Governo russo aprova adesão ao Protocolo de Kyoto
O governo russo aprovou nesta quinta-feira a adesão do país ao Protocolo de Kyoto, dando o primeiro passo concreto para fazer vigorar o tratado internacional pela redução de gases poluentes causadores do aquecimento global. A decisão, entretanto, ainda tem de ser aprovada pelo parlamento russo, onde deve encontrar grande resistência.
Mesmo entre os membros do governo houve vozes discordantes. Andrei Illarionov, um influente assessor econômico do presidente Vladimir Putin, disse ao fim da reunião do gabinete que a decisão foi “forçada”. Illarionov é um dos maiores críticos do Protocolo de Kyoto. “Não é uma decisão que estejamos tomando com prazer.”
Indústria é contra
A resistência vem principalmente do setor industrial e petrolífero da Rússia. O primeiro, porque teria de regular e reduzir as emissões de gases poluentes, o que significa muitas vezes reduzir a atividade industrial. Para não ter de reduzir a produção, a alternativa seria financiar projetos de reflorestamento e geração de energia não poluente, no chamado mercado de créditos de carbono.
Já o setor petrolífero, teria algum impacto na produção e poderia ser afetado pela redução de consumo de combustíveis, um dos principais fatores de emissão de gases causadores do efeito estufa.
A Rússia é responsável por cerca de 17,4% das emissões no mundo. cialis 10mg price Desde 1990, houve uma redução de 32% no volume de gases lançados na atmosfera, buy doxycycline online em parte devido ao colapso da economia logo após a queda do regime soviético. Mas nos últimos anos houve uma retomada da produção industrial e, conseqüentemente, as emissões começaram a crescer.
Voto decisivo
A decisão da Rússia será fundamental para que o Protocolo de Kyoto entre em vigor, e por isso o desfecho no parlamento pode ser considerado o voto decisivo pela adoção – ou não – de regras internacionais com vistas a conter o aquecimento global. Aprovado em 1997, o tratado estabelece que os países signatários são responsáveis por reduzir o volume de emissões de gases até atingir os níveis que eram registrados em 1990. O prazo para atingir esta meta é o ano de 2012.
Mas o protocolo só entra em vigor se for ratificado por países responsáveis, juntos, por pelo menos 55% das emissões registradas em 1990. Como os Estados Unidos, na administração George W.Bush, optaram pela não-ratificação, o índice de 55% não foi alcançado. Os EUA são os maiores emissores de gases, respondendo por 36,1% do total mundial.
A Rússia, o segundo maior emissor, seria o único país capaz de se juntar aos 125 países que já ratificaram o protocolo fazendo atingir o índice mínimo. Por esta razão, aliás, o governo russo vinha há anos acenando com posições contraditórias, para obter vantagens políticas e econômicas junto aos EUA – que boicotam o tratado – e junto à União Européia – que quer implementá-lo o quanto antes.
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O governo russo aprovou nesta quinta-feira a adesão do país ao Protocolo de Kyoto, dando o primeiro passo concreto para fazer vigorar o tratado internacional pela redução de gases poluentes causadores do aquecimento global. A decisão, entretanto, ainda tem de ser aprovada pelo parlamento russo, onde deve encontrar grande resistência.
Mesmo entre os membros do governo houve vozes discordantes. Andrei Illarionov, um influente assessor econômico do presidente Vladimir Putin, disse ao fim da reunião do gabinete que a decisão foi “forçada”. Illarionov é um dos maiores críticos do Protocolo de Kyoto. “Não é uma decisão que estejamos tomando com prazer.”
Indústria é contra
A resistência vem principalmente do setor industrial e petrolífero da Rússia. O primeiro, porque teria de regular e reduzir as emissões de gases poluentes, o que significa muitas vezes reduzir a atividade industrial. Para não ter de reduzir a produção, a alternativa seria financiar projetos de reflorestamento e geração de energia não poluente, no chamado mercado de créditos de carbono.
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Voto decisivo
A decisão da Rússia será fundamental para que o Protocolo de Kyoto entre em vigor, e por isso o desfecho no parlamento pode ser considerado o voto decisivo pela adoção – ou não – de regras internacionais com vistas a conter o aquecimento global. Aprovado em 1997, o tratado estabelece que os países signatários são responsáveis por reduzir o volume de emissões de gases até atingir os níveis que eram registrados em 1990. O prazo para atingir esta meta é o ano de 2012.
Mas o protocolo só entra em vigor se for ratificado por países responsáveis, juntos, por pelo menos 55% das emissões registradas em 1990. Como os Estados Unidos, na administração George W.Bush, optaram pela não-ratificação, o índice de 55% não foi alcançado. Os EUA são os maiores emissores de gases, respondendo por 36,1% do total mundial.
A Rússia, o segundo maior emissor, seria o único país capaz de se juntar aos 125 países que já ratificaram o protocolo fazendo atingir o índice mínimo. Por esta razão, aliás, o governo russo vinha há anos acenando com posições contraditórias, para obter vantagens políticas e econômicas junto aos EUA – que boicotam o tratado – e junto à União Européia – que quer implementá-lo o quanto antes.

