Incêndios florestais que atingem Riviera Francesa podem ter origem criminosa
Os incêndios florestais generic drugs without prescription que vêm devastando a Riviera Francesa, já com três mortos, podem não ser apenas uma decorrência do calor e da seca que atingem a Europa nesta época do ano. Declarações divulgadas na manhã de hoje (29) pelas agências internacionais dão conta de que o presidente francês, Jacques Chirac, disse que os incêndios seriam criminosos. Especialistas acham que podem haver ação deliberada por trás dos focos, mas lembram que cheap generic acomplia as mudanças climáticas e fatores naturais provavelmente são os responsáveis pela rápida propagação do fogo. Ontem à noite o incêndio chegou perto de importantes estações de veraneio – como Saint Tropez – e obrigou à desocupação de vilas inteiras. (Veja também www.cnn.com, www.globo.com e www.rtf.com.fr)
Greenpeace e SOS Mata Atlântica se unem contra Angra 3
O Greenpeace e a Fundação SOS Mata Atlântica resolveram juntar suas capacidades de mobilização e, pela primeira vez, fazem uma campanha conjunta, contra a construção da usina nuclear Angra 3. Equipes de voluntários das duas organizações não-governamentais já estão coletando adesões a um abaixo-assinado, que pede que a usina não seja construída. O ponto alto da campanha, porém, será durante a semana de 4 a 10 de agosto, quando estão programadas ações junto ao Ministério Público, ao Congresso Nacional, aos governos de outros países envolvidos na questão e às instituições financeiras nacionais e internacionais.
rimonabant tablets style=”MARGIN: 0cm 0cm 0pt”>Essa semana foi escolhida por marcar as explosões de bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, em 1945. Além disso, será realizado um seminário sobre energias renováveis, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, reunindo ongs de todo o Brasil. “Vamos convidar estas entidades para também manifestarem publicamente seu repúdio à idéia de mais uma usina nuclear no País. Quando acredita-se que o Ministério de Minas e Energia iria seguir a tendência mundial de abandonar a energia nuclear, privilegiando as energias renováveis limpas (solar, eólica e de biomassa), surge a notícia da retrógrada opção por essa energia insegura, suja, cara e ultrapassada”, disse Sérgio Dialetachi, diretor de campanha do Greenpeace.
Segundo Mário Mantovani, diretor da SOS Mata Atlântica, o objetivo da campanha é preservar a Mata Atlântica e a vida em Angra dos Reis. “O governo está sem dinheiro e quer retomar o crescimento, portanto deveria investir na verdadeira vocação do local, uma das mais lindas áreas de Mata Atlântica, que é o turismo. Já chega a destruição prescription drugs without prescription provocada pela ocupação irregular”, disse.
Primeira parceria formal das duas entidades, o abaixo-assinado estará sendo enviado para os associados de ambas as instituições e está disponível para ‘download’ nos respectivos sites na internet, para quem quiser participar da campanha. Os ambientalistas esperam conseguir, até o fim de agosto, pelo menos 50 mil assinaturas.
Dialetachi lembra, ainda, que a origem do Greenpeace foi a luta contra os testes nucleares realizados pelos Estados Unidos no Oceano Pacífico, em 1971. “No Brasil, a primeira ação de impacto foi em frente à central nuclear de Angra dos Reis, em 1992. Também a SOS Mata Atlântica tem sua origem intimamente ligada à luta anti-nuclear, com seus fundadores tendo liderado o movimento que evitou a instalação de usinas atômicas na Juréia, no litoral sul de São Paulo.” (Maura Campanili)
A crise das águas – Artigo
*Paulo Canedo e Jander Duarte
O velho Paraíba do Sul se contorce com nítidos sinais de estresse hídrico. Não só um estresse crônico, decorrente order drugs online de um insensato uso de suas águas, mas também um momentâneo e agudo estresse, decorrente de sete anos de poucas chuvas, que podem vir a prejudicar consideravelmente o abastecimento d’água de quase 14 milhões de pessoas e provocar graves problemas de saúde pública.
Atravessando um vale com 180 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e que atualmente responde por mais de 11% do PIB nacional, as águas do Paraíba percorrem mais de 1.150km até chegar ao Atlântico, em São João da Barra (RJ). No meio do caminho, em Sta. Cecília, o Paraíba do Sul é parcialmente transposto para o Rio Guandu/RJ, possibilitando o abastecimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com seus 8,5 milhões de habitantes, antes de chegar à Baía de Sepetiba, em Santa Cruz/RJ. Trata-se, pois, de um rio com duas desembocaduras no litoral fluminense.
Para permitir a regularização temporal das águas do curso principal, quatro grandes reservatórios armazenam água para o período de estiagem. Infelizmente, depois de 1996, quando os quatro reservatórios ficaram cheios pela última vez, a Região Sudeste sofreu uma das piores secas das últimas seis décadas, e o conjunto de reservatórios encontra-se, desde 2001, em estado precário de reservação.
As chuvas de 2002 conseguiram recuperar vários dos reservatórios do Sudeste, tirando a região do racionamento compulsório de energia elétrica. Mas as chuvas que foram generosas em quase todo o Sudeste continuaram escassas no Vale do Paraíba. Assim, ao final de 2002, o armazenamento de água nos reservatórios do vale alcançou o perigoso nível de 15%.
Para tentar sair desse regime de alta criticidade, esses reservatórios estão sendo operados da forma mais econômica possível. Isto é, cada um deles libera a menor porção de água possível, de modo a atender aos requisitos mínimos de cada trecho da bacia. Uma única liberação notável da água armazenada aconteceu para poder aumentar o poder de diluição natural do rio quando do acidente ecológico de Cataguases, nos rios Cágados e Pomba.
As chuvas de 2003 têm sido pequenas na região, e como se já não bastasse, o fenômeno La Niña parece querer surgir para agravar esse inverno, que já se mostra seco e com temperaturas pouco mais elevadas que a média. Isto é, o Vale do Paraíba do Sul entra perigosamente no período seco, com suas reservas hídricas em estado calamitoso, apontando para a necessidade de medidas emergenciais de racionalização do uso da água e combate à poluição.
O trimestre vindouro encontrará a região com os níveis dos reservatórios em situação nunca vista. A análise de cenários para o trimestre indica ser difícil manter a quantidade de água mínima desejada escoando pelos diversos trechos do Rio Paraíba. A operação normal dos reservatórios para ser mantida uma transposição de 160m³/s, com um fluxo de 90m³/s para jusante de Sta. Cecília, está descartada, pois os reservatórios não conseguiriam suprir tais volumes de água. Eles não deverão sequer suprir os valores mínimos recomendados para a transposição e para jusante de Sta. Cecília, isto é, 119m³/s ao Guandu e 9 m³/s rio abaixo, pois para isso será preciso que o armazenamento dos reservatórios desça a valores bem inferiores a 10% do volume útil. Tal situação põe em risco a operação das usinas, e dificilmente o ONS e os responsáveis pelas usinas trabalharão com esse cenário.
Assim, é bem provável que tenhamos que conviver com vazões abaixo do mínimo recomendado, trazendo dificuldades de abastecimento e elevada carga de poluição. A adoção de vazões inferiores a 119m³/s no Guandu e 7 m³/s rio abaixo indubitavelmente significará índices de qualidade d’água extremamente vulneráveis, que podem levar à paralisação do tratamento de água potável e a problemas de saúde pública, exigindo do poder público, das empresas de saneamento e da sociedade uma especial atenção à região.
Vale lembrar que, em situação muito menos grave de falta d’água, os dois últimos anos foram repletos de problemas de poluição ao longo do Paraíba do Sul e do Guandu. Repetidas vezes a Cedae foi obrigada a paralisar parcialmente a distribuição de água, pela impossibilidade de tratamento, em face do elevado teor de poluentes.
A maioria dos municípios fluminenses ao longo do Paraíba sofreu repetidas crises de água pela elevada poluição. Em 2001, em plena crise energética, buy brand acomplia a grave situação ambiental dos municípios ribeirinhos localizados entre Barra do Piraí e Três Rios obrigou a Light a diminuir o desvio das águas do Paraíba, prejudicando ainda mais a produção de energia elétrica.
Perante a iminente crise de água, convém adotar medidas mitigadoras que identifiquem as localidades mais críticas, avaliar o risco de desabastecimento público e proliferação de doenças e estabelecer planos de ação junto às municipalidades. Adicionalmente, talvez seja necessária a imediata declaração formal de que a bacia está em regime de escassez, o que obrigará a um compulsório racionamento de todas as empresas usuárias da água da bacia. Finalmente, sugere-se o estudo de soluções alternativas, de médio e longo prazo, para a gestão das águas do Rio Guandu, considerando a sua importância estratégica para o Rio de Janeiro.
*Paulo Canedo é chefe do Laboratório de Hidrologia da Coppe; Jander Duarte é pesquisador da Coppe.
Águas subterrâneas – usar ou não usar?
*Everton Luiz da Costa Souza
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A universalização do abastecimento de água das grandes concentrações urbanas, historicamente, tem sido através dos mananciais de superfície – rios e lagos, desde o tempo do “milagre brasileiro”, onde pouco importava o custo da produção de água, da geração de energia (Angra I e II), da construção das estradas (Transamazônica, Ferrovia do Aço), etc.
Nesse enfoque, os termos “convencional”, “alternativo” e “estratégico”, eram e são usados para acomodar conveniências de convicções pessoais e até mesmo de interesse corporativo.
Os profissionais que trabalham com a produção de água subterrânea – geólogos e hidrogeólogos – têm incessantemente defendido que esse manancial deixe de ser estratégico ou alternativo, o que dá uma conotação de postergação, quando ela na realidade deve ser a primeira opção. “Estratégico” é aquilo que obedece a uma lógica sustentável de utilização, nesse caso, a uma política de recursos hídricos, e não de abandono.
Todas as pessoas que conhecem a água de uma fonte (que é um excedente de água subterrânea) ou de um poço tubular profundo, popularmente chamado de artesiano, sabem que a sua qualidade “in natura” é própria para o pronto consumo. Por outro lado, quantos contribuintes conseguem imaginar quais são os custos decorrentes do tratamento para tornar rios como o Iraí, Iguaçu, Pirapó, Tibagi – e outros tantos – mananciais de água segura de “beber”?
Esses custos representam verdadeiras amarras que imputam ao consumidor, proporcionalmente, uma tarifa mais alta. Isto sem falar nas imensas áreas produtivas inundadas, nas restrições de assentamentos e até mesmo nos valores despendidos nas desapropriações e na construção das barragens.
Estamos numa nova era, na era da escassez de recursos, na era da competitividade mundial, do custo Brasil, da análise das planilhas das concessionárias de rodovias do Paraná, das do transporte coletivo integrado da região metropolitana de Curitiba e das matrizes energéticas. Enfim, numa fase de avaliação em que deve prevalecer a exatidão dos números para proporcionar aos paranaenses uma transparência nas tarifas públicas. Nesse enfoque, o debate técnico, econômico e ambiental deve ser amadurecido para que a definição dos mananciais de abastecimento proporcione uma otimização do uso dos recursos públicos.
A globalização da economia tornou-se o principal fenômeno desde o fim do século passado, possibilitando uma análise comparativa dos custos de obtenção da água de qualidade adequada ao uso, segundo diferentes alternativas tecnológicas utilizadas, o que permite afirmar que o custo de produção de água subterrânea pode ser até 60% inferior ao da água superficial.
Quantas indústrias e prestadores de serviços (hotéis, hospitais, lavanderias, etc.) têm seus rimonabant kaufen empreendimentos e, conseqüentemente, os empregos gerados, viabilizados pela utilização do manancial “estratégico”? Uma sociedade que não utiliza, adequadamente, todas as suas potencialidades naturais corre o risco de trocar Pau-Brasil e Ouro por espelhos.
Criar uma cortina de fumaça acusando o uso das águas subterrâneas como um agravante nas questões ambientais que afetam a qualidade dos mananciais de superfície, é, no mínimo, falta de conhecimento. Será que países como a Dinamarca, Áustria, Itália, Suíça e Alemanha que utilizam 70% a 100% de água subterrânea no abastecimento, não têm preocupações com a preservação dos seus rios? É evidente que têm, e mais, sabem o que representam rios limpos para a economia local, especialmente para o turismo.
As ações governamentais e da sociedade civil organizada devem, sim, ser hábeis o suficiente para: conter o imenso abismo social que faz com que cidadãos sejam literalmente jogados nas áreas de proteção dos mananciais de superfície, sem as mínimas condições de saneamento; para evitar que se produzam desmates em áreas de conservação; para conscientizar os agricultores a utilizarem os agrotóxicos de maneira adequada ou a não usá-los, etc. Além disso, a falta de cultura da população em geral produz toneladas de lixo nas galerias de águas pluviais e, por conseguinte, nos rios.
É importante esclarecer para a comunidade paranaense que existe abundância de água subterrânea de excelente qualidade em nosso estado, seja nos aqüíferos Carste, Cristalino e Guabirotuba (ocorrentes na região metropolitana de Curitiba), nos arenitos Furnas e Itararé (região de Ponta Grossa), nos basaltos da Formação Serra Geral e no aqüífero Guarani (ambos os últimos ocorrentes no terceiro planalto), além dos arenitos da Formação Caiuá do Noroeste do estado que são responsáveis por mais de 80% do abastecimento das cidades da região.
É evidente que na medida que se fomenta o uso das águas subterrâneas, devem também ser ampliados os mecanismos de controle de novas perfurações e de monitoramento dos poços existentes, com exigências dos órgãos competentes das responsabilidades técnicas adequadas para a obra e para a operação do dispositivo de captação, visando a prevenir as contaminações dos aqüíferos, bem como uma futura e talvez longínqua superexploração.
Nesse aspecto também, é muito importante a participação dos órgãos ambientais na identificação das fontes potencialmente poluidoras, tanto das águas superficiais quanto das subterrâneas, sejam por agrotóxicos, efluentes industriais, postos de serviço e pela coleta e disposição inadequada de lixo e de esgotos domésticos.
O estado do Paraná dispõe de aparato legal que permite esse controle, pautado na Constituição Cidadã de 1988, a qual lhe determina, de modo adequado, o domínio das águas subterrâneas e na Lei Federal 9.433/97, que prioritariamente prevê assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de águas em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos.
*Everton Luiz da Costa Souza é geólogo; e presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas – Núcleo Paraná.
Só um terço da população tem coleta de esgoto
Dois terços da população do Paraná não são atendidos por rede generic prescription drugs de coleta de esgoto. Isso significa que o esgoto desses imóveis é despejado, sem nenhum tratamento, direto em valetas a céu aberto ou em rios e córregos do Estado. É o que revela o Diagnóstico Social e Econômico, elaborado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), órgão ligado à Secretaria de Estado do Planejamento. O documento baseia-se em dados do Censo Demográfico 2000 e tem objetivo de balizar as ações do atual governo estadual.
Hoje apenas 37,6% das residências têm rede de esgoto no Paraná. Das dez mesorregiões do Estado segundo classificação própria do Ipardes seis têm cobertura de coleta de esgoto inferior a 25%.
Apenas na área de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral a coleta chega a um pouco mais do que a metade da população, ficando em 58,61%.
A situação é mais crítica na região Centro-oriental, que envolve Campo Mourão e municípios vizinhos, onde só 9,97% da população têm coleta de esgoto. A menor cobertura acontece no Sudoeste, que inclui as redondezas de Francisco Beltrão e Pato Branco, onde a rede atende a 15,28% dos imóveis. Em seguida vem o Noroeste, que pega a área de Paranavaí, Umuarama e Cianorte (80 km a leste de Umuarama), com 17,47%. As regiões Centro-Sul, no entorno de Guarapuava, e Sudeste que inclui União da Vitória e Prudentópolis (64 km a leste de Guarapuava) têm cobertura de 19,7% dos domicílios. O Oeste aparece com uma cobertura um pouco acima, com 22,16% do esgoto coletado.
”O miolo do Paraná tem uma população na área rural mais elevada, o que justifica em parte esta baixa cobertura”, diz a pesquisadora do Ipardes, Maria de Lourdes Urban Klenk. Ela ressalta, no entanto, que este ”miolo” é também a região mais pobre do Estado. ”Quando se verificam outros indicadores sociais, como o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), por exemplo, estas regiões aparecem também como as mais fragilizadas”, explica.
Três mesorregiões, o Norte Central que inclui a área de Londrina e Maringá, Norte Pioneiro e Centro-Oriental que envolve as redondezas de Ponta Grossa e Telêmaco Borba (128 km ao norte de Ponta Grossa) têm cobertura semelhante, com rede de coleta de esgoto para cerca de 38,5% da população.
Apesar dos baixos números, o Paraná apresenta melhor cobertura da rede de esgoto do que os outros estados do Sul. Santa Catarina tem o pior desempenho, com 19,5% da população atendida. O Rio Grande do Sul atende 27,4%. Mas o Estado está bem abaixo de São Paulo, que atende 81,68% da população. São Paulo, aliás, puxa para cima o índice médio de cobertura no País, de 47,2%.
Outro dado significativo para medir o interesse político na área de saneamento é o crescimento da rede coletora de esgoto. ”Entre 1991 e 2000 houve um avanço muito grande no Brasil”, diz Maria de Lourdes, citando a evolução na cobertura por rede geral de esgoto e fossas assépticas. No Brasil, o atendimento dobrou, passando de 33,6% para 62,2% da população. No Paraná, passou de 20,6% para 53%. Já Santa Catarina deu um salto de 4,3% buy acomplia diet pills para chegar a 73,5% da população e Rio Grande do Sul de 11% para 68,4%.
”Os números mostram que o Paraná tem investido, mas não no ritmo necessário. Apesar do Interior ter a situação mais crítica, há muitas áreas de concentração urbana que estão crescendo e precisam de infra-estrutura”, diz Maria de Lourdes. É o caso da Região Metropolitana de Curitiba, por exemplo, que tem várias. (Maigue Gueths / Equipe da Folha)
Natura receberá o Prêmio ECO-2003
A Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Amcham-SP) divulgou, hoje, os vencedores da 21a edição de seu Prêmio Empresa Comunidade ou ECO 2003. Foram analisados 75 projetos, em 5 categorias, tendo se criado uma nova premiação especial drugs without prescription regional, para empresas vencedoras, cuja sede esteja situada fora do eixo São Paulo-Rio de Janeiro-Brasília. A entrega dos prêmios ocorrerá no próximo dia 29 de agosto, durante um almoço, na sede da Amcham, na capital paulista, tendo Ariano Suassuna como convidado de honra.
Na categoria Meio Ambiente venceu a empresa de cosmética Natura com a série de reportagens, documentários e debates “Biodiversidade Brasil”, realizada em parceria com a TV Cultura. Os programas procuram estimular a discussão, reflexão e conscientização sobre temas relacionados à biodiversidade brasileira e seu uso sustentável. Na categoria Participação Comunitária, o prêmio também esteve relacionado ao meio ambiente, sendo a vencedora a Albrás Alumínio Brasileiro, com o programa “Nosso lixo tem futuro”, no qual se implantaram unidades de reciclagem e compostagem de lixo urbano, em quatro municípios do Pará, beneficiando diretamente cerca de 140 mil pessoas e organizando em cooperativas 200 trabalhadores, que antes viviam da catação em lixões.
Na categoria Cultura, o premiado foi o Instituto Itaú Cultural, com seu programa de incentivo à classe artística brasileira. O diferencial é que os produtos gerados nos eventos são doados a instituições nacionais, auxiliando na formação de um acervo especializado em cultura brasileira. O Banco Itaú ainda foi o vencedor na categoria Educação, por ter criado o Prêmio Escrevendo o Futuro, que estimula alunos do ensino fundamental de escolas públicas a aperfeiçoar buy acomplia online 20mg a elaboração de textos. O prêmio já mobiliza estudantes e professores de 4.657 escolas públicas de todo o país.
Na categoria Saúde, a vencedora foi a Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, com seu programa de educação afetivo-sexual “Um novo olhar”. O programa envolve mais de 35.500 adolescentes e 718 educadores de quatro municípios de Minas Gerais e um do Espírito Santo, promovendo ações para evitar a gravidez não-planejada e as doenças sexualmente transmissíveis, além de combater a violência e o uso de drogas. Este mesmo programa da Belgo-Mineira também ganhou o Prêmio Especial Regional de 2003, a ser comemorado em um evento à parte, na Amcham de Minas Gerais. (Liana John)
Ipanema corre atrás do prejuízo
Após receber o título de Sítio Cultural e passar a fazer parte da Área de Proteção do Ambiente Cultural (Apac), Ipanema está lutando para tentar resolver alguns problemas antigos. Com mais de 46 mil moradores, a região sofre com o paradoxo de um bairro rico cercado por morros e pela invasão e crescimento desordenados.
A buy 20 mg acomplia online professora Anita Doaldo, que veio da Argentina para estudar as carências do Rio, afirma que a diferença de meios sociais é uma das principais questões a serem resolvidas.
- Os moradores de Ipanema precisam aprender a conviver prescription drugs without a prescription com a população carente. É preciso que se faça um trabalho educacional com essas pessoas para que não existam mais conflitos – opinou Anita.
Apesar do programa Zona Sul Legal, do governo do Estado, que vem recolhendo a população de rua dos pontos turísticos da cidade, a presidente da Associação de Moradores Amigos de Ipanema (Amai), Glória Roland, afirma que esse ainda é um problema constante, que acaba influenciando no aumento dos índices da violência que, pelos dados do 23º BPM (Leblon), aumenta na área da orla em períodos de férias.
- O programa recolhe as pessoas, mas elas voltam no dia seguinte. Com isso, o bairro sofre com os assaltos, principalmente na orla e na areia. Um exemplo é uma mendiga que fica próxima à Igreja Nossa Senhora da Paz. Ela manda os filhos pedirem dinheiro e já chegou a dizer que fatura R$ 60 por dia – criticou Glória. A 13º DP, que abrange Ipanema e parte de Copacabana, é a terceira delegacia com maior número de registro de roubos a residências no Estado.
Outra polêmica do bairro é o canal do Jardim de Alá, que divide as praias do Leblon e de Ipanema e constitui a principal ligação da Lagoa Rodrigo de Freitas com o mar. Apesar dos vários estudos para aumentar a troca de água entre a Lagoa e o canal, há quem o considere desnecessário. Consultor e assessor da Associação de Moradores de Ipanema, Adão Sá é contra a existência do próprio canal.
- Esse canal é uma grande enrolação, um crime contra a natureza e contra a ecologia. Deixamos de manter a lagoa limpa e a sujamos até o limite aceitável. O correto seria limpar as redes de esgoto e fazer uma contenção – defende Adão.
O principal fator da degradação da rede de saneamento, ainda de acordo com o coordenador da associação, é a grande quantidade de gordura jogada, diariamente, pela rede de hotéis e restaurantes do bairro.
- São os problemas de um bairro rico mas sem estrutura. Estamos lutando para que seja feito um projeto que envie o esgoto diretamente para o emissário submarino – completou.
Antiga reivindicação dos moradores e comerciantes – que chegou a ser motivo de campanha de desobediência civil, que fez com que eles parassem de pagar Impostos Municipais – as garagens subterrâneas estão novamente em pauta. A Associação Comercial do bairro marcou um encontro com o prefeito Cesar Maia para pedir que ele um estacionamento. (Adriana Bittencourt)
Lula promete decisão técnica sobre transgênicos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, em reunião com representantes de grandes produtores agrícolas, que o governo levará em conta critérios técnicos na decisão sobre liberação do comércio e plantio de produtos geneticamente modificados. “Ele disse que não pode haver ideologismo (sic) na discussão dos transgênicos”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Carlos Rivaci Speroto.
Presente à reunião, o ministro da Casa Civil, José Dirceu, afirmou que o governo vai encaminhar em breve ao Congresso um projeto de lei sobre o assunto. No encontro, os ruralistas defenderam a liberação das safras transgênicas. “No ano passado, fomos chamados de criminosos por plantar soja modificada pelo fato de não existir uma regulamentação”, reclamou em entrevista o presidente da Confederação Nacional de Agricultura, Antônio Ernesto de Salvo.
Os produtores deixaram claro a Lula que não gostariam de plantar a safra 2003/04 sem uma definição do governo sobre os organismos geneticamente modificados (OGMs). “Não dá para plantar a nova safra sem uma decisão definitiva”, disse o presidente das Organizações das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas. Também participaram do encontro o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci.
Enquanto Lula recebia os produtores no Planalto, um grupo de parlamentares visitava o Centro Nacional de Pesquisa de Recursos Genéticos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. De acordo com o presidente da Subcomissão de Transgênicos da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, Gustavo Fruet (PMDB-PR), o consenso entre pesquisadores é de que deveria haver no Brasil um único órgão que centralizasse as decisões sobre pesquisas com OGMs.
Fruet disse que “uma Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) fortalecida” poderia ter essa função. “Hoje, dependendo da pesquisa, é preciso ter autorização da CTNBio, do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), do Ministério da Agricultura e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Precisamos tomar medidas que destravem a pesquisa.”
Fruet também lembrou que é preciso deixar de lado o debate passional sobre os transgênicos e fazer distinção entre pesquisa e plantio comercial de sementes geneticamente modificadas. Ele ouviu dos técnicos online drugs without prescription da Embrapa que as pesquisas com feijão geneticamente modificado (resistente ao caruncho) estão paradas há dois anos, pela dificuldade generic acomplia rimonabant de conseguir autorização para a continuidade dos trabalhos. “Sou favorável à biotecnologia, mas com cautela científica”, concluiu.
(Leonêncio Nossa e Fabíola Salvador)
Maciço da Tijuca pode ter só 6% de verde em 90 anos
Rio de Janeiro
get acomplia 0pt”>O Maciço da Tijuca, que abriga uma das maiores florestas urbanas do mundo, terá apenas 6,8% de sua área verde original daqui a 90 anos se for mantido o ritmo de desmatamento e urbanização desordenada das duas últimas décadas. A conclusão é do pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Jesus Baca, que apresentou tese de doutorado sobre o tema no Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
order prescription drugs online Arial”>Engenheiro cartógrafo, Baca desenvolveu um programa de computador que faz projeções sobre a ocupação do maciço e a evolução do desmatamento, a partir de mapas de uso e cobertura do solo da Floresta da Tijuca dos anos de 1972, 1984 e 1996. Ele simulou variações a cada período de 12 anos – nos gráficos apresentados, é alarmante o avanço das áreas vermelhas (urbanas) sobre as verdes (de floresta).
Em 1972, 51,18% do maciço era tomado por floresta nativa, e a área urbana ocupava 13,78% – são listadas no estudo outras categorias, como gramíneas, florestas secundárias, solo exposto, pedreiras e rochas. Em 1984, a área urbana cresceu para 18,17% e a de floresta caiu para 46,05%. Em 1996, a área urbana ocupava 23,37%, e a de floresta, apenas 35,81%.
No cenário mais pessimista, projetado com base no ritmo de devastação entre 1984 e 1996, a área urbana crescerá 61,31% e a de floresta será reduzida para 6,85% até 2092. “Se há problemas, precisamos enfrentá-los. A sociedade me pagou para estudar. Espero que haja bom senso dos políticos e da própria sociedade para evitar que essa previsão se concretize.”
O estudo pode ser aplicado em outros casos e simular, por exemplo, a situação da Amazônia nas próximas décadas. A tese completa pode ser lida no endereço www.cnps.embrapa.br/paisagem. (Felipe Werneck)
Ministro anuncia a bancada a recriação da Sudam
O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, surpreendeu hoje a bancada da região Amazônica ao anunciar a recriação da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) juntamente com a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O anúncio foi feito durante café da manhã realizado pela bancada na Câmara dos Deputados. acomplia buy in usa />
Ainda não foi definido se as duas entidades serão criadas por medida provisória ou por projeto de lei complementar. Ciro Gomes disse que a Sudam e a Sudene serão recriadas com a mesma estrutura e mesmo formato jurídico, mas o anúncio oficial será feito pelo presidente Lula e será realizado em dois dias diferentes: a Sudene, já na próxima segunda-feira, em Fortaleza; e a Sudam provavelmente buying drugs online no dia 20 de agosto, em local ainda a definido.
Para o presidente da Comissão da Amazônia, deputado Átila Lins (PPS), o anúncio veio tranqüilizar a bancada da região, que já sofre com a falta de investimentos há dois anos. “Acredito que agora, com a recriação da nova Sudam, que terá uma estrutura mais ágil, mais enxuta, estaremos mais protegidos contra fraudes, corrupção e irregularidade. Quero crer que será um órgão capaz de gerar as riquezas da região”.
Participaram do café da manhã de hoje 107 parlamentares e a coordenadora do grupo de criação da Sudene e Sudam, Tânia Bacelar. (Teresa Cristina Soares)

