SP reduz à metade espera por licença ambiental, diz secretário

fevereiro 27, 2004 by ibps  
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O secretário estadual de Meio Ambiente de São Paulo, José Goldemberg, refutou nesta sexta-feira as queixas de que a morosidade do licenciamento ambiental seria um dos principais gargalos para investimentos na área de infra-estrutura. Goldemberg garante que, se a obtenção de licenças ambientais toma o tempo e consome a paciência de empreendedores em outras regiões do País, isso não ocorre em São Paulo.


“Se há algo que caracteriza nossa ação é que conseguimos tornar mais ágeis os licenciamentos ambientais”, afirma Goldemberg, que assumiu a secretaria há dois anos. Segundo levantamento da instituição, houve uma redução geral no tempo de trâmite de licenças sob sua análise. O Relatório Ambiental Preliminar (RAP), que em 2000 levava, em média, 360 dias para ser aprovado, agora sai da secretaria em 130 dias em média, segundo ele. O Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental, que em 2000 tomava em média 580 dias, agora está levando 180 dias.


Direito de cobrar


Goldemberg explica que a receita encontrada para agilizar o trâmite do processo de licenciamento ambiental foi a secretaria passar a cobrar pelos serviços. “Cobramos e damos prazos para os serviços; o empreendedor paga pelo serviço e passa a ter direito a cobrar por ele”, diz Goldemberg.


Funcionários da secretaria lembram que a morosidade muitas vezes era provocada pelos próprios empreendedores, que demoravam a entregar documentos pedidos pelo órgão ambiental. “Muitas vezes o empresário está sem recursos para tocar o projeto e atribui a demora ao licenciamento ambiental”, diz um técnico do governo paulista.


No setor elétrico, por exemplo, os funcionários citam casos de termelétricas que estão paradas pelo desinteresse dos próprios empreendedores, que se vêem em meio a uma sobra de energia. Para evitar essa demora, a secretaria tem estabelecido prazos. Se o prazo não é cumprido, o processo de licenciamento é suspenso.


Demora federal


Goldemberg lembra que muitas vezes recebe reclamações de processos de licenciamento que, na verdade, estão sob a análise do Ibama, órgão federal. Recentemente, diz o secretário, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) reclamou de projetos de rodovias que estavam sendo analisados pelo Ibama. Ele citou o caso da duplicação da Régis Bittencourt (BR-116, no trecho entre São Paulo e Curitiba), o túnel Santos-Guarujá, no litoral paulista, e a rodovia Fernão Dias (BR-381).


Outro caso foi o do Rodoanel, cujas audiências foram suspensas por ações judiciais. O caso do Rodoanel é citado como um exemplo da ingerência do Ministério Público e da Justiça na área ambiental, que Goldemberg diz ser, em alguns casos, a razão da demora . “Eles freqüentemente se envolvem em atividades do meio ambiente, o que nos leva a pensar se são órgãos fiscalizadores ou licenciadores”, afirma o secretário. (Eugênio Meloni)

Processo fotoquímico da Poli pode ser solução para tratamento de efluentes

fevereiro 27, 2004 by ibps  
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Dois estudos recentes desenvolvidos na área de tratamento de efluentes industriais estão sendo testados com sucesso na Escola Politécnica da USP. Os métodos buscam, principalmente, diminuir os impactos ambientais causados pelo descarte de efluentes tóxicos.

No Centro de Engenharia de Sistemas Químicos, do Departamento de Engenharia Química da Poli, um grupo de pesquisadores está patenteando projeto destinado a tratar efluentes na indústria têxtil que contêm silicone em sua composição.

No Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, uma tese de doutorado permitiu a implantação de uma estação de tratamento de efluentes numa indústria em Americana, no interior de São Paulo.

O processo de degradação de efluentes por meio de processos fotoquímicos de oxidação avançada funciona em escala piloto no próprio Departamento de Engenharia Química. O projeto utiliza reação entre peróxido de hidrogênio e ferro, submetida a radiação ultravioleta.

“O projeto possibilita a separação do silicone, componente usado na indústria têxtil para o amaciamento de fibras. O silicone não é biodegradável, não sendo, portanto, suscetível a processos biológicos de degradação. Atualmente, as indústrias têxteis depositam seus efluentes em locais específicos. Os resíduos líquidos contendo silicone são incinerados, o que acarreta em custos com armazenamento e transporte”, explica Cláudio Augusto Oller do Nascimento, professor e coordenador do projeto.

O pesquisador associado Antonio Carlos Silva Costa Teixeira, que integra a equipe do professor Oller, destaca a economia do sistema: Além de poder usar a energia solar, podemos reaproveitar a água que será separada no tratamento.

A radiação ultravioleta tanto pode ser produzida por uma lâmpada especial como pela própria luz do sol. Para tanto, os pesquisadores construíram um sistema de captação de luz solar. O método torna o silicone insolúvel, quebrando suas moléculas, diz Teixeira. Ele destaca ainda que o processo, em fase de patenteamento, demanda pouco espaço físico e recursos financeiros.

Recentemente, o projeto foi vencedor, entre cerca de 70 trabalhos, do Prêmio Nacional do Encontro de Aplicações Ambientais de Processos Oxidativos Avançados/2003. O encontro é realizado há cada dois anos. Além dos professores Oller e Teixeira, integra a equipe o professor Roberto Guardani, também do Departamento de Engenharia Química da Poli.

Experiência concreta

Na Degussa Brasil Ltda., indústria de especialidades químicas, em Americana, no Interior de São Paulo, uma tese de doutorado, defendida no Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Poli, deu origem à instalação de uma estação de tratamento de efluentes. O engenheiro-civil Jader Vieira Leite diz que a estação já está em funcionamento e conta com aprovação dos órgãos ambientais.

Em sua tese de doutorado Tratamento de águas residuárias de indústrias químicas por processos oxidativos avançados - POA - Estudo de caso, Vieira Leite utilizou, basicamente, o mesmo processo: a reação do peróxido de hidrogênio com ferro catalisada com luz ultravioleta. “Trata-se do primeiro projeto em escala industrial”, afirma o engenheiro.

Desenvolvido para tratar efluentes com altas cargas de toxicidade, o sistema implantado na empresa fragmenta os diversos compostos do efluente para que estes possam ser mais facilmente degradados biologicamente.

Sob a orientação da professora Dione Mari Morita, o estudo foi realizado em conjunto com a Unicamp, sob co-orientação do professor Wilson Figueiredo Jardim, e teve a colaboração da própria empresa. O sistema é mais econômico em relação aos métodos convencionais para efluentes com alta toxicidade e alta carga orgânica. “Com a diminuição do espaço requerido e maior controle do processo há uma economia de recursos”, garante Vieira Leite.

Na Degussa, a estação trata dos efluentes com altas concentrações de formaldeídos e ácidos carboxílicos de difícil degradação. “Além do mais, o tratamento não produz lodo, comum nesses casos. Após essa etapa, o efluente segue para o processo tradicional de degradação biológica”, explica o engenheiro. Depois de três anos de estudos, a estação de tratamento começou a operar há cerca de dois anos. (Antonio Carlos Quinto - Da Agência USP de Notícias / Agência Imprensa Oficial)

SP reduz à metade espera por licença ambiental, diz secretário

fevereiro 27, 2004 by ibps  
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O secretário estadual de Meio Ambiente de São Paulo, José Goldemberg, refutou nesta sexta-feira as queixas de que a morosidade do licenciamento ambiental seria um dos principais gargalos para investimentos na área de infra-estrutura. Goldemberg garante que, se a obtenção de licenças ambientais toma o tempo e consome a paciência de empreendedores em outras regiões do País, isso não ocorre em São Paulo.


“Se há algo que caracteriza nossa ação é que conseguimos tornar mais ágeis os licenciamentos ambientais”, afirma Goldemberg, que assumiu a secretaria há dois anos. Segundo levantamento da instituição, houve uma redução geral no tempo de trâmite de licenças sob sua análise. O Relatório Ambiental Preliminar (RAP), que em 2000 levava, em média, 360 dias para ser aprovado, agora sai da secretaria em 130 dias em média, segundo ele. O Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental, que em 2000 tomava em média 580 dias, agora está levando 180 dias.


Direito de cobrar


Goldemberg explica que a receita encontrada para agilizar o trâmite do processo de licenciamento ambiental foi a secretaria passar a cobrar pelos serviços. “Cobramos e damos prazos para os serviços; o empreendedor paga pelo serviço e passa a ter direito a cobrar por ele”, diz Goldemberg.


Funcionários da secretaria lembram que a morosidade muitas vezes era provocada pelos próprios empreendedores, que demoravam a entregar documentos pedidos pelo órgão ambiental. “Muitas vezes o empresário está sem recursos para tocar o projeto e atribui a demora ao licenciamento ambiental”, diz um técnico do governo paulista.


No setor elétrico, por exemplo, os funcionários citam casos de termelétricas que estão paradas pelo desinteresse dos próprios empreendedores, que se vêem em meio a uma sobra de energia. Para evitar essa demora, a secretaria tem estabelecido prazos. Se o prazo não é cumprido, o processo de licenciamento é suspenso.


Demora federal


Goldemberg lembra que muitas vezes recebe reclamações de processos de licenciamento que, na verdade, estão sob a análise do Ibama, órgão federal. Recentemente, diz o secretário, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) reclamou de projetos de rodovias que estavam sendo analisados pelo Ibama. Ele citou o caso da duplicação da Régis Bittencourt (BR-116, no trecho entre São Paulo e Curitiba), o túnel Santos-Guarujá, no litoral paulista, e a rodovia Fernão Dias (BR-381).


Outro caso foi o do Rodoanel, cujas audiências foram suspensas por ações judiciais. O caso do Rodoanel é citado como um exemplo da ingerência do Ministério Público e da Justiça na área ambiental, que Goldemberg diz ser, em alguns casos, a razão da demora . “Eles freqüentemente se envolvem em atividades do meio ambiente, o que nos leva a pensar se são órgãos fiscalizadores ou licenciadores”, afirma o secretário. (Eugênio Meloni)

Processo fotoquímico da Poli pode ser solução para tratamento de efluentes

fevereiro 27, 2004 by ibps  
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Dois estudos recentes desenvolvidos na área de tratamento de efluentes industriais estão sendo testados com sucesso na Escola Politécnica da USP. Os métodos buscam, principalmente, diminuir os impactos ambientais causados pelo descarte de efluentes tóxicos.

No Centro de Engenharia de Sistemas Químicos, do Departamento de Engenharia Química da Poli, um grupo de pesquisadores está patenteando projeto destinado a tratar efluentes na indústria têxtil que contêm silicone em sua composição.

No Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, uma tese de doutorado permitiu a implantação de uma estação de tratamento de efluentes numa indústria em Americana, no interior de São Paulo.

O processo de degradação de efluentes por meio de processos fotoquímicos de oxidação avançada funciona em escala piloto no próprio Departamento de Engenharia Química. O projeto utiliza reação entre peróxido de hidrogênio e ferro, submetida a radiação ultravioleta.

“O projeto possibilita a separação do silicone, componente usado na indústria têxtil para o amaciamento de fibras. O silicone não é biodegradável, não sendo, portanto, suscetível a processos biológicos de degradação. Atualmente, as indústrias têxteis depositam seus efluentes em locais específicos. Os resíduos líquidos contendo silicone são incinerados, o que acarreta em custos com armazenamento e transporte”, explica Cláudio Augusto Oller do Nascimento, professor e coordenador do projeto.

O pesquisador associado Antonio Carlos Silva Costa Teixeira, que integra a equipe do professor Oller, destaca a economia do sistema: Além de poder usar a energia solar, podemos reaproveitar a água que será separada no tratamento.

A radiação ultravioleta tanto pode ser produzida por uma lâmpada especial como pela própria luz do sol. Para tanto, os pesquisadores construíram um sistema de captação de luz solar. O método torna o silicone insolúvel, quebrando suas moléculas, diz Teixeira. Ele destaca ainda que o processo, em fase de patenteamento, demanda pouco espaço físico e recursos financeiros.

Recentemente, o projeto foi vencedor, entre cerca de 70 trabalhos, do Prêmio Nacional do Encontro de Aplicações Ambientais de Processos Oxidativos Avançados/2003. O encontro é realizado há cada dois anos. Além dos professores Oller e Teixeira, integra a equipe o professor Roberto Guardani, também do Departamento de Engenharia Química da Poli.

Experiência concreta

Na Degussa Brasil Ltda., indústria de especialidades químicas, em Americana, no Interior de São Paulo, uma tese de doutorado, defendida no Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Poli, deu origem à instalação de uma estação de tratamento de efluentes. O engenheiro-civil Jader Vieira Leite diz que a estação já está em funcionamento e conta com aprovação dos órgãos ambientais.

Em sua tese de doutorado Tratamento de águas residuárias de indústrias químicas por processos oxidativos avançados - POA - Estudo de caso, Vieira Leite utilizou, basicamente, o mesmo processo: a reação do peróxido de hidrogênio com ferro catalisada com luz ultravioleta. “Trata-se do primeiro projeto em escala industrial”, afirma o engenheiro.

Desenvolvido para tratar efluentes com altas cargas de toxicidade, o sistema implantado na empresa fragmenta os diversos compostos do efluente para que estes possam ser mais facilmente degradados biologicamente.

Sob a orientação da professora Dione Mari Morita, o estudo foi realizado em conjunto com a Unicamp, sob co-orientação do professor Wilson Figueiredo Jardim, e teve a colaboração da própria empresa. O sistema é mais econômico em relação aos métodos convencionais para efluentes com alta toxicidade e alta carga orgânica. “Com a diminuição do espaço requerido e maior controle do processo há uma economia de recursos”, garante Vieira Leite.

Na Degussa, a estação trata dos efluentes com altas concentrações de formaldeídos e ácidos carboxílicos de difícil degradação. “Além do mais, o tratamento não produz lodo, comum nesses casos. Após essa etapa, o efluente segue para o processo tradicional de degradação biológica”, explica o engenheiro. Depois de três anos de estudos, a estação de tratamento começou a operar há cerca de dois anos. (Antonio Carlos Quinto - Da Agência USP de Notícias / Agência Imprensa Oficial)

CNBB coleta assinaturas para consolidar Lei da Água

fevereiro 26, 2004 by ibps  
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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou sua Campanha da Fraternidade 2004, cujo tema é Água, Fonte de Vida, e imediatamente começou a coletar adesões para um abaixo-assinado que defende mudanças na legislação do País. Com o objetivo de evitar a privatização dos recursos hídricos, a CNBB espera coletar 1 milhão de assinaturas e propor ao Congresso a discussão de uma Lei do Patrimônio Hídrico Brasileiro, ou a alteração pontual de leis já existentes.


“Propomos uma mudança no espírito da lei. O pano de fundo é entender a água não só como recurso a ser usado, mas como patrimônio a ser preservado”, disse Roberto Malvezzi, da coordenação da Comissão Pastoral da Terra e um dos autores do texto-base da campanha. O lançamento, na quarta-feira, contou com a presença dos ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), e José Fritsch (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca).


A CNBB não convidou, no entanto, nenhum representante do Ministério das Cidades, responsável pela política nacional que prevê a participação de empresas privadas na gestão do saneamento e abastecimento de água.


Reorganizar leis


A campanha chama atenção para o fato de que 50% das residências no Brasil não têm coleta de esgoto e que não há uma política nacional para captação de água da chuva - apesar de haver diversas leis que tratam do tema, como o Código de Águas, de 1934, a Lei Brasileira de Recursos Hídricos, de 1997, e a lei que criou a Agência Nacional de Águas. Nesse caso, seria necessário unificá-las ou realizar mudanças pontuais.


A CNBB sugere alterações para enfatizar a gestão pública e o controle social sobre as águas no País. O trecho da Lei de Recursos Hídricos que diz que a “água é um bem de domínio público”, por exemplo, passaria a ter a seguinte redação: “A água é um bem da União, de domínio público e um direito universal, cabendo ao poder público e à sociedade sua gestão.”


Marina Silva disse que o governo pretende construir 1 milhão de cisternas no semi-árido até o fim de 2006. Segundo ela, o número de cisternas instaladas até agora só garante o fornecimento de 10 litros de água por dia para cada morador, enquanto o mínimo determinado pela Organização Mundial da Saúde é 40 litros.


Crise de abastecimento


Na avaliação do especialista Aldo Rebouças, o planeta não enfrenta uma crise de água, mas de abastecimento. A diferença, segundo ele, é que há água suficiente para todos, mas o recurso é freqüentemente desperdiçado, poluído e mal distribuído. O resultado: cerca de 40% da população mundial não tem acesso a água adequada.


Isso inclui regiões áridas, como o deserto do Saara, e grandes metrópoles como São Paulo, onde há muita água na natureza, mas pouca na torneira. “A quantidade de água é mais do que suficiente para todas as nossas necessidades”, disse Rebouças, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. “O desafio é usá-la de forma racional.”


Em sua tradicional mensagem enviada aos bispos brasileiros na Quaresma, divulgada ontem pela Rádio Vaticano, o papa João Paulo II advertiu contra o desperdício. “Dom de Deus, a água é um direito de todos. Como não é um recurso ilimitado, é necessário cuidar dele, dando especial atenção nessas partes do mundo, e não só no Brasil, onde isso ocorre pouco. Seu uso racional e solidário exige a colaboração de todos os homens de boa vontade com as autoridades”, afirmou o Papa.

Primeira versão de projeto sobre gestão florestal está pronta

fevereiro 26, 2004 by ibps  
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O Grupo de Trabalho sobre Gestão de Florestas Públicas, que reúne representantes de ministérios, do setor empresarial, de organizações não-governamentais, de movimentos sociais, entre outros, conhecerá nos próximos dias 2 e 3 de março a primeira versão do Projeto de Lei sobre Gestão de Florestas Públicas. Nos dias 4 e 5, o texto será examinado na Comissão Coordenadora do Programa Nacional de Florestas (Conaflor).


O projeto, que será encaminhado em breve ao Congresso Nacional, definirá um marco legal para o uso equilibrado das florestas do país. Com isso, haverá benefícios aos empreendedores e à população. Segundo Tasso de Azevedo, diretor do Programa Nacional de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, o Projeto deve definir a gestão das florestas públicas por meio de concessão de áreas para manejo, a proteção aos direitos das comunidades locais e tradicionais, garantirá a implementação de pequenos, médios e grandes projetos e ainda vai assegurar o controle social em todas as etapas do processo.


O Brasil tem 64 Florestas Nacionais (Flonas), além de diversas outras unidades, como Reservas Extrativistas (Resex) e Florestas Estaduais, que têm cobertura florestal nativa ou plantada. Hoje, 90% da produção madeireira do país vêm da região da Amazônia, sendo que a maior parte, 86%, é consumida internamente.

CNBB coleta assinaturas para consolidar Lei da Água

fevereiro 26, 2004 by ibps  
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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou sua Campanha da Fraternidade 2004, cujo tema é Água, Fonte de Vida, e imediatamente começou a coletar adesões para um abaixo-assinado que defende mudanças na legislação do País. Com o objetivo de evitar a privatização dos recursos hídricos, a CNBB espera coletar 1 milhão de assinaturas e propor ao Congresso a discussão de uma Lei do Patrimônio Hídrico Brasileiro, ou a alteração pontual de leis já existentes.


“Propomos uma mudança no espírito da lei. O pano de fundo é entender a água não só como recurso a ser usado, mas como patrimônio a ser preservado”, disse Roberto Malvezzi, da coordenação da Comissão Pastoral da Terra e um dos autores do texto-base da campanha. O lançamento, na quarta-feira, contou com a presença dos ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), e José Fritsch (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca).


A CNBB não convidou, no entanto, nenhum representante do Ministério das Cidades, responsável pela política nacional que prevê a participação de empresas privadas na gestão do saneamento e abastecimento de água.


Reorganizar leis


A campanha chama atenção para o fato de que 50% das residências no Brasil não têm coleta de esgoto e que não há uma política nacional para captação de água da chuva - apesar de haver diversas leis que tratam do tema, como o Código de Águas, de 1934, a Lei Brasileira de Recursos Hídricos, de 1997, e a lei que criou a Agência Nacional de Águas. Nesse caso, seria necessário unificá-las ou realizar mudanças pontuais.


A CNBB sugere alterações para enfatizar a gestão pública e o controle social sobre as águas no País. O trecho da Lei de Recursos Hídricos que diz que a “água é um bem de domínio público”, por exemplo, passaria a ter a seguinte redação: “A água é um bem da União, de domínio público e um direito universal, cabendo ao poder público e à sociedade sua gestão.”


Marina Silva disse que o governo pretende construir 1 milhão de cisternas no semi-árido até o fim de 2006. Segundo ela, o número de cisternas instaladas até agora só garante o fornecimento de 10 litros de água por dia para cada morador, enquanto o mínimo determinado pela Organização Mundial da Saúde é 40 litros.


Crise de abastecimento


Na avaliação do especialista Aldo Rebouças, o planeta não enfrenta uma crise de água, mas de abastecimento. A diferença, segundo ele, é que há água suficiente para todos, mas o recurso é freqüentemente desperdiçado, poluído e mal distribuído. O resultado: cerca de 40% da população mundial não tem acesso a água adequada.


Isso inclui regiões áridas, como o deserto do Saara, e grandes metrópoles como São Paulo, onde há muita água na natureza, mas pouca na torneira. “A quantidade de água é mais do que suficiente para todas as nossas necessidades”, disse Rebouças, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. “O desafio é usá-la de forma racional.”


Em sua tradicional mensagem enviada aos bispos brasileiros na Quaresma, divulgada ontem pela Rádio Vaticano, o papa João Paulo II advertiu contra o desperdício. “Dom de Deus, a água é um direito de todos. Como não é um recurso ilimitado, é necessário cuidar dele, dando especial atenção nessas partes do mundo, e não só no Brasil, onde isso ocorre pouco. Seu uso racional e solidário exige a colaboração de todos os homens de boa vontade com as autoridades”, afirmou o Papa.

Primeira versão de projeto sobre gestão florestal está pronta

fevereiro 26, 2004 by ibps  
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O Grupo de Trabalho sobre Gestão de Florestas Públicas, que reúne representantes de ministérios, do setor empresarial, de organizações não-governamentais, de movimentos sociais, entre outros, conhecerá nos próximos dias 2 e 3 de março a primeira versão do Projeto de Lei sobre Gestão de Florestas Públicas. Nos dias 4 e 5, o texto será examinado na Comissão Coordenadora do Programa Nacional de Florestas (Conaflor).


O projeto, que será encaminhado em breve ao Congresso Nacional, definirá um marco legal para o uso equilibrado das florestas do país. Com isso, haverá benefícios aos empreendedores e à população. Segundo Tasso de Azevedo, diretor do Programa Nacional de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, o Projeto deve definir a gestão das florestas públicas por meio de concessão de áreas para manejo, a proteção aos direitos das comunidades locais e tradicionais, garantirá a implementação de pequenos, médios e grandes projetos e ainda vai assegurar o controle social em todas as etapas do processo.


O Brasil tem 64 Florestas Nacionais (Flonas), além de diversas outras unidades, como Reservas Extrativistas (Resex) e Florestas Estaduais, que têm cobertura florestal nativa ou plantada. Hoje, 90% da produção madeireira do país vêm da região da Amazônia, sendo que a maior parte, 86%, é consumida internamente.

Cetesb remove 235m³ de óleo vazado da Petrobras em São Sebastião

fevereiro 25, 2004 by ibps  
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A Cetesb(Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) continua os trabalhos de remoção do óleo vazado do oleoduto da Petrobras, no último dia 18.

Segundo técnicos da Cetesb, já foram recolhidos cerca de 235 m³ de óleo, principalmente nas águas e nas margens do Rio Guaecá, num trecho de quase oito quilômetros, afetando inclusive áreas do Núcleo de São Sebastião, dentro do Parque Estadual da Serra do Mar.

Após as chuvas que caíram em todo o Estado, parte do óleo contido no rio extravasou as barreiras de contenção e alcançou o mar, permanecendo na zona de arrebentação da Praia de Guaecá, em São Sebastião. Esse óleo foi contido por meio de barreiras flutuantes e a sua remoção foi concluída na segunda-feira (23), não tendo sido registrada a sua presença em outras praias ou no Canal de São Sebastião.

As equipes técnicas do Setor de Operações de Emergência e da Agência Ambiental de Ubatuba da Cetesb e da Petrobras, que trabalham na contenção e na retirada do produto vazado, vêm procedendo à reconstrução de novos diques, com registros, para controlar a vazão.

Os trabalhos de limpeza da vegetação contaminada e a remoção do material absorvente nos pequenos empoçamentos existentes, assim como a lavagem de pedras impregnadas com petróleo devem prosseguir por pelo menos mais três dias.

Preventivamente, a Cetesb está mantendo a Praia de Guaecá como imprópria para balneabilidade.

Cetesb remove 235m³ de óleo vazado da Petrobras em São Sebastião

fevereiro 25, 2004 by ibps  
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A Cetesb(Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) continua os trabalhos de remoção do óleo vazado do oleoduto da Petrobras, no último dia 18.

Segundo técnicos da Cetesb, já foram recolhidos cerca de 235 m³ de óleo, principalmente nas águas e nas margens do Rio Guaecá, num trecho de quase oito quilômetros, afetando inclusive áreas do Núcleo de São Sebastião, dentro do Parque Estadual da Serra do Mar.

Após as chuvas que caíram em todo o Estado, parte do óleo contido no rio extravasou as barreiras de contenção e alcançou o mar, permanecendo na zona de arrebentação da Praia de Guaecá, em São Sebastião. Esse óleo foi contido por meio de barreiras flutuantes e a sua remoção foi concluída na segunda-feira (23), não tendo sido registrada a sua presença em outras praias ou no Canal de São Sebastião.

As equipes técnicas do Setor de Operações de Emergência e da Agência Ambiental de Ubatuba da Cetesb e da Petrobras, que trabalham na contenção e na retirada do produto vazado, vêm procedendo à reconstrução de novos diques, com registros, para controlar a vazão.

Os trabalhos de limpeza da vegetação contaminada e a remoção do material absorvente nos pequenos empoçamentos existentes, assim como a lavagem de pedras impregnadas com petróleo devem prosseguir por pelo menos mais três dias.

Preventivamente, a Cetesb está mantendo a Praia de Guaecá como imprópria para balneabilidade.

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