Lagos africanos sofrem mudanças drásticas com atividades humanas

outubro 31, 2005 by  
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Atividades humanas como o desmatamento e a construção de represas causaram drásticas mudanças nos lagos africanos, e alguns deles sofreram uma redução de até um metro em seu nível de águas.

É o que mostra um atlas apresentado na Conferência Mundial dos Lagos, aberta hoje em Nairóbi, no qual imagens de satélite recentes foram comparadas com outras antigas sobre o estado de lagos como o Songor, em Gana, que está diminuindo rapidamente, e o Chade, que diminuiu cerca de 90%.

O encontro reúne na capital queniana cerca de 500 especialistas e cientistas do mundo todo para discutir formas sustentáveis de gerir as reservas de água doce.

“Espero que as imagens gerem um alarme no mundo, pois se quisermos superar a pobreza e alcançar os objetivos estipulados internacionalmente para 2015, a gestão sustentável dos lagos tem de ser parte da equação”, disse Klaus Toepfer, diretor do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), que editou o atlas.

No total, os lagos da África contêm cerca de 30 mil quilômetros cúbicos acomplia weight loss pill de água, o maior volume por continente do mundo. No entanto, a construção de represas, a poluição industrial, o despejo de resíduos sem tratamento e o desmatamento estão entre as atividades humanas que têm influenciado fortemente a situação dos lagos africanos.

Uma das mudanças mais visíveis foi observada no lago salobre Songor de Gana, habitat de milhares de aves e de duas espécies de tartarugas ameaçadas de extinção.

Em dezembro de 1990, as imagens mostravam uma massa aquática de 74 quilômetros quadrados, e as fotografias do ano 2000 revelam uma diminuição considerável, que o Pnuma atribui à produção intensiva de sal e à extração de água dos rios afluentes do lago, como o Sege e o Zano.

Outro exemplo é o Lago Vitória, onde o nível de água diminuiu um metro na última década, segundo as imagens de satélite. Localizado entre Uganda, Quênia e Tanzânia, o Vitória, origem do rio Nilo, é o maior lago da África e mais de 30 milhões de pessoas vivem em suas margens.

No Senegal, a área que cerca o lago Djoudi mudou significativamente desde a construção, em 1986, da represa Diama. No Quênia, o lago Nakuru, que recebe milhões de flamingos, também sofreu transformações consideráveis.

A área pills without prescription coberta pelo Nakuru caiu de 43 para 40 quilômetros quadrados, e o atlas apresentado na conferência de Nairóbi aponta o desmatamento intensivo nas montanhas próximas como uma das causas dessa diminuição.

Embora o número exato de lagos existentes na África – naturais ou construídos pelo homem – seja desconhecido, a base de dados Worldlake aponta para 677.

Uganda, com 69 lagos, Quênia (64), Camarões (59), Tanzânia (49) e Etiópia (46) são os países com a maior quantidade dessas grandes extensões de água, em contraste com Botsuana, que tem apenas 12, e o Gabão (8).

Às vésperas da inauguração da conferência, os cientistas africanos lançaram uma iniciativa para impulsionar os esforços destinados a proteger os lagos do continente.

Em nota publicada hoje na imprensa local, os especialistas advertiram que cinco importantes lagos africanos – Vitória, Tanganyika, Malawi, Chade e Tana – podem se transformar em lodaçais nas próximas décadas se nada for feito para salvá-los. Todos estão perdendo água “a um ritmo alarmante”, ressaltaram os cientistas.

A Conferência Mundial dos Lagos irá até a próxima sexta-feira.

Moto solar

outubro 31, 2005 by  
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Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina adaptam sistema de energia solar em moto elétrica fabricada por empresa suíça (foto: divulgação)

Uma motocicleta movida a energia elétrica e que pode ser carregada com luz solar é a novidade de um grupo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a empresa suíça Fiberware. A Mobilec, como é chamada pelos pesquisadores em Florianópolis, roda até 40 quilômetros com as baterias carregadas.

“A Fiberware já havia desenvolvido esse protótipo movido por baterias”, explica o coordenador do projeto, Ricardo Rüther, em entrevista à Agência FAPESP. Ele apresenta baixa autonomia e baixa potência, semelhante aos modelos do tipo scooter disponíveis no mercado.

O grupo da UFSC, por sua vez, adaptou a Mobilec para a captação de energia solar. “Desenvolvemos um telhado no campus da universidade com seis painéis solares fotovoltaicos responsáveis por carregar as baterias da moto enquanto ela fica estacionada embaixo da cobertura”, conta o professor do Departamento de Engenharia acomplia tablets Civil.

Além de abrigar a motocicleta, o sistema é responsável pela transformação de energia solar em elétrica, que abastece a moto. O veículo atinge a velocidade máxima de 40 quilômetros por hora sem emitir gases poluentes.

“A Mobilec pode servir, por exemplo, para a locomoção de estudantes que passam o dia inteiro na universidade. Ao chegar no campus, o aluno liga o veículo no gerador solar para que ele esteja com o ‘tanque cheio’ depois de algumas horas”, sugere Rüther. O protótipo foi desenvolvido com pedais como os de uma bicicleta, para que o usuário possa chegar até o receptor solar ou à tomada mais próximos caso a bateria descarregue. diet pills without a prescription

O motor da Mobilec fica junto à roda traseira e o freio é regenerativo. “Esse sistema permite que a energia liberada a cada freada também alimente as baterias da motocicleta. O motor acaba funcionando como um pequeno gerador que oferece mais energia às baterias”, explica Rüther.

Nos próximos experimentos, os pesquisadores irão comparar o desempenho e o consumo da Mobilec com relação a veículos movidos por combustíveis fósseis.

O projeto está sendo desenvolvido pelo Laboratório de Energia Solar do Departamento de Engenharia Mecânica e pelo Laboratório de Eficiência Energética em Edificações do Departamento de Engenharia Civil, em parceria com a Fiberware.

Energia alternativa em debate

outubro 31, 2005 by  
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Os ministros de Energia e Meio Ambiente do G8 e dos grandes países emergentes, como Brasil, China, Índia e México, estudarão nesta segunda e terça-feiras em Londres as tecnologias energéticas “limpas”, cuja utilização é considerada indispensável para desacelerar as mudanças climáticas. A reunião, informal e a portas fechadas, será encerrada pelo premier britânico, Tony Blair.

Anunciada no início de julho na Cúpula do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia) na Escócia, constitui o lançamento formal do diálogo sobre a relação da energia com o clima com os pesos pesados do Sul.

O encontro terá como pano de fundo a alta dos preços do petróleo e o crescimento econômico de China e Índia, que ameaçam aumentar de maneira incontrolável as emissões de CO2. acomplia online meds without prescription dosage Segundo as projeções da Agência Internacional de Energia, que participará das discussões com outras sete organizações internacionais, China e Índia poderão superar até 2015 o nível de emissão de CO2 dos Estados Unidos. Além disso, a China sozinha poderá se tornar o maior poluidor do mundo em 2030.

No encontro, os olhares estarão voltados para a intervenção de Blair, um mês antes da Conferência das Nações Unidas que acontece no final de novembro em Montreal, para discutir o futuro das negociações climáticas para depois del 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto. Em setembro, o primeiro-ministro britânico surpreendeu ao anunciar que está mudando de posição sobre Kyoto. Diante de um painel de personalidades reunidas pelo ex-presidente americano Bill Clinton, Blair disse que Kyoto “provocou uma discordância que está longe de ser resolvida”.