Governo russo aprova adesão ao Protocolo de Kyoto

setembro 30, 2004 by  
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O governo russo aprovou nesta quinta-feira a adesão do país ao Protocolo de Kyoto, dando o primeiro passo concreto para fazer vigorar o tratado internacional pela redução de gases poluentes causadores do aquecimento global. A decisão, entretanto, ainda tem de ser aprovada pelo parlamento russo, onde deve encontrar grande resistência.

A discussão pelos parlamentares está prevista para o início de 2005. Se a adesão efetiva for aprovada também no parlamento russo, o Protocolo de Kyoto entrará em vigor 90 dias depois. Mas o primeiro-ministro Mikhail Fradkov, em viagem à Holanda, comentou que haverá um “debate difícil” quando o tema chegar ali.

Mesmo entre os membros do governo houve vozes discordantes. Andrei Illarionov, um influente assessor econômico do presidente Vladimir Putin, disse ao fim da reunião do gabinete que a decisão foi “forçada”. Illarionov é um dos maiores críticos do Protocolo de Kyoto. “Não é uma decisão que estejamos tomando com prazer.”

Indústria é contra

A resistência vem principalmente do setor industrial e petrolífero da Rússia. O primeiro, porque teria de regular e reduzir as emissões de gases poluentes, o que significa muitas vezes reduzir a atividade industrial. Para não ter de reduzir a produção, a alternativa seria financiar projetos de reflorestamento e geração de energia não poluente, no chamado mercado de créditos de carbono.

Já o setor petrolífero, teria algum impacto na produção e poderia ser afetado pela redução de consumo de combustíveis, um dos principais fatores de emissão de gases causadores do efeito estufa.

A Rússia é responsável por cerca de 17,4% das emissões no mundo. cialis 10mg price Desde 1990, houve uma redução de 32% no volume de gases lançados na atmosfera, buy doxycycline online em parte devido ao colapso da economia logo após a queda do regime soviético. Mas nos últimos anos houve uma retomada da produção industrial e, conseqüentemente, as emissões começaram a crescer.

Voto decisivo

A decisão da Rússia será fundamental para que o Protocolo de Kyoto entre em vigor, e por isso o desfecho no parlamento pode ser considerado o voto decisivo pela adoção – ou não – de regras internacionais com vistas a conter o aquecimento global. Aprovado em 1997, o tratado estabelece que os países signatários são responsáveis por reduzir o volume de emissões de gases até atingir os níveis que eram registrados em 1990. O prazo para atingir esta meta é o ano de 2012.

Mas o protocolo só entra em vigor se for ratificado por países responsáveis, juntos, por pelo menos 55% das emissões registradas em 1990. Como os Estados Unidos, na administração George W.Bush, optaram pela não-ratificação, o índice de 55% não foi alcançado. Os EUA são os maiores emissores de gases, respondendo por 36,1% do total mundial.

A Rússia, o segundo maior emissor, seria o único país capaz de se juntar aos 125 países que já ratificaram o protocolo fazendo atingir o índice mínimo. Por esta razão, aliás, o governo russo vinha há anos acenando com posições contraditórias, para obter vantagens políticas e econômicas junto aos EUA – que boicotam o tratado – e junto à União Européia – que quer implementá-lo o quanto antes.

Governo russo aprova adesão ao Protocolo de Kyoto

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Indústria é contra

A resistência vem principalmente do setor industrial e petrolífero da Rússia. O primeiro, porque teria de regular e reduzir as emissões de gases poluentes, o que significa muitas vezes reduzir a atividade industrial. Para não ter de reduzir a produção, a alternativa seria financiar projetos de reflorestamento e geração de energia não poluente, no chamado mercado de créditos de carbono.

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Mas o protocolo só entra em vigor se for ratificado por países responsáveis, juntos, por pelo menos 55% das emissões registradas em 1990. Como os Estados Unidos, na administração George W.Bush, optaram pela não-ratificação, o índice de 55% não foi alcançado. Os EUA são os maiores emissores de gases, respondendo por 36,1% do total mundial.

A Rússia, o segundo maior emissor, seria o único país capaz de se juntar aos 125 países que já ratificaram o protocolo fazendo atingir o índice mínimo. Por esta razão, aliás, o governo russo vinha há anos acenando com posições contraditórias, para obter vantagens políticas e econômicas junto aos EUA – que boicotam o tratado – e junto à União Européia – que quer implementá-lo o quanto antes.