Esgoto in natura ajuda a poluir córregos

setembro 24, 2003 by  
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A poluição dos córregos que cortam Cuiabá é causada pelo esgoto e pela falta de uma coleta de lixo eficiente.
O secretário municipal de Obras, Marcelo Oliveira, explica que todo esgoto não coletado, devido à força gravitacional, tende a escoar para os córregos.
Oliveira lembra, contudo, que, nos últimos anos, a coleta de esgoto, que era de 12%, em 1996, subiu para 70%, este ano, e o tratamento do material coletado, que era feito em apenas 6% dele, foi para 66%, um mérito que, segundo ele, deve ser destacado.
Devido à entrada de grande quantidade de esgoto, as águas -se é que se pode chamar assim uma espécie de chorume – não se renovam.
Ainda segundo o secretário, com o crescimento urbano, não foram preservadas as nascentes dos córregos.
De acordo com o que ele se lembra, somente o córrego do Barbado ainda tem até hoje sua cabeceira.
Ontem cialis generic best price à tarde a reportagem percorreu alguns pontos críticos da cidade para verificar o problema.
Em alguns pontos, como no córrego do bairro Poção, havia sapato, caixa de leite, embalagem de água sanitária, sacolas plásticas, pedaços de pneus e, principalmente pets (garrafas descartáveis de refrigerantes).
No córrego da avenida Beira Rio, exatamente no ponto em que ele deságua no rio Cuiabá, online prescription drugs um monte de sujeiras acumuladas. No fundo da paisagem, um pescador aproveitava a fartura de pescados, atraídos pelos restos de imundícies.(KW/ Da Redação)

Combustíveis alternativos começam a ganhar mercado

setembro 23, 2003 by  
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Sonoma, EUA


 


Os 800 milhões de veículos em circulação, em todo mundo, no ano 2000, devem se multiplicar, superando os 2 bilhões até o ano 2050. Ainda que novos poços de petróleo continuem sendo descobertos, as reservas são limitadas e concentradas em alguns poucos países, o que assegura uma perspectiva favorável para o desenvolvimento de combustíveis alternativos. A par do álcool, já consolidado como fonte renovável, a indústria automobilística testa outras alternativas, tendo passado, em muitos casos, da fase de protótipos para testes comerciais.


Entre as alternativas, capazes de reduzir não só a dependência em relação às reservas de petróleo, como também as emissões de poluentes, despontam o hidrogênio, o gás natural veicular, os motores elétricos, diet pills without a prescription biocombustíveis e sistemas híbridos. Estes não substituem os derivados de petróleo, mas aumentam significativamente seu aproveitamento. Durante o Michelin Challenge Bibendum 2003, realizado entre 23 e 25 de setembro, na Califórnia, Estados Unidos, mais de 100 veículos estarão testando automóveis, caminhões e ônibus cialis 40 mg movidos a tais combustíveis, de modo a poder comparar seu desempenho. Diversos modelos já são experimentalmente comercializados, na Europa e Estados Unidos.


 


Novas parceria


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Também algumas prefeituras desenvolvem programas experimentais, para substituição de combustíveis nos sistemas urbanos de transporte coletivo. Existe, inclusive, um guia com diretrizes internacionais de transporte limpo, resultante de uma reunião realizada em Bellagio, na Itália, em 2001, e um Conselho Internacional para o Transporte Limpo (cuja sigla, em inglês, é ICCT), com sede em San Francisco, EUA. A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) participam deste conselho, financiado pela Hewlett Foundation, a mesma fundação que doou recursos para a compra de 10 ônibus híbridos (diesel e sistema elétrico) da empresa brasileira Eletra. Os ônibus serão testados pela Setransp, na cidade de São Paulo, até o final de 2004, período em que se pretende comprovar a redução estimada de 50 a 60% das emissões. A Eletra também já está negociando com o Chile a venda ônibus semelhantes para teste em Santiago, com financiamento do Banco Mundial, através de seu Comitê de Ar Limpo.


No setor de biomassa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) assinou, em agosto passado, um convênio com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobrás, para ampliar os projetos de pesquisa com combustíveis, incluindo inovações tecnológicas relacionadas ao álcool de cana. Biocombustíveis à base de soja, girassol, amendoim, mamona e dendê estão na lista de prioridades e as pesquisas devem incluir análises das cadeias produtivas, além de desenvolver processos tecnológicos.


O Brasil deve aproveitar melhor as boas condições climáticas para produção de biocombustíveis, visando também o mercado externo de energias renováveis. Neste sentido, a Embrapa deverá contribuir com as tecnologias e o BNDES, identificar e implementar mecanismos de financiamento ou participação em capital de risco, para incentivar o desenvolvimento do setor sucro-alcooleiro e de oleaginosas, de forma a atender a demanda potencial. À Petrobrás cabe prestar apoio tecnológico e de engenharia aos projetos; participar como investidora e disponibilizar infra-estrutura comercial e logística, no país e no exterior, para viabilizar contratos de venda dos produtos e distribuição nos pontos de consumo. (Liana John)

Indústria automobilística participa de competição ambiental

setembro 23, 2003 by  
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Sonoma, EUA


 


Mais de 100 veículos, entre carros compactos e caminhões, participam, a partir de hoje, da quinta edição do Michelin cialis how it works Challenge Bibendum, uma competição internacional para a apresentação de inovações tecnológicas ecologicamente corretas. Combustíveis alternativos, peças recicláveis, processos de fabricação mais limpos e sistemas de redução de emissões, consumo de energia ou ruído são as estrelas do evento, que inclui uma série de testes de eficiência ambiental e um rally de 160 km, entre as cidades norte americanas de Sonoma e San Francisco, na Califórnia, atravessando a famosa ponte Golden Gate.


Pelo menos 11 veículos movidos a célula de combustível e 18 a hidrogênio estarão na competição, que inclui tanto protótipos como veículos em teste de mercado. Um deles é o Focus H2ICE, da Ford, equipado com um propulsor de combustão interna movido a hidrogênio. As emissões de gás carbônico, o principal gás do efeito estufa, associado ao aquecimento global da atmosfera, são reduzidas em 99%, se feita a comparação com um motor a gasolina. A economia de combustível também é significativa, chegando a cerca de 25%. Outro modelo a ter seu desempenho testado é o Acura MDX, da Honda, um utilitário esportivo para 7 passageiros, movido a gasolina, mas dotado de um sistema de controle de emissões, que permitiu à montadora obter o primeiro certificado SULEV (Super Ultra Low Emission Vehicle), na Califórnia, estado extremamente rigoroso quanto aos padrões de poluição. Este utilitário é um contraponto aos chamados SUVs (Super Utilitary Vehicles), originalmente desenvolvidos para todo terreno, que viraram moda nas cidades. Existe uma forte oposição dos ambientalistas aos SUVs devido ao alto consumo de energia e conseqüente alto índice de emissões.


Ainda entre os destaques da competição, estão o Prius 2004, da Toyota, um veículo híbrido movido a gasolina e eletricidade, já comercializado nos Estados Unidos, Europa e Japão, e uma versão do Mercedes-Benz Classe A, da DaimlerChrysler, com motor a hidrogênio, gerado por célula de combustível, que emite apenas vapor d’água. Outra grande montadora, a Volvo, apresenta dois protótipos classificados como PZEV (Partial Zero Emission Vehicle), por gerar emissões de poluentes próximas a zero, e dois modelos pills no prescription a gás, um sedan a biogás e uma perua a gás comprimido. (Liana John)

Estimulando a defesa da biodiversidade

setembro 23, 2003 by  
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A partir de hoje, o Brasil passa pills without prescription a contar com um fórum institucional para debater e estimular iniciativas em defesa da biodiversidade nacional. A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) instalada hoje pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, integrará a Política Nacional de Biodiversidade aos princípios da Convenção da Diversidade Biológica, incentivando a pesquisa, a disseminação do conhecimento e o cialis generic vs brand uso sustentável dos recursos naturais.

“Estamos consolidando a parceria entre governo, comunidade científica e sociedade na execução de políticas de conservação e uso sustentável de nossa biodiversidade”, afirmou Marina Silva, ressaltando que uma maior participação da sociedade nas decisões de governo é uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente, a Conabio é composta por oito representantes do governo federal e oito da iniciativa privada e de organizações não-governamentais (ONGs). Instituída por decreto em maio passado, a Comissão levou apenas quatro meses para ser instalada e faz parte da política de transversalidade adotada pelo governo.

“Agora o Brasil tem um local adequado para a reflexão, o debate responsável e a coordenação das ações do governo federal em relação à preservação da biodiversidade”, destacou o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, João Paulo Capobianco.

Além da Conabio, o Brasil também ganhou seu primeiro Atlas dos recifes de coral nas unidades de conservação e um mapa de áreas prioritárias para conservação e uso sustentável da biodiversidade. Segundo Capobianco, o mapa reúne informações dispersas de várias instituições ambientais e é resultado do esforço de mais de mil pessoas envolvidas no projeto de identificação e avaliação dos condicionantes ambientais, sociais e econômicos dos vários biomas brasileiros.

O mapa delimita 900 áreas prioritárias, sendo 385 na Amazônia, 182 na Mata Atlântica, 164 na zona costeira e marina, 82 na caatinga e 87 áreas nos biomas cerrado e pantanal; todas devidamente classificadas nos níveis de extrema importância, muito alta importância e alta importância. Os resultados das avaliações subsidiarão a implantação de programas e ações das três esferas de governo em relação às políticas ambientais, fundiárias, agrícolas, energéticas, entre outras.

O desenvolvimento dos projetos exigiu mais de 24 meses de atividades para reunir, organizar e compatibilizar dados sobre os biomas, que se encontravam dispersos em dezenas de órgãos públicos e instituições privadas.

Com 179 páginas, o Atlas dos Recifes de Coral inclui 39 mapas temáticos com as principais características dos ambientes recifais de nove áreas de conservação que se estendem pela costa nordestina ao longo de três mil quilômetros. Segundo a ministra, diante da fragilidade desses ambientes, é necessário estabelecer estratégias de conservação capazes de assegurar a diversidade biológica marinha.

Para o secretário Capobianco, o Atlas representa o reconhecimento da importância dos recifes de coral como fonte de alimentos, de potencial turístico e de geração de renda. “Os recifes de coral são para o ambiente marinho o que as florestas são para o ambiente terrestre. E é importante que o Brasil tenha uma política afirmativa em relação a esses ambientes”, ressaltou o secretário. (Mauricio Cardoso / Repórter da Agência Brasil)

Alimentos orgânicos ganham destaque e são uma alternativa de mercado aos transgênicos

setembro 22, 2003 by  
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FOTO: Elza Fiuza


Um dos ensinamentos clássicos do capitalismo liberal diz que o valor de um produto é determinado pelo mercado. A regra se aplica exatamente aos alimentos “orgânicos”, que, na década de 60, foram abandonados em detrimento do uso massivo de insumos químicos na agricultura e a conseqüente produção de hortaliças, frutas e cereais mais vistosos, porque, naquele momento, resistiam mais às doenças.


online cialis 0cm 0cm 0pt”>Em função dessa revolução tecnológica, hoje, em sua quase totalidade, a mesa do homem moderno inclui alimentos que cresceram à base de produtos da indústria química, seja em função da adubação ou do combate a ervas daninhas, insetos, fungos, vírus e bactérias. A produção de alimentos com técnicas tradicionais passou mesmo a ser depreciada, por não serem tão “bonitos” e “crescidos”, como aqueles que levavam adubação química. Quem nunca comprou um tomate por questões estéticas? Quanto maior, mais firme e vermelho, melhor.


Hoje, sabe-se que o uso de insumos no plantio – como adubos químicos, inseticidas, fungicidas e herbicidas – pode causar problemas à saúde de quem os aplica, ao meio ambiente e à saúde dos consumidores. Com o volume de descobertas nesse sentido, o caminho, agora, é inverso. Os produtos orgânicos, nos últimos 10 anos, ganharam espaço nas prateleiras dos supermercados das grandes cidades, principalmente a partir do gosto dos consumidores de classe alta. Isso porque o preço para quem exige esta qualidade ainda é mais alto.


Em muitos estados brasileiros, produtores, principalmente os de base familiar, adotaram a agroecologia como opção e “filosofia de vida”, como classifica o pesquisador da área de transferência de tecnologia da
Embrapa Soja, o agrônomo Lineu Domit. A unidade de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária está sediada em Londrina (PR) e estuda opções para a melhoria na produtividade da leguminosa, incluindo aí ações para o combate de seus inimigos naturais. Os principais são as ervas daninhas (que disputam luz, espaço, nutrientes presentes no solo) e insetos como a lagarta da soja e o percevejo, chamado em algumas localidades de fede-fede.


“Esses produtores simplesmente não querem mais usar produtos químicos, porque constataram que há mais prejuízos que ganhos, inclusive econômicos. Como são pequenos agricultores, não conseguem pagar herbicidas e inseticidas, muito caros dentro do custo de produção”, comenta o pesquisador. Segundo Domit, só os herbicidas podem representar de 17% a 20% do custo da lavoura familiar, que, em geral, não contabiliza custos de mão-de-obra – trabalhadores são contratados apenas em épocas específicas, como a capina e a colheita.


A tecnologia trouxe mais recentemente outra opção ao consumidor e ao produtor, os transgênicos. Com a produção ainda não regulamentada no Brasil, os alimentos geneticamente modificados são produzidos principalmente no Rio Grande do Sul e trouxeram uma nova realidade à agricultura brasileira. O plantio ainda está restrito à soja modificada – no caso, a Roundup Ready, desenvolvida pela multinacional norte-americana Monsanto. Resistente ao herbicida glifosato, a soja RR, como é chamada, permite que o produtor aplique o produto diretamente na planta. No plantio convencional, só se usa o glifosato na fase de
preparo do solo, conhecida como pré-emergência, e, depois, nas entrelinhas, na pós-emergência, quando a planta já emergiu e está pequena.


Produzida em propriedades maiores, com intensa ocorrência de ervas daninhas, a soja RR atende às necessidades de agricultores que não conseguiriam deter a infestação a tempo pelo sistema manual, adotado nas unidades familiares. Eles argumentam ainda que a quantidade de princípio ativo aplicada na variedade transgênica é bem menor do que no plantio convencional, perto dos 50%, e classificam o fato de vantagem ambiental e econômica. No mercado, esse diferencial ainda não se refletiu, pois o preço da variedade transgênica é semelhante ao da convencional. De acordo com o coordenador das unidades produtivas da Cooperativa Agropecuária Alto Uruguai (Cotrimaio), Nelson Hammes, paga-se R$ 34,40 pela saca de 60 quilos de soja convencional sem certificação, enquanto a soja comprovadamente não modificada é comprada dos produtores por R$ 35,78, e a transgênica é cotada da mesma forma que a primeira.


Animais “naturebas”


Em compensação, o preço de mercado da soja orgânica comprova o valor de se adquirir um produto isento de químicos, considerado mais saudável pelo consumidor. Tanto que a saca é cotada em dólar. São pagos US$ 15 pela soja para consumo humano e US$ 12,5 pela soja destinada à ração animal.


A Cotrimaio, cuja sede fica em Três de Maio (RS), desenvolve o programa Produção Orgânica desde 99, que conta, hoje, com 150 produtores da região noroeste do estado. A cooperativa compra outros grãos orgânicos, como milho e trigo, os quais, respectivamente valem 40% e 30% a mais que os convencionais. Segundo Hammes, a maioria dos produtores orgânicos planta em unidades de, no máximo, 30 hectares. “Dois deles apenas têm propriedades de 60 hectares”, afirma o técnico agrícola. Hammes faz uma previsão otimista, em termos de mercado, caso as culturas geneticamente modificadas sejam liberadas.


Ele acredita que o preço das culturas convencionais, também comercializadas pela cooperativa, suba em relação às transgênicas. “No caso da soja, como o plantio é ilegal, o produtor acaba não pagando os royalties para a empresa que detém a tecnologia na hora de comercializar o produto. Na medida em que estiver legalizado, o produto sairá automaticamente mais caro”, prevê. A cooperativa, garante ele, é a favor da liberação, mas pede a rotulagem para informar ao consumidor quando um produto for geneticamente modificado. “A decisão tem que ficar na mão de quem consome”, completa.


pain pills online no prescription Arial”>A soja orgânica é exportada pela Cotrimaio principalmente, para França, Alemanha e Dinamarca. O valor mediano, segundo Hammes, é de US$ 300 a US$ 400 a tonelada. “Isso inclui custos de embarque, contêineres usados no porto e o transporte feito de navio”, explica o técnico. A cooperativa trabalha com outros produtos orgânicos vendidos no mercado, como o açúcar mascavo, melado, leite de soja, farinha de trigo integral, farinha de trigo especial, farinha de milho, farinha de centeio, gérmen de trigo, leite e farinha de mandioca.


O diretor técnico da empresa compradora de grãos e cereais orgânicos Terra Preservada, Luiz Cláudio Bona, também acredita que a liberação dos transgênicos, especificamente da soja, que está com estudos e plantio adiantados, refletirá positivamente no mercado. Para ele, os produtos orgânicos terão o preço ainda mais valorizado, porque o consumidor acabará preferindo o produto ecológico. “Mas ele acabará não pagando mais porque, apesar de o orgânico ser um produto elitizado, há uma tendência de aumento na oferta e isso faz qualquer produto baratear”, avisa.


Apesar do otimismo com relação ao comportamento no mercado, Bona antevê uma imposição ainda maior aos orgânicos da apresentação de contraprova. “Com a liberação, haverá mais lavouras transgênicas e, aí, mais chance de contaminação das culturas orgânicas. Isso talvez se reflita um pouco negativamente no mercado para o produto orgânico”, avalia. Atualmente, para comprovar a origem do produto, todo orgânico é certificado, uma exigência das empresas compradoras internamente e também no exterior. Os produtos, comprados pelo sistema de parceria, diretamente do produtor, pela Terra Preservada, são certificados pelo Instituto para o Mercado Orgânico (IMO). A empresa certificadora é de origem suíça, tem sede em São Paulo e fiscalizada as propriedades desde a época do plantio. “É uma incoerência. Um produto que é bom para a saúde de todos, como o orgânico, ser penalizado com a necessidade de se comprovar como tal. Mas, enfim, é a lógica de mercado”, resigna-se Bona. A Terra Preservada atua nos estados de Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, comprando soja para consumo humano e animal, feijão preto, feijão carioca, feijão azuki, arroz, milho, trigo, centeio, erva-mate e ainda açúcar mascavo.


A filosofia da conservação ambiental e de vender um produto de qualidade também está na linha de atuação da Associação dos Produtores Orgânicos de Londrina (Apol). Com 30 produtores familiares associados, a entidade compra soja, café, produtos da oleicultura e frutas para vender no mercado interno. A Apol foi fundada em 99 justamente porque um grupo de seis agricultores fez a opção de se livrar dos produtos químicos, por motivos de saúde. “Estavam contaminados por aplicarem agrotóxicos em suas culturas”, explica a assistente técnica Juliani Gambini. Hoje, numa parceria com o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), os produtores usam variedades produzidas nos laboratório e recebem assistência técnica. A certificação é feita pelo Instituto de Desenvolvimento Biodinâmico de Desenvolvimento, de Botucatu (SP). A vantagem econômica, em relação aos produtos convencionais e transgênicos, é de 25% a 30% a mais no preço de mercado, principalmente no caso de grãos e cereais, de acordo com Juliani.

Finep vai liberar R$ 5 milhões para projetos de saneamento básico

setembro 21, 2003 by  
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A Finep lançou à semana passada, chamada pública que objetiva a liberação de até R$ 5 milhões para projetos cialis generic brand de saneamento básico em todo o país, dos quais R$ 2,5 milhões serão destinados para projetos de pesquisa e o restante para bolsas. Os recursos, não reembolsáveis, são provenientes do Fundo Setorial de Recursos Hídricos (CT-Hidro). A agência de fomento ainda informou que a Caixa Econômica Federal disponibilizará também para o Programa de Pesquisas em Saneamento Básico (Prosab), administrado pela Finep, R$ 1,1 milhão para a realização de seminários, reuniões de rede e divulgação dos resultados do Prosab.
A chamada pública visa selecionar instituições habilitadas a participar de redes cooperativas de pesquisa em tratamento de águas de abastecimento; re-uso das águas de esgoto sanitário; tratamento, recuperação online pills no prescription e disposição integrados de resíduos urbanos; usos alternativos de lodos de Estações de Tratamento de Água e Estações de Tratamento de Esgoto; desenvolvimento de alternativas técnicas de saneamento ambiental para separação e tratamento de dejetos humanos na origem e sua disposição final, visando à redução do consumo de água. O prazo para entrega das propostas de qualificação será encerrado no próximo dia 30.(Alana Gandra)

Plantas marinhas absorvem menos carbono

setembro 19, 2003 by  
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Estudo da Nasa indica queda de produtividade primária das plantas marinhas, provavelmente associada ao aumento de temperaturas.


São Paulo – As plantas marinhas têm apresentado queda em sua produtividade desde a década de 80, absorvendo menos carbono. Isso pode provocar grandes impactos no ciclo de carbono no planeta, de acordo com uma pesquisa a ser divulgada pela agência espacial norte-americana (Nasa). O estudo verificou que a produtividade primária líquida (PPL) dos oceanos caiu mais de 6% nas duas últimas décadas. PPL é o total de matéria orgânica produzida pelas plantas menos a quantidade utilizada na respiração.


“O declínio da produtividade primária dos oceanos pode ser resultado de mudanças climáticas no planeta, como o aumento de temperaturas”, cialis dosage 40 mg disse Watson Gregg, líder da pesquisa da Nasa. A temperatura da superfície marinha global aumentou em 0,2ºC nos últimos 20 anos.


Gregg e colaboradores utilizaram dados obtidos por dois satélites da agência espacial, o Nimbus 7 e o OrbView 2. Os pesquisadores verificaram que 70% da diminuição na PPL dos oceanos ocorreu em altas latitudes (acima de 30 graus). O declínio foi de 9% no Pacífico pills without prescription Norte e de 10% na Antártica. (Agência FAPESP)

Uso sustentável de águas subterrâneas é tema de encontro em Petrópolis

setembro 19, 2003 by  
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A Associação Brasileira de Águas Subterrâneas, seção Rio de Janeiro (Abas/RJ), realiza de 23 a 26 de setembro, em Petrópolis, dois eventos conjuntos, o XIII Encontro Nacional de Perfuradores de Poços no Estado do Rio de Janeiro e o I Simpósio de Hidrogeologia do Sudeste. O primeiro é uma mostra das novidades tecnológicas do setor. No segundo, será apresentada a produção científica regional na área de hidrogeologia, além de normas diet pills without a prescription técnicas e a legislação que regula a atividade de captação de águas subterrâneas.
O tema central do encontro é “Desafios Técnicos para a Gestão e o Uso Sustentável dos Aqüíferos”, focando o esforço governamental e da academia para a implantação da legislação de recursos hídricos no país. Uma das mesas-redondas, por exemplo, terá como debatedores o secretário nacional cialis sale de Recursos Hídricos, João Bosco Senra e o deputado Fernando Gabeira (PT/RJ), relator do projeto de lei que visa à regulamentação a Lei Nacional de Recursos Hídricos. Outros debates discutirão as perspectivas do mercado de águas subterrâneas diante dos efeitos da regulamentação da lei, além de temas como outorga e fiscalização do uso da água.
As palestras terão, entre outros temas, a gestão do uso da água subterrânea, o rebaixamento do nível de água em áreas de mineração e em obras civis, recarga artificial de lençóis freáticos (aqüíferos), fraturamento hidráulico na perfuração de poços, novas técnicas de identificação e remediação de contaminações.


Mais informações estão disponíveis no endereço eletrônico:


http://www.acquacon.com.br/index2.htm

Experiências com animais reproduzem efeito da exposição a poluentes

setembro 19, 2003 by  
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Estudos realizados no Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina (FM) da USP forneceram com mais rapidez e menos custos evidências do efeito dos poluentes sobre a saúde humana. O procedimento poderá facilitar no tratamento médico e na adoção de medidas de controle da emissão de poluentes. As pesquisas reproduziram os efeitos da exposição prolongada à poluição do ar por meio de experiências com ratos colocados em câmaras filtradas.
O professor Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório, relata que as câmaras de exposição têm capacidade para 500 ratos. Para realizar estudos comparativos, os pesquisadores podem permitir a entrada do ar poluído ou purificá-lo por intermédio de um filtro. Os animais na câmera ventilada com ar poluído ficaram mais suscetíveis ao câncer, inflamações nas vias aéreas, asma, alterações circulatórias, redução da capacidade reprodutiva e da expectativa de vida. ‘As fêmeas de ratos, expostas ao ar poluído desde o nascimento, apresentaram maior índice de abortos, além de um menor número de períodos férteis’, relata. ‘Mas os animais que tiveram problemas de asma se recuperaram após ficar três meses na câmara filtrada.’
Saldiva aponta que os cialis usa pesquisadores aperfeiçoaram os estudos com animais, por meio de câmaras de exposição, para avaliar a extensão dos efeitos crônicos da poluição, especialmente a incidência de doenças crônico-degenerativas. ‘Utilizando-se ratos, por exemplo, pode-se obter resultados em menos tempo, em condições mais controladas’, explica. ‘Pesquisas realizadas em um ano conseguiram reproduzir várias das conclusões dos estudos epidemiológicos em seres humanos, mostrando que os efeitos crônicos da poluição são detectáveis.’

Efeitos

Os efeitos agudos da poluição podem ser estudados por meio de medições de eletrocardiograma, de circulação sanguínea e da análise do número de internações e mortes por problemas respiratórios em dias que a concentração de poluentes no ar é maior. ‘A maior dificuldade está no estudo dos efeitos crônicos da poluição, que surgem em longos períodos de tempo’, aponta. ‘São pesquisas que acompanham milhares de indivíduos durante muitos anos, cujo custo é muito elevado, dificultando sua realização no Brasil.’
Os estudos nas câmaras também demonstraram que os poluentes mais nocivos para a saúde são os metais que se agregam às partículas lançadas no ar com os gases resultantes da queima de combustíveis. ‘Estes metais podem se acumular nos pulmões, vindo a gerar efeitos crônicos futuros’, explica Saldiva. Segundo ele, novos estudos do Laboratório deverão determinar quais metais estão mais presentes nas partículas emitidas pelas fontes poluidoras e seus efeitos online meds without prescription no organismo.
O Laboratório também realiza comparações de animais criados em São Paulo com outros estabelecidos em locais com menores índices de poluição, como Atibaia e Caucaia do Alto, e desenvolveu a utilização de plantas como indicadores da presença de poluentes ao ar livre e em locais fechados. (Por Júlio Bernardes/ Da Agência de Notícias da USP)



Mais informações podem ser obtidas no site www.usp.br/agen

Biopirataria dá prejuízo de US$ 1 bilhão por ano ao Brasil

setembro 17, 2003 by  
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A biopirataria movimenta por ano no mundo cerca de US$ 60 bilhões, o que faz dela a terceira atividade ilegal mais lucrativa do planeta, atrás do tráfico de armas e de drogas. O Brasil, que possui a maior biodiversidade do planeta, perde cerca de US$ 1 bilhão por ano com o roubo de materiais genéticos, sobretudo na Amazônia, conforme estimativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos cialis shelf life Naturais Renováveis (Ibama).

O uso de plantas medicinais, ou fitoterápicas, na assistência farmacêutica da população ajudaria de um lado a resolver o problema da biopirataria e, de outro, melhoraria a qualidade de vida de 80 milhões de brasileiros que não têm acesso a medicamentos, conforme avalia o Ministério da Saúde. Essa é uma das propostas que mais estão agitando os debates na I Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica, que se realiza até amanhã, na Academia de Tênis em Brasília.

O evento tem por objetivo buscar soluções para melhorar o acesso dos brasileiros à assistência farmacêutica. “O Brasil precisa ter uma política adequada de pesquisa e de ciência, além de tecnologia na área de fitoterápicos para a integração das plantas medicinais de uso popular. Essa é uma questão de defesa da soberania do país em medicamentos e também de luta contra a biopirataria”, afirmou a farmacêutica e coordenadora geral da Conferência, Clair Castilhos.

Para o Ministério da Saúde, a iniciativa é importante para o Brasil. “Há uma perspectiva de investimento em projetos de alguns estados brasileiros para a implantação de laboratórios farmacêuticos produtores de fitoterápicos a partir de plantas medicinais produzidas nos próprios estados”, afirmou o diretor de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Norberto Rech. Das 500 indústrias farmacêuticas brasileiras, 134 produzem fitoterápicos. O setor movimenta no Brasil US$ 400 milhões.

A conferência também discutiu a necessidade de se regularizar o abastecimento de medicamentos na rede pública de saúde. Uma das soluções previstas é a implantação das Farmácias Populares, programa que deverá ser anunciado ainda este ano e que vai garantir medicamentos mais baratos, especialmente à população de baixa renda.

Uma das medidas para que isso aconteça é a redução da carga tributária dos medicamentos para disponibilizá-los a preços baixos, afirmou Norberto Rech. O programa prevê ainda ações de investimento para a ampliação e qualificação de serviços de assistência farmacêutica no SUS e a produção de medicamentos estratégicos nos laboratórios oficiais que. Esse programa receberá investimentos da ordem de R$ 36 milhões ainda este ano.

A questão da propaganda de medicamentos também foi amplamente discutida. Foi aprovada uma proposta consensual dos participantes no sentido de proibir, de forma irrestrita, a publicidade de medicamentos, como ocorre com cigarro e álcool. “Partimos do princípio de que medicamentos devem ser utilizados mediantes receita e que, portanto, não precisam de propaganda”, phentermine online without a prescription explicou Castilhos. (Irene Lobo / Repórter da Agência Brasil)

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