Senado dos EUA rejeita corte de emissões de CO2
O Senado dos Estados Unidos rejeitou na quinta-feira uma lei que exige de indústrias e usinas de energia a redução das suas emissões de dióxido de carbono (CO2) aos níveis de 2000.
Os senadores derrotaram a lei – que estabelece também o prazo até 2010 para que esse objetivo seja atingido – por 44 a 43.
O projeto de lei é criticado pelo governo do republicano George W. Bush sob o argumento de que afetaria duramente a economia americana.
O texto, no entanto, foi co-apresentado pelos senadores republicano John McCain e democrata Joe Lieberman.
Muitos cientistas associam as emissões de dióxido de carbono como um dos principais causadores do acontecimento global.
Degelo
McCain afirmara ao Senado que a lei era “uma proposta muito mínima”, mas que seria um primeiro passo.
“Temos que começar em algum ponto”, afirmou o senador, enquanto exibia fotos do derretimento da calota de gelo ártica.
“Voltaremos, porque essas imagens vão continuar a piorar e não vamos melhorar enquanto não começarmos a lidar com isso”.
No entanto, os opositores da lei endossaram a opinião da Casa Branca de que a lei iria aumentar o preço da energia elétrica e dificultar a criação de empregos.
O presidente George W. Bush sofreu críticas em todo o mundo ao se recusar, em 2001, a assinar o Protocolo de Kyoto sobre o aquecimento global, que obriga os signatários a respeitarem prazos e cotas de cortes nas emissões de gases.
Como alternativa Bush propôs um plano voluntário de cortes.
Senado dos EUA rejeita corte de emissões de CO2
O Senado dos Estados Unidos rejeitou na quinta-feira uma lei que exige de indústrias e usinas de energia a redução das suas emissões de dióxido de carbono (CO2) aos níveis de 2000.
Os senadores derrotaram a lei – que estabelece também o prazo até 2010 para que esse objetivo seja atingido – por 44 a 43.
O projeto de lei é criticado pelo governo do republicano George W. Bush sob o argumento de que afetaria duramente a economia americana.
O texto, no entanto, foi co-apresentado pelos senadores republicano John McCain e democrata Joe Lieberman.
Muitos cientistas associam as emissões de dióxido de carbono como um dos principais causadores do acontecimento global.
Degelo
McCain afirmara ao Senado que a lei era “uma proposta muito mínima”, mas que seria um primeiro passo.
“Temos que começar em algum ponto”, afirmou o senador, enquanto exibia fotos do derretimento da calota de gelo ártica.
“Voltaremos, porque essas imagens vão continuar a piorar e não vamos melhorar enquanto não começarmos a lidar com isso”.
No entanto, os opositores da lei endossaram a opinião da Casa Branca de que a lei iria aumentar o preço da energia elétrica e dificultar a criação de empregos.
O presidente George W. Bush sofreu críticas em todo o mundo ao se recusar, em 2001, a assinar o Protocolo de Kyoto sobre o aquecimento global, que obriga os signatários a respeitarem prazos e cotas de cortes nas emissões de gases.
Como alternativa Bush propôs um plano voluntário de cortes.
Os resíduos hospitalares no Brasil
outubro 30, 2003 by ibps
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Os resíduos de serviço de saúde (RSS) são hoje um grande problema a ser discutido e estudado, devendo-se observar aspectos importantíssimos e centrais nessa discussão.
Os RSS além do potencial de risco que lhes é inerente apresentam duas características determinantes para as etapas de coleta, tratamento e disposição final, quais sejam: a diversidade em número, porte e localização dos geradores e a heterogeneidade de composição.
Tais características determinam, por seu turno, a classificação empregada como princípio para padrões de manuseio, a partir da natureza do risco potencial associado a estes resíduos. Assim como a define a NBR 12.808, tem-se para o risco biológico e a presença de perfurantes, os resíduos infectantes; para o risco químico perigoso, radioativo e pela presença de medicamentos, os resíduos especiais; e pela similaridade aos domiciliares, os resíduos comuns.
Gerenciamento
O gerenciamento de RSS, proposto pelas NBR 12.807, 12.808, 12.809 e 12.810, se baseia no princípio da segregação na fonte, enquanto instrumento de minimização de riscos e quantitativos. Para tanto, se reconhecem dois níveis de intervenção: intra e extra - unidade. Ao primeiro concernem as ações de acondicionamento, coleta e transporte I (da geração até a sala de resíduos) e II (da sala ao abrigo de resíduos), armazenamento I (a salas de resíduos de cada elemento) e II (o abrigo de resíduos de onde estes serão retirados pela coleta externa). Ao segundo cabem a coleta, o tratamento e a destinação final. A todos a capacitação e o desenvolvimento dos recursos humanos. A norma NBR 12.809 estabelece o modus operandi das etapas de gerenciamento intra-unidade, e a NBR 12.810 as condições afetas a oferta e ao uso de EPI e as características da frota empregada na coleta desses resíduos.
Tratamento de Resíduos
Tratar resíduos significa descaracterizá-los em seu potencial de risco, conforme determina a resolução do CONAMA 05/93. Para tanto, pode se lançar mão de dois grupos de tecnologias: alternativas e convencionais. As tecnologias alternativas mais utilizadas atualmente são a esterilização a vapor (autoclave), microondas, tratamento químico e a incineração como tecnologia convencional. Todos têm vantagens e desvantagens.
Para tecnologias alternativas há de se considerar as restrições de uso, uma vez que se destinam apenas à fração infectante, não podendo receber medicamentos e rejeitos radioativos. Algumas, como microondas, têm restrição a quantidade e materiais presentes na massa a ser tratada.
A trituração prévia ao tratamento, utilizada por algumas dessas tecnologias, pode representar um risco pelo menos de natureza ocupacional, por meio da contaminação microbiológica através da dispersão de aerosóis.
Outra questão relevante é o caráter conservativo dessas tecnologias, ou seja, não há redução, em quantidade, da massa de resíduos; apenas redução de volume, o que pode comprometer a vida útil do aterro ao qual os resíduos serão encaminhados.
A incineração por sua vez requer instrumentos de controle de emissão de gases e particulados, cujo custo e possibilidade de instalação, por um lado, restringe seu uso e, por outro, requer instalações de capacidade de tratamento mais elevada.
Há de se considerar na escolha de uma tecnologia de tratamento:
ü Capacidade de investimento do município;
ü Quantidade de RSS a ser tratada e sua projeção futura;
ü Limite de capacidade de tratamento de resíduos e sua projeção futura.
Associar tecnologias também pode ser uma saída, considerando-se a análise custo-benefício e risco-benefício. Em matéria de resíduos de serviço de saúde, nos deparamos com três grandes grupos de risco: biológico, químico perigoso, medicamentoso e radioativo.
Rejeitos radioativos
São exemplos de rejeitos radioativos restos de preparos, algodão, seringa, papel-toalha, entre outros, contaminados pelo radionucleotídeo, bem como as secreções expelidas pelo paciente.
O material decaído deve ser acondicionado em saco branco leitoso (NBR 9.190) e seguir o fluxo dos resíduos infectantes.
O gerenciamento de rejeitos radioativos obedece às disposições da Resolução da CNEN NE 6.05.
Infectantes
Os infectantes possuem risco biológico persistente enquanto existirem formas viáveis de microorganismos na massa de resíduos como, por exemplo, os esporulados. Portanto, o tratamento mais eficiente é aquele que assegure a esterilização e não a desinfecção, de forma a permitir que o resíduo seja inerte, ou seja, desprovido de formas vegetativas e esporulados, e, conseqüentemente, adequado para a disposição nos aterros sanitários, não lhes comprometendo biologicamente.
Resíduo Químico
O risco químico dos resíduos se traduz pela presença de produtos perigosos como, por exemplo, solventes, e medicamentos (quimioterápicos, mercuriais, hormonais, analgésicos, antiinflamatórios), requerendo, portanto uma tecnologia capaz de atuar no nível molecular, destruindo seu princípio ativo, tornando o resíduo inerte, passível, portanto de disposição final.
Estratégias de minimização, como controle de estoque, retorno ao fabricante para tratamento, substituição de produtos de maior pelo de menor risco, centrais de preparação, podem ser adotadas para esta fração.
No caso específico de quimioterapia, a literatura recomenda a incineração a altas temperaturas em equipamentos projetados especificamente para esse fim.
Destinação Final
Por destinação final entende-se o confinamento dos resíduos em aterros sanitários especificamente projetados, observando as características geológicas, hidrogeológicas, tratamento de efluentes e o monitoramento permanente da área. Para os RSS, por determinação da Resolução CONAMA 05/93, não é permitida a co-disposição com resíduos domiciliares e nem a disposição dos resíduos sem tratamento prévio; as áreas destinadas a aterro de RSS devem ser licenciadas e operadas exclusivamente a este fim.
Projeto de lei da biossegurança só deve ser enviado amanhã ao Congresso
O projeto de lei de biossegurança só deverá ser encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional amanhã. Lula viajou hoje para o Nordeste e não assinou a mensagem de encaminhamento ao Congresso.
O projeto de lei foi anunciado ontem pelos ministros da Casa Civil, José Dirceu, do Meio Ambiente, Marina Silva, da Agricultura, Roberto Rodrigues, e da Ciência e Tecnologia, Romerto Amaral. Entre as principais novidades estão a criação do Conselho Nacional de Biossegurança, órgão que vai assessorar a Presidência da República na formulação e implementação da política nacional de biossegurança, e a composição da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que passa a ser constituída por 26 membros.
A nova legislação também fortalece o poder de ambientalistas e de alguns órgãos estratégicos do governo, como o Ministério do Meio Ambiente, nas decisões envolvendo produtos geneticamente modificados. O governo quer garantir segurança nas questões envolvendo pesquisas com biotecnologia e, especificamente, com os organismos geneticamente modificados.
Os resíduos hospitalares no Brasil
outubro 30, 2003 by ibps
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Os resíduos de serviço de saúde (RSS) são hoje um grande problema a ser discutido e estudado, devendo-se observar aspectos importantíssimos e centrais nessa discussão.
Os RSS além do potencial de risco que lhes é inerente apresentam duas características determinantes para as etapas de coleta, tratamento e disposição final, quais sejam: a diversidade em número, porte e localização dos geradores e a heterogeneidade de composição.
Tais características determinam, por seu turno, a classificação empregada como princípio para padrões de manuseio, a partir da natureza do risco potencial associado a estes resíduos. Assim como a define a NBR 12.808, tem-se para o risco biológico e a presença de perfurantes, os resíduos infectantes; para o risco químico perigoso, radioativo e pela presença de medicamentos, os resíduos especiais; e pela similaridade aos domiciliares, os resíduos comuns.
Gerenciamento
O gerenciamento de RSS, proposto pelas NBR 12.807, 12.808, 12.809 e 12.810, se baseia no princípio da segregação na fonte, enquanto instrumento de minimização de riscos e quantitativos. Para tanto, se reconhecem dois níveis de intervenção: intra e extra - unidade. Ao primeiro concernem as ações de acondicionamento, coleta e transporte I (da geração até a sala de resíduos) e II (da sala ao abrigo de resíduos), armazenamento I (a salas de resíduos de cada elemento) e II (o abrigo de resíduos de onde estes serão retirados pela coleta externa). Ao segundo cabem a coleta, o tratamento e a destinação final. A todos a capacitação e o desenvolvimento dos recursos humanos. A norma NBR 12.809 estabelece o modus operandi das etapas de gerenciamento intra-unidade, e a NBR 12.810 as condições afetas a oferta e ao uso de EPI e as características da frota empregada na coleta desses resíduos.
Tratamento de Resíduos
Tratar resíduos significa descaracterizá-los em seu potencial de risco, conforme determina a resolução do CONAMA 05/93. Para tanto, pode se lançar mão de dois grupos de tecnologias: alternativas e convencionais. As tecnologias alternativas mais utilizadas atualmente são a esterilização a vapor (autoclave), microondas, tratamento químico e a incineração como tecnologia convencional. Todos têm vantagens e desvantagens.
Para tecnologias alternativas há de se considerar as restrições de uso, uma vez que se destinam apenas à fração infectante, não podendo receber medicamentos e rejeitos radioativos. Algumas, como microondas, têm restrição a quantidade e materiais presentes na massa a ser tratada.
A trituração prévia ao tratamento, utilizada por algumas dessas tecnologias, pode representar um risco pelo menos de natureza ocupacional, por meio da contaminação microbiológica através da dispersão de aerosóis.
Outra questão relevante é o caráter conservativo dessas tecnologias, ou seja, não há redução, em quantidade, da massa de resíduos; apenas redução de volume, o que pode comprometer a vida útil do aterro ao qual os resíduos serão encaminhados.
A incineração por sua vez requer instrumentos de controle de emissão de gases e particulados, cujo custo e possibilidade de instalação, por um lado, restringe seu uso e, por outro, requer instalações de capacidade de tratamento mais elevada.
Há de se considerar na escolha de uma tecnologia de tratamento:
ü Capacidade de investimento do município;
ü Quantidade de RSS a ser tratada e sua projeção futura;
ü Limite de capacidade de tratamento de resíduos e sua projeção futura.
Associar tecnologias também pode ser uma saída, considerando-se a análise custo-benefício e risco-benefício. Em matéria de resíduos de serviço de saúde, nos deparamos com três grandes grupos de risco: biológico, químico perigoso, medicamentoso e radioativo.
Rejeitos radioativos
São exemplos de rejeitos radioativos restos de preparos, algodão, seringa, papel-toalha, entre outros, contaminados pelo radionucleotídeo, bem como as secreções expelidas pelo paciente.
O material decaído deve ser acondicionado em saco branco leitoso (NBR 9.190) e seguir o fluxo dos resíduos infectantes.
O gerenciamento de rejeitos radioativos obedece às disposições da Resolução da CNEN NE 6.05.
Infectantes
Os infectantes possuem risco biológico persistente enquanto existirem formas viáveis de microorganismos na massa de resíduos como, por exemplo, os esporulados. Portanto, o tratamento mais eficiente é aquele que assegure a esterilização e não a desinfecção, de forma a permitir que o resíduo seja inerte, ou seja, desprovido de formas vegetativas e esporulados, e, conseqüentemente, adequado para a disposição nos aterros sanitários, não lhes comprometendo biologicamente.
Resíduo Químico
O risco químico dos resíduos se traduz pela presença de produtos perigosos como, por exemplo, solventes, e medicamentos (quimioterápicos, mercuriais, hormonais, analgésicos, antiinflamatórios), requerendo, portanto uma tecnologia capaz de atuar no nível molecular, destruindo seu princípio ativo, tornando o resíduo inerte, passível, portanto de disposição final.
Estratégias de minimização, como controle de estoque, retorno ao fabricante para tratamento, substituição de produtos de maior pelo de menor risco, centrais de preparação, podem ser adotadas para esta fração.
No caso específico de quimioterapia, a literatura recomenda a incineração a altas temperaturas em equipamentos projetados especificamente para esse fim.
Destinação Final
Por destinação final entende-se o confinamento dos resíduos em aterros sanitários especificamente projetados, observando as características geológicas, hidrogeológicas, tratamento de efluentes e o monitoramento permanente da área. Para os RSS, por determinação da Resolução CONAMA 05/93, não é permitida a co-disposição com resíduos domiciliares e nem a disposição dos resíduos sem tratamento prévio; as áreas destinadas a aterro de RSS devem ser licenciadas e operadas exclusivamente a este fim.
Projeto de lei da biossegurança só deve ser enviado amanhã ao Congresso
O projeto de lei de biossegurança só deverá ser encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional amanhã. Lula viajou hoje para o Nordeste e não assinou a mensagem de encaminhamento ao Congresso.
O projeto de lei foi anunciado ontem pelos ministros da Casa Civil, José Dirceu, do Meio Ambiente, Marina Silva, da Agricultura, Roberto Rodrigues, e da Ciência e Tecnologia, Romerto Amaral. Entre as principais novidades estão a criação do Conselho Nacional de Biossegurança, órgão que vai assessorar a Presidência da República na formulação e implementação da política nacional de biossegurança, e a composição da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que passa a ser constituída por 26 membros.
A nova legislação também fortalece o poder de ambientalistas e de alguns órgãos estratégicos do governo, como o Ministério do Meio Ambiente, nas decisões envolvendo produtos geneticamente modificados. O governo quer garantir segurança nas questões envolvendo pesquisas com biotecnologia e, especificamente, com os organismos geneticamente modificados.
Encontro prepara posição latino-americana e caribenha sobre energias renováveis
O Ministério do Meio Ambiente participou, na manhã desta quarta-feira, no Palácio do Itamaraty, da abertura da Conferência Regional para América Latina e Caribe sobre Energias Renováveis. O evento reúne especialistas e representantes dos governos regionais para organizar as posições dos países, em torno da Iniciativa Latino-Americana e Caribenha, para a Conferência Internacional de Energias Renováveis, que se realizará na cidade alemã de Bonn, em junho de 2004.
De acordo com o coordenador da Unidade de Recursos Naturais e Energia da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), Hugo Altomonte, a maioria dos países da região já possui mais de 10% de fontes renováveis em suas plantas geradoras. No entanto, afirma, grande parte dessa energia é produzida a partir de hidrelétricas e biomassa, principalmente madeira. “Devemos diversificar as matrizes energéticas como forma de trazer alternativas às hidrelétricas e à madeira”, disse.
Também participaram do debate Daniel Bouille, da Fundação Bariloche (Chile), e Cristina Montenegro, diretora-regional adjunta do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) no Brasil.
Nesta quinta-feira, às 9h, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros do Meio Ambiente, Marina Silva, das Minas Energia, Dilma Roussef, e das Relações Exteriores, Celso Amorim, participam da Conferência. O evento é organizado pelo governo brasileiro com o apoio da Cepal, do Pnuma e do governo da Alemanha.
ONGs protestam contra construção de usina nuclear
Representantes de organizações ambientalistas e de movimentos sociais promoveram manifestação pela manhã diante do Palácio do Planalto, contra a construção da Usina Nuclear Angra 3. Os ativistas estenderam um tapete de 40 metros de largura por 10 metros de comprimento, com assinaturas de 14 mil pessoas contrárias à construção da nova usina nuclear. O tapete foi entregue ao cerimonial da Presidência da República, que o encaminhará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os ativistas – segundo informações da Agência Brasil - apresentaram, ainda, um abaixo-assinado com 36 mil assinaturas, entregue à ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef. “Nós classificamos as usinas nucleares como inseguras, ultrapassadas, sujas e caras”, resumiu Sérgio Dialetachi, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace.
Os ativistas defendem a aplicação do dinheiro que seria gasto com a construção de Angra 3 em energias renováveis, como a solar, eólica e de biomassa. “Se fosse construída, Angra 3 geraria o que hoje representa 1% de toda a energia do país e esta não é um a solução energética para o Brasil”, afirmou Dialetachi. Apesar de dados oficiais informarem que a nova usina custaria US$ 2,5 bilhões, segundo Dialetachi o valor seria muito superior. “Angra 2, que tem estrutura semelhante à que se pretende para Angra 3 , custou US$ 10 bilhões. E em 25 anos a usina precisa ser desmontada e desativada, mas esse custo não é computado: será deixado para gerações futuras”, afirmou.
O Coordenador Geral da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica, Ivan Marcelo Neves, defendeu que além de serem uma forma de energia “limpa” – não produzem resíduos –, as energias renováveis descentralizam a geração energética e, se bem utilizadas, produzem mais energia que uma usina nuclear. Ambientalistas protestam contra construção de usina nuclear Brasília, 30/10/2003 (Agência Brasil - ABr) – Representantes de organizações ambientalistas e de movimentos sociais promoveram manifestação pela manhã diante do Palácio do Planalto, contra a construção da Usina Nuclear Angra 3. Os ativistas estenderam um tapete de 40 metros de largura por 10 metros de comprimento, com assinaturas de 14 mil pessoas contrárias à construção da nova usina nuclear. O tapete foi entregue ao cerimonial da Presidência da República, que o encaminhará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ativistas apresentaram, ainda, um abaixo-assinado com 36 mil assinaturas, entregue à ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef. “Nós classificamos as usinas nucleares como inseguras, ultrapassadas, sujas e caras”, resumiu Sérgio Dialetac hi, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace.
Os ativistas defendem a aplicação do dinheiro que seria gasto com a construção de Angra 3 em energias renováveis, como a solar, eólica e de biomassa. “Se fosse construída, Angra 3 geraria o que hoje representa 1% de toda a energia do país e esta não é um a solução energética para o Brasil”, afirmou Dialetachi. Apesar de dados oficiais informarem que a nova usina custaria US$ 2,5 bilhões, segundo Dialetachi o valor seria muito superior. “Angra 2, que tem estrutura semelhante à que se pretende para Angra 3 , custou US$ 10 bilhões. E em 25 anos a usina precisa ser desmontada e desativada, mas esse custo não é computado: será deixado para gerações futuras”, afirmou.
O Coordenador Geral da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica, Ivan Marcelo Neves, defendeu que além de serem uma forma de energia “limpa” – não produzem resíduos –, as energias renováveis descentralizam a geração energética e, se bem utilizadas, produzem mais energia que uma usina nuclear.
Nova lei de biossegurança prevê novas análises para comercialização de transgênicos
Os pedidos de liberação comercial de organismos geneticamente modificados já aprovados pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), mas cuja comercialização ficou suspensa por decisão judicial, terão que passar por nova análise da comissão. É o que prevê o novo projeto da Lei de Biossegurança a ser encaminhado amanhã ao Congresso Nacional. Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, os cinco pedidos aprovados anteriormente serão revistos de acordo com os novos preceitos da legislação que entrar em vigor. Se receberem parecer positivo, os pedidos terão que passar pela avaliação das entidades de registro e fiscalização dos Ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde, conforme o caso. A regra valerá para todos os pedidos que forem encaminhados a CTNBio. Os pareceres da CTNBio só terão caráter terminativo se forem contrários a aprovação. (Lana Cristina)
UE lança polêmico projeto de controle de substâncias químicas
Bruxelas, Bélgica
Substâncias químicas eventualmente perigosas, e que aparecem em qualquer produto, devem ser identificadas e controladas, prevê uma polêmica lei sugerida na quarta-feira pela Comissão Européia (Poder Executivo da União Européia, UE).
A Comissão divulgou o projeto sob protestos da indústria do bloco, que movimenta 618 bilhões de dólares por ano, de governos de três grandes países-membros e dos EUA. Segundo as críticas, a proposta prejudicaria a indústria e abalaria o comércio mundial.
Mas foram grupos de defesa do meio ambiente os que primeiro se opuseram à proposta, alegando que a UE, sob pressão de grandes grupos empresariais, havia retrocedido e havia elaborado um projeto muito menos contundente.
“Algumas grandes empresas poluidoras obrigaram a Comissão a criar um precedente perigoso: permitir que interesses de alguns setores prevaleçam sobre a saúde pública e a proteção do meio ambiente”, disse John Hontelez, da Agência Européia do Meio Ambiente.
A comissária do Meio Ambiente para a UE, Margot Wallstrom, disse em uma entrevista coletiva que as reformas previstas na lei eram razoáveis.
“Hoje em dia, mais de 100 mil produtos químicos podem ser vendidos sem testes prévios”, afirmou Wallstrom. “Precisamos de um equilíbrio. A sociedade moderna precisa de produtos químicos, mas temos de conhecer os riscos oferecidos por esses produtos.”
O projeto pretende tapar um buraco na lei da UE que exige que produtos químicos novos sejam submetidos a testes rigorosos a fim de verificar seus eventuais efeitos danosos à saúde e ao meio ambiente. A lei atual não se aplica às dezenas de produtos colocados no mercado antes de 1981.
As empresas do setor terão até 2016 para registrar as características das substâncias em um banco de dados da UE. Cerca de 30 mil substâncias devem ser abarcadas pelo processo.
Os produtos químicos mais perigosos terão seu uso condicionado a uma autorização.
O Conselho Europeu da Indústria Química (Cefic), que representa o setor, afirmou que a nova lei provocará a sua ruína.
O projeto segue agora para o Parlamento Europeu e para o Conselho de Ministros. (Robin Pomeroy)
