Câmara aprova adesão do Brasil ao Protocolo de Cartagena

outubro 29, 2003 by  
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A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de terça-feira, a adesão do Brasil ao Protocolo de Cartagena. Conforme previsto na Convenção sobre Diversidade Biológica – CDB, que entrou em vigor em dezembro de 1993, os países membros da Convenção, após longa negociação, adotaram o protocolo sobre biossegurança, em vigor desde 11 de setembro de 2003. O protocolo contempla modalidades para a transferência, manuseio e utilização seguros de organismos geneticamente modificados  OGMs, que possam ter efeitos adversos para a saúde e para a conservação e o uso sustentável da diversidade biológica. Em junho deste ano, o governo brasileiro enviou ao Congresso o texto para ratificação, procedimento obrigatório para a adesão do país ao Protocolo. Após a ratificação pela Câmara dos Deputados é necessário o mesmo procedimento pelo Senado Federal.


De acordo com a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, com a ratificação do protocolo, o país estará automaticamente habilitado a receber recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente para capacitação no gerenciamento de organismos geneticamente modificados . “A partir de agora o Brasil poderá fazer jus aos benefícios do protocolo para viabilizar suas estruturas de licenciamento para sua biossegurança”, disse a ministra. Segundo ela, a adesão também permitirá que o Brasil participe da primeira reunião dos países signatários, dos debates sobre as regras internacionais para o comércio de organismos geneticamente modificados, previsto para abril de 2004, na Malásia.


Veja abaixo a nota técnica do Ministério do Meio Ambiente sobre a adesão ao Protocolo de Cartagena:


cheap drugs online Arial; mso-bidi-font-size: 12.0pt”>Nota Técnica


Conforme previsto no artigo 19.3 da Convenção sobre Diversidade Biológica – CDB, que entrou em vigor em dezembro de 1993, os países membros da Convenção, após longa negociação, adotaram o Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, em vigor desde 11 de setembro de 2003. O protocolo contempla modalidades para a transferência, manuseio e utilização seguros de organismos geneticamente modificados  OGMs, que possam ter efeitos adversos para a saúde e para a conservação e o uso sustentável da diversidade biológica. Em junho deste ano, o governo brasileiro enviou ao Congresso o texto para ratificação, procedimento obrigatório para a adesão do país ao Protocolo.


A adoção do Protocolo de Cartagena cria uma instância internacional para discutir os procedimentos que deverão nortear a introdução de OGMs pelos países que aderiram ao Protocolo. O mecanismo de consulta de mão dupla, criado para oferecer aos países importadores a oportunidade de solicitar antecipadamente do país exportador informações detalhadas sobre a biossegurança do produto. O objetivo desse mecanismo é estabelecer formalmente o respeito que deve existir nas transações comerciais e na observância da soberania dos países.


A adesão do Brasil ao protocolo reveste-se de grande importância em razão da enorme biodiversidade aqui existente  que deve ser protegida  e a condição de grande exportador de alimentos que o país tem.


Fundamental também é a incorporação do generic cialis fast delivery Princípio da Precaução como visão orientadora da aplicação do Protocolo, em todo o planeta. Esta particularidade é a sustentação básica das ações do MMA e também do Grupo Interministerial criado pelo Presidente da República para encaminhar soluções relacionadas aos transgênicos no país.


Após a ratificação pela Câmara dos Deputados é necessário o mesmo procedimento pelo Senado Federal. (ASCOM)

Taxa a ser cobrada de quem planta transgênico vai financiar pesquisa

outubro 29, 2003 by  
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Os produtores que plantam soja transgênica poderão ser obrigados a pagar canadian drugs without prescription uma taxa para investimentos em pesquisa. O valor da cobrança será determinado por tonelada da produção e os recursos serão usados para viabilizar estudos sobre o impacto ambiental do uso de transgênicos. A sugestão é do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que se reuniu hoje para debater o assunto com o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), relator da Medida Provisória 131, que liberou o uso de transgênicos na safra 2003/2004.
O presidente do conselho, ministro Tarso Genro, informou que os conselheiros concordaram que a empresa produtora de sementes transgênicas deve ser responsabilizada pelos eventuais danos ambientais e humanos provocados pelo seu uso. Segundo ele, a medida provisória deve ser aprovada pelo Congresso Nacional como uma solução emergencial que evitará danos irreversíveis para agricultura. “A medida deve ser aprovada, embora a adotando como um método excepcional para resolver o problema”, explicou. Um documento com as sugestões do Conselho será entregue ao presidente da República para análise.
Para o ministro, uma taxa para viabilizar estudos nessa área poderá ser positiva. Por outro lado, o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Ribeiro Capobianco, disse que os produtores não podem ser onerados com um compromisso dessa natureza. “Na verdade, quem deve pagar os custos pelo licenciamento é a empresa e não o agricultor. Também não pode haver uma presunção de que o pagamento da taxa estará financiando o estudo de impacto ambiental para uma futura licença”.
O relator da MP observou generic soft tabs cialis que a sugestão só será incluída no texto final da Medida Provisória se houver consenso entre Ministério do Meio Ambiente e os agricultores, “não vale a pena fazer um estudo desse, se não houver um parâmetro mínimo. É uma idéia interessante. Se o ministério se dispuser a estabelecer termos referenciais, os agricultores disponibilizarem recursos e as instituições públicas pesquisarem – não há porque não fazer”. O parlamentar disse que já fez uma pesquisa prévia com agricultores e houve uma aceitação. Se o governo mostrar interesse em levar adiante o projeto, segundo Pimenta, a sugestão será incluída na MP.
De acordo com o congressista, somente no Rio Grande do Sul, 150 mil produtores plantam soja geneticamente modificada. Segundo o deputado, com o inicio da safra, neste mês, a aprovação da medida provisória é essencial para os agricultores. “A não aprovação da MP pode ser desastrosa e criar um impasse no país”. O ministro Tarso Genro observou, no entanto, que os conselheiros concordaram que a Medida provisória deve ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas como uma solução emergencial que evitará danos irreversíveis para a agricultura. “A medida deve ser aprovada, embora a adotando como um método excepcional para resolver o problema”, afirmou. Capobianco disse, por sua vez, que o governo enviará nesta semana um projeto definitivo sobre o assunto.
O relator informou que seu parecer somente será concluído depois da realização de uma audiência pública com a Monsanto, multinacional proprietária das sementes de soja transgênica. “A empresa deve ser solidária e compartilhar as responsabilidades e conseqüências do uso de transgênicos”, afirmou. O parlamentar acrescentou que todas as emendas que tenham como objetivo liberar o uso do herbicida Grifosato para o plantio de soja transgênica serão rejeitadas em seu parecer.(Ellis Regina)

Encontro prepara posição latino-americana e caribenha sobre energias renováveis

outubro 29, 2003 by  
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O Ministério do Meio Ambiente participou, na manhã desta quarta-feira, no Palácio do Itamaraty, da abertura da Conferência Regional para América Latina e Caribe sobre Energias Renováveis. O evento reúne especialistas e representantes dos governos regionais para organizar as posições dos países, em torno da Iniciativa Latino-Americana e Caribenha, para a Conferência Internacional de Energias Renováveis, que se realizará na cialis instructions cidade alemã de Bonn, em junho de 2004.

Para o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Claudio Langone, que participou do debate sobre Energia Renovável e Desenvolvimento Sustentável, os países latino-americanos e caribenhos devem trabalhar para ampliar o aproveitamento de fontes renováveis em suas matrizes energéticas e para racionalizar o aproveitamento dos recursos naturais. “Nem sempre uma fonte renovável é usada de forma sustentável”, salientou. Conforme o Balanço Energético Nacional, de 2002, 41% da energia consumida no Brasil é de origem renovável.

De acordo com o coordenador da Unidade de Recursos Naturais e Energia da Comissão Econômica ordering prescription drugs online without a prescription para América Latina e Caribe (Cepal), Hugo Altomonte, a maioria dos países da região já possui mais de 10% de fontes renováveis em suas plantas geradoras. No entanto, afirma, grande parte dessa energia é produzida a partir de hidrelétricas e biomassa, principalmente madeira. “Devemos diversificar as matrizes energéticas como forma de trazer alternativas às hidrelétricas e à madeira”, disse.

Também participaram do debate Daniel Bouille, da Fundação Bariloche (Chile), e Cristina Montenegro, diretora-regional adjunta do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) no Brasil.

Nesta quinta-feira, às 9h, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros do Meio Ambiente, Marina Silva, das Minas Energia, Dilma Roussef, e das Relações Exteriores, Celso Amorim, participam da Conferência.  O evento é organizado pelo governo brasileiro com o apoio da Cepal, do Pnuma e do governo da Alemanha.

ONGs protestam contra construção de usina nuclear

outubro 29, 2003 by  
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Representantes de organizações ambientalistas e de movimentos sociais promoveram manifestação pela manhã diante do Palácio do Planalto, contra a construção da Usina Nuclear Angra 3. Os ativistas estenderam um tapete de 40 metros de largura por 10 metros de comprimento, com assinaturas de 14 mil pessoas contrárias à construção da nova usina nuclear. O tapete foi entregue ao cerimonial da Presidência da República, que o encaminhará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Os ativistas – segundo informações da Agência Brasil – apresentaram, ainda, um abaixo-assinado com 36 mil assinaturas, entregue à ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef. “Nós classificamos as usinas nucleares como inseguras, ultrapassadas, sujas e caras”, resumiu Sérgio Dialetachi, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace.


Os ativistas defendem a aplicação do dinheiro que seria gasto com a construção de Angra 3 em energias renováveis, como a solar, eólica e de biomassa. “Se fosse construída, Angra 3 geraria o que hoje representa 1% de toda a energia do país e esta não é um a solução energética para o Brasil”, afirmou Dialetachi. Apesar de dados oficiais informarem que a nova usina custaria US$ 2,5 bilhões, segundo Dialetachi o valor seria muito superior. “Angra 2, que tem estrutura semelhante à que se pretende para Angra 3 , custou US$ 10 bilhões. E em 25 anos a usina precisa ser desmontada e desativada, mas esse custo não é computado: será deixado para gerações futuras”, afirmou.


O Coordenador Geral da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica, Ivan Marcelo Neves, defendeu que além de serem uma forma de energia “limpa” – não produzem resíduos –, as energias renováveis descentralizam a geração energética e, se cialis for sale online bem utilizadas, produzem mais energia que uma usina nuclear. Ambientalistas protestam contra construção de usina nuclear Brasília, 30/10/2003 (Agência Brasil – ABr) – Representantes de organizações ambientalistas e de movimentos sociais promoveram manifestação pela manhã diante do Palácio do Planalto, contra a construção da Usina Nuclear Angra 3. Os ativistas estenderam um tapete de 40 metros de largura por 10 metros de comprimento, com assinaturas de 14 mil pessoas contrárias à construção da nova usina nuclear. O tapete foi entregue ao cerimonial da Presidência da República, que o encaminhará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ativistas apresentaram, ainda, um abaixo-assinado com 36 mil assinaturas, entregue à ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef. “Nós classificamos as usinas nucleares como inseguras, ultrapassadas, sujas e caras”, resumiu Sérgio Dialetac hi, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace.


prescription drugs online without Arial”>Os ativistas defendem a aplicação do dinheiro que seria gasto com a construção de Angra 3 em energias renováveis, como a solar, eólica e de biomassa. “Se fosse construída, Angra 3 geraria o que hoje representa 1% de toda a energia do país e esta não é um a solução energética para o Brasil”, afirmou Dialetachi. Apesar de dados oficiais informarem que a nova usina custaria US$ 2,5 bilhões, segundo Dialetachi o valor seria muito superior. “Angra 2, que tem estrutura semelhante à que se pretende para Angra 3 , custou US$ 10 bilhões. E em 25 anos a usina precisa ser desmontada e desativada, mas esse custo não é computado: será deixado para gerações futuras”, afirmou.


O Coordenador Geral da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica, Ivan Marcelo Neves, defendeu que além de serem uma forma de energia “limpa” – não produzem resíduos –, as energias renováveis descentralizam a geração energética e, se bem utilizadas, produzem mais energia que uma usina nuclear.   

Nova lei de biossegurança prevê novas análises para comercialização de transgênicos

outubro 29, 2003 by  
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phentermine online without a prescription style=”MARGIN: 0cm 0cm 0pt”>Os pedidos de liberação comercial de organismos geneticamente modificados já aprovados pela Comissão buy cialis 10mg Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), mas cuja comercialização ficou suspensa por decisão judicial, terão que passar por nova análise da comissão. É o que prevê o novo projeto da Lei de Biossegurança a ser encaminhado amanhã ao Congresso Nacional. Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, os cinco pedidos aprovados anteriormente serão revistos de acordo com os novos preceitos da legislação que entrar em vigor. Se receberem parecer positivo, os pedidos terão que passar pela avaliação das entidades de registro e fiscalização dos Ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde, conforme o caso. A regra valerá para todos os pedidos que forem encaminhados a CTNBio. Os pareceres da CTNBio só terão caráter terminativo se forem contrários a aprovação. (Lana Cristina)

UE lança polêmico projeto de controle de substâncias químicas

outubro 29, 2003 by  
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Bruxelas, Bélgica


Substâncias químicas eventualmente perigosas, e que aparecem em qualquer produto, devem ser identificadas e controladas, prevê uma polêmica lei sugerida na quarta-feira pela Comissão Européia (Poder Executivo da União Européia, UE).


A Comissão divulgou o projeto sob protestos da indústria do bloco, que movimenta 618 bilhões de dólares por ano, de governos de três grandes países-membros e dos EUA. Segundo as críticas, a proposta prejudicaria a indústria e abalaria o comércio mundial.


Mas foram grupos de defesa do meio ambiente os que primeiro se opuseram à proposta, alegando que a UE, sob pressão de grandes grupos empresariais, havia retrocedido e havia elaborado um projeto muito menos contundente.


“Algumas grandes empresas poluidoras obrigaram a Comissão a criar um precedente perigoso: permitir que interesses de alguns setores prevaleçam sobre a saúde pública e a proteção do meio ambiente”, disse John Hontelez, da Agência Européia do Meio Ambiente.


A comissária do Meio Ambiente para a UE, Margot Wallstrom, disse em uma entrevista coletiva que rx cialis low price as reformas previstas na lei eram razoáveis.


“Hoje em dia, mais de 100 mil produtos químicos podem ser vendidos sem testes prévios”, afirmou Wallstrom. “Precisamos de um equilíbrio. A sociedade moderna precisa de produtos químicos, mas temos de conhecer os riscos oferecidos por esses produtos.”


O projeto pretende tapar um buraco na lei da UE que exige que produtos químicos novos sejam submetidos a testes rigorosos a fim de verificar seus eventuais efeitos danosos à saúde e ao meio ambiente. A lei atual não se aplica às dezenas de produtos colocados no mercado antes buy drugs without prescription de 1981.


As empresas do setor terão até 2016 para registrar as características das substâncias em um banco de dados da UE. Cerca de 30 mil substâncias devem ser abarcadas pelo processo.


Os produtos químicos mais perigosos terão seu uso condicionado a uma autorização.


O Conselho Europeu da Indústria Química (Cefic), que representa o setor, afirmou que a nova lei provocará a sua ruína.


O projeto segue agora para o Parlamento Europeu e para o Conselho de Ministros. (Robin Pomeroy)

Câmara aprova adesão do Brasil ao Protocolo de Cartagena

outubro 29, 2003 by  
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A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de terça-feira, a adesão do Brasil ao Protocolo de Cartagena. Conforme previsto na Convenção sobre Diversidade Biológica – CDB, que entrou em vigor em dezembro de 1993, os países membros da Convenção, após longa negociação, adotaram o protocolo sobre biossegurança, em vigor desde 11 de setembro de 2003. O protocolo contempla modalidades para a transferência, manuseio e utilização seguros de organismos geneticamente modificados  OGMs, que possam ter efeitos adversos para a saúde e para a conservação e o uso sustentável da diversidade biológica. Em junho deste ano, o governo brasileiro enviou ao Congresso online purchase drugs online prescription cialis o texto para ratificação, procedimento obrigatório para a adesão do país ao Protocolo. Após a ratificação pela Câmara dos Deputados é necessário o mesmo procedimento pelo Senado Federal.


De acordo com a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, com a ratificação do protocolo, o país estará automaticamente habilitado a receber recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente para capacitação no gerenciamento de organismos geneticamente modificados . “A partir de agora o Brasil poderá fazer jus aos benefícios do protocolo para viabilizar suas estruturas de licenciamento para sua biossegurança”, disse a ministra. Segundo ela, a adesão também permitirá que o Brasil participe da primeira reunião dos países signatários, dos debates sobre as regras internacionais para o comércio de organismos geneticamente modificados, previsto para abril de 2004, na Malásia.


Veja abaixo a nota técnica do Ministério do Meio Ambiente sobre a adesão ao Protocolo de Cartagena:


Nota Técnica


Conforme previsto no artigo 19.3 da Convenção sobre Diversidade Biológica – CDB, que entrou em vigor em dezembro de 1993, os países membros da Convenção, após longa negociação, adotaram o Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, em vigor desde 11 de setembro de 2003. O protocolo contempla modalidades para a transferência, manuseio e utilização seguros de organismos geneticamente modificados  OGMs, que possam ter efeitos adversos para a saúde e para a conservação e o uso sustentável da diversidade biológica. Em junho deste ano, o governo brasileiro enviou ao Congresso o texto para ratificação, procedimento obrigatório para a adesão do país ao Protocolo.


A adoção do Protocolo de Cartagena cria uma instância internacional para discutir os procedimentos que deverão nortear a introdução de OGMs pelos países que aderiram ao Protocolo. O mecanismo de consulta de mão dupla, criado para oferecer aos países importadores a oportunidade de solicitar antecipadamente do país exportador informações detalhadas sobre a biossegurança do produto. O objetivo desse mecanismo é estabelecer formalmente o respeito que deve existir nas transações comerciais e na observância da soberania dos países.


A adesão do Brasil ao protocolo reveste-se de grande importância em razão da enorme biodiversidade aqui existente  que deve ser protegida  e a condição de grande exportador de alimentos que o país tem.


Fundamental também é a incorporação do Princípio da Precaução como visão orientadora da aplicação do Protocolo, em todo o planeta. Esta particularidade é a sustentação básica das ações do MMA e também do Grupo Interministerial criado pelo Presidente da República para encaminhar soluções relacionadas aos transgênicos no país.


Após a ratificação pela Câmara dos Deputados é necessário o mesmo procedimento pelo Senado Federal. (ASCOM)

Taxa a ser cobrada de quem planta transgênico vai financiar pesquisa

outubro 29, 2003 by  
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Os produtores que plantam soja transgênica poderão ser obrigados a pagar uma taxa para investimentos em pesquisa. O valor da cobrança será determinado por tonelada da produção e os recursos serão usados para viabilizar estudos sobre o impacto ambiental do uso de transgênicos. A sugestão é do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que se reuniu hoje para debater o assunto com o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), relator da Medida Provisória 131, que liberou o uso de transgênicos na safra 2003/2004.
O presidente do conselho, ministro Tarso Genro, informou que os conselheiros concordaram que a empresa produtora de sementes transgênicas deve ser responsabilizada pelos eventuais danos ambientais e humanos provocados pelo seu uso. Segundo ele, a medida provisória deve ser aprovada pelo Congresso Nacional como uma solução emergencial que evitará danos irreversíveis para agricultura. “A medida deve ser aprovada, embora a adotando como um método excepcional para resolver o problema”, explicou. Um documento com as sugestões do Conselho será entregue ao presidente da República para análise.
Para o ministro, uma taxa para viabilizar estudos nessa área poderá ser positiva. Por outro lado, o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Ribeiro Capobianco, disse que os produtores não podem ser onerados com um compromisso dessa natureza. “Na verdade, quem deve pagar os custos pelo licenciamento é a empresa e não o agricultor. Também generic drugs without prescription não pode haver uma presunção de que o pagamento da taxa estará financiando o estudo de impacto ambiental para uma futura licença”.
O relator da MP observou que a sugestão só será incluída no texto final da Medida Provisória se houver consenso entre Ministério do Meio Ambiente e os agricultores, “não vale a pena fazer um estudo desse, se não houver um parâmetro mínimo. É uma idéia interessante. Se o ministério se dispuser a estabelecer termos referenciais, os agricultores disponibilizarem recursos e as instituições públicas pesquisarem – não há porque não fazer”. O parlamentar disse que já fez uma pesquisa prévia com agricultores e houve uma aceitação. Se o governo mostrar interesse em levar adiante o projeto, segundo Pimenta, a sugestão será incluída na MP.
De acordo com o congressista, somente no Rio Grande do Sul, 150 mil produtores plantam soja geneticamente modificada. Segundo o deputado, com o inicio da safra, neste mês, a aprovação da medida provisória é essencial para os agricultores. “A não aprovação da MP pode ser desastrosa e criar um impasse no país”. O ministro Tarso Genro observou, no entanto, que os conselheiros concordaram que a Medida provisória deve ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas como uma solução emergencial que evitará danos irreversíveis para a agricultura. “A medida deve ser aprovada, embora a adotando como um método excepcional para resolver o problema”, afirmou. Capobianco disse, por sua vez, que o governo enviará nesta semana um projeto definitivo sobre o assunto.
O relator informou que seu parecer somente será concluído depois da cialis discount price realização de uma audiência pública com a Monsanto, multinacional proprietária das sementes de soja transgênica. “A empresa deve ser solidária e compartilhar as responsabilidades e conseqüências do uso de transgênicos”, afirmou. O parlamentar acrescentou que todas as emendas que tenham como objetivo liberar o uso do herbicida Grifosato para o plantio de soja transgênica serão rejeitadas em seu parecer.(Ellis Regina)

RS elege delegados para Conferência Nacional de Meio Ambiente

outubro 28, 2003 by  
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O Rio Grande do Sul elegeu no domingo (26) 50 delegados – número máximo permitido – que representarão o estado na Conferência Nacional de Meio Ambiente, que ocorrerá em Brasília, nos dias 28, 29, 30 de novembro deste ano. O evento reuniu no plenário, no momento de contagem para a votação, 1,2 mil pessoas no auditório do Colégio Rosário na capital gaúcha. Até agora, além do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Ceará e São Paulo foram os únicos que conseguiram o alcançar o número máximo de delegados.


Todas as regiões e segmentos do estado levarão representantes para o encontro em Brasília. Compareceram ao evento 119 municípios. O público discutiu os seguintes temas: recursos hídricos, biodiversidade e espaços territoriais protegidos, agricultura, pecuária, recursos pesqueiros e florestais, infra-estrutura (transportes e energia), meio ambiente urbano e mudanças climáticas. Seguindo a tendência das demais pré-conferências do país, a maior parte dos debatedores também optou por tratar de problemas relativos ao ambiente urbano, com cerca de 700 inscritos, e mais de 300 em recursos hídricos.


Os conferencistas encaminharam 39 moções envolvendo diferentes áreas. Representantes de diversos segmentos tiveram oportunidade de mostrar sua contrariedade, especialmente em relação à Medida Provisória prescription drugs without prescription 130, que trata da liberação dos transgênicos. Uma moção chegou a propor a proibição de alimentos com “Organismos Geneticamente Modificados” na alimentação de bebês em maternidades, sob o argumento de que pode haver o desestímulo do aleitamento materno, causando sérios riscos de alergias antes do primeiro ano de vida.


cialis costs Arial”>Os participantes também se mostraram contrários à construção de grandes barragens, a fiscalização em pequenas propriedades rurais e contra o ingresso do Brasil na Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). (Ascom)

RS elege delegados para Conferência Nacional de Meio Ambiente

outubro 28, 2003 by  
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O Rio Grande do Sul elegeu no domingo (26) 50 delegados – número máximo permitido – que representarão o estado na Conferência Nacional de Meio Ambiente, que ocorrerá em Brasília, nos dias 28, 29, 30 de novembro deste ano. O evento reuniu no plenário, no momento de contagem para a votação, 1,2 mil pessoas no auditório do Colégio Rosário na capital gaúcha. Até agora, além do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Ceará e São Paulo foram os únicos que conseguiram o alcançar o número máximo de delegados.


Todas as regiões e segmentos do estado levarão representantes para o encontro em Brasília. Compareceram ao evento 119 municípios. O público discutiu os seguintes temas: recursos hídricos, biodiversidade e espaços territoriais protegidos, agricultura, pecuária, recursos pesqueiros e florestais, infra-estrutura (transportes e energia), meio ambiente urbano e mudanças climáticas. Seguindo a tendência das demais pré-conferências do país, a maior parte dos debatedores também optou por tratar de problemas relativos ao ambiente urbano, com cerca de 700 inscritos, e mais de 300 em recursos hídricos.


Os conferencistas encaminharam 39 moções envolvendo diferentes áreas. Representantes de diversos segmentos tiveram oportunidade de mostrar sua contrariedade, especialmente order drugs online em relação à Medida Provisória 130, que trata da liberação dos transgênicos. Uma moção chegou a propor a proibição de alimentos com “Organismos Geneticamente Modificados” na alimentação de bebês em maternidades, sob o argumento de que pode haver o desestímulo do aleitamento materno, causando sérios riscos de alergias antes do primeiro ano de vida.


Os participantes também se mostraram contrários à construção de grandes barragens, a fiscalização em pequenas propriedades rurais e contra cialis buy online o ingresso do Brasil na Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). (Ascom)

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