sólidos, sem passar pelo tratamento recomendado.

Embora negasse que a tubulação fosse para escoar resíduos poluentes, cialis tablets for sale a empresa mandou fechá-la antes da avaliação das equipes técnicas dos órgãos que apuram o problema da poluição. Ontem, em Barcarena, integraram a comitiva o prefeito de Barcarena, Laurival Cunha, e representantes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de representantes da Secretaria de Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Pará e Ministério Público do Estado (MPE).

Denimar Rodrigues disse que independentemente dos exames que estão sendo realizados pela Sectam e pelo Instituto Evandro Chagas, a comissão da Assembléia vai apresentar um relatório com as informações colhidas ontem nas comunidades e nas empresas.

A visita durou todo o dia de ontem, mas Denimar disse que só hoje poderá antecipar informações que constarão no relatório da comissão. “Se a comissão constatar de fato a poluição por parte das empresas, nós iremos intensificar um trabalho junto ao Ibama e à Sectam para exigir das empresas a recuperação do rio e de toda a área afetada”, disse, ao ressaltar ainda que a Assembléia vai acompanhar, após o resultado dos laudos, a adoção das medidas judiciais por parte dos órgãos competentes.

Líder dos tucanos pede delegacia para o sul do Estado

A construção de uma delegacia integrada no município de São Domingos do Araguaia, no sul do Pará, é a nova reivindicação da deputada Tetê Santos, líder do PSDB na Assembléia Legislativa.

Segundo a deputada, apesar do desenvolvimento, o aumento da violência e da criminalidade, comuns em muitas cidades do Estado, também tem deixado em alerta moradores dos municípios distantes do Pará, como São Domingos do Araguaia.

A deputada explica que a construção de uma delegacia integrada no município deve envolver ações das Polícias Civil e Militar, e a ida de mais viaturas para atender a região. Hoje o município, de acordo com a deputada, dispõe de apenas um veículo que vive constantemente precisando se deslocar para Marabá. “Considero de extrema necessidade para a população a construção da obra”, assegura Tetê, que encaminhou ofício ao secretário especial de Defesa Social, Manoel Santino, comunicando a urgência do atendimento do pleito.

Reforma


A deputada também apresentou moção pedindo a reforma da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio “Elza Dantas”, também no município de São Domingos do Araguaia. A escola foi construída em 1993 e hoje apresenta desgaste em sua estrutura. A secretária executiva de Educação, Rosa Cunha, para quem também foi enviado o pedido de reforma, concorda com a necessidade urgente de reforma da escola. “Se medidas urgentes buy pain pills online without prescription não forem tomadas, os prejuízos poderão ser ainda maiores, tanto para o Estado, quanto para os estudantes do município”, alerta a secretária.

População de Guaribas ganha água tratada

abril 29, 2003 by  
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Após passar décadas conseguindo água em uma fonte a quatro quilômetros do centro da cidade, o que as mulheres faziam carregando vasilhames nas cabeça a população de Guaribas (653 km de Teresina), um generic brand for cialis dos municípios-pilotos do Programa Fome Zero, começa a receber água tratada perto de suas casas. Os moradores da zona urbana de Guaribas começaram a receber sábado água tratada para o consumo humano e animal.

O presidente da Agespisa (Águas e Esgotos do Piauí), Auro Costa, afirmou que em tempo recorde – apenas cinco dias – a empresa construiu e entregou à população um conjunto simplificado de estações de tratamento de água. O sistema foi inaugurado sábado, com a presença do governador Wellington Dias (PT) e do senador Eduardo Suplicy. “Para garantir a água tratada aos moradores, os técnicos da Agespisa construíram duas adutoras, uma de 1,5 quilômetro, para captar água de uma fonte, e outra de 60 metros para pills online without prescription captar água de uma lagoa existente na cidade”, falou Auro Costa.

No caso da lagoa, a turbidez passou de 240% para cerca de 5% após o tratamento, ficando dentro dos padrões recomendados pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

“Com essa medida, nós estamos garantindo o abastecimento de água potável, de boa qualidade, para os mais de mil moradores da zona urbana de Guaribas até o mês de outubro, quando estaremos inaugurando um sistema definitivo para aquela cidade”, explicou o presidente da Agespisa, Auro Costa, que participou da inauguração.

Neste período, a água continuará sendo fornecida através de chafariz, até a conclusão do sistema definitivo, que vai usar como manancial de captação de água os poços que estão sendo perfurados. (Efrém Ribeiro / Da Editoria Geral)

Reunião definirá comitê para Conferência Nacional do Meio Ambiente

abril 29, 2003 by  
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O Ministério do Meio Ambiente (MMA) promove nesta quarta-feira (30), na cidade do Rio de Janeiro, um encontro para formação do Comitê Organizador Estadual da 1ª Conferência Nacional do Meio Ambiente. A reunião será a partir das 14h na sede do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Rua Buenos Aires, 40; 4º andar).


Desde segunda, dia 28, no Rio, estão ocorrendo debates com entidades como Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), Câmara Municipal, OAB, Jardim Botânico, Tribunal de Justiça, entidades civis e outras. Depois de formado, o Comitê Organizador irá encaminhar a realização de encontros em todo o Estado, antecedendo a Conferência Nacional. Já foram criados Comitês Organizadores no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul.


Tanto as reuniões estaduais quanto a Conferência Nacional, que deve se realizar até o início de dezembro deste ano, em Brasília (DF), têm a finalidade de ampliar e aprimorar a participação popular na definição das políticas públicas ambientais, levando a uma postura transformadora frente ao modelo de desenvolvimento. “Com esse amplo debate, será possível qualificar e aumentar a base social de sustentação para as políticas ambientais em nosso país”, explica Eugênio Spengler, coordenador- executivo da Conferência Nacional.


Participação


Os cialis 20mg tablets debates que ocorrerão durante a 1ª Conferência Nacional de Meio Ambiente contarão com delegados e suplentes estaduais em uma proporção de um para cada 25 participantes, e de 20 delegados para cada setor (ver relação abaixo). Poderão participar até 50 delegados cheap pills online without prescription por Estado.


Ao todo, haverá 26 encontros estaduais, um no Distrito Federal e 13 setoriais. Serão eleitos delegados para cada Estado e setor. Os delegados natos dos conselhos nacionais de Recursos Hídricos (CNRH) e do Meio Ambiente (Conama) têm participação garantida na Conferência Nacional.


Setores envolvidos


• Governo Federal;
• Governos Estaduais e Distrito Federal;
• Judiciário e Ministério Público;
• Legislativos Federal, Estaduais e Municipais;
• Governos Municipais;
• Indústria, comércio e serviços;
• Agricultura, pecuária e pesca;
• ONGs ambientalistas;
• Universidades, educadores e Centros de Pesquisas;
• Conselhos profissionais e Associações técnico- científicas;
• Sindicatos de Trabalhadores;
• Povos Indígenas;
• Comunidades tradicionais, economia extrativista e socioeconomia solidária.


(ASCOM)

Sancionado acordo Brasil-Alemanha para preservação das florestas

abril 29, 2003 by  
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou acordo de cooperação financeira entre Brasil e Alemanha para a preservação de florestas tropicais. Os termos buy medicine online do convênio estão publicados no Diário Oficial da União desta terça-feira (29). “Com a sanção, as verbas destinadas ao Ministério do Meio Ambiente e governos estaduais têm disponibilidade praticamente imediata”, explicou Aurélio Vianna, coordenador cialis dosage options do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7).


O programa de liberação de recursos do Instituto Alemão de Crédito para a Reconstrução (Kreditanstal fur Wiederaufbau- KfW) prevê a destinação de € 66.467.944,44 milhões (mais de US$ 70 milhões) para projetos em ecossistemas remanescentes de Mata Atlântica nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Serão beneficiados ainda programas de manejo florestal sustentável e de combate às queimadas na Floresta Amazônica e reservas indígenas na Amazônia Legal. Aos projetos específicos do MMA – Promanejo, Prodesque, PDP/I e Corredores Ecológicos –, serão destinados € 33.745.262,6 (cerca de US$ 37 milhões).


A cooperação alemã vem apoiar o cumprimento das principais metas do PPG7, que são: proteger e recuperar a biodiversidade da Amazônia e da Mata Atlântica; contribuir para a redução das emissões de gases carbono e das taxas de desmatamento; promover a melhoria de vida da população local e ampliar o conhecimento sobre os ecossistemas.


Segundo Vianna, o acordo bilateral demonstra crédito por parte dos investidores em relação ao trabalho desenvolvido pelo Brasil. “Esses recursos, além disso, chegam em um bom momento, já que o Programa Piloto está em transição. Com as verbas, será possível dar continuidade à Fase 1 e efetivar de forma positiva o PPG7 como programa de governo”, disse. De acordo com o coordenador do PPG7, outros € 35 milhões já estão sendo negociados com o KfW.


Programas do MMA Recursos


Corredores Ecológicos € 5.112.918,80


PDP/I (Projetos Demonstrativos € 13.293.588,00
para Comunidades Indígenas)


Prodesque (Projeto Integrado de € 10.225.837,00
Monitoramento e Controle de
Desmatamento e Queimadas na
Floresta Amazônica


Promanejo (Projeto de Apoio ao € 5.112.918,80
Manejo Florestal Sustentável na
Amazônia)


(ASCOM)

Extinta ação do Ministério Público Federal contra medida do programa de redução de energia

abril 29, 2003 by  
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A Advocacia da União em Marília (SP) conseguiu (18/03/03) na Justiça extinguir com julgamento do mérito, a ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), contra a Agência Nacional de medicament cialis Energia Elétrica (ANEEL) e a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).


O MPF pretendia impedir a cobrança da tarifa especial estabelecida pelo governo federal para combater a crise de energia no país em 2001. Além disso, pedia a declaração incidental de inconstitucionalidade da Lei 10.438/02 que estabeleceu a tarifa, sob alegação de que a mesma tem caráter tributário e deveria ter sido criada uma lei complementar para a instituí-la.


O juiz Fernando David Fonseca Gonçalvez da 3ª Vara Federal de Marília acatou os argumentos da AGU de que o adicional tem natureza tarifária, porque seu pagamento só será cobrado caso o serviço de energia elétrica seja utilizado pelo consumidor. Portanto, não é um tributo que é pago independente do governo antibiotics prestar ou não algum tipo de serviço. “É a remuneração paga pelos usuários ao concessionário de serviço público”, ressaltou o juiz.


Em sua decisão, o juiz David Gonçalvez destacou que “os valores arrecadados não se destinam aos cofres públicos, o que vem a atestar sua índole não tributária”. Eles são repassados como determina a lei, a Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE).

Morte de cobra em Buíque foi crime ambiental?

abril 29, 2003 by  
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- Pela Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, o morador de Buíque que matou a cobra coral que passou a poucos centímetros dos pés do presidente Luiz Inácio Lula Silva cometeu um crime ambiental. O incidente ocorreu quando Lula visitava, no sábado, uma família de agricultores nesse município pernambucano, a 280 quilômetros do


Uma eventual condenação do morador dependeria, no entanto, da interpretação do juiz. A opinião é de especialistas sobre questões ambientais. Eles lembram que embora a lei proíba que se matem animais silvestres, a Constituição Federal garante em primeiro lugar o cialis drug impotence direito à vida das pessoas. “Em princípio não se deve matar os animais da fauna nativa”, diz o biólogo Célio Haddad, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Rio Claro. “Mas se há risco para a vida de alguém, antibiotics buy online pode-se matar o bicho que constitui a ameaça.”


Até nesse caso, no entanto, ele ressalva que é uma questão de interpretação.


“Como saber se uma cobra coral, passando perto de alguém, põe em risco a vida dessa pessoa? Um especialista dirá que a cobra só será uma ameaça se for importunado ou pisada. Mas as pessoas comuns não sabem disso. Então, na dúvida, matam a cobra.” Para complicar, há duas espécies dessa cobra, a coral- verdadeira, que é venenosa, e a falsa coral, não venenosa. Não se identificou com precisão a qual espécie pertencia a cobra de Buíque.


Para o biólogo Giuseppe Puorto, diretor do Museu Biológico do Instituto Butantã, quem matou a cobra se precipitou. “Não foi a atitude mais adequada”, diz. “Nesses casos, o que se deve fazer é espantar o animal do local onde estão as pessoas.” Ele também lembra que a coral, embora seja muito venenosa, não constitui um grande perigo para o ser humano. “Dos 20 mil acidentes com cobra que ocorrem todos os anos no Brasil, a coral-verdadeira provoca apenas 0,5%, ante 80% ocasionados por jararacas e 10% por cascavéis. A coral tem a boca pequena, não dá botes e só ataca quando manipulada ou pisada.”


Para Puorto, as pessoas que mataram a cobra não agiram de má-fé. “Há casos em que deve prevalecer o bom senso. Se eu estivesse lá em Buíque, provavelmente teria agido da mesma maneira.”


Também no fim de semana, moradores do Rio mataram a pauladas um tubarão na Praia de Grumari. Nesse caso, embora algumas espécies estejam ameaçadas de extinção, os animais não estão protegidos pela lei. “Infelizmente estão fora da proteção”, diz o zoólogo Otto Gadig, da Unesp de São Vicente, um dos maiores especialistas do Brasil nesses peixes.


“Portanto, quem mata tubarão não comete nenhum delito.”


Gadig ressalva, no entanto, que os tubarões não deveriam ser mortos. “As espécies mais comuns no litoral sudeste do Brasil, como a mangona, a qual pertencia aquele morto a pauladas no sábado no Rio, não são agressivas”, diz. “Dificilmente atacam o ser humano.”


Emas



Cinco emas foram atacadas por vândalos – duas morreram – na madrugada de ontem, no Bosque Municipal Fábio Barreto, em Ribeirão Preto. O caso foi descoberto por funcionários. As telas do Recanto das Emas foram arrancadas pelos vândalos, que entraram e atacaram os animais supostamente com pedaços de pau. No viveiro existiam 16 emas – as três feridas foram levadas para um hospital veterinário na cidade de Jaboticacal (SP). A polícia instaurou inquérito. (Evanildo da Silveira)

Na ONU, ministra diz que hoje “não há mais espaço para uma Rio +20″

abril 29, 2003 by  
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Em seu primeiro discurso na ONU, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pediu urgência na implementação das idéias para a área de desenvolvimento sustentável e disse que o mundo não buying online pode esperar por outra conferência como a Rio +10, realizada em Johannesburgo no ano passado.

“Não há mais espaço para uma Rio+20 para repetirmos as mesmas coisas”, afirmou.

“Não são poucas as críticas, especialmente por parte da sociedade civil organizada, de que avançamos pouco em Johannesburgo”, afirmou ela na abertura da sessão de 2003 da Comissão de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, o primeiro encontro multilateral sobre o assunto desde a cúpula da África do Sul, que foi considerada um fracasso.

Marina, que fez sua estréia como integrante do governo na comissão, explicou seu discurso assim: “A decepção da sociedade tem sua justificativa. Na Rio+10 houve um esforço muito grande não no sentido de avançar com novas propostas e novos compromissos, mas sobretudo para manter os avanços alcançados em 92. Isso faz com que as pessoas tenham aquela idéia de que não houve avanço”.

Na reunião que vai até 9 de maio em Nova York, a comissão tenta reagir. O documento que embasa as discussões, por exemplo, fala em estabelecer “quem faz o quê, quando e como” na agenda do desenvolvimento sustentável, em áreas como erradicação da pobreza e manejo de recursos naturais.

“A buy tadalafil cialis resposta com certeza não é mais avaliação, não é mais retórica. A resposta agora é ação”, a ministra. Marina participa da reunião até amanhã. Depois, segue para Washington, onde manterá encontros bilaterais com representantes do governo norte-americano. (Roberto Dias, de Nova York)

Resíduo de indústria é transformado em tijolo ecológico

abril 29, 2003 by  
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Um projeto de responsabilidade social da TRW, empresa de segurança automotiva do Grupo Blackstone, em Limeira, interior de São Paulo, resultou na inauguração, neste mês, de uma fábrica de tijolos ecossociais. cialis soft tabs online Operada pela Comunidade order antibiotics online Terapêutica Mais Vida, que atende dependentes químicos em fase de desintoxicação, a fábrica utiliza como matéria-prima os resíduos da empresa (areia de fundição), anteriormente destinados ao aterro industrial.


“A areia resultante da fundição da empresa é um produto inerte, pois não contém nenhum produto tóxico. Sua coloração é negra por conta da queima e adição de carvão e precisa ser destinada em aterro por ser sub-produto industrial”, explica José Cicolin, gerente de Recursos Humanos para a América do Sul. Esse material era depositado em um aterro municipal e, posteriormente, em aterro industrial da própria empresa.


As pesquisas para o aproveitamento dos resíduos na construção civil tiveram início em 1994, quando o professor da Universidade de Campinas (Unicamp) e atual gerente da Companhia de Tecnologia em Saneamento Ambiental (Cetesb) na região, Adilson Rossini, orientou trabalho de um aluno para utilização dessa areia na fabricação de tijolos. Apesar do sucesso da pesquisa, a idéia ficou adormecida por falta de parceiros para produzir os artefatos.


Segundo Cicolin, com a criação de um comitê de responsabilidade social na empresa, em 2000, nasceu a idéia de reutilizar o produto. “O projeto permitiria dar sobrevida ao aterro industrial e, ao mesmo tempo, uma destinação ambiental e social para o descarte. A Mais Vida foi escolhida por ser uma entidade que usa a laboterapia em seu processo de reinserção social”, conta. A partir daí, o convênio com a Unicamp foi retomado, para novos testes, e foram providenciadas as licenças de funcionamento junto à Cetesb e à Prefeitura de Limeira.


A fábrica, instalada em uma das chácaras da Mais Vida, produz cerca de 1500 tijolos por dia, mas tem capacidade para até 3 mil. Cerca de dez pessoas trabalham no local, em sistema de rodízio escalonado pela entidade. O produto conta com a especificação técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e utiliza areia e cimento no lugar de barro. “A produção usa um processo de cura natural, com secagem em sete dias, sem necessidade de ir ao forno, economizando lenha e óleo. Com isso, temos um produto de tamanho mais uniforme, que requer menor quantidade de argamassa e reboco em sua utilização”, diz Cicolin.


A TRW investiu cerca de R$ 120 mil no projeto, sendo parte desse valor proveniente de incentivo fiscal, por meio das contribuições financeiras realizadas pela empresa ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. O grupo de funcionários da empresa envolvido com o projeto trabalha, agora, na colocação do produto no mercado, para possibilitar a ampliação da produção. Segundo o gerente, o tijolo ecossocial tem um preço de tijolo normal de primeira linha. Os recursos conseguidos pela nova fábrica são totalmente destinados à Mais Vida. (Maura Campanili)

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