Água de reuso, uma solução rentável para a empresa e para o meio ambiente
Consciente da atual situação de escassez da água em todo o mundo, a Sabesp desenvolveu em suas Estações de Tratamento de Esgotos (ETE), uma alternativa capaz de racionalizar o uso da água potável, contribuindo assim para a diminuição do volume de água bruta retirada dos mananciais que se destina ao abastecimento da população. Este subproduto das ETEs é conhecido como Água de Reuso. O reuso de água é a utilização desta substância por uma segunda ou mais vezes.
Produzida nas ETEs da Sabesp, a água de reuso não é potável, mas pode ser utilizada para outros fins, como por exemplo, na lavagem de ruas, rega de jardins públicos e refrigeração de equipamentos em processos industriais. Após ser utilizada para o abastecimento, a água é encaminhada para o tratamento nas Estações de Tratamento de Esgotos, onde o efluente passará por um processo de filtragem e cloração. Com esta “reciclagem” é possível eliminar os poluentes e microorganismos transformando o efluente dos esgotos em água de reuso, 90% livre das impurezas.
Para conferir qualidade e segurança a este produto, a Sabesp segue um rigoroso padrão de planejamento, monitoramento, controle e sinalização. A Sabesp utiliza a água de reuso desde a década de 80 em suas próprias instalações na limpeza de equipamentos e na manutenção de suas áreas, como na lavagem de filtros das próprias estações de tratamento.
Depois de utilizar este produto internamente e diante do excedente de produção e da potencialidade comercial do mesmo, a Sabesp estendeu esta alternativa a outras empresas.
Consciência ambiental e garantia de suprimento são apenas dois dos atrativos que a água de reuso oferece para algumas prefeituras, indústrias e empresas da Região Metropolitana de São Paulo. A primeira empresa a adquirir este subproduto das Estações de Tratamento de Esgotos foi a Coats Corrente, fabricante das Linhas Corrente. Desde 1997 a empresa compra água de reuso da Sabesp para usar na lavagem e no tingimento das linhas. A água proveniente da ETE Jesus Netto chega até a empresa por bombeamento através de uma tubulação de ferro fundido de 900 metros de comprimento, com diâmetros de 150 a 200 milímetros. Estima-se que a economia diária de água potável chegue a 70mil/m3.
Além da Coats, as construtoras Camargo Corrêa, VA Engenharia, DP Barros e Norte Sul também aderiram ao Programa de Água de Reuso da Sabesp. Recentemente a Comgás por meio de suas contratadas para Perfuração Direcional também passaram a utilizar a água de reuso.
As prefeituras de Diadema, São Caetano, Barueri, Carapicuíba, Santo André e a de São Paulo tem contrato com a Sabesp para a compra da água de reuso, dando um exemplo a toda a população de economia não apenas de água potável, como também de dinheiro dos cofres públicos. Nestes casos, o transporte do produto se faz através de caminhões-pipa que transportam a água de reuso de uma Estação de Tratamento até seus mais variados destinos.
O transporte por caminhões-pipa é de responsabilidade dos usuários, a Sabesp não possui frota de distribuição da água de reuso.
Para atender a crescente demanda, resultado do aumento do interesse por esta fonte alternativa de água, as Estações de Tratamento de Esgotos da Sabesp estão passando por uma série de adequações que proporcionarão uma melhor regularidade no fornecimento do produto. Atualmente, são aproveitados 25.000 litros de água mensalmente nestas práticas.
Parte de um Programa global coordenado pela Organização das Nações Unidas e pela Organização Mundial da Saúde, o Programa “Água de Reuso” busca a proteção da saúde pública, manutenção da integridade dos ecossistemas e uso sustentado da água.
Desenvolvido com sucesso para fins industriais e até mesmo agrícolas, a água de reuso já é uma realidade também em países como os Estados Unidos, França, Japão, entre outros. Atualmente, a Sabesp produz água de reuso em cinco Estações de Tratamento de Esgotos, dentre elas a de Barueri, ABC, Pq Novo Mundo.
Água de reuso, uma solução rentável para a empresa e para o meio ambiente
Consciente da atual situação de escassez da água em todo o mundo, a Sabesp desenvolveu em suas Estações de Tratamento de Esgotos (ETE), uma alternativa capaz de racionalizar o uso da água potável, contribuindo assim para a diminuição do volume de água bruta retirada dos mananciais que se destina ao abastecimento da população. Este subproduto das ETEs é conhecido como Água de Reuso. O reuso de água é a utilização desta substância por uma segunda ou mais vezes.
Produzida nas ETEs da Sabesp, a água de reuso não é potável, mas pode ser utilizada para outros fins, como por exemplo, na lavagem de ruas, rega de jardins públicos e refrigeração de equipamentos em processos industriais. Após ser utilizada para o abastecimento, a água é encaminhada para o tratamento nas Estações de Tratamento de Esgotos, onde o efluente passará por um processo de filtragem e cloração. Com esta “reciclagem” é possível eliminar os poluentes e microorganismos transformando o efluente dos esgotos em água de reuso, 90% livre das impurezas.
Para conferir qualidade e segurança a este produto, a Sabesp segue um rigoroso padrão de planejamento, monitoramento, controle e sinalização. A Sabesp utiliza a água de reuso desde a década de 80 em suas próprias instalações na limpeza de equipamentos e na manutenção de suas áreas, como na lavagem de filtros das próprias estações de tratamento.
Depois de utilizar este produto internamente e diante do excedente de produção e da potencialidade comercial do mesmo, a Sabesp estendeu esta alternativa a outras empresas.
Consciência ambiental e garantia de suprimento são apenas dois dos atrativos que a água de reuso oferece para algumas prefeituras, indústrias e empresas da Região Metropolitana de São Paulo. A primeira empresa a adquirir este subproduto das Estações de Tratamento de Esgotos foi a Coats Corrente, fabricante das Linhas Corrente. Desde 1997 a empresa compra água de reuso da Sabesp para usar na lavagem e no tingimento das linhas. A água proveniente da ETE Jesus Netto chega até a empresa por bombeamento através de uma tubulação de ferro fundido de 900 metros de comprimento, com diâmetros de 150 a 200 milímetros. Estima-se que a economia diária de água potável chegue a 70mil/m3.
Além da Coats, as construtoras Camargo Corrêa, VA Engenharia, DP Barros e Norte Sul também aderiram ao Programa de Água de Reuso da Sabesp. Recentemente a Comgás por meio de suas contratadas para Perfuração Direcional também passaram a utilizar a água de reuso.
As prefeituras de Diadema, São Caetano, Barueri, Carapicuíba, Santo André e a de São Paulo tem contrato com a Sabesp para a compra da água de reuso, dando um exemplo a toda a população de economia não apenas de água potável, como também de dinheiro dos cofres públicos. Nestes casos, o transporte do produto se faz através de caminhões-pipa que transportam a água de reuso de uma Estação de Tratamento até seus mais variados destinos.
O transporte por caminhões-pipa é de responsabilidade dos usuários, a Sabesp não possui frota de distribuição da água de reuso.
Para atender a crescente demanda, resultado do aumento do interesse por esta fonte alternativa de água, as Estações de Tratamento de Esgotos da Sabesp estão passando por uma série de adequações que proporcionarão uma melhor regularidade no fornecimento do produto. Atualmente, são aproveitados 25.000 litros de água mensalmente nestas práticas.
Parte de um Programa global coordenado pela Organização das Nações Unidas e pela Organização Mundial da Saúde, o Programa “Água de Reuso” busca a proteção da saúde pública, manutenção da integridade dos ecossistemas e uso sustentado da água.
Desenvolvido com sucesso para fins industriais e até mesmo agrícolas, a água de reuso já é uma realidade também em países como os Estados Unidos, França, Japão, entre outros. Atualmente, a Sabesp produz água de reuso em cinco Estações de Tratamento de Esgotos, dentre elas a de Barueri, ABC, Pq Novo Mundo.
Amazonas: lei contra biopirataria é vetada
A Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE) aprovou nesta terça-feira o veto total do Poder Executivo à Lei da Biodiversidade - que tinha como objetivo combater a biopirataria. A lei demorou um ano e quatro meses para ficar pronta e consumiu R$ 69 mil dos cofres públicos.
Iniciativa do presidente da Casa, Lino Chíxaro (PPS), a lei dispunha sobre o acesso e a proteção ao patrimônio genético da biodiversidade, ao conhecimento tradicional associado e à repartição de benefícios no Estados do Amazonas.
Lino, que chegou a declarar que a Lei da Biodiversidade era o mais importante projeto de sua vida parlamentar, recebeu um telefonema do governador Eduardo Braga (PPS) antes do envio do veto à ALE.
Segundo o deputado, o governador explicou que estava vetando o projeto em função de aspectos inconstitucionais encontrados nele por técnicos do Governo, mas que aproveitaria - em uma nova versão da Lei a ser proposta pelo Executivo - todo o estudo feito pelo Grupo de Trabalho de Assessoria e Articulação (GTAA) .
Intoxicacão por agrotóxicos é alta entre trabalhadores rurais no RS
A utilização de agrotóxicos na agricultura sempre gera polêmicas e tem sido apontada como um dos principais meios de intoxicações, que representam atualmente um grave problema de saúde pública.
Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas relativos a 2000 mostram que os pesticidas de uso agrícola foram responsáveis por 7,0% das intoxicações e 37,0% dos óbitos por intoxicações no Brasil. E a venda do produto não pára de crescer.
Entre 1997 e 2000 houve um aumento médio de 18,0% nas vendas de agrotóxicos. Os trabalhadores rurais são os principais envolvidos em acidentes e, mesmo assim, são poucos os que utilizam equipamentos de proteção individual. Essa é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas.
A pesquisa foi desenvolvida entre os trabalhadores rurais dos municípios de Antônio Prado e Ipê, na Serra Gaúcha, e todos os dados foram obtidos com base em informações fornecidas pelos trabalhadores, entrevistados durante o verão de 1996. De acordo com artigo publicado na edição de setembro/outubro de 2004 dos Cadernos de Saúde Pública, foram entrevistados, em 495 unidades produtivas, 1.479 trabalhadores rurais com, em média, 42 anos de idade e 4,6 de escolaridade.
Segundo os pesquisadores, dentre os estabelecimentos, 95,0% informaram usar algum tipo de agrotóxico e 73,0% faziam uso regular e intensivo de agrotóxicos na agricultura. Em relação aos trabalhadores, 75,0% relataram trabalhar regularmente com agrotóxicos. Eles verificaram que quanto maiores a jornada de trabalho agrícola e a renda da produção, maior a exposição aos agrotóxicos.
No que se refere à utilização de equipamentos de proteção individual, a equipe verificou que mais de 35% dos trabalhadores nunca haviam usado luvas, máscaras ou roupas de proteção. E o problema se agravava ainda mais entre os de menor nível de escolaridade.
Os pesquisadores constataram ainda que 2,0% dos 1.105 agricultores que trabalhavam com agrotóxicos tiveram intoxicações por estes produtos num período de 12 meses e que 12,0% relataram pelo menos um episódio de intoxicação ao longo de sua vida. No entanto, apenas 20% dessas intoxicações foram consideradas graves, sendo necessário buscar assistência hospitalar. Eles observaram também que 96% dos casos foram subnotificados e que os produtos responsáveis pelo maior número de ocorrências foram os fungicidas.
Dessa forma, a equipe alerta para a necessidade de um planejamento das atividades das entidades responsáveis pela proteção da saúde dos agricultores que vise à prevenção de novos casos de intoxicação por estes produtos: “também é importante apoiar a busca de novo modelo de produção agrícola, reduzindo a exposição química e melhorando a qualidade da vida durante o trabalho”.
Mortos por ondas gigantes podem chegar a 100 mil, diz Cruz Vermelha
As mortes provocadas pelos tsunami no Oceano Índico já somam 77 mil e podem superar os 100 mil quando for conhecida as cifras em algumas ilhas que estão isoladas, disse hoje o diretor da Cruz Vermelha Peter Rees. “Não me surpreenderia se chegarmos aos 100 mil mortos quando soubermos o que se passou nas ilhas Andaman e Nicobar”, afirmou. Segundo ele, os 77.828 mortos até agora incluem os países africanos da Tanzânia, Somália e Quênia.
A ONU disse hoje que o número de mortos na região de Aceh, na Indonésia, pode chegar a 80 mil. Só na cidade de Meulaboh um terço da população pode ter morrido, o que significaria 40 mil mortos. No Sri Lanka o número de vítimas passa de 22 mil e pode chegar a 30 mil. O governo tailandês informou que mais de 4 mil pessoas ainda estão desaparecidas. O complexo turístico de Khao Lak, popular entre turistas estrangeiros, teve 90% da estrutura destruída.
A Indonésia pediu hoje ao Banco Asiático de Desenvolvimento e ao Banco Mundial US$ 3 bilhões para reconstruir Aceh. Os EUA aumentaram a ajuda de US$ 15 milhões para US$ 35 milhões. O presidente norte-americano, George W. Bush, falará hoje sobre a tragédia.
ONU aponta para mais um perigo: o da poluição em massa que pode ser causada na Ásia. O desastre natural poderá se tornar também uma grande catástrofe para o meio ambiente. Ondas teriam atingido fabricas de produtos químicos e tanques de combustíveis, que estão sendo despejados em rios da região. Uma equipe internacional de químicos chega hoje a Tailândia para avaliar a situação da poluição, que poderá levar anos para ser controlada.
Rio Grande tem projeto para plantio de mamona
A prefeitura de Rio Grande lança amanhã, às 11h, o projeto piloto de plantio de mamona. A solenidade ocorrerá em Palma, na propriedade de Moacir Furtado, onde foram plantados 70 hectares. Conforme o secretário municipal de Coordenação e Planejamento, Neverton Moraes, o objetivo é fomentar a produção em 300 ha por três anos. O projeto tem oito produtores locais.
No diagnóstico feito pela consultoria Dai Brasil, que elabora o plano estratégico do município, a mamona é apontada como uma boa cultura, já que pode ser consorciada com cebola e arroz. Para fomentar a atividade, a prefeitura entrega aos produtores a semente e os adubos. Depois, quando for comprar o grão, para produção de biodiesel, descontará o valor dos insumos.
A prefeitura garante a compra de até 300 ha. A previsão é de que o município possa substituir 20% do consumo de diesel em seus veículos. O consumo da prefeitura é de 1,6 milhão de litros diesel/ano. A intenção é colocar 20% de éster da oleaginosa (óleo da mamona misturado em álcool e catalizador). Vamos aditivar esse éster ao diesel de petróleo e os caminhões vão rodar com 20% de produto vegetal e 80% mineral. Cita que em 15 meses pode-se chegar a 3,5 mil quilos/ha. Hoje cada 1.000 kg sai por R$ 800, e o custo estimado é R$ 750 por ha, calcula.
Amazonas: lei contra biopirataria é vetada
A Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE) aprovou nesta terça-feira o veto total do Poder Executivo à Lei da Biodiversidade - que tinha como objetivo combater a biopirataria. A lei demorou um ano e quatro meses para ficar pronta e consumiu R$ 69 mil dos cofres públicos.
Iniciativa do presidente da Casa, Lino Chíxaro (PPS), a lei dispunha sobre o acesso e a proteção ao patrimônio genético da biodiversidade, ao conhecimento tradicional associado e à repartição de benefícios no Estados do Amazonas.
Lino, que chegou a declarar que a Lei da Biodiversidade era o mais importante projeto de sua vida parlamentar, recebeu um telefonema do governador Eduardo Braga (PPS) antes do envio do veto à ALE.
Segundo o deputado, o governador explicou que estava vetando o projeto em função de aspectos inconstitucionais encontrados nele por técnicos do Governo, mas que aproveitaria - em uma nova versão da Lei a ser proposta pelo Executivo - todo o estudo feito pelo Grupo de Trabalho de Assessoria e Articulação (GTAA) .
Intoxicacão por agrotóxicos é alta entre trabalhadores rurais no RS
A utilização de agrotóxicos na agricultura sempre gera polêmicas e tem sido apontada como um dos principais meios de intoxicações, que representam atualmente um grave problema de saúde pública.
Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas relativos a 2000 mostram que os pesticidas de uso agrícola foram responsáveis por 7,0% das intoxicações e 37,0% dos óbitos por intoxicações no Brasil. E a venda do produto não pára de crescer.
Entre 1997 e 2000 houve um aumento médio de 18,0% nas vendas de agrotóxicos. Os trabalhadores rurais são os principais envolvidos em acidentes e, mesmo assim, são poucos os que utilizam equipamentos de proteção individual. Essa é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas.
A pesquisa foi desenvolvida entre os trabalhadores rurais dos municípios de Antônio Prado e Ipê, na Serra Gaúcha, e todos os dados foram obtidos com base em informações fornecidas pelos trabalhadores, entrevistados durante o verão de 1996. De acordo com artigo publicado na edição de setembro/outubro de 2004 dos Cadernos de Saúde Pública, foram entrevistados, em 495 unidades produtivas, 1.479 trabalhadores rurais com, em média, 42 anos de idade e 4,6 de escolaridade.
Segundo os pesquisadores, dentre os estabelecimentos, 95,0% informaram usar algum tipo de agrotóxico e 73,0% faziam uso regular e intensivo de agrotóxicos na agricultura. Em relação aos trabalhadores, 75,0% relataram trabalhar regularmente com agrotóxicos. Eles verificaram que quanto maiores a jornada de trabalho agrícola e a renda da produção, maior a exposição aos agrotóxicos.
No que se refere à utilização de equipamentos de proteção individual, a equipe verificou que mais de 35% dos trabalhadores nunca haviam usado luvas, máscaras ou roupas de proteção. E o problema se agravava ainda mais entre os de menor nível de escolaridade.
Os pesquisadores constataram ainda que 2,0% dos 1.105 agricultores que trabalhavam com agrotóxicos tiveram intoxicações por estes produtos num período de 12 meses e que 12,0% relataram pelo menos um episódio de intoxicação ao longo de sua vida. No entanto, apenas 20% dessas intoxicações foram consideradas graves, sendo necessário buscar assistência hospitalar. Eles observaram também que 96% dos casos foram subnotificados e que os produtos responsáveis pelo maior número de ocorrências foram os fungicidas.
Dessa forma, a equipe alerta para a necessidade de um planejamento das atividades das entidades responsáveis pela proteção da saúde dos agricultores que vise à prevenção de novos casos de intoxicação por estes produtos: “também é importante apoiar a busca de novo modelo de produção agrícola, reduzindo a exposição química e melhorando a qualidade da vida durante o trabalho”.
Mortos por ondas gigantes podem chegar a 100 mil, diz Cruz Vermelha
As mortes provocadas pelos tsunami no Oceano Índico já somam 77 mil e podem superar os 100 mil quando for conhecida as cifras em algumas ilhas que estão isoladas, disse hoje o diretor da Cruz Vermelha Peter Rees. “Não me surpreenderia se chegarmos aos 100 mil mortos quando soubermos o que se passou nas ilhas Andaman e Nicobar”, afirmou. Segundo ele, os 77.828 mortos até agora incluem os países africanos da Tanzânia, Somália e Quênia.
A ONU disse hoje que o número de mortos na região de Aceh, na Indonésia, pode chegar a 80 mil. Só na cidade de Meulaboh um terço da população pode ter morrido, o que significaria 40 mil mortos. No Sri Lanka o número de vítimas passa de 22 mil e pode chegar a 30 mil. O governo tailandês informou que mais de 4 mil pessoas ainda estão desaparecidas. O complexo turístico de Khao Lak, popular entre turistas estrangeiros, teve 90% da estrutura destruída.
A Indonésia pediu hoje ao Banco Asiático de Desenvolvimento e ao Banco Mundial US$ 3 bilhões para reconstruir Aceh. Os EUA aumentaram a ajuda de US$ 15 milhões para US$ 35 milhões. O presidente norte-americano, George W. Bush, falará hoje sobre a tragédia.
ONU aponta para mais um perigo: o da poluição em massa que pode ser causada na Ásia. O desastre natural poderá se tornar também uma grande catástrofe para o meio ambiente. Ondas teriam atingido fabricas de produtos químicos e tanques de combustíveis, que estão sendo despejados em rios da região. Uma equipe internacional de químicos chega hoje a Tailândia para avaliar a situação da poluição, que poderá levar anos para ser controlada.
Rio Grande tem projeto para plantio de mamona
A prefeitura de Rio Grande lança amanhã, às 11h, o projeto piloto de plantio de mamona. A solenidade ocorrerá em Palma, na propriedade de Moacir Furtado, onde foram plantados 70 hectares. Conforme o secretário municipal de Coordenação e Planejamento, Neverton Moraes, o objetivo é fomentar a produção em 300 ha por três anos. O projeto tem oito produtores locais.
No diagnóstico feito pela consultoria Dai Brasil, que elabora o plano estratégico do município, a mamona é apontada como uma boa cultura, já que pode ser consorciada com cebola e arroz. Para fomentar a atividade, a prefeitura entrega aos produtores a semente e os adubos. Depois, quando for comprar o grão, para produção de biodiesel, descontará o valor dos insumos.
A prefeitura garante a compra de até 300 ha. A previsão é de que o município possa substituir 20% do consumo de diesel em seus veículos. O consumo da prefeitura é de 1,6 milhão de litros diesel/ano. A intenção é colocar 20% de éster da oleaginosa (óleo da mamona misturado em álcool e catalizador). Vamos aditivar esse éster ao diesel de petróleo e os caminhões vão rodar com 20% de produto vegetal e 80% mineral. Cita que em 15 meses pode-se chegar a 3,5 mil quilos/ha. Hoje cada 1.000 kg sai por R$ 800, e o custo estimado é R$ 750 por ha, calcula.
