Simulação em rede prevê aquecimento global de 11 graus

janeiro 27, 2005 by ibps  
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Os primeiros dados divulgados pela equipe do projeto Climaprediction.net indicam que a perspectiva do aquecimento global pode ser pior do que se imaginava.

Enquanto os modelos atuais falam em uma variação climática de 5 graus a partir do momento em que a quantidade dos gases responsáveis pelo efeito estufa dobrar, as simulações apresentadas agora indicam que o aumento da temperatura pode ser de até 11 graus.

Os primeiros dados, publicados na revista Nature desta quinta-feira levam em conta 2.578 simulações combinadas, abrangendo um período de 45 anos. Na versão mais otimista, estes dados apontam um aquecimento de apenas 2 graus.

60 mil simulações

O Climaprediction.net é um projeto colaborativo mundial que busca desenvolver um megamodelo sobre a evolução do aquecimento global. Qualquer pessoa que tenha acesso à internet pode baixar um programa e usar seu computador como parte da rede de simulações.


Até agora, cerca de 60 mil colaboradores fizeram simulações, mas apenas estas 2.578 foram usadas no primeiro relatório. O modelo utilizou dados de todas as partes do mundo e pelo menos seis parâmetros climáticos considerados fundamentais.


Brasil


Mesmo nas mudanças menos drásticas, alguns problemas localizados podem ser previstos. E o Brasil seria afetado, segundo o estudo assinado por David Stainforth, do Departamento de Física da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Mesmo que a alteração seja mínima em termos globais, ela poderia chegar a 3 graus na Amazônia e a 4 graus na América do Norte. Além disso, a região leste do Mar Mediterrâneo também estaria bem mais seca do que em relação a hoje.

Próximas

As próximas simulações, segundo os responsáveis pela iniciativa, estarão focadas no período que vai de 1950 a 2100.

Mais uma vez, a intenção é descobrir o comportamento global do clima, mas também perceber as variações regionais que podem existir quando as concentrações dos gases responsáveis pelo efeito estufa aumentarem.

Simulação em rede prevê aquecimento global de 11 graus

janeiro 27, 2005 by ibps  
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Os primeiros dados divulgados pela equipe do projeto Climaprediction.net indicam que a perspectiva do aquecimento global pode ser pior do que se imaginava.

Enquanto os modelos atuais falam em uma variação climática de 5 graus a partir do momento em que a quantidade dos gases responsáveis pelo efeito estufa dobrar, as simulações apresentadas agora indicam que o aumento da temperatura pode ser de até 11 graus.

Os primeiros dados, publicados na revista Nature desta quinta-feira levam em conta 2.578 simulações combinadas, abrangendo um período de 45 anos. Na versão mais otimista, estes dados apontam um aquecimento de apenas 2 graus.

60 mil simulações

O Climaprediction.net é um projeto colaborativo mundial que busca desenvolver um megamodelo sobre a evolução do aquecimento global. Qualquer pessoa que tenha acesso à internet pode baixar um programa e usar seu computador como parte da rede de simulações.


Até agora, cerca de 60 mil colaboradores fizeram simulações, mas apenas estas 2.578 foram usadas no primeiro relatório. O modelo utilizou dados de todas as partes do mundo e pelo menos seis parâmetros climáticos considerados fundamentais.


Brasil


Mesmo nas mudanças menos drásticas, alguns problemas localizados podem ser previstos. E o Brasil seria afetado, segundo o estudo assinado por David Stainforth, do Departamento de Física da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Mesmo que a alteração seja mínima em termos globais, ela poderia chegar a 3 graus na Amazônia e a 4 graus na América do Norte. Além disso, a região leste do Mar Mediterrâneo também estaria bem mais seca do que em relação a hoje.

Próximas

As próximas simulações, segundo os responsáveis pela iniciativa, estarão focadas no período que vai de 1950 a 2100.

Mais uma vez, a intenção é descobrir o comportamento global do clima, mas também perceber as variações regionais que podem existir quando as concentrações dos gases responsáveis pelo efeito estufa aumentarem.

IPT lança publicação que traça panorama ambiental paulistano

janeiro 14, 2005 by ibps  
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Uma publicação que reúne uma série de indicadores sócio-ambientais paulistanos, organizada pela SVMA - Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo em parceria com o IPT -Instituto de Pesquisas Tecnológicas, acaba de ser lançada.

O “Informe GEO Cidade de São Paulo - Panorama do Meio Ambiente Urbano” é um sistema de informações criado para auxiliar na busca de soluções para questões ambientais da cidade. A idéia é facilitar o trabalho do poder público e da sociedade civil no sentido de formular políticas públicas ambientais para a capital paulista.

O material contém uma análise de 83 indicadores socioambientais da cidade, agrupados em quatro categorias: “Indicadores de pressão”, “Indicadores de estado”, “Indicadores de impacto” e “Indicadores de resposta”.

Crescimento e densidade populacional, qualidade do ar, poluição sonora, arborização urbana, incidência de enfermidades, controle de emissões atmosféricas, reabilitação de áreas degradadas e investimentos em gestão de resíduos são alguns exemplos de assuntos abordados.

A publicação é resultado do projeto “Indicadores Ambientais Paulistanos”, desenvolvido desde 2003 pela SVMA e IPT com a intenção de construir um sistema de indicadores socioambientais para a metrópole.

O levantamento mostra, por exemplo, que São Paulo tem 20% de seu território ocupado por remanescentes de Mata Atlântica nativa. A cidade tem ainda mais de 279 espécies de aves e um sistema de coleta seletiva para aproximadamente 90% dos resíduos sólidos gerados.

IPT lança publicação que traça panorama ambiental paulistano

janeiro 14, 2005 by ibps  
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Uma publicação que reúne uma série de indicadores sócio-ambientais paulistanos, organizada pela SVMA - Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo em parceria com o IPT -Instituto de Pesquisas Tecnológicas, acaba de ser lançada.

O “Informe GEO Cidade de São Paulo - Panorama do Meio Ambiente Urbano” é um sistema de informações criado para auxiliar na busca de soluções para questões ambientais da cidade. A idéia é facilitar o trabalho do poder público e da sociedade civil no sentido de formular políticas públicas ambientais para a capital paulista.

O material contém uma análise de 83 indicadores socioambientais da cidade, agrupados em quatro categorias: “Indicadores de pressão”, “Indicadores de estado”, “Indicadores de impacto” e “Indicadores de resposta”.

Crescimento e densidade populacional, qualidade do ar, poluição sonora, arborização urbana, incidência de enfermidades, controle de emissões atmosféricas, reabilitação de áreas degradadas e investimentos em gestão de resíduos são alguns exemplos de assuntos abordados.

A publicação é resultado do projeto “Indicadores Ambientais Paulistanos”, desenvolvido desde 2003 pela SVMA e IPT com a intenção de construir um sistema de indicadores socioambientais para a metrópole.

O levantamento mostra, por exemplo, que São Paulo tem 20% de seu território ocupado por remanescentes de Mata Atlântica nativa. A cidade tem ainda mais de 279 espécies de aves e um sistema de coleta seletiva para aproximadamente 90% dos resíduos sólidos gerados.

Para professor, desastres estão relacionados ao uso dos recursos naturais

janeiro 13, 2005 by ibps  
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As mudanças na natureza têm relação direta com o modo como o homem utiliza o seu meio ambiente. A afirmação é do pesquisador Moacyr Duarte, da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que durante o programa Diálogo Brasil, exibido nesta quarta-feira (12) em rede pública de televisão, discutiu os riscos de catástrofes naturais.

Segundo o professor, que participou do programa diretamente do estúdio da TVE do Rio de Janeiro, “o nosso modo de viver e o de se organizar são elementos definidores na geração de grandes mudanças na natureza que provocam desastres e mortes”. O pesquisador alertou ainda que estratégias coletivas precisam ser revistas, juntamente com a educação da sociedade para a valorização dos recursos nacionais.

Também em Brasília (DF), no estúdio da TV Nacional, o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, Lucas Vieira Barros, lembrou que as perfurações de campos de petróleo no litoral do Estado do Rio de Janeiro não contribuem para a ocorrência de abalos sísmicos no fundo do mar, como o que provocou o recente maremoto no sul da Ásia, responsável pela morte de mais de 160 mil pessoas.

Outro convidado do programa, o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, Carlos Bocuhy, afirmou no estúdio da TV Cultura, em São Paulo, lembrou que problemas ambientais também são provocados pelo excessivo e descontrolado uso do solo. E acrescentou: “Uma análise do solo e uma orientação de políticas públicas devem ser providenciadas pelos governos para evitar desastres naturais”.

FNMA repassa R$ 3 milhões para Planos de Recursos Hídricos na Região Sul

janeiro 13, 2005 by ibps  
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O FNMA - Fundo Nacional do Meio Ambiente firmou um convênio com os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul para a elaboração, em até dois anos, de seus planos estaduais de recursos hídricos. Pelo acordo, cada um dos estados receberá R$ 1 milhão, o maior montante destinado pelo Fundo para um projeto específico desde que foi criado, há 15 anos. A Região Sul foi selecionada para receber os primeiros recursos do Fundo por estar mais preparada para iniciar a elaboração dos planos.

Para a conclusão dos planos estaduais de recursos hídricos, cada estado deverá realizar um diagnóstico sobre a quantidade de água em suas bacias e definir um plano para racionalizar o uso do recurso. Os planos serão elaborados com a participação dos governos, usuários e sociedade civil, representados nos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. Baseado nas informações sobre a quantidade e qualidade da água, sobre como e por quem ela é usada e quais os conflitos existentes, os conselhos deverão aprovar projetos e ações para manter ou reverter a situação encontrada.

O Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos, também participa da elaboração desses planos, acompanhando e orientando os trabalhos com base nas diretrizes definidas pelo Plano Nacional de Recursos Hídricos. O objetivo do  Plano é orientar as decisões de governos na área dos recursos hídricos,  adequando as políticas públicas para estabelecer o equilíbrio entre a oferta e a demanda de água.

Lula sanciona MP da soja transgênica

janeiro 13, 2005 by ibps  
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sem vetos a Medida Provisória 223, que autorizou o plantio da soja transgênica na safra 2004/05. Conforme o texto aprovado pela Câmara e pelo Senado, a MP exige que as empresas produtoras de sementes apresentem notas fiscais para poderem cobrar royalties dos produtores rurais pelo desenvolvimento da tecnologia. Além disso, foi ampliado em 180 dias o prazo para a comercialização da soja transgênica da atual safra, antes limitado a janeiro de 2006.

A mudança na cobrança de royalties foi incluída na MP, que agora passa a ser lei, pela bancada ruralista na Câmara dos Deputados. Até agora, as empresas de sementes vinham procurando cobrar royalties com base na produção, alegando que os produtores adquiriram sementes de soja transgênica contrabandeadas da Argentina. A exigência de nota fiscal atinge duramente as empresas, uma vez que a plena comercialização de sementes transgênicas ainda depende de aprovação da Lei de Biossegurança pelo Congresso. A MP 223 autorizou o plantio de soja transgênica em caráter excepcional.

Os ruralistas argumentaram que a americana Monsanto, detentora da patente da variedade de soja transgênica existente no Brasil, vinha exigindo R$ 0,60 por saca produzida com suas sementes, mas pretendia aumentar o valor para R$ 1,20 por saca na atual safra. No texto da MP aprovado pelo Congresso e sancionado por Lula, foi retirado o dispositivo pelo qual apenas os plantadores da soja transgênica na safra passada poderiam utilizá-la agora. A medida estaria inibindo os produtores a admitirem o plantio de transgênicos.

Para professor, desastres estão relacionados ao uso dos recursos naturais

janeiro 13, 2005 by ibps  
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As mudanças na natureza têm relação direta com o modo como o homem utiliza o seu meio ambiente. A afirmação é do pesquisador Moacyr Duarte, da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que durante o programa Diálogo Brasil, exibido nesta quarta-feira (12) em rede pública de televisão, discutiu os riscos de catástrofes naturais.

Segundo o professor, que participou do programa diretamente do estúdio da TVE do Rio de Janeiro, “o nosso modo de viver e o de se organizar são elementos definidores na geração de grandes mudanças na natureza que provocam desastres e mortes”. O pesquisador alertou ainda que estratégias coletivas precisam ser revistas, juntamente com a educação da sociedade para a valorização dos recursos nacionais.

Também em Brasília (DF), no estúdio da TV Nacional, o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, Lucas Vieira Barros, lembrou que as perfurações de campos de petróleo no litoral do Estado do Rio de Janeiro não contribuem para a ocorrência de abalos sísmicos no fundo do mar, como o que provocou o recente maremoto no sul da Ásia, responsável pela morte de mais de 160 mil pessoas.

Outro convidado do programa, o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, Carlos Bocuhy, afirmou no estúdio da TV Cultura, em São Paulo, lembrou que problemas ambientais também são provocados pelo excessivo e descontrolado uso do solo. E acrescentou: “Uma análise do solo e uma orientação de políticas públicas devem ser providenciadas pelos governos para evitar desastres naturais”.

FNMA repassa R$ 3 milhões para Planos de Recursos Hídricos na Região Sul

janeiro 13, 2005 by ibps  
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O FNMA - Fundo Nacional do Meio Ambiente firmou um convênio com os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul para a elaboração, em até dois anos, de seus planos estaduais de recursos hídricos. Pelo acordo, cada um dos estados receberá R$ 1 milhão, o maior montante destinado pelo Fundo para um projeto específico desde que foi criado, há 15 anos. A Região Sul foi selecionada para receber os primeiros recursos do Fundo por estar mais preparada para iniciar a elaboração dos planos.

Para a conclusão dos planos estaduais de recursos hídricos, cada estado deverá realizar um diagnóstico sobre a quantidade de água em suas bacias e definir um plano para racionalizar o uso do recurso. Os planos serão elaborados com a participação dos governos, usuários e sociedade civil, representados nos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. Baseado nas informações sobre a quantidade e qualidade da água, sobre como e por quem ela é usada e quais os conflitos existentes, os conselhos deverão aprovar projetos e ações para manter ou reverter a situação encontrada.

O Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos, também participa da elaboração desses planos, acompanhando e orientando os trabalhos com base nas diretrizes definidas pelo Plano Nacional de Recursos Hídricos. O objetivo do  Plano é orientar as decisões de governos na área dos recursos hídricos,  adequando as políticas públicas para estabelecer o equilíbrio entre a oferta e a demanda de água.

Lula sanciona MP da soja transgênica

janeiro 13, 2005 by ibps  
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sem vetos a Medida Provisória 223, que autorizou o plantio da soja transgênica na safra 2004/05. Conforme o texto aprovado pela Câmara e pelo Senado, a MP exige que as empresas produtoras de sementes apresentem notas fiscais para poderem cobrar royalties dos produtores rurais pelo desenvolvimento da tecnologia. Além disso, foi ampliado em 180 dias o prazo para a comercialização da soja transgênica da atual safra, antes limitado a janeiro de 2006.

A mudança na cobrança de royalties foi incluída na MP, que agora passa a ser lei, pela bancada ruralista na Câmara dos Deputados. Até agora, as empresas de sementes vinham procurando cobrar royalties com base na produção, alegando que os produtores adquiriram sementes de soja transgênica contrabandeadas da Argentina. A exigência de nota fiscal atinge duramente as empresas, uma vez que a plena comercialização de sementes transgênicas ainda depende de aprovação da Lei de Biossegurança pelo Congresso. A MP 223 autorizou o plantio de soja transgênica em caráter excepcional.

Os ruralistas argumentaram que a americana Monsanto, detentora da patente da variedade de soja transgênica existente no Brasil, vinha exigindo R$ 0,60 por saca produzida com suas sementes, mas pretendia aumentar o valor para R$ 1,20 por saca na atual safra. No texto da MP aprovado pelo Congresso e sancionado por Lula, foi retirado o dispositivo pelo qual apenas os plantadores da soja transgênica na safra passada poderiam utilizá-la agora. A medida estaria inibindo os produtores a admitirem o plantio de transgênicos.

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