Estatuto da Terra foi “perverso”

maio 30, 2003 by ibps  
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Os superintendentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), reunidos em Manaus no I Encontro de Superintendentes da Amazônia Legal, vão defender a construção de um novo paradigma da reforma agrária para a região. “A reforma agrária no Brasil, conduzida pelas políticas públicas existentes no Estatuto da Terra, nivelou um modelo sem levar em consideração as diferenças regionais”, afirmam os dirigentes na “Carta da Amazônia”, divulgada ontem.


O resultado do encontro, que foi aberto no último dia 27, pelo presidente do Incra, Marcelo Resende, e se encerrou anteontem com a elaboração da “Carta”, vai orientar o Governo Federal na implementação de uma nova estratégia de assentamento agrário adequado às. características da Amazônia, “cuja economia, historicamente, sempre foi baseada no extrativismo”.


De acordo com a carta, ao criar um modelo de reforma agrária único para todo o Brasil, baseado na colonização através da agropecuária, a Lei 4.504, de 30 de novembro de 1964, mais conhecida como Estatuto da Terra, alijou do processo as populações amazônicas e provocou impactos no ambiente, na cultura e na economia da região.


“Este modelo foi perverso tanto em termos ambientais, pois resultou na eliminação de vários ecossistemas com a conseqüente diminuição da biodiversidade pela pecuarização, quanto ao aspecto social, gerando êxodo rural e provocando inchaço dos centros urbanos”, diz um trecho da carta.


Diante dessa perspectiva, os superintendentes da Amazônia firmaram posição não pela reforma do velho modelo, mas sim, pela construção de um novo “que contribua para uma reforma do capital natural da Amazônia em benefício das populações tradicionais, que permita manejos apropriados que assegure o desenvolvimento com sustentabilidade”.


Os superintendentes concluíram que o fracasso dos projetos de assentamento criados na Amazônia ao longo dos últimos 30 anos foi ocasionado pela ausência de ações governamentais e de uma política para o fortalecimento desses projetos.


Na “Carta da Amazônia”, que será apresentada oficialmente ao ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto, eles reuniram cinco propostas “como contribuição ao novo modelo de reforma agrária para a região”. Uma dessas propostas é promover uma integração com os órgãos comprometidos com o desenvolvimento sustentável da Amazônia, entre estes, o Ibama, Banco da Amazônia, Funasa, Inpa, Embrapa e Sipam. Também sugerem que sejam consideradas iniciativas de assentamento como os projetos agroextrativistas, os de desenvolvimento sustentável, os pólos agroflorestais, os “quintais agrícolas”, “quilombos” e ribeirinhos, considerados compatíveis com os diferentes ecossistemas e culturas locais, necessitando de políticas públicas com vistas à sua implementação”.


Os superintendentes decidiram manter um diálogo permanente com as organizações da sociedade civil e criar um Fórum Regional, de caráter permanente, com o objetivo de dar continuidade às discussões iniciadas no encontro de Manaus.


O documento foi assinado pelos superintendentes do Amazonas, João Pedro Gonçalves, do Acre, Raimundo Cardoso de Freitas, do Amapá, Cláudio Santana, do Tocantins, José Cardoso, do Pará, José Roberto Faro, de Marabá (PA), Bernadete Tem Caten, de Mato Grosso, Leonel Wohlfahrt, do Maranhão, Raimundo dos Santos, de Rondônia, Olavo Nienow, e de Roraima, Lurenei do Nascimento.

Estações fluviais modernizadas

maio 30, 2003 by ibps  
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O estudo e a pesquisa sobre a água no Amazonas são a base fundamental para que novas possibilidades de proteção e conservação da qualidade da água da bacia hidrográfica do rio Amazonas seja mantida. Ontem, no II Fórum Amazônico sobre Águas, o gerente da Agência Nacional de Águas (ANA) na área da informação hidrológica, Eurides Oliveira, anunciou o processo de modernização das 800 estações fluviais e pluviométricas de estudos climatológicos e hidrológicos do Amazonas que ainda estudam as águas do Estado num sistema convencional de levantamento de informações.


De acordo com o gerente, Eurides Oliveira, uma parceria entre o SIVAM/CIPAM e com pesquisadores franceses - fruto do acordo de cooperação na parte de estudo de águas entre Brasil e França selado desde 1982 - será possível instalar em 200 estações do Amazonas sistemas telemétricos (transmissão de dados sobre hidrologia via satélite).


“Após a modernização de nossos sistemas de pesquisa e avaliação permanente da água do Estado vamos poder ter informações mais confiáveis e precisas sobre a qualidade da água oferecida a população”, explicou Eurides.


Estes estudos também vão possibilitar no futuro medir as possibilidades de exploração econômica da água, mas, segundo o gerente da ANA, a situação das Bacia Amazônia não está conflitante ao ponto de se justificar a criação de um comitê específico para a Bacia Amazônia e gestão destes recursos hídricos.


Todas as informações repassadas neste Fórum, que termina hoje, servirão como subsídio de decisões políticas na defesa e aproveitamento racional da água na região.


Promovido pelo sistema Confea/Crea por meio da Câmara Especializada de Geologia e Minas do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura e Agronomia do Amazonas, o Fórum também trouxe na pauta de discussão questões sobre o saneamento, saúde e meio ambiente.


Segundo o geólogo Daniel Nava do Crea/Am, a socialização da água na região é um tema que precisa ser pensado nos moldes do programa Fome Zero, do Governo Federal.


Por meio de um painel de debates que reuniu gestores da água na região Norte, Nava, coordenador do painel acredita que esta união de informações e troca de experiências é um ponta pé inicial para sanar as dificuldades de abastecimento da região. “Um exemplo são os estudos no setor da saúde que identificam problemas que podem ajudar órgãos da área de obras e saneamento a planejarem ações de abastecimento de água, por exemplo, para uma região carente deste direito”, disse.

Conselho aprova cobrança da água

maio 30, 2003 by ibps  
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Em reunião realizada ontem, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos aprovou a cobrança pelo uso da água nos corpos hídricos de domínio do Estado, integrantes da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul.

Segundo o secretário - executivo do conselho, engenheiro Ícaro Moreno Jr., presidente da Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas, a resolução aprovada ontem ”representa um avanço para a gestão das águas no Estado, uma vez que os recursos oriundos desta arrecadação retornarão para as intervenções previstas pelo Plano de Bacia”.

A cobrança será iniciada a partir de janeiro de 2004, de acordo com o que ficou decidido na reunião extraordinária, onde se discutiu a aplicação da Lei federal 9.433/97 e da Lei estadual 3.239/99, que determinam normas para a instalação da Política Nacional de Recursos Hídricos.

O Rio de Janeiro, através da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, tem convênio firmado com a Agência Nacional de Águas, com a intervenção do Ministério do Meio Ambiente, para garantir suporte quanto ao cadastramento dos usuários da bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, em seu território, além da emissão de boletos para a efetivação da cobrança da taxa.

Dentro da política nacional de recursos hídricos, o trabalho desenvolvido pelo Comitê para Integração do Rio Paraíba do Sul - que reúne 60 membros da sociedade civil e do Poder Público - é pioneiro na cobrança já adotada na calha principal do Rio Paraíba do Sul.

Sai regulamento para Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente

maio 30, 2003 by ibps  
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O Ministério do Meio Ambiente abre no próximo dia 5 as inscrições para o Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, que tem por objetivo valorizar os trabalhos realizados e desenvolvidos em prol da conservação do meio ambiente da Amazônia. O Diário Oficial da União desta quinta-feira (29) publica o regulamento da segunda edição do concurso que premiará seis categorias: Liderança Individual, Associação Comunitária, Organização Não-Governamental, Negócios Sustentáveis, Ciência e Tecnologia e Arte e Cultura. Cada um dos primeiros colocados receberá R$ 20.000,00. As inscrições, que são gratuitas e terminam no dia 3 de outubro, devem ser feitas obrigatoriamente por remessa postal registrada endereçada ao “Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente”, Caixa Postal n.º 3564, Brasília/DF, CEP 70.084-970.


O Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente foi criado no ano passado pela Secretaria de Coordenação da Amazônia do MMA para valorizar agentes propulsores do processo de melhoria da qualidade ambiental na Amazônia, identificando práticas bem sucedidas desenvolvidas individualmente, em grupo, em comunidade ou através de instituições privadas. Segundo a secretária Mary Allegretti “o prêmio ajuda a identificar e a difundir as experiências e projetos que têm contribuído para o desenvolvimento social e ambiental sustentável na Amazônia brasileira”.


No ano passado, a senadora Marina Silva (PT-AC), hoje ministra do Meio Ambiente, foi a vencedora do prêmio na categoria Liderança Individual, por suas atividades em defesa da Amazônia ao longo dos anos, em favor de modelos sustentáveis de desenvolvimento econômico e social. Os vencedores das outras categorias foram: a Associação dos Moradores e Produtores do Projeto de Assentamento Chico Mendes, do Acre, (Associação Comunitária) o Instituto Socioambiental (Organização Não-Governamental), a Organização Indígena da Bacia do Içana (Negócios Sustentáveis) e a Universidade Federal do Acre (Ciência e Tecnologia).


De acordo com o regulamento, o resultado será divulgado no dia 10 de dezembro e o prêmio será entregue em cerimônia a ser marcada entre os dias 15 e 30 de dezembro. Mais detalhes sobre o regulamento na edição do Diário Oficial da União de hoje, 29 de maio, e no site do MMA (www.mma.gov.br).

Sabesp tem novo presidente a partir desta sexta-feira

maio 30, 2003 by ibps  
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Nesta sexta-feira, 30 de maio, o advogado, consultor e professor Dalmo do Valle Nogueira Filho assume a Presidência da Sabesp, empresa ligada à Secretaria de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento do Governo do Estado de São Paulo. A transmissão do cargo será realizada a partir das 10h, no auditório da Sabesp, na Rua Costa Carvalho, 300, bairro de Pinheiros, na Capital. Em seguida à cerimônia, o Presidente e demais membros da Direção da Sabesp, atenderão a Imprensa em uma entrevista coletiva.

Com passagens pelo Governo do Estado de São Paulo, onde atuou como secretário do Governo e Gestão Estratégica, de janeiro a dezembro de 2002 e como secretário-adjunto, na mesma pasta, de janeiro de 1995 a janeiro de 2002; aos 59 anos, Dalmo Nogueira é Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e pós-graduado pela Universidade de Paris, além de possuir certificado de estudos em Sociologia do Desenvolvimento, do ‘Institut d’Etude du Développement Economique et Social’ da Universidade de Paris I - Sorbonne.

Ainda na vida pública, foi presidente do Comitê Estadual de Gestão Pública, da Comissão Estadual de Política Salarial e dos Conselhos Estadual de Informática (Conei), de Administração da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) e de Administração da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Foi também coordenador do Centro de Estudos Internacionais da EAESP/FGV, de 1989 a 1994.

Segundo o governador Geraldo Alckmin, ‘Dalmo Nogueira é um profissional comprovadamente competente. Foi ele quem idealizou o Poupatempo, esse paradigma da administração pública’, disse. Alckmin também lembra que o novo presidente ‘é um homem da informática e vai dar um grande passo de qualidade na Sabesp’.

Para Mauro Arce, secretário estadual de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento, a indicação de Dalmo Nogueira ’somente fortalece o caminho trilhado nos últimos anos pela Sabesp e quem ganha com isso é a sociedade que encontrará nos serviços prestados pela empresa a excelência na qualidade, o respeito às suas necessidades e a transparência de uma gestão moderna e inovadora’.

O novo presidente inicia seus trabalhos à frente da Sabesp com um encontro do qual participa todo o corpo gerencial da Empresa e no qual serão apresentadas as principais diretrizes de trabalho. ‘Mais do que uma enorme responsabilidade em dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela equipe desta Empresa, temos um enorme desafio: reforçar o relacionamento com os diferentes segmentos de mercado e fortalecer as questões relativas à comunicação e à consciência, pois somente com todos os nossos clientes informados e comprometidos, é que poderemos dar início a um real trabalho de gestão do negócio de saneamento ambiental’, afirma Dalmo Nogueira.

Data: Sexta-feira, dia 30 de maio de 2003
Horário: 10h
Local: Auditório da Sabesp - Rua Costa Carvalho, 300 - Pinheiros - São Paulo - SP


(Da Assessoria de Imprensa da Sabesp)

Campanha contra a proposta que limita áreas de conservação

maio 30, 2003 by ibps  
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As principais organizações não-governamentais ambientalistas e indígenas do País iniciaram uma campanha virtual contra a proposta de emenda constitucional (PEC) que limita em 50% a área de cada Estado passível de ser transformada em unidade de conservação (UC) ou terra indígena (TI). Iniciativa do senador Mozarildo Cavalcanti (PPS/RR), a PEC tramita desde 1999 e deverá ser votada em primeiro turno no próximo dia 11 de junho.


“Essa proposta fere direitos constitucionais adquiridos, principalmente em relação aos povos indígenas. Além disso, coloca em risco as perspectivas de desenvolvimento sustentável na Amazônia, que passam, obrigatoriamente, pela criação de áreas protegidas de uso sustentável, como as florestas nacionais e reservas extrativistas”, diz Adriana Ramos, coordenadora de Políticas Públicas do Instituto Socioambiental (ISA). Essas categorias de unidades de conservação prevêem a utilização econômica dos recursos naturais e, segundo a ambientalista, “estão relacionadas às estratégias de políticas de desenvolvimento e inclusão social do atual governo”.


A campanha, chamada Áreas Protegidas em Perigo, é coordenada por redes de ongs como o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Rede de ONGs da Mata Atlântica e o Fórum da Amazônia Oriental (FAOR), com apoio direto de várias instituições, como ISA, Greenpeace, WWF-Brasil, Comissão Pró-Yanomami, entre outras.


“A campanha é um canal de manifestação direta da população com o Congresso Nacional e fundamental para demonstrar que a proposta suscita oposição e descontentamento de grande parte da sociedade brasileira”, acredita Adriana. Além de fornecer informações sobre a PEC e sua relação com o desenvolvimento sustentável e os direitos territoriais indígenas, a página da campanha (http://www.socioambiental.org/website/campanha/pec/index/html) convida os internautas a enviar carta aos parlamentares contra a aprovação da proposta.


Para as entidades que assinam a campanha, além de restringir a autonomia do poder público de criar áreas protegidas, a proposta de alteração da Constituição criaria problemas imediatos em Roraima e no Amapá, onde a soma de UCs e TIs já ultrapassa 50% do território. Outros estados amazônicos, como Rondônia e Acre também possuem em estudos criação de áreas de proteção especial que ultrapassam esta marca. “A forma genérica como a PEC é apresentada criaria conflito também para o Distrito Federal, que possui 80% de seu território dentro de uma Área de Proteção Ambiental (APA), tipo de proteção que não impede a propriedade privada ou atividades produtivas”, diz a coordenadora do ISA.


Aprovação do Senado


Outra proposta da PEC é incluir a obrigatoriedade de aprovação do Senado para a criação de Terras Indígenas, atualmente uma competência do Executivo Federal. “A despeito da legitimidade do Senado, a criação de TI é um critério técnico, e não político, e seu processo já prevê a possibilidade de quem é contrário à medida se manifestar”, explica Adriana. Pela Constituição, o reconhecimento de uma Terra Indígena é baseado no território tradicionalmente ocupado por determinado povo e é considerado um direito anterior à própria existência do Estado.


Para o autor da proposta, senador Mozarildo Cavalcanti, porém, a necessidade de aprovação do Senado é a questão fundamental da PEC. “Pelo atual sistema, o Governo Federal faz confiscos de áreas estaduais, sem que seus representantes sejam ouvidos. É uma questão de princípio de respeito federativo. Se já somos responsáveis pela concessão de rádios e TVs, por exemplo, por que temer a avaliação do Senado também sobre a criação de reservas?”, defende.


Segundo Cavalcanti, pela sua proposta, o Ibama e a Funai continuariam a estar à frente dos processos de demarcação, mas quando estivessem prontos, precisariam passar pelo Senado. Quanto ao limite de 50% do território, o senador diz que só vale para as futuras unidades de conservação e terras indígenas. “Esse limite está bem acima da média dos índices atuais dos estados e há enorme espaço para aumentar. Além disso, só vale para reservas federais, não inclui unidades de conservação estaduais ou municipais nem as reservas legais estipuladas pelo Código Florestal que, na Amazônia, são de 80% das propriedades. Mesmo assim, estou disposto a negociar essa porcentagem, o principal é restaurar, de maneira integral, o princípio federativo”, diz. (Maura Campanili)

Semana do Meio Ambiente

maio 29, 2003 by ibps  
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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o presidente do Ibama, Marcus Barros, abrem oficialmente na próxima segunda-feira (02/06), em Brasília, a Semana do Meio Ambiente. O evento será no edifício sede do Ibama , onde a ministra fará pronunciamento e participará de café da manhã com funcionários do Ibama, do ministério e da Agência Nacional de Águas (ANA).


No mesmo dia serão abertas as exposições temáticas, de pintura e artesanato, feitas por servidores do Ibama. E também mostras de trabalhos desenvolvidos nas diversas diretorias do Instituto. Para terça-feira (03/06) está prevista a participação de estudantes da rede pública na Oficina de Pesca Infantil e a realização de mesas-redondas e painéis.


A exposição temática, com apresentação de trabalhos dos artistas ambientalistas, será realizada no hall da Presidência do Ibama . Conta com trabalhos como telas acadêmicas e modernas, com motivos florais, paisagens e animais, pinturas a óleo, telas com técnica mista de óleo e acrílico e quadros diversos.


Na área de artesanato estarão em exposição bio-jóias e bijuterias ecológicas, com designers exclusivos a partir de produtos naturais, como contas nativas da região amazônica. Pintura em porcelana e pano de prato. Produtos artesanais em papel reciclado, velas e sabonetes artesanais e luminárias. O evento conta, ainda, com exposições de fotos paisagísticas.


Exposições Técnicas


Na área técnica as diversas diretorias estarão apresentando trabalhos desenvolvidos pelo Centro Nacional de Informações Ambientais (CNIA); Edições Ibama; Coordenação de Educação Ambiental; Centro Nacional de Telemática (CNT); e as ações de planejamento estratégico e tecnologias ambientais. Serão distribuídas cartilhas e sementes de plantas brasileiras.


Haverá ainda mostra de sementes de espécies da Mata Atlântica e Caatinga e produtos das Florestas Nacionais, como óleo de pequi, bolsas de couro vegetal, bancos e produtos madeireiros. Na área de plantas medicinais também estarão sendo distribuídas sementes e material informativo, além da mostra de plantas medicinais e exposição de cartazes.


As áreas de fiscalização, Prevfogo e o Núcleo de Operações Aéreas, todos da Diretoria de Proteção Ambiental, também estarão presentes na exposição. O primeiro com painéis, mostra de petrechos, exposição das atividades de fiscalização e fiscais uniformizados. O Prevfogo entra com o caminhão de transporte e combate aos incêndios florestais e materiais de trabalho. Já o Núcleo Aéreo desenvolve durante a Semana do Meio Ambiente, um trabalho educativo nos principais aeroportos de movimentação de cargas no país, onde os técnicos estarão orientando as equipes de fiscalização no reconhecimento de cargas ambientalmente ilegais.


A Diretoria de Proteção Ambiental também participa com uma exposição sobre as atividades de Avaliação e Controle. O Centro de Sensoriamento Remoto apresenta as cartas e mapas cartográficos. A Auditoria mostra o trabalho desenvolvido pelo ‘Linha Verde” – 0800 618080 – número de ligação gratuita que pode ser utilizado pela população para denúncias de crimes ambientais.


Por fim, o Centro Nacional de Populações Tradicionais (CNPT) realiza exposição conjunta com o Conselho Nacional de Seringueiros e venda de produtos das Reservas Extrativistas (Resex), como óleos, castanhas, polpas de frutas e outros produtos das populações tradicionais. Oficinas, Mesas e Painéis.


Na terça-feira (03/06), tem início a Oficina de Pesca Infantil, realizada pelo Programa Nacional de Desenvolvimento da Pesca Amadora (PNDPA). Serão realizadas na Sede do Ibama oficinas para 1.200 crianças das escolas públicas, com turmas às 09h; 10h30; 14h30; e 16h. O trabalho será complementado com visitas às exposições, ao Orquidário e ao Laboratório de Produtos Florestais. As crianças poderão conhecer ainda a unidade móvel do Prevfogo, utilizada para combate aos incêndios florestais.


No mesmo dia, no auditório do Ibama, será realizada a partir das nove horas uma mesa-redonda sobre o tema “Desenvolvimento Tecnológico, Meio Ambiente e Inclusão Social”, com o seguinte painel: “O Bambu e a inclusão social”. O ato terá como debatedores José Luiz Mendes Ripper, da PUC/Rio, que trata o tema: “Design de equipamentos para deficientes e uso do bambu”. Jaime G. de Almeida, da UNB, aborda “O bambu como elemento na construção civil” e Lúcio Ventania, da Bamcruz, de Minas Gerais, que estará debatendo “A utilização do bambu em programas de inclusão social”.


Às 15 horas, no mesmo local, o painel será sobre “Tecnologia de Madeiras e Qualidade de Vida”, tendo como debatedores: Roberto Lacomte de Mello, do Laboratório de Produtos Florestais do Ibama, com o tema “Habitação popular em madeira”; Divino E. Teixeira, também do LPF, que debate sobre “Painéis à base de resíduos vegetais” e Marcus Vinícius da Silva Alves, com o tema “Valorização energética de resíduos”. A comemoração termina na sexta-feira (06/06), às 15 horas, com um musical apresentado pelas crianças da Escola de Música de Brasília.

Pólo Petroquímico realiza III Seminário do Meio Ambiente

maio 29, 2003 by ibps  
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O Grupo Regional do Programa Atuação Responsável, formado por 10 empresas do Pólo Petroquímico do Grande ABC (Cabot Brasil, Chevron Oronite, Oxicap, Oxiteno, Polibrasil, Polietilenos União, Petroquímica União, Petrobras/Refinaria de Capuava, Solvay e Unipar), realiza na próxima terça-feira, dia 3, o III Seminário do Meio Ambiente, no Clube Atlético Aramaçan (rua São Pedro, 345, Santo André).

O encontro terá a participação do secretário estadual de Recursos Hídricos e Saneamento, Mauro Arce, com a palestra “As Ações da Secretaria de Recursos Hídricos”.

Centrado no tema Meio Ambiente: Fator Estratégico de Desenvolvimento do Grande ABC, o seminário tem como objetivo mostrar que o meio ambiente é fator estratégico para a região, porque envolve a proteção dos recursos naturais e investimentos importantes.

O seminário terá dois painéis. O primeiro, um debate sobre o tema “Evolução Ambiental no Grande ABC”, com Rubens Lara, presidente da Cetesb, que dará a palestra O Papel da Cetesb no Desenvolvimento Sustentável da Região, seguido por Wilson Matsumoto, diretor superintendente da PQU, que abordará A Preservação Ambiental no Pólo Petroquímico do Grande ABC. Luis Antonio Brum, gerente regional da Cetesb, com a palestra Ações da Cetesb no Grande ABC, além do prefeito de Mauá, Oswaldo Dias, com o tema A Visão das Cidades do Grande ABC.

O segundo painel abordará “Água de Reuso como Fator Estratégico”, com apresentação de três grandes empresas de saneamento básico do Estado de São Paulo: Semasa (Santo André), Sama (Mauá) e Sabesp (São Paulo), com participação de Giampaolo Foschini Di Donato, gerente geral da Petrobras/Refinaria de Capuava, e Jorge Rosa, diretor da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC e gerente de Projetos da PQU.

Além do Seminário do Meio Ambiente, o Grupo de Atuação Responsável promove diversas atividades de conscientização ambiental, como a campanha ‘Não Solte Balões’, lançada dia 10 de maio e que este ano tem o slogan Soltar Balões é Crime.

Em junho, o Grupo começará a segunda etapa da campanha nas escolas do entorno do Pólo Petroquímico, advertindo jovens, crianças e adolescentes para a importância da reciclagem, assim como da coleta seletiva de lixo.

A ação reúne 27 apresentações do espetáculo lúdico Maria do Lixo, encenado pela atriz Rosana Ribeiro. Dirigidas a estudantes de 7 a 17 anos, as apresentações acontecem em escolas estaduais de Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e São Paulo.

Local: Clube Atlético Aramaçan - Rua São Pedro, 345 - V. América - Santo André
Data: Terça-feira, dia 03
Horário: 8h30min

Especialistas pretendem reverter declínio dos oceanos

maio 29, 2003 by ibps  
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A imensa área ocupada pelos oceanos – 71% da superfície do planeta – dá a impressão errônea de que seus recursos são infinitos ou de que suas águas absorvem todo tipo de dejeto produzido pelo homem. Mas os oceanos também se esgotam e os sinais de degradação vem se tornando mais evidentes, a cada ano. Para tentar reverter este quadro, 150 especialistas em conservação, economistas e representantes de indústrias, de mais de 20 países, estão reunidos em Los Cabos, no México, de hoje, 29 de maio, a 3 de junho.


A conferência “Desafiando o Fim dos Oceanos” é organizada por grandes entidades ambientalistas internacionais – entre as quais estão a Conservation International, The Nature Conservancy, o World Wildlife Fund e o Natural Resources Defense Council – e deve unir esforços de todos os setores – produtivo, governamental e não governamental – em torno de estratégias de médio e longo prazo para desacelerar o declínio dos recursos marinhos, proteger a biodiversidade e assegurar a continuidade dos serviços ambientais prestados pelos oceanos.


Entre tais serviços ambientais estão, por exemplo, a produção e absorção de gases importantes. Cerca de 70% do oxigênio atmosférico é gerado nos oceanos, onde também é absorvido um grande percentual do gás carbônico emitido pela queima de combustíveis fósseis ou por diversos usos da terra. De um total aproximado de 8 bilhões de toneladas de gás carbônico emitido, os oceanos retiram da atmosfera entre 1,7 e 2 bilhões, contribuindo, assim, significativamente, para desacelerar o aquecimento global.


Os oceanos ainda garantem milhões de toneladas de pescados, crustáceos, algas e moluscos, que alimentam a população humana. Entre 70 e 75 milhões de toneladas de peixes são retiradas dos mares, todos os anos, sendo 30 milhões para consumo humano. Conforme um estudo, coordenado pelo biólogo e especialista em pesca, Ransom Myers, e publicado na revista Nature deste mês de maio, a indústria pesqueira já teria acabado com 90% dos estoques dos grandes peixes comerciais, de todos os mares, e pelo menos 70% das espécies pescadas são consideradas exauridas ou já entraram em colapso.


Vale destacar que, nos oceanos, vivem 85% das espécies do planeta, boa parte das quais se concentra em torno dos recifes de corais, que também apresentam sinais claros de declínio, decorrente da poluição química (sobretudo derramamentos de petróleo e derivados), da poluição biológica (esgotos) e do turismo e coleta predatórios. Os corais ocupam apenas um centésimo da área dos oceanos, mas pelo menos a metade das espécies de peixes marinhos dependem deles, em algum momento de sua vida, seja para abrigo ou alimento. Estima-se que 10% dos corais já tenha se degradado de modo irreversível e outros 60% correm alto ou médio risco de seguir o mesmo caminho.


Apesar de toda sua importância para subsistência do homem, os oceanos praticamente não contam com políticas de conservação. Enquanto parques e reservas abrangem algo em torno de 9% da superfície terrestre, nos oceanos, as unidades de conservação ocupam menos de 1%. Fora delas, são jogadas cerca de 6,5 milhões de toneladas de lixo, por ano, sem contar os acidentes com vazamentos de petróleo, os naufrágios de navios e submarinos com carga ou combustível nucleares e as descargas contínuas de esgotos.


“As pessoas comuns talvez se perguntem o que podem fazer”, comenta Sylvia Erle, coordenadora da conferência no México e responsável pelo Programa Global de Conservação Marinha, da Conservation International. “Antes de tudo é preciso mudar a percepção sobre os oceanos. Conhecimento é o primeiro e mais importante passo para a compreensão de que há limites para o que podemos fazer ao mundo à nossa volta, sem prejudicar nossa própria sobrevivência e bem-estar”. (Liana John)

Seminário debaterá reuso da água

maio 29, 2003 by ibps  
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A reciclagem da água é uma tendência mundial em função da escassez do líquido. Para discutir como a questão vem sendo tratada no Brasil e em países da América Latina é que será realizado o II Seminário Nacional de Reuso de Águas, que acontece de oito a 11 de junho no Caesar Park Hotel. A promoção é da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-seção Ceará). Na solenidade de abertura a Fundação Roberto Marinho vai lançar prêmio de iniciação científica concedendo bolsa para pesquisadores sobre essa temática.

Paralelamente será realizada feira de produtos e serviços, com exposição de empresas que reciclam os resíduos industriais. Experiências de reutilização da água no Brasil e em países da América Latina serão relatadas no encontro, que pretende reunir cerca de 400 participantes em Fortaleza.

O coordenador científico do evento, professor-doutor Suetônio Mota, explica que a quantidade de água no planeta seria suficiente para o abastecimento humano. Contudo o que ocorre é uma má distribuição do líquido, problema agravado com a poluição ambiental. Uma das vantagens na sua reutilização seria a redução do impacto ambiental, pois se evitaria jogar os resíduos dentro dos rios e lagoas.

Em nosso Estado pelo menos dez empresas já realizam o tratamento dos resíduos industriais e seu reaproveitamento, conforme revela o presidente da ABES-CE, Francisco Humberto de Carvalho. ”A tendência é todo mundo reciclar a água, inclusive os edifícios”, prevê. A água tratada dos esgotos pode ser utilizada até na irrigação (especialistas recomendam o uso somente em culturas não alimentícias). Há experiências no Mestrado em Saneamento Ambiental da UFC com culturas de algodão e sorgo que indicam haver maior produtividade dessas culturas quando se usa a água reutilizada.

O evento conta com o apoio da Unifor, Universidade Federal do Ceará (UFC), Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará (Cefet), Banco do Nordeste, Cagece, Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Ceará (Crea-CE) e Indaiá, dentre outros.

As inscrições para o seminário encontram-se abertas na ABES-CE, com vagas limitadas. Informações: 224.9801 ou 224.8500.

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