Terra absorve mais calor do que pode suportar

abril 29, 2005 by ibps  
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Uma pesquisa publicada na revista Science prova o que cientistas defendem na teoria há anos: a Terra recebe mais calor do que é capaz de emitir para o espaço, em um processo que aquece o planeta e pode causar efeitos nefastos.

Os dados validam as previsões de aquecimento global, com o aumento da temperatura média em 0,6º C ainda neste século, o que provocará o derretimento das calotas de gelo e a elevação do nível dos oceanos caso medidas preventivas não sejam tomadas agora.

Segundo os pesquisadores, o vilão são mesmo os gases que provocam o efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), cujos índices presentes na atmosfera subiram por causa da ação humana.

Em equilíbrio, a Terra recebe 22 watts por metro quadrado em radiação emitida pelo Sol - e devolve para o espaço a mesma quantidade. Atualmente, essa radiação fica presa na atmosfera terrestre por causa do excesso de gases e aerossóis e cerca de 1 watt por metro quadrado é absorvida.

Robôs

Para chegar à conclusão, a equipe, liderada por James Hansen, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, fez bom uso da tecnologia: 1.800 robôs foram espalhados nos oceanos em diferentes pontos do planeta a partir de 2000.

Eles mediam a temperatura e a salinidade da água sistematicamente e transmitiam as informações coletadas via satélite, que eram então processadas dentro de um modelo climático do próprio instituto, para simular as conseqüências.

Os mares são “armazéns” dessa energia, por isso são boas medidas sobre como o equilíbrio da Terra, explica o professor Edmo Campos, do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo. “O comportamento dos oceanos serve de referência para o que acontece no planeta.”

Inércia

De acordo com o estudo, o homem se equilibra hoje no fio de uma navalha. Outra descoberta dos cientistas é que a absorção desses watts extras é um sinal de que os oceanos entraram no período de inércia, o tempo que levam para responder à mudança.

“A inércia termal do gelo pode ser de milênios e, dos oceanos, de séculos”, explica Campos. Somadas, porém, elas podem formar uma bola-de-neve: à medida que a temperatura sobe, o gelo derrete e há menos superfície para refletir a radiação, que é absorvida para aumentar a temperatura de forma mais rápida.

“Já não pode haver dúvidas de que os gases produzidos pelo homem são a principal causa do aquecimento que foi observado”, afirma Hansen. “Este desequilíbrio energético é a prova irrefutável.”

Terra absorve mais calor do que pode suportar

abril 29, 2005 by ibps  
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Uma pesquisa publicada na revista Science prova o que cientistas defendem na teoria há anos: a Terra recebe mais calor do que é capaz de emitir para o espaço, em um processo que aquece o planeta e pode causar efeitos nefastos.

Os dados validam as previsões de aquecimento global, com o aumento da temperatura média em 0,6º C ainda neste século, o que provocará o derretimento das calotas de gelo e a elevação do nível dos oceanos caso medidas preventivas não sejam tomadas agora.

Segundo os pesquisadores, o vilão são mesmo os gases que provocam o efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), cujos índices presentes na atmosfera subiram por causa da ação humana.

Em equilíbrio, a Terra recebe 22 watts por metro quadrado em radiação emitida pelo Sol - e devolve para o espaço a mesma quantidade. Atualmente, essa radiação fica presa na atmosfera terrestre por causa do excesso de gases e aerossóis e cerca de 1 watt por metro quadrado é absorvida.

Robôs

Para chegar à conclusão, a equipe, liderada por James Hansen, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, fez bom uso da tecnologia: 1.800 robôs foram espalhados nos oceanos em diferentes pontos do planeta a partir de 2000.

Eles mediam a temperatura e a salinidade da água sistematicamente e transmitiam as informações coletadas via satélite, que eram então processadas dentro de um modelo climático do próprio instituto, para simular as conseqüências.

Os mares são “armazéns” dessa energia, por isso são boas medidas sobre como o equilíbrio da Terra, explica o professor Edmo Campos, do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo. “O comportamento dos oceanos serve de referência para o que acontece no planeta.”

Inércia

De acordo com o estudo, o homem se equilibra hoje no fio de uma navalha. Outra descoberta dos cientistas é que a absorção desses watts extras é um sinal de que os oceanos entraram no período de inércia, o tempo que levam para responder à mudança.

“A inércia termal do gelo pode ser de milênios e, dos oceanos, de séculos”, explica Campos. Somadas, porém, elas podem formar uma bola-de-neve: à medida que a temperatura sobe, o gelo derrete e há menos superfície para refletir a radiação, que é absorvida para aumentar a temperatura de forma mais rápida.

“Já não pode haver dúvidas de que os gases produzidos pelo homem são a principal causa do aquecimento que foi observado”, afirma Hansen. “Este desequilíbrio energético é a prova irrefutável.”

Brasil está preparado para produzir combustíveis pouco poluentes, diz Lula

abril 28, 2005 by ibps  
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que poucos países estão preparados como o Brasil para enfrentar um dos maiores desafios dos últimos tempos: produzir combustíveis pouco poluentes derivados de fontes renováveis. O biodiesel seria um deles, destacou Lula. Ele garantiu que seu governo vai lutar para consolidá-lo como uma das principais fontes da matriz energética brasileira.

“O Programa Nacional de Biodiesel, além de produzir combustível, vai produzir muita inclusão social, sobretudo para as regiões mais pobres, esquecidas pelo grande poder central desde os tempos do Império”, disse Lula, ao participar, em Belém, da inauguração da primeira usina de biodiesel da região Norte, do grupo Agropalma. A primeira usina brasileira de produção do biodiesel foi inaugurada em março deste ano em Cássia (MG).

Lula destacou que, inicialmente, o governo vai priorizar a produção do biodiesel nas regiões Norte e Nordeste e que não fará deste combustível um projeto exclusivo de produção em escala. “Nós estamos convencidos de que não há outro caminho para superar os gargalos brasileiros, senão os caminhos da parceria e da solidariedade. Desenvolvimento, tal como entendemos, não é concentração de privilégios. Desenvolvimento é uma singular combinação de consenso social, grandeza política, prontidão histórica, competência técnica e democratização de oportunidade”.

O biodiesel é um combustível pouco poluente derivado de fontes renováveis. Ele pode ser produzido com gorduras animais ou óleos vegetais, tais como mamona, dendê (palma), girassol, babaçu, amendoim e soja, substituindo total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores automotivos ou estacionários (geradores de eletricidade e calor). Pode ser usado puro ou misturado ao óleo diesel de petróleo em diversas proporções. A legislação atual permite a mistura de apenas 2% do biodiesel ao óleo diesel de petróleo, mas em 2013, segundo a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, o percentual deverá ser de 5%.

O presidente anunciou que, se o preço do petróleo continuar subindo, em pouco tempo o Brasil deverá aumentar o percentual de adição do biodiesel no óleo diesel. “A Dilma é muito racional. A Dilma, talvez, por ser mulher, é mais equilibrada e tenha mais juízo. Falou que a gente vai começar com 2%, depois vamos chegar a 5%. Eu acho que, do ponto de vista do planejamento, é maravilhoso. Mas, minha querida ministra, se o petróleo continuar subindo como está, podem ficar certos de que o biodeisel será utilizado em maior quantidade num prazo muito menor do que todos nós estamos pensando”, desafiou.

Brasil está preparado para produzir combustíveis pouco poluentes, diz Lula

abril 28, 2005 by ibps  
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que poucos países estão preparados como o Brasil para enfrentar um dos maiores desafios dos últimos tempos: produzir combustíveis pouco poluentes derivados de fontes renováveis. O biodiesel seria um deles, destacou Lula. Ele garantiu que seu governo vai lutar para consolidá-lo como uma das principais fontes da matriz energética brasileira.

“O Programa Nacional de Biodiesel, além de produzir combustível, vai produzir muita inclusão social, sobretudo para as regiões mais pobres, esquecidas pelo grande poder central desde os tempos do Império”, disse Lula, ao participar, em Belém, da inauguração da primeira usina de biodiesel da região Norte, do grupo Agropalma. A primeira usina brasileira de produção do biodiesel foi inaugurada em março deste ano em Cássia (MG).

Lula destacou que, inicialmente, o governo vai priorizar a produção do biodiesel nas regiões Norte e Nordeste e que não fará deste combustível um projeto exclusivo de produção em escala. “Nós estamos convencidos de que não há outro caminho para superar os gargalos brasileiros, senão os caminhos da parceria e da solidariedade. Desenvolvimento, tal como entendemos, não é concentração de privilégios. Desenvolvimento é uma singular combinação de consenso social, grandeza política, prontidão histórica, competência técnica e democratização de oportunidade”.

O biodiesel é um combustível pouco poluente derivado de fontes renováveis. Ele pode ser produzido com gorduras animais ou óleos vegetais, tais como mamona, dendê (palma), girassol, babaçu, amendoim e soja, substituindo total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores automotivos ou estacionários (geradores de eletricidade e calor). Pode ser usado puro ou misturado ao óleo diesel de petróleo em diversas proporções. A legislação atual permite a mistura de apenas 2% do biodiesel ao óleo diesel de petróleo, mas em 2013, segundo a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, o percentual deverá ser de 5%.

O presidente anunciou que, se o preço do petróleo continuar subindo, em pouco tempo o Brasil deverá aumentar o percentual de adição do biodiesel no óleo diesel. “A Dilma é muito racional. A Dilma, talvez, por ser mulher, é mais equilibrada e tenha mais juízo. Falou que a gente vai começar com 2%, depois vamos chegar a 5%. Eu acho que, do ponto de vista do planejamento, é maravilhoso. Mas, minha querida ministra, se o petróleo continuar subindo como está, podem ficar certos de que o biodeisel será utilizado em maior quantidade num prazo muito menor do que todos nós estamos pensando”, desafiou.

Derramamento de óleo diesel causa desastre ecológico no RJ

abril 27, 2005 by ibps  
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A mancha de óleo provocada pelo derramamento de 100 mil litros de óleo diesel na madrugada desta terça-feira em Itaboraí, no Rio de Janeiro, já atingiu a Baía de Guanabara, e já é considerado pelo o Ibama e pela Feema - Federação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente um desastre ecológico. O combustível já atingiu a APA - Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, na Baixada Fluminense.

O trem, que transportava o combustível, descarrilou na madrugada de ontem causando a tragédia. Muitos moradores da região passaram mal com o cheiro do produto químico.

O trem seguia de Campos Elíseos para Campos, na região norte Fluminense. Por volta das 4h de ontem na altura de Itaboraí, o veículo descarrilou e cinco vagões tombaram. A FCA - Ferrovia Centro Atlântico fez nesta quarta-feira (27) pela manhã a transferência do produto de dois vagões que ainda ameaçam vazar, com a supervisão dos órgãos do Estado.

O secretário de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Carlos Alberto de Carvalho, seguiu nesta manhã à região do Rio Aldeia, em Porto das Caixas, distrito de Itaboraí, para acompanhar o trabalho de técnicos de sua secretaria e de bombeiros do GOPP - Grupamento de Operações com Produtos Perigosos, do Corpo de Bombeiros, na área onde ocorreu o acidente.

Governo Lula quer transformar biodiesel no segundo combustível da matriz energética do país

abril 27, 2005 by ibps  
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Em visita ao Pará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil possui os requisitos necessários para ser o maior fornecedor de combustíveis renováveis do mercado mundial e que o seu governo vai transformar o biodiesel no segundo combustível da matriz energética brasileira. Segundo ele, consolidar o Programa Nacional de Biodiesel é uma política pública de estado.

“Produzir o biodiesel é uma forma de tornar o Brasil mais independente das necessidades do petróleo, que um dia pode acabar. Este projeto era vital para garantir ao país um pouco mais de independência aos olhos do mundo, na medida em que podemos ser um grande exportador de biodiesel”, afirmou.

Lula participou, em Belém (PA), da inauguração da primeira usina de biodiesel da região Norte, do grupo Agropalma. A unidade terá capacidade de produzir 8 milhões de litros de biodiesel por ano. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a produção de biodiesesl significará para o país uma economia anual de US$ 160 milhões com a importação de petróleo. A legislação atual permite a mistura de apenas 2% do biodiesel ao óleo diesel de petróleo, mas em 2013, segundo o governo, o percentual de adição deverá ser de 5%.

O biodiesel é um combustível pouco poluente derivado de fontes renováveis. Ele pode ser produzido a partir de gorduras animais ou de óleos vegetais, tais como mamona, dendê (palma), girassol, babaçu, amendoim e soja, substituindo total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores automotivos ou estacionários (geradores de eletricidade e calor). Pode ser usado puro ou misturado ao óleo diesel de petróleo em diversas proporções. A mistura de 2% é chamada de B2 e assim sucessivamente, até o biodiesel puro, denominado B10.

Da ISS, astronautas vêem “triste contaminação” da Terra

abril 27, 2005 by ibps  
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Sharipov e Chiao: 7 meses no espaço

“É triste ver o que está ocorrendo na Terra. Era doloroso ver a fumaça das fábricas e a contaminação da natureza”. Foi assim que o russo Salizhan Sharipov definiu a impressão geral que teve de sua missão de quase sete meses na Estação Espacial Internacional (ISS), ao lado do norte-americano Leroy Chiao.


“Vimos a contaminação que a indústria produz. Notamos isso especialmente no Sudeste Asiático, onde a cortina de fumaça nos impedia de fotografar a região”, destacou o russo, na primeira entrevista coletiva que os astronautas deram depois do retorno à Terra, na segunda-feira.

Junto com Sharipov e Chiao estava o italiano Roberto Vittori, astronauta da Agência Espacial Européia (ESA), que esteve oito dias na ISS e voltou com os dois astronautas na nave russa Soyuz TMA-5.

Dentro do programa de observações da Terra, segundo os astronautas, fracassou a tentativa de fotografar a Grande Muralha da China porque da ISS se vê uma via que se confunde com a construção.

Caminhadas

Os astronautas também contaram detalhes sobre as duas caminhadas espaciais, entre elas o lançamento que o russo fez de um microsatélite, atirado com a mão como se fosse uma bola.

Os astronautas afirmaram que a ISS está em boas condições e que todos os sistemas funcionam perfeitamente, com exceção do que produz o oxigênio para a estação.

Chiao e Sharipov, que integram a 10.ª expedição permanente, e Vittori, que realizou a missão Eneida, afirmaram que durante as missões fizeram experimentos científicos, provas técnicas e observações geofísicas e astronômicas.

Os astronautas disseram que foram bem-sucedidas as experiências biológicas, como o cultivo de plantas no espaço, as pesquisas com caracóis e grilos e as provas de regeneração celular com platelmintos.

O processo de reabilitação para Vittori será muito mais breve do que o de Sharipov e Chiao, que ficaram 193 dias no espaço, mas os três dizem que estão bem.

Guia avaliará contribuição de fundos para preservação

abril 27, 2005 by ibps  
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Os fundos nacionais de meio ambiente do Brasil, do Equador, da Guatemala e da Bolívia têm quatro meses para elaborar uma proposta de guia para avaliar o quanto fundos públicos e privados da América Latina e do Caribe têm contribuído para a preservação da biodiversidade em áreas protegidas. A proposta será apresentada durante reunião promovida pela Rede Latino americana e Caribenha de Fundos Ambientais, em agosto, no Brasil. A organização do guia foi definida durante reunião da rede nos dias 18 e 19, em Quito, no Equador.

De acordo com a gerente de projetos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) brasileiro, Ana Beatriz de Oliveira, com o guia serão criados “indicadores” sobre a real contribuição das ações apoiadas pelos fundos para a preservação da diversidade biológica. Desta forma, será possível avaliar se os recursos oferecidos são suficientes ou se estão sendo aplicados da melhor forma para garantir a conservação de animais e plantas em reservas, por exemplo. A partir desse trabalho, explicou a gerente, os fundos da América Latina e Caribe poderão, inclusive, alterar a maneira como atuam. “O Brasil terá papel fundamental nesse processo pela variedade de ambientes que possui”, disse.

Nos últimos três anos, o FNMA investiu cerca de R$ 11 milhões em editais voltados à elaboração e implementação de planos de uso e fortalecimento de conselhos em áreas protegidas no País. Mais informações sobre a rede, que reúne fundos ambientais públicos e privados da América Latina e Caribe, em www.redlac.org/spanish

Um Tratado da Problemática Pneus X Asfalto

abril 27, 2005 by ibps  
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Maria Zilma Araujo Piccinin**


Mariane Freiesleben**


RESUMO


As recauchutagens e reciclagens têm sido propostas que buscam amenizar os danos causados à natureza, por quase 40 milhões de pneus descartados anualmente só no Brasil. Pesquisas demonstram que uma forma de reaproveitamento viável e econômico será a utilização de produto adquirido a partir da reciclagem como componente de asfalto que, além de melhor qualidade ainda reduz os custos podendo ser uma solução para as desgastadas estradas brasileiras.


PNEU-IMPACTO-ASFALTO-LIXO-RECICLAGEM


ABSTRACT


The reuse and the recycling have been proposals that they search to almost up the actual damage to the nature for 40 milion discarded tires annually only in Brasil. Some researchs demonstrate that e form viable economic of use will be the use of the acquired prodoct to leave of the recycling as component of asphalt: that beyond better quality still reduzes the costs being able tobe a solution for the unruined brazilian roads.


KEY-WORDS: tire - impact - asphalt - garbage - recycling


1.Considerações iniciais


O homem após vir usando de forma indiscriminada os recursos da natureza começa a perceber que precisa conter, ou pelo menos tentar, reduzir os impactos que tem agravado as boas condições de sobrevivência das futuras gerações. Uma das atitudes propostas é a de reciclagem e recauchutagem de pneus que vem causados sérios impactos ambientais


_____________


*Artigo apresentado ao curso de especialização em metodologia do ensino da Geografia aplicada ao planejamento Ambiental da Universidade Estadual do Maranhão/CESI para obtenção parcial de nota.


**Alunas do programa de pós-graduação em Metodologia do Ensino de Geografia aplicada à Análise Ambiental da UEMA - CESI.


Alguns países têm feito pesquisas no sentido de divulgar os benefícios do reaproveitamento dos pneus, que além de evitar o impacto causado ao meio ambiente ainda pode ser usado como: componente em asfalto, combustível em fornos de cimento e outros. Que além de proporcionar redução de custos, economia de energia e asfalto com maior elasticidade e durabilidade, ainda venha a ser uma solução para as tão desgastadas estradas brasileiras.


O Brasil tem procurado fazer sua parte, pois está em 2º lugar, no ranking mundial de recauchutagem, atividade que prorroga a vida útil do pneu só então seguindo para reciclagem.


O presente estudo busca demonstrar atividades desenvolvidas inclusive no Brasil, para a reciclagem de pneus e locais em que já se utilizam produtos gerados no reaproveitamento desse resíduo sólido, que em situação de exposição à natureza trás não só danos, mas também questões relacionadas à saúde, pois pneus abandonados muitas vezes servem de criadouro de mosquitos da dengue.


2. A PROBLEMATICA PNEUS X ASFALTO


Num passado remoto, o homem se encontrava quase totalmente submetido aos desígnios da natureza. Esta determinava seu destino. Contudo, desde que o homem deixou de ser apenas um elemento natural e passou a ser um ser social dotado de cultura, a natureza passou a condicionar - e não determinar - a ação humana, quando ele atua no espaço geográfico e se relaciona com ela em geral.


O homem vem usando a natureza de forma inescrupulosa, com intuito generalizado onde visa somente o lucro. Nos anos 60/70 percebeu-se que os recursos naturais são esgotáveis e que o crescimento sem limites começava a se revelar insustentável. Além disso, começou a crescer os alertas sobre os produtos cuja matéria prima seria o petróleo, que é um produto natural esgotável, e que não é biodegradável, e de difícil regeneração.


Sabendo que o Brasil em sua organização territorial e distribuição de produtos e serviços, optou por uma revolução no setor dos transportes a base de rodovias, que se utiliza pneus de borracha, trazendo consigo a problemática do impacto ambiental, uma vez que o maior parte dos pneus descartados está abandonado em locais inadequado, causando grandes transtornos para a saúde e a qualidade de vidas humanas transformando-se em resíduos/lixo.








A problemática do resíduo/lixo é compartilhada por profissionais de diferentes áreas e, portanto, sua abordagem e fundamentação comportam múltiplos ângulos e dizem respeito a realidades espaciais e socioeconômicas que abrangem diversas escalas geográficas. (GERARDI apud BRESSAN, 1996 pág. 40).


Dentro deste contexto se faz necessário a reciclagem deste produto. Processo industrial que converte o lixo descartado (matéria-prima secundária) em produto semelhante ao inicial ou outro. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora. A palavra reciclagem foi introduzida ao vocabulário internacional no final da década de 80, quando foi constatado que as fontes de petróleo e outras matérias-primas não renováveis estavam e estão se esgotando. Reciclar significa = Re (repetir) + Cycle (ciclo). A reciclagem traz os seguintes benefícios:


* Contribui para diminuir a poluição do solo, água e ar.
* Melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população.
* Prolonga a vida útil de aterros sanitários.
* Melhora a produção de compostos orgânicos.
* Gera empregos para a população não qualificada.
* Gera receita com a comercialização dos recicláveis.
* Estimula a concorrência, uma vez que produtos gerados a partir dos reciclados são comercializados em paralelo àqueles gerados a partir de matérias-primas virgens.
* Contribui para a valorização da limpeza pública e para formar uma consciência ecológica.


Podemos observar que só traz vantagens e no caso do Brasil, seria importante que as pequenas e médias empresas recicladoras tivessem apoio financeiro e tecnológico para melhorar suas tecnologias de reciclagem, pois assim estariam contribuindo na geração de empregos, na diminuição de lixo e na produção de produtos de melhor qualidade com tecnologia “limpa”.


3.RECICLAGEM DE PNEUS


O surgimento dos pneus de borracha fez com que fossem substituídas as rodas de madeira e ferro, usadas em carroças e carruagens desde os primórdios da História. Esse grande avanço foi possível quando o norte-americano Charles Goodyear inventou o pneu ao descobrir, o processo de vulcanização da borracha quando deixou o produto, misturado com enxofre, cair no fogão. Mal sabia ele que sua invenção revolucionaria o mundo. Entre as suas potencialidades industriais, além de ser mais resistente e durável, a borracha absorve melhor o impacto das rodas com o solo, o que tornou o transporte muito mais prático e confortável. Segundo organizações internacionais, a produção de pneus novos está estimada em cerca de 2 milhões por dia em todo o mundo. (GERARDI apud BRESSAN, 1996 ).


Uma forma encontrada para amenizar esse impacto foi a utilização das metodologias de reciclagem e reaproveitamento. Entre elas, a recauchutagem tem sido um mecanismo bastante utilizado para conter o descarte de pneus usados. O Brasil ocupa o 2o lugar no ranking mundial de recauchutagem de pneus, o que lhe confere uma posição vantajosa junto a vários países na luta pela conservação ambiental.








As indústrias de reciclagem que utilizam o material proveniente do processo de recauchutagem para confecção de novos produtos também exercem um papel importante nesse contexto. No Paraná, a Ecija Comercial Exportadora e Importadora de Manufaturados Ltda., fundada em 1992, é uma das pioneiras nesta categoria. “Compra-se resíduos de borracha provenientes dos pneus e sucata de câmara de ar de pneus usados e envia-se para uma empresa com a qual temos parceria, na Holanda, que transforma e revende para fábricas de artefatos de borracha, para empresas que aplicam asfalto e para fábricas de pneus que os utilizarão como parte no composto de novos pneus.”, explica Jacinto Padilla, sócio-diretor da Ecija e representante brasileiro da ITRA - Associação Americana dos Recauchutadores e Recicladores de Borracha. (O povo, 2003)


Como vemos, o material é abundante, porém continuamos desperdiçando matéria- prima, pois estamos exportando perdendo o lucro, e os benefícios que a transformação traria para toda nossa sociedade.








Conforme Padilla, o material proveniente da reciclagem dos pneus existe em abundância, assim como há também um grande mercado consumidor para esses produtos. No entanto, é um processo pouco conhecido e divulgado. Essa é uma das razões que o leva a exportar sua produção. Em termos internacionais, a reciclagem do pneu tem um potencial impressionante. É uma questão levada muito a sério pelos empresários estrangeiros. E o nosso produto desperta interesse porque, além de possuir uma característica técnica específica, a tecnologia utilizada para a reciclagem é bastante moderna (O povo, 2003).


Então porque não divulgar, e modernizar nossa tecnologia visando melhorar nossa sociedade, tão onerada no tocante a preservação do meio ambiente?


O processo de recuperação e regeneração dos pneus exige a separação da borracha vulcanizada de outros componentes (como metais e tecidos, por exemplo). Os pneus são cortados em lascas e purificados por um sistema de peneiras. As lascas são moídas e depois submetidas à digestão em vapor d’água e produtos químicos, como álcalis e óleos minerais, para desvulcanizá-las. O produto obtido pode ser então refinado em moinhos até a obtenção de uma manta uniforme ou extrudado para a obtenção de grânulos de borracha. Este material tem várias utilidades: cobrir áreas de lazer e quadras esportivas, fabricar tapetes para automóveis; passadeiras; saltos e solados de sapatos; colas e adesivos; câmaras de ar; rodos domésticos; tiras para indústrias de estofados; buchas para eixos de caminhões e ônibus, entre outros produtos.








Os pneus velhos, cujo acúmulo estão se transformando num sério problema ecológico, têm pelo menos quatro aproveitamentos viáveis. É o que demonstra a engenheira Carla Mayumi P. de Morais, em dissertação de mestrado apresentada na FSP - Faculdade de Saúde Pública da USP. Com o apoio da Fapesp - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, desenvolveu o estudo Reciclagem de pneus: viabilidade da aplicação de alternativas para utilização em grande escala. (RECAUFAIR 2004)


E ainda assim o Brasil se mantém no anonimato, ou seja, quase não divulga suas descobertas, muito pode contribuir para o melhoramento tanto do ambiente, como propagar o país como atuante na problemática ambiental. Entre os diversos processos de reaproveitamento analisados na pesquisa, Carla constatou que são viáveis a reforma (recauchutagem), a utilização como combustível em fornos de cimento, como componente em asfalto, ou o aproveitamento por meio do processo chamado Petrobras-six.(RECAUFAIR, 2004).


Novamente detectamos a falha de nossos governantes, que elaboram projetos e leis, porém se esquecem de sua aplicabilidade, fugindo da responsabilidade social que o cargo lhes impõem.


O descarte de pneus velhos chega a atingir, anualmente, a marca de quase 800 milhões de unidades. Só no Brasil são produzidos cerca de 40 milhões de pneus por ano e quase metade dessa produção é descartada nesse período. (www. Atibaia.com.br). O Brasil produz cerca de 40 milhões de pneus por ano. Quase um terço disso é exportado para 85 países e o restante roda nos veículos nacionais. Apesar do alto índice de recauchutagem no País, que prolonga a vida dos pneus em 40%, a maior parte deles, já desgastada pelo uso, acaba parando nos lixões, na beira de rios e estradas, e até no quintal das casas, onde acumulam água que atrai insetos transmissores de doenças.


Os pneus e câmaras de ar consomem cerca de 57% da produção nacional de borracha e sua reciclagem é capaz de devolver ao processo produtivo um insumo regenerado por menos da metade do custo da borracha natural ou sintética. Além disso, economiza energia e poupa petróleo usado como matéria-prima virgem e até melhora as propriedades de materiais feitos com borracha.


A recauchutagem foi uma das primeiras formas de reciclagem de pneus. Com o avanço tecnológico, surgiram novas aplicações, como a mistura com asfalto, em concentração de 15% a 25%, apontada hoje nos EUA como uma das melhores soluções para o fim dos cemitérios de pneus.


O pó gerado na recauchutagem e os restos de pneus moídos podem ser aplicados na composição de asfalto de maior elasticidade e durabilidade, além de atuarem como elemento aerador de solos compactados e pilhas de composto orgânico.


Existem leis que determinam aquilo que não vimos ninguém cumprir, ou alguém em alguma loja onde você comprou um pneu, lhe pediu o antigo de volta? Estamos diante de um fato onde temos um problema, encontramos a solução, porém não usufruímos sua aplicabilidade por falta de planejamento. Resolução CONAMA nº 258, de 26/08/99 - determina que as empresas fabricantes e as importadoras de pneumáticos ficam obrigadas a coletar e dar destinação final ambientalmente adequada aos pneus inservíveis.(CONAMA, 2004)


Sabemos que o asfalto é um beneficio que onera os cofres públicos, e que uma das desculpas da maioria das estradas estarem esburacadas ocasionando acidentes é o preço, porque até hoje não estão colocando em pratica este produto que além de ser mais aderente ao pneu, mais barato, ainda recicla um lixo que só traz problemas para a sociedade?








Rodovias de SP terão asfalto de pneu reciclado
Parte de cinco rodovias do Estado de São Paulo será recapeada com um asfalto feito da borracha de pneus reciclados. O piso atual das estradas é de piche, que vem do petróleo. A nova tecnologia pode diminuir os custos do recapeamento, além de resistir mais às rachaduras e aderir melhor o carro, em caso de chuva. A iniciativa é de Portugal. No Brasil, a idéia foi implantada primeiramente no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, as concessionárias Intervias, SP Vias e Rodovia das Colinas adotarão o novo pavimento (O Povo - 15:39 - 27/05/2003)


Podemos observar que São Paulo, Ceará e Curitiba estão dando seus passos, na busca de soluções para tão grave problema de mas condições das vias brasileiras.








A Universidade Federal do Ceará (UFC), a Petrobras e sua subsidiária BR Distribuidora executaram, em conjunto com órgãos rodoviários do Ceará, o revestimento de duas pistas experimentais com a tecnologia asfalto-borracha, inédita nas regiões Norte e Nordeste. Além da melhor qualidade, a nova tecnologia permite a reciclagem de pneus. A Concessionária Ecovia Caminho do Mar, responsável pela BR 277 entre Curitiba e o litoral, está testando a utilização de asfalto com pneu reciclado nos quilômetros 51 ao 56 da rodovia, na pista de descida para Paranaguá. A empresa fará as primeiras avaliações a partir do segundo semestre, quando será possível comprovar as vantagens técnicas da solução adotada. Os dois trechos, executados no mês passado, têm 250 metros cada. Um deles está na Avenida Abolição, em Fortaleza, sob responsabilidade da prefeitura municipal. O outro está na rodovia estadual CE-350, na Grande Fortaleza, que liga Itaitinga e Pacatuba, sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes. “O revestimento convencional sobre o qual trafegamos é feito de uma mistura de asfalto e outros agregados, como brita, areia e um material de enchimento que pode ser cal ou cimento portland, por exemplo. Já no asfalto-borracha mistura-se o asfalto com a borracha de pneu moído, além dos agregados”, explica Soares.(fonte)


Se existe a pesquisa e até mesmo sua aplicabilidade porque não é divulgada, porque não esta acessível aos brasileiros que sofrem tanto com suas estradas esburacadas?








O pó de borracha retirado dos pneus sem condições de uso melhora as propriedades físicas do asfalto convencional tornando-o mais flexível e resistente, o que aumenta sua vida útil e acrescenta 20% no custo da prática convencional”, explica Humberto de Souza Gomes, gerente de engenharia da Ecovia. “Ao comprovarmos os benefícios dessa técnicas, estenderemos a aplicação desta mistura a outros segmentos da rodovia”, completa.( RECAUFAIR, 2004)


Podemos observar que até mesmo a UEMA (Universidade Estadual do Maranhão), participa desta pesquisa, porém quando mencionado o assunto em um curso de pos-graduação que fala de proteção e conservação ambiental, a maioria estava alheia ao assunto, e porque? Sabemos que se trata de uma reciclagem, que ira tornar o asfalto mais barato e seguro, então porque as estradas do Maranhão estão em estado tão precário, causando tantos acidentes?









A Resolução 258/99, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), exige que os fabricantes e importadoras de pneumáticos coletem e dêem uma destinação final ambientalmente correta a um pneu inservível para cada quatro novos comercializados no Brasil. O asfalto ecológico é uma das soluções para esse problema já que muitos pneus usados são acumulados em rios, lagos, lixões a céu aberto e outros lugares inadequados. Segundo a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, estima-se que a frota nacional de veículos automotores gere mais de 30 milhões de pneus inservíveis por ano. (CONAMA, 2004)


Como vemos, não se trata de um fato alheio ao público, toda a sociedade direta ou indiretamente faz parte desta problemática, sabemos que se aplicado este novo recurso pode ser uma saída, que resolverá vários problemas salvando as vidas de milhares de famílias, que anualmente são vítimas em acidentes nas estradas e, ainda trás uma redução de custos aos cofres públicos.




4.Considerações finais



A reciclagem de pneus que está trazendo uma boa solução para os milhares de pneus inservíveis hoje produzidos anualmente no mundo. O interessante neste estudo foi observar que no Brasil as universidades de norte a sul estão envolvidas nesse processo de pesquisa.


Que a reciclagem de pneus além de ajudar amenizar os danos que o pneu abandonado gera na natureza ainda contribui com a redução de um sério problema que o Brasil enfrenta com os buracos de suas estradas, pois no processo de reaproveitamento pode-se chegar a produção de um asfalto com técnicas ecologicamente corretas.


As empresas recicladoras se assistidas proporcionariam empregos e estariam ajudando na aplicabilidade da lei que determina: as empresas fabricantes e as importadoras de pneumática ficam obrigadas a coletar e dar destinação final ambientalmente adequado aos pneus descartados.


Para tanto é preciso receber incentivos principalmente por parte dos governantes que também terão benefícios, pois a utilização de asfalto com componentes de pneus reciclados onera bem menos os cofres públicos, além de a natureza agradecer.


REFERÊNCIAS


Asfalto de borracha. Disponível em:


www.mail-archive.com/policia-br@grupos.com.br


www.atibaia.com.br


Conselho Nacional do Meio Ambiente. Disponível em:


www.ambientebrasil.com.br


Asfalto feito com pneu velho é testado no Ceará. Disponível em:


www.cempre.org.br


http://www.sfiec.org.br/artigos/meio_ambiente/Ceara_testa_asfalto_pneu_velho.htm


BRESSAN,D. Gestão racional da Natureza. São Paulo: Hucitec, 1996


PRESTES, Maria Luci de Mesquita. A pesquisa e a construção do conhecimento científico: do planejamento aos textos, da escola à academia. 2.ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Rêspel, 2003.

Derramamento de óleo diesel causa desastre ecológico no RJ

abril 27, 2005 by ibps  
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A mancha de óleo provocada pelo derramamento de 100 mil litros de óleo diesel na madrugada desta terça-feira em Itaboraí, no Rio de Janeiro, já atingiu a Baía de Guanabara, e já é considerado pelo o Ibama e pela Feema - Federação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente um desastre ecológico. O combustível já atingiu a APA - Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, na Baixada Fluminense.

O trem, que transportava o combustível, descarrilou na madrugada de ontem causando a tragédia. Muitos moradores da região passaram mal com o cheiro do produto químico.

O trem seguia de Campos Elíseos para Campos, na região norte Fluminense. Por volta das 4h de ontem na altura de Itaboraí, o veículo descarrilou e cinco vagões tombaram. A FCA - Ferrovia Centro Atlântico fez nesta quarta-feira (27) pela manhã a transferência do produto de dois vagões que ainda ameaçam vazar, com a supervisão dos órgãos do Estado.

O secretário de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Carlos Alberto de Carvalho, seguiu nesta manhã à região do Rio Aldeia, em Porto das Caixas, distrito de Itaboraí, para acompanhar o trabalho de técnicos de sua secretaria e de bombeiros do GOPP - Grupamento de Operações com Produtos Perigosos, do Corpo de Bombeiros, na área onde ocorreu o acidente.

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