Espaço turbinado

novembro 30, 2004 by ibps  
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Mecanismo de estímulo à criação de pequenas e micro empresas implantado no Brasil no final dos anos 1980, as incubadoras começam a adquirir um perfil crescentemente tecnológico e a ser vista como uma possível ferramenta para a disseminação da pesquisa e desenvolvimento fora do ambiente das grandes corporações.

De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo, das 207 incubadoras em operação no Brasil em 2003, nada menos do que 52% abrigavam empresas de base tecnológica.

Ainda segundo a pesquisa, as incubadoras mistas - que reúnem empresas tradicionais e as de base tecnológica - somavam 20% do total de entidades. As incubadoras tradicionais correspondiam a apenas 25%, e as incubadoras especiais, como as de cooperativas de produção, aos 3% restantes.

O melhor de tudo é que a proporção de incubadoras de base tecnológica - que são geralmente agregadas a alguma universidade ou instituto de pesquisa - tende a crescer. De acordo com a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotech), que reúne boa parte das incubadoras brasileiras, a maioria das quase 60 novas incubadoras surgidas este ano - um número por si só surpreendente - são de base tecnológica ou mista.

De acordo com a Anprotech, o total de empresas incubadas no Brasil já ultrapassa 1.700. Bem mais da metade delas são voltadas para produtos ou serviços de alta tecnologia, principalmente nas áreas eletroeletrônica, de telecomunicações, informática, metal-mecânica, meio ambiente, biotecnologia e química.

Outras 1.400 empresas (de base tecnológica ou não) já foram graduadas. Ou seja, deixaram as incubadoras para tentar caminhar com as próprias pernas. Dotadas de melhor preparo, estas empresas costumam ter um índice de mortalidade muito menor do que as pequenas empresas brasileiras que crescem sem incubação, das quais 80% fecham as portas antes do primeiro ano de vida. No caso das empresas incubadas, o índice é de 20%.

Assessoria

A tarefa de uma incubadora é a de fornecer, além de um espaço físico para as micros e pequenas empresas selecionadas em concursos anuais, também assessoria jurídica, contábil, mercadológica e de gestão de negócios.

No caso das incubadoras tecnológicas, agrega-se ainda a possibilidade de acesso a laboratórios e centros de pesquisa. O prazo médio de incubação é, em geral, de três anos. As empresas pagam uma mensalidade de cerca de R$ 400 a R$ 500 mensais, mais uma porcentagem do faturamento (em geral, de 1%).

Há incubadoras tecnológicas em todas as regiões do País, embora elas predominem nas regiões Sudeste e Sul, mais industrializadas. A maior incubadora tecnológica do Brasil é o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), de São Paulo, criado em 1998 por um convênio entre o governo paulista e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Universidade de São Paulo (USP) e IPT.

O Cietec abriga hoje 93 pequenas empresas de alta tecnologia, tendo já passado pelos salões da entidade outras 68 empresas. Em 2003, o número de empregos gerados pelas empresas incubadas era de 598, e o faturamento total foi de R$ 14 milhões. Elas foram responsáveis pelo recolhimento de R$ 2,8 milhões em impostos.

Segundo Cláudio Rodrigues, presidente do conselho deliberativo da entidade, o interesse dos pequenos empresários em participar do Cietec vem aumentando. “Está cada vez mais difícil selecionar as 4 ou 5 empresas novas que podemos renovar a cada ano”, diz. Os principais critérios de seleção do Cietec (como das incubadoras tecnológicas em geral) são o projeto tecnológico propriamente dito e a consistência do plano de negócios.

Outra importante incubadora tecnológica brasileira é a Celta, de Florianópolis, ligada à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Uma das primeiras do Brasil - foi criada em 1986, quase simultaneamente à pioneira incubadora da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), no interior de São Paulo - a Celta abriga hoje 39 empresas. Outras 36 empresas já participaram da entidade em anos anteriores.

O fato de localizar-se em um Estado, Santa Catarina, cujas principais atividades industriais estão ligadas aos setores de mecânica, informática e processamento de produtos agropecuários, faz com que a maioria das empresas incubadas na Celta pertença a estes segmentos. No paulistano Cietec, os ramos de atividade das empresas incubadas são muito mais diversificados, refletindo a maior diversidade do parque industrial paulista.

Proximidade

“Esta focalização facilita muito a vida das pequenas empresas catarinenses quando elas deixam a incubadora”, justifica Tony Chierighini, gerente de negócios da Celta. “Elas já começam dispondo de um mercado próximo e sem excesso de concorrência”.

Muitas incubadoras tecnológicas vêm investindo agora na chamada incubação à distância, modalidade em que a empresa recebe apoio sem precisar estar implantada fisicamente nos salões da incubadora. Estas empresas são classificadas como associadas.

Uma das mais vem se dedicando a esta modalidade é a Incubadora UnB, ligada à Universidade de Brasília, no Distrito Federal. Parte das atuais 20 pequenas empresas de base tecnológica que estão abrigadas na entidade recebem apenas este apoio virtual, assim como muitas das 67 empresas que já passaram pela incubadora.

“A vantagem do mecanismo é que a empresa pode receber apoio da incubadora por mais tempo, tendo melhores condições de se firmar no mercado”, explica Clélia Bueno, coordenadora técnica da incubadora, que abriga empresas principalmente das áreas de automação, biotecnologia, telecomunicações e agronegócio. (A.M.)

Nota ao Leitor

novembro 30, 2004 by ibps  
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Vários especialistas na área de toxicologia analisaram os principais metais pela sua importância como agentes de contaminação ambiental. O resultado está na obra “Metais: gerenciamento da toxidade”, à disposição na base Hephaestus e para consulta no CIM.

Governo vai divulgar relatório sobre emissão de gases no efeito estufa

novembro 30, 2004 by ibps  
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O ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, anunciou nesta terça-feira (30) que em breve o governo vai divulgar à sociedade o relatório brasileiro de emissão de gases no efeito estufa, uma exigência internacional. O Brasil, acrescentou Campos, deveria ter concluído as suas contas de emissão de gases até 1999″, afirmou.

“Vamos anunciar o nosso inventário antes da 10ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre o Clima. Ele já sendo terminado com rigor técnico, de acordo com as normas internacionais”, disse Campos.

A 10ª Conferência da ONU sobre Clima acontece nos dias 6 a 17 de dezembro, em Buenos Aires. Segundo o ministro, nesse evento, a participação brasileira será destacada, pelo papel de liderança que vem desenvolvendo na matéria do meio ambiente, desde a ECO 92.

“Vamos ter bons debates. O Brasil estará presente praticamente em todas as mesas do evento”, afirmou Eduardo Campos, que participou nesta terça-feira (30), no Palácio do Planalto, do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Estudo de impacto ambiental da hidrelétrica de Ipueiras/TO é rejeitado

novembro 30, 2004 by ibps  
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Por falta de qualidade, o EIA/RIMA - Estudo e Relatório de Impacto Ambiental da Usina Hidrelétrica de Ipueiras (TO) foi rejeitado pelo Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. O estudo continha erros básicos, como a falta de avaliação do impacto sobre a fauna e a flora da construção da usina no rio Tocantins. A hidrelétrica com potência nominal de 480 MW implicará alagamento de 1.100 quilômetros quadrados para criação do reservatório.

A qualidade da água do futuro reservatório também não estava prevista no Eia-Rima. “O caso de Ipueiras não é raro. Os estudos de impacto ambiental precisam de mais qualidade técnica”, advertiu o diretor de Licenciamento do Ibama, Nilvo Silva.

Segundo o diretor, as instituições de meio ambiente devem ser rigorosas quanto ao Eia-Rima  pois erros na fase inicial de licenciamento têm gerado atrasos e impasses judiciais. “Estas situações podem ser evitadas e é isto que o Ibama está buscando.”

Ipueiras tem o maior lago de hidrelétrica em licenciamento no país e afetará extensas áreas preservadas de Cerrado. A hidrelétrica integra o novo modelo do setor elétrico que, em primeiro lugar, analisa a viabilidade ambiental do empreendimento para depois fazer a concessão.

O pedido de licença prévia da usina foi feito pelo Grupo Rede Energia S.A., em abril de 2004. Em junho, o Ibama aprovou o Termo de Referência especificando itens que deveriam constar do Eia-Rima. A resposta chegou ao final de setembro. “Os estudos apresentados deixam de trazer informações essenciais para a correta avaliação da viabilidade ambiental do empreendimento proposto”, diz ofício encaminhado ao Grupo Rede Energia, informando a rejeição do estudo.

O Ibama aguarda a apresentação de novo Eia-Rima, que traga informações confiáveis sobre fauna e flora, qualidade da água, áreas potenciais para criação de unidades de conservação, situação dos corredores ecológicos da bacia, entre outras exigências do termo de referência.

Aterro sanitário no RJ lucra por poluir menos

novembro 30, 2004 by ibps  
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O primeiro projeto baseado no MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto a ter seu registro aprovado no mundo é brasileiro. É o NovaGerar, que está sendo implementado na cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Com a inscrição, ele pode receber recursos por reduzir os danos ao meio ambiente.

O trabalho feito no NovaGerar pretende diminuir duplamente a emissão de gases que reforçam o efeito estufa. Sua primeira tarefa foi a desativação do antigo Lixão da Marambaia, o que ocorreu em julho de 2004. Em seu lugar, foi construído um aterro sanitário. Essa ação não visa melhorar somente o tratamento do lixo de Nova Iguaçu, mas trazer um outro importante benefício.

O metano (CH4) - um dos gases liberados em processos de decomposição de material orgânico e 20 vezes mais poluente que o dióxido de carbono (CO2) - , em vez de ir para a atmosfera, será capturado e usado em uma usina termelétrica para geração de energia - substituindo, assim o uso de combustíveis fósseis, mais poluentes. O sistema deverá entrar em funcionamento efetivo em 2006.

“Esse processo ajuda o meio ambiente duas vezes. Primeiro, impede que o metano polua a atmosfera. Depois, o utiliza para gerar energia no lugar de combustíveis fósseis”, explica Flávia Resende, consultora da Ecosecurities, empresa financeira responsável pelo projeto em parceria com a companhia brasileira de engenharia civil S.A. Paulista.

Com o registro no MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, o projeto vai emitir certificados de redução de emissões, que poderão ser negociados pelo Fundo Holandês para o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e adquiridos por países industrializados que não conseguirem cumprir as metas de redução de poluentes previstas no Protocolo de Kyoto.

Como o terreno onde o aterro sanitário está instalado é uma concessão da Prefeitura de Nova Iguaçu, a Ecosecurities e a S.A. Paulista vão doar uma parte da energia gerada com o metano para as escolas e hospitais próximos. O restante da energia será utilizado nas empresas.

No Brasil, o PNUD tem apoiado projetos que contribuam com as metas de seqüestro de gases que reforçam o aquecimento global. Para mostrar que o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto é viável, o PNUD forneceu ajuda no ano passado a um projeto parecido, o da Usina São Francisco, do grupo Balbo, em Sertãozinho, no interior de São Paulo. Ali, o bagaço de cana não era queimado, como é comum na maioria das usinas, mas utilizado para gerar energia. Da mesma maneira que no aterro do NovaGerar, o uso do resíduo substituiu os combustíveis fósseis, colaborando para combater o aumento das taxas de aquecimento global.

O trabalho do PNUD foi auxiliar os organizadores do projeto com a documentação necessária para apresentá-lo ao Conselho Executivo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Com isso, o Programa esperava dar um exemplo para o mundo mostrando que o desenvolvimento limpo é possível.

Óleo do navio Vicuña continua vazando na baía de Paranaguá

novembro 30, 2004 by ibps  
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A explosão do navio chileno Vicuña completa, nesta terça-feira (30), 15 dias e o óleo armazenado nas duas partes da embarcação naufragadas no porto de Paranaguá, no litoral paranaense, continua vazando. Embora técnicos garantam que o desastre ambiental está sob controle, a contenção do produto ainda não é totalmente eficiente. Por outro lado, a coleta do material que se alastrou pela baía tem sido mais eficaz e as manchas são cada vez menos visíveis.

No fim de semana, uma comissão representando a Assembléia Legislativa esteve na baía, vistoriou as conseqüências do desastre, e os deputados intermediaram a assinatura de um termo de compromisso, o documento garante que a seguradora do navio será responsável pelo pagamento às empresas de limpeza que estão trabalhando no local.

O panorama faz com que o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o IAP - Instituto Ambiental do Paraná e o Cenacid/UFPR - Centro de Apoio Científico em Desastres da Universidade Federal do Paraná comecem a planejar medidas de médio e longo prazo para recuperação dos locais contaminados.

“Esse será um passo importante e complicado. Vamos ter que seguir com os trabalhos de retenção do óleo enquanto avaliamos e trabalhamos para reduzir os impactos nas áreas afetadas, principalmente as praias e costões”, diz o coordenador do Cenacid, Renato Lima.

Segundo o chefe do IAP em Paranaguá, Sebastião Carvalho, o vazamento só pode piorar durante a retirada do navio. “Não sabemos ao certo quanto óleo ainda está dentro do Vicuña”, justifica.

A Defesa Civil estipula que um terço da carga inicial de 1,5 mil tonelada de óleos bunker, diesel e lubrificante ainda esteja na embarcação. Nesta segunda-feira (29), engenheiros da UFPR estiveram no local para avaliar a melhor maneira para deslocar os destroços.

A tendência é que eles sejam partidos em pedaços menores. Cada um deles seria puxado do mar com a ajuda de guindastes. Esse trabalho, porém, deve começar apenas daqui a dois meses.

De acordo com o biólogo Lício Domit, do Ibama, a limpeza mais difícil no momento é a dos costões rochosos e manguezais. Se esses locais permanecerem com óleo, há risco de contaminação especialmente de moluscos.

Por isso, o processo para limpá-los precisa ser urgente e, ao mesmo tempo, bem planejado para que a reação não cause ainda mais danos ambientais.

Na vistoria feita pelo instituto, foi verificado que os pontos mais atingidos são a Ilha da Cotinga, Amparo e Piaçaguera, Ilha Rasa da Cotinga, Ponta Oeste da Ilha do Mel, Parque Nacional do Superagüi, Ilha das Peças e Praia Deserta, e Ilha das Cobras. A área que apresentou os problemas mais recentes foi Medeiros, incluída ontem no grupo de trabalho ambiental.

Xerém vai reciclar tampa de embalagem de agrotóxicos

novembro 30, 2004 by ibps  
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O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) inaugura amanhã (1º/12), em Xerém, no Rio de Janeiro, a unidade recicladora ReciCap. A nova unidade possui área construída de 1.940m² e vai reciclar 60 toneladas de tampas de embalagens de agrotóxicos por mês. Com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a iniciativa surgiu para solucionar um problema constante no sistema de destinação final de embalagens: as tampas tinham que ser incineradas por falta de alternativa.

Atualmente estas tampas voltam a entrar no sistema de produção de embalagens de defensivos agrícolas com custo reduzido: após passar pelo processo de reciclagem são compostas 50% por material virgem e 50% por material reciclado. É um produto agro que volta a ser produto agro em atendimento aos princípios da reciclagem (volta para seu produto de origem).  O projeto de reciclagem de tampas de agroquímicos é uma iniciativa resultante da parceria entre o inpEV e uma empresa produtora de tampas.

O inpEV é a entidade criada para gerir o sistema de destinação final de embalagens vazias de defensivos agrícolas. O instituto representa a indústria produtora de agrotóxicos em sua responsabilidade de conferir a correta destinação final às embalagens dos agrotóxicos que são aplicados na agricultura do Brasil.

Dados do evento

Data: 01/12/2004

Horário: a partir das 13h

Local: Fábrica Recicap

Endereço: Estrada Beira Rio s/n - Galpão Industrial - Xerém, RJ.

Espaço turbinado

novembro 30, 2004 by ibps  
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Mecanismo de estímulo à criação de pequenas e micro empresas implantado no Brasil no final dos anos 1980, as incubadoras começam a adquirir um perfil crescentemente tecnológico e a ser vista como uma possível ferramenta para a disseminação da pesquisa e desenvolvimento fora do ambiente das grandes corporações.

De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo, das 207 incubadoras em operação no Brasil em 2003, nada menos do que 52% abrigavam empresas de base tecnológica.

Ainda segundo a pesquisa, as incubadoras mistas - que reúnem empresas tradicionais e as de base tecnológica - somavam 20% do total de entidades. As incubadoras tradicionais correspondiam a apenas 25%, e as incubadoras especiais, como as de cooperativas de produção, aos 3% restantes.

O melhor de tudo é que a proporção de incubadoras de base tecnológica - que são geralmente agregadas a alguma universidade ou instituto de pesquisa - tende a crescer. De acordo com a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotech), que reúne boa parte das incubadoras brasileiras, a maioria das quase 60 novas incubadoras surgidas este ano - um número por si só surpreendente - são de base tecnológica ou mista.

De acordo com a Anprotech, o total de empresas incubadas no Brasil já ultrapassa 1.700. Bem mais da metade delas são voltadas para produtos ou serviços de alta tecnologia, principalmente nas áreas eletroeletrônica, de telecomunicações, informática, metal-mecânica, meio ambiente, biotecnologia e química.

Outras 1.400 empresas (de base tecnológica ou não) já foram graduadas. Ou seja, deixaram as incubadoras para tentar caminhar com as próprias pernas. Dotadas de melhor preparo, estas empresas costumam ter um índice de mortalidade muito menor do que as pequenas empresas brasileiras que crescem sem incubação, das quais 80% fecham as portas antes do primeiro ano de vida. No caso das empresas incubadas, o índice é de 20%.

Assessoria

A tarefa de uma incubadora é a de fornecer, além de um espaço físico para as micros e pequenas empresas selecionadas em concursos anuais, também assessoria jurídica, contábil, mercadológica e de gestão de negócios.

No caso das incubadoras tecnológicas, agrega-se ainda a possibilidade de acesso a laboratórios e centros de pesquisa. O prazo médio de incubação é, em geral, de três anos. As empresas pagam uma mensalidade de cerca de R$ 400 a R$ 500 mensais, mais uma porcentagem do faturamento (em geral, de 1%).

Há incubadoras tecnológicas em todas as regiões do País, embora elas predominem nas regiões Sudeste e Sul, mais industrializadas. A maior incubadora tecnológica do Brasil é o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), de São Paulo, criado em 1998 por um convênio entre o governo paulista e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Universidade de São Paulo (USP) e IPT.

O Cietec abriga hoje 93 pequenas empresas de alta tecnologia, tendo já passado pelos salões da entidade outras 68 empresas. Em 2003, o número de empregos gerados pelas empresas incubadas era de 598, e o faturamento total foi de R$ 14 milhões. Elas foram responsáveis pelo recolhimento de R$ 2,8 milhões em impostos.

Segundo Cláudio Rodrigues, presidente do conselho deliberativo da entidade, o interesse dos pequenos empresários em participar do Cietec vem aumentando. “Está cada vez mais difícil selecionar as 4 ou 5 empresas novas que podemos renovar a cada ano”, diz. Os principais critérios de seleção do Cietec (como das incubadoras tecnológicas em geral) são o projeto tecnológico propriamente dito e a consistência do plano de negócios.

Outra importante incubadora tecnológica brasileira é a Celta, de Florianópolis, ligada à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Uma das primeiras do Brasil - foi criada em 1986, quase simultaneamente à pioneira incubadora da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), no interior de São Paulo - a Celta abriga hoje 39 empresas. Outras 36 empresas já participaram da entidade em anos anteriores.

O fato de localizar-se em um Estado, Santa Catarina, cujas principais atividades industriais estão ligadas aos setores de mecânica, informática e processamento de produtos agropecuários, faz com que a maioria das empresas incubadas na Celta pertença a estes segmentos. No paulistano Cietec, os ramos de atividade das empresas incubadas são muito mais diversificados, refletindo a maior diversidade do parque industrial paulista.

Proximidade

“Esta focalização facilita muito a vida das pequenas empresas catarinenses quando elas deixam a incubadora”, justifica Tony Chierighini, gerente de negócios da Celta. “Elas já começam dispondo de um mercado próximo e sem excesso de concorrência”.

Muitas incubadoras tecnológicas vêm investindo agora na chamada incubação à distância, modalidade em que a empresa recebe apoio sem precisar estar implantada fisicamente nos salões da incubadora. Estas empresas são classificadas como associadas.

Uma das mais vem se dedicando a esta modalidade é a Incubadora UnB, ligada à Universidade de Brasília, no Distrito Federal. Parte das atuais 20 pequenas empresas de base tecnológica que estão abrigadas na entidade recebem apenas este apoio virtual, assim como muitas das 67 empresas que já passaram pela incubadora.

“A vantagem do mecanismo é que a empresa pode receber apoio da incubadora por mais tempo, tendo melhores condições de se firmar no mercado”, explica Clélia Bueno, coordenadora técnica da incubadora, que abriga empresas principalmente das áreas de automação, biotecnologia, telecomunicações e agronegócio. (A.M.)

Nota ao Leitor

novembro 30, 2004 by ibps  
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Vários especialistas na área de toxicologia analisaram os principais metais pela sua importância como agentes de contaminação ambiental. O resultado está na obra “Metais: gerenciamento da toxidade”, à disposição na base Hephaestus e para consulta no CIM.

Governo vai divulgar relatório sobre emissão de gases no efeito estufa

novembro 30, 2004 by ibps  
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O ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, anunciou nesta terça-feira (30) que em breve o governo vai divulgar à sociedade o relatório brasileiro de emissão de gases no efeito estufa, uma exigência internacional. O Brasil, acrescentou Campos, deveria ter concluído as suas contas de emissão de gases até 1999″, afirmou.

“Vamos anunciar o nosso inventário antes da 10ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre o Clima. Ele já sendo terminado com rigor técnico, de acordo com as normas internacionais”, disse Campos.

A 10ª Conferência da ONU sobre Clima acontece nos dias 6 a 17 de dezembro, em Buenos Aires. Segundo o ministro, nesse evento, a participação brasileira será destacada, pelo papel de liderança que vem desenvolvendo na matéria do meio ambiente, desde a ECO 92.

“Vamos ter bons debates. O Brasil estará presente praticamente em todas as mesas do evento”, afirmou Eduardo Campos, que participou nesta terça-feira (30), no Palácio do Planalto, do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

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