Desastres naturais dos últimos 12 meses mataram 350 mil

dezembro 15, 2005 by  
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Os desastres naturais e meteorológicos mataram 350 mil nos últimos 12 meses e provocaram prejuízos econômicos calculados em US$ 200 bilhões, informou nesta quinta-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

“Incluindo o tsunami que ocorreu em 26 de dezembro de 2004, os últimos 12 meses foram um dos períodos mais destrutivos da história em relação a desastres naturais e meteorológicos”, afirmou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, em entrevista coletiva.

Além do tsunami que atingiu o sudeste asiático e do terremoto de 8 de outubro no Paquistão (com 70 mil mortes), 2005 foi o ano em que houve mais tempestades tropicais, contabilizando um total cialis 20 mg tadalafil de 26, o que superou o recorde de 1933, em que ocorreram 23 tempestades.

Em 2005 houve 14 furacões, o que também supera o recorde (12) registrado em 1969, segundo os dados da OMM, que destaca que sete deles alcançaram uma categoria de 3 ou mais na escala de Saffir-Simpson.

“Desde 1995, observa-se um acentuado aumento do número de tempestades tropicais que ocorrem a cada ano na bacia atlântica, o que responde a um padrão de caráter cíclico que leva a uma redução da atividade no Pacífico Norte”, diz Jarraud.

Mais quente

O ano de 2005 também foi o segundo mais quente dos últimos anos, segundo dados da OMM, atrás de 1998, e um dos quatro mais quentes desde que as medições começaram a ser realizadas, prescription drugs without a prescription em 1861.

Segundo os dados desse organismo da ONU, o recorde de calor nos últimos 40 anos ocorreu em 1998, com uma temperatura 0,55 grau superior à média calculada entre 1961 e 1990, enquanto em 2005 o aumento registrado sobre essa média é de 0,48 grau.

No entanto, para a OMM não existem evidências de que a “excepcional devastação” registrada nos últimos anos, em termos meteorológicos, esteja relacionada com o aquecimento do planeta, ao contrário do que muitas frentes defendem.

“Adoraria poder responder a essa recorrente questão, mas, sinceramente, não temos dados suficientes que nos permitam afirmar ou negar que exista uma relação entre a mudança climática e o aumento de fenômenos meteorológicos, embora em alguns anos tenha certeza de que poderemos responder a essa pergunta”, explicou Jarraud.

Ar poluído causa impactos negativos na gestação, informa pesquisa

dezembro 14, 2005 by  
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Exposição ao ar poluído durante os três primeiros meses da gravidez pode causar o nascimento de crianças com pouco peso (foto: divulgação)

As evidências aumentam a cada estudo. Um nova pesquisa reforça a tese de que o ar poluído causa impactos negativos na gestação. Depois de um estudo preliminar publicado no início de 2004, um grupo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo resolveu ampliar a amostragem para verificar se a relação se mantinha.

A investigação do peso ao nascer de 311.735 crianças entre 1998 e 2000, feita por meio de análises estatísticas, não deixa dúvidas. A exposição materna à poluição do ar no primeiro trimestre da gestação pode contribuir para o menor ganho de peso.

O estudo, assinado por Andréia Medeiros e Nelson Gouveia, detectou que 4,6% dos nascimentos avaliados eram de crianças com menos de 2,5 quilos. Os testes foram significativos principalmente para monóxido de carbono, material non prescription cialis cheap prescription drugs without prescription particulado e dióxido de nitrogênio.

Em termos geográficos, todos os nascimentos ocorreram nos bairros centrais da cidade de São Paulo, explica Gouveia. “Basicamente, resolvemos excluir os distritos mais periféricos por uma questão metodológica”, disse à Agência FAPESP. Os dados da poluição foram obtidos a partir dos pontos de registro espalhados pela cidade e mantidos pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

“Os resultados não surpreendem, pois são bens semelhantes aos estudos preliminares que havíamos feito”, disse o pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva, um dos pioneiros na análise da poluição sobre a gestação no Brasil.

Segundo Gouveia, ainda são escassas as pesquisas sobre essa relação, mesmo fora do Brasil. “Existem bem poucos estudos sobre o efeito da poluição no peso ao nascer, menos ainda em relação à prematuridade e um ou dois apenas que relacionam poluição do ar a defeitos congênitos”, conta. Mas, segundo ele, não há dúvida de que os resultados obtidos até o momento demonstram que o problema deve continuar a ser estudado.

O novo estudo será publicado na edição de dezembro da Revista de Saúde Pública, que pode ser consultada pela biblioteca virtual SciELO (Bireme/FAPESP), em www.scielo.br.

Pontos nevrálgicos – 794 espécies sob risco iminente de também receber o rótulo de extintas

dezembro 14, 2005 by  
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Levantamento mundial destaca 595 regiões que precisam ser urgentemente preservadas. Taylor Ricketts, o líder do estudo, explica que se nada for feito poderá ocorrer uma crise global de extinção da biodiversidade (foto: WWF)

Em ilhas e montanhas, a situação está pior. Se os cientistas acreditam que 245 espécies, principalmente dos grandes grupos taxonômicos, desapareceram da face da Terra desde 1500, outras 794 estão sob risco iminente de também receber o rótulo de extintas.

A alteração desse destino, segundo estudo da Aliança para a Extinção Zero que será publicado esta semana na edição on-line da Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), passa pela preservação urgente de 595 áreas em todo o mundo. Esses pontos seriam a salvaguarda para que o mundo ficasse livre de uma crise de extinção nos próximos anos. A Aliança para a Extinção Zero reúne 52 instituições de pesquisa entre universidades e órgãos não-governamentais, como o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e a Conservação Internacional.

“Ilhas e montanhas são ambientes isolados. Muitas das espécies só existem ali. Pelos resultados obtidos em nosso estudo, verificamos que essas plantas e animais devem ter um tratamento especial”, disse o líder da pesquisa, Taylor Ricketts, diretor do Programa de Ciências da Conservação da WWF, em Washington, Estados Unidos, à Agência FAPESP. Das 794 espécies sob risco imediato, 678 vivem nos dois ambientes. As outras 116 estão cheap diet pills online em regiões continentais.

Para montar o mapa dos pontos críticos para a extinção de espécies cialis c10 – as áreas tropicais e as regiões próximas às grandes zonas metropolitanas são as mais pressionadas –, os pesquisadores levaram em conta três itens. O local, para ser considerado pela pesquisa, deveria contar com pelo menos uma espécie ameaçada de extinção pela lista de 2004 da União Mundial para a Natureza (UICN). Além disso, a região deveria ser conhecidamente local de residência dos animais e ter fronteiras bem definidas, como um pequeno lago, por exemplo.

“Definitivamente, existem algumas incertezas em nossa lista de espécies e de lugares. As espécies raras são também pouco conhecidas e podemos, no futuro, descobrir que algumas existem em outras regiões. Entretanto, o inverso também pode ocorrer. Podemos encontrar espécies com um hábitat mais reduzido do que se imagina até agora”, aponta Ricketts.

No caso do Brasil, a lista de espécies sob risco de desaparecer é bastante grande. O país é o terceiro da lista, com 39 pontos considerados como de preservação urgente. O México lidera o ranking, com 63, e a Colômbia aparece em segundo lugar, com 48. Os primeiros países desenvolvidos na relação são a Austrália e os Estados Unidos, que dividem a oitava posição com Cuba e Venezuela, com 18 áreas.


Mais informações: www.zeroextinction.org

Debate sobre devastação na Amazônia acontece hoje em SP

dezembro 14, 2005 by  
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A Folha promove hoje, às 20h, debate com o tema: “Quanto custaria ao Brasil acabar com o desmatamento na Amazônia?”. Na ocasião, serão lançados dois números da revista “Ciência&Ambiente” que abordam a questão amazônica.

Participam do debate João Paulo Capobianco, secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Ronaldo Serôa da Motta, coordenador de estudos do meio ambiente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Márcio Santilli, coordenador da campanha Y Icatu Xingu do Instituto Socioambiental, e Marcelo Leite, colunista da Folha.

A mediação é de Claudio Angelo, editor de Ciência. O evento, com entrada franca, acontece no auditório da Folha (al. Barão de Limeira, 425, 9º andar, São Paulo). Reservas pelo telefone 0/xx/11/ 3224-3473, das 11h às cialis dosages 12h30 e das 14h às 19h, ou pelo e-mail online drugs without prescription eventofolha@folhasp.com.br.

Cientistas tentam cortar barreiras às pesquisas com fauna e flora

dezembro 14, 2005 by  
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As pesquisas em genética têm avançado no País. Atualmente, há uma série cialis plus de recursos à disposição do produtor: da inseminação artificial à transferência de embriões, passando pela fertilização in vitro, clonagem, sexagem de embriões e de sêmen, entre outras. Segundo o chefegeral da Embrapa Gado de Corte, Rafael Alves, nos últimos anos foram obtidos avanços consideráveis na produção animal e na reprodução, graças ao melhoramento genético. ‘Avanços na informática têm permitido estimar com maior precisão o valor genético dos animais.’

Informática tem permitido maior precisão no valor genético do animais

O diretor do Instituto FNP, José Vicente Ferraz, observa que os benefícios da genética são traduzidos por ganhos de produtividade, redução da idade de abate, melhoria da qualidade da carne e na diminuição dos custos no manejo, em razão da maior resistência a doenças e parasitas. ‘Graças à seleção, as taxas de natalidade e a fertilidade bovina avançaram.’

Entre as espécies zootécnicas que mais têm avançado em genética estão as aves de corte e postura, diz o pesquisador em Genética e Melhoramento Animal, Elsio Figueiredo, da Embrapa Suínos e Aves. ‘A biotecnologia é usada na identificação de aves portadoras de genes associados à maior produção. Hoje, já se sabem as características dos genes de cada indivíduo, sem ter de esperar a produção.’

No futuro, diz, a busca será pela maior resistência às infecções, visando à redução do uso de antibióticos, longevidade e qualidade da carne e dos ovos.’

Suínos

Os avanços no setor de suínos também têm sido rápidos e o melhoramento caminha para o mesmo modelo das aves, segundo Figueiredo. ‘Marcadores genéticos mostram pills online os genes de qualidade de carne, de conversão alimentar, menor teor de gordura e baixa suscetibilidade ao estresse’, diz.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, Rubens Valentini, garante que a maioria dos reprodutores passa por testes de DNA para eliminar a ocorrência de genes indesejáveis, como o gen halotano. ‘A conversão do suíno melhorou, está próxima da do frango, que é 1,7 quilo de ração por quilo de ganho de peso (a do suíno é 2,5 quilos de ração/quilo de ganho de peso para abate aos 150 dias)’, diz Figueiredo, que aponta a tendência para o suíno de carne magra e a alta prolificidade das fêmeas. Quanto ao futuro, ele prevê a seleção para resistência a doenças, qualidade da carne e longevidade.

Uma fábrica de aerogeradores na China

dezembro 14, 2005 by  
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A companhia espanhola Gamesa, segunda maior fabricante de aerogeradores do mundo, firmou, na presença do presidente chinês, Hu Jintao, vários contratos avaliados em EUR 160 milhões (US$ 187,83 milhões) para construir uma fábrica de aerogeradores na China.

“Os contratos foram firmados em Moncloa, sede da presidência do governo espanhol, cialis order na presença do presidente da República Popular da China, Hu Jintao, e do presidente do governo espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero”, prescription drugs online without prescription afirmou o grupo em um comunicado endereçado às autoridades de valores mobiliários espanholas.

Segundo o comunicado, esses contratos prevêem a implantação de uma fábrica de aerogeradores e a obtenção de contratos para a instalação de plantas de geração de energia eólica, totalizando 302 megawatts (MW) de potência.

A Gamesa firmou esses contratos, que incluem a instalação de 355 aerogeradores, no evento da visita de Estado do presidente chinês à Espanha, que concluiu com Zapatero um acordo para fazer da Espanha um “sócio estratégico” da China, no mesmo nível que o Reino Unido, Alemanha e França.

Plano nacional que ordena gestão da água até 2020 deve ser votado em janeiro

dezembro 13, 2005 by  
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Em janeiro, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos deverá votar o Plano Nacional de Recursos Hídricos, que organiza e planeja a gestão da água no país para os próximos 15 anos. A informação é do secretário Nacional de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, João Bosco Senra.

“A importância do plano é que por meio dele estamos planejando o país até 2020. Ele vislumbra o Brasil, cria alguns cenários, dá algumas possibilidades de desenvolvimento para o país e busca integrar uma política de desenvolvimento com as políticas das águas, construindo o desenvolvimento sustentável”, explicou Senra.

O secretário participa hoje (13) do último dia da 2ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, em Brasília. Segundo ele, ao elaborar o plano, o Brasil cumpre uma das metas dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, definidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o secretário, a ONU determinou aos países-membros que fizessem planos nacionais de recursos hídricos até 2005. “A gente trabalhou um calendário para aprová-lo em dezembro deste ano, o que não cialis soma online without prescription no prescription foi possível, mas, por solicitação do próprio conselho, está previsto para ser votado em janeiro.”

Senra também explicou que o plano engloba metas de curto, médio e longo prazos, além de diretrizes e programas, como os de capacitação em tecnologia de reuso da água, de captação de água de chuva e de educação ambiental. Ele lembrou que o Brasil concentra 12% das reservas mundiais de água doce. Desse total, 70% estão na Amazônia, onde vivem 5% da população brasileira.

“Há regiões como o Nordeste, a região metropolitana de São Paulo, do Rio de Janeiro e de outras capitais em que já existe o problema de escassez de água, tanto qualitativa e como quantitativa”, ressaltou Senra.

“A importância do plano vem neste sentido, porque além de buscar recuperar o que está degradado, ele tem, sobretudo, uma política de preservação para evitar o conflito futuro, evitar a contaminação dessas águas e evitar também que a gente tenha o problema de redução dessa vazão, com o problema de desmatamento, de queimada, de mau uso do solo.”

O secretário disse ainda que no país o trabalho na área de recursos hídricos, no âmbito do Sistema Nacional de Recursos Hídricos (Sisnama), está sendo feito de forma integrado com a política de meio ambiente, desenvolvida no âmbito do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama).

“À medida que não há conselhos municipais de recursos hídricos, a gente tem procurado trabalhar muito com os conselhos municipais do meio ambiente – que fazem parte do Sisnama – nessas ações”, informou.

Conferência pede expansão de plano de combate ao desmatamento na Amazônia a outros biomas

dezembro 13, 2005 by  
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Reforçar a proteção e o desenvolvimento sustentável nos biomas brasileiros e expandir o plano de combate ao desmatamento na Amazônia para outras áreas do país. Essas foram duas das principais decisões tomadas pelos debatedores do Grupo Temático (GT) Biodiversidade e Florestas na 2ª Conferência Nacional do Meio Ambiente.

Maria Rejane Barbosa veio para a conferência representando a organização não-governamental(ONG) Fórum de Defesa dos Manguezais, da Paraíba. Segundo ela, o seu estado defendeu a preservação da caatinga e dos manguezais. “Pedimos políticas públicas, integradas, com a participação da sociedade civil, das comunidades tradicionais, dos pescadores nas áreas de mangue e dos pequenos produtores das áreas da caatinga. Queremos o apoio do governo, que é quem encaminha essas decisões”, afirmou.

Para ela, essas ações são importantes porque os dois biomas são, sobretudo, pobres. “Isso faz com que ela [a caatinga] venha cada vez mais perdendo importância e sofra muito com o desmatamento. Isso porque teoricamente não traz retorno econômico. No caso dos manguezais, eles sofrem uma degradação muito grande porque estão próximos às áreas urbanas.”

O oceanógrafo Leopoldo Cavaleri, representante da ONG baiana Ecomar – Associação de Estudos Costeiros e Marinhos de Abrolhos que trata das áreas marinhas, contou que o primeiro tema discutido pelo grupo foi justamente a questão florestal. Segundo ele, a proposta do GT é que o plano de ação para a contenção do desmatamento na Amazônia seja aplicado em outros biomas brasileiros, como o cerrado e a caatinga.

“São dois ecossistemas que estão muito esquecidos. A gente vê que existe um foco maior na mata atlântica e na Amazônia, e o cerrado e a caatinga acabam sendo prejudicados. Então esse plano de ação da Amazônia poderia ser aplicado nos ecossistemas florestais brasileiro. Desmatamento foi um tema vastamente debatido. Aí, a gente percebe que existe um debate interessante e construtivo do setor empresarial com a sociedade civil”, comenta ele.

O oceanógrafo disse que o GT fez bons avanços na discussão sobre Unidades de Conservação, principalmente no que diz respeito às unidades marinhas. “Falamos da criação da Rumar, que é Rede de Unidade de Conservação Marinha e Costeiras do Brasil. Esse projeto, que foi solicitado na proposta, vem buscar mecanismos de financiamento alternativo como compensação ambiental e mecanismos de conversão de multas ambientais e direcionar esses recursos para implantação de novas unidades marinhas e costeiras”, informa ele.

Cavaleri afirma que essa decisão deve reforçar o compromisso cheap pills assumido pelo Brasil na Convenção da Diversidade Biológica, de ampliar, até 2012, para 30% a porcentagem de áreas marinhas protegidas. Hoje, segundo ele, cialis 20 mg dosage o país tem apenas 1% dessas áreas com proteção.

“Eu acredito que é uma meta muito difícil de ser atingida. Mas o núcleo de zona costeira e marinha do Ministério do Meio Ambiente tem investido em políticas públicas para fortalecer essa rede nacional de áreas marinhas.”

Durante a tarde de hoje (13), todas as propostas feitas pelos grupos de trabalho da conferência que reúne governo e sociedade civil, foram votadas em plenária.

Agrisus e Febrapdp entregam a autoridade mundial em sustentabilidade relatório sobre os benefícios do plantio direto no Brasil

dezembro 13, 2005 by  
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Documento foi entregue à ex-primeira ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, que recentemente visitou o Brasil.

A Agrisus (www.agrisus.org.br), em parceria com a Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (Febrapdp), entregou à ex-primeira ministra da Noruega e uma das principais lideranças mundiais em questões relativas ao desenvolvimento sustentável e saúde pública, Gro Harlem Brundtland, relatório sobre o que se vem fazendo no Brasil para a sustentabilidade agrícola, com especial ênfase aos benefícios e resultados do plantio direto para agricultura nacional. O estudo foi elaborado pelo engenheiro agrônomo e consultor da Agrisus, Bernardo van Raij.

Brundtland esteve recentemente no Brasil participando da cerimônia de entrega do Prêmio Eco 2005, concedido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), que tem por objetivo reconhecer as empresas comprometidas com os princípios e práticas da Cidadania Empresarial e do Desenvolvimento Sustentável. O documento foi entregue em mãos à ex-primeira ministra pelo presidente da Febrapdp, Ivo Mello, que estuda a proposta de convidá-la para o próximo encontro nacional do plantio direto no ano que vem.


Perfil


Gro Harlem Brundtland é considerada uma das principais lideranças mundiais em questões envolvendo o desenvolvimento sustentável e saúde pública. Formada em medicina, foi a primeira mulher eleita Primeira Ministra da Noruega (exerceu dois mandatos) e Diretora-Geral da Organização Mundial da Saúde, onde inovou com políticas arrojadas para a saúde pública.

Estabeleceu a Comissão Macroeconômica para a Saúde presidida pelo renomado economista Jeffrey Sachs, e priorizou o combate à violência no âmbito da saúde pública. Presidiu a Comissão Mundial sobre o Desenvolvimento e o Meio Ambiente (ONU), que ficou conhecida como a Comissão Bruntland, onde liderou o desenvolvimento dos conceitos políticos adotados até hoje como definição do desenvolvimento sustentável.

Em 2003, foi reconhecida pela revista Scientific American como Líder do Ano por seu trabalho na elaboração de uma estratégia mundial de combate ao SARS. Em 2004, foi incluída pelo jornal britânico Financial Times entre as quatro personalidades européias mais influentes dos últimos 25 anos, juntamente com o Papa João Paulo II, Mikhail Gorbachev e Margaret Thatcher.

Confira a seguir a versão em português da correspondência que acompanhou o relatório.

“Prezada Sra. Bruntland:

A Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha-FEBRAPDP é uma organização privada sem fins lucrativos, fundada em 1992 com a finalidade de congregar pessoas interessadas na agricultura sustentável baseada no plantio direto. Desde seu inicio, nossas ações têm sido pró-ativas com essa finalidade.

Nosso primeiro presidente e um de seus fundadores foi um fazendeiro pioneiro do plantio direto na região dos Campos Gerais do Estado do Paraná, Sr. Manoel Henrique Pereira,. conhecido por Nonô Pereira, participou da Conferência RIO-1992 tendo feito na ocasião a apresentação do novo sistema de plantio direto. Naquela época nós já estávamos seguros de que a agricultura sem preparo do solo nos aproximaria dos conceitos de um desenvolvimento sustentável.

O sistema de plantio direto começou com um forte objetivo de controlar a erosão do solo, um grande problema que os fazendeiros tinham que enfrentar. Desde então os fazendeiros, juntamente com os serviços oficiais de pesquisa e extensão e com as companhias privadas, trabalharam em conjunto para resolver tais problemas, desenvolvendo a tecnologia do plantio direto adaptada à região tropical.

Hoje em dia essa tecnologia foi estendida, pela FAO e pelo Banco Mundial, a outros paises nos quais era necessária uma produção sustentável de alimento. Essas iniciativas têm se justificado principalmente porque essa tecnologia buy prescription drugs online without a prescription é a estratégia mais eficiente relacionada aos conceitos do desenvolvimento sustentável, estabelecidos ao final da década de 80, de acordo com o relatório da Comissão conduzida pela Sra. a também com a Agenda 21 aprovada posteriormente pela ECO-92 no Rio de Janeiro.

A evidência deste fato pode ser constatada na Publicação da FAO em 2002 no qual são enumeradas as estratégias vencedoras apoiadas pelas discussões sobre Agricultura Sustentável e Desenvolvimento Rural na WSSD em Johannesburg. Á página 25 consta a experiência da EPAGRI no Estado de Santa Catarina-Brasil. Este instituto oficial de pesquisa e extensão é associado da FEBRAPDP e o sucesso de sua iniciativa deve-se ao sistema de plantio direto.

Nos dias que correm a maior parte das publicações da FAO, que sugerem estratégias sustentáveis de manejo do solo objetivando a Agricultura Conservacionista, recomendam a mínima perturbação do solo, a manutenção dos resíduos vegetais na superfície e a rotação de culturas. Estes são os princípios do Sistema de Plantio Direto.

A adoção do plantio direto na América do Sul ocorreu nos últimos 20 anos.Tornou-se um acontecimento notável resultando no desenvolvimento sustentável de importantes comodities de exportação do agronegócio de paises como o Brasil e a Argentina, independente de qualquer subsídio governamental.

No momento presente, na oportunidade de sua visita ao Brasil, quando se discutem os avanços e as dificuldades enfrentadas pelas nações que assinaram a Agenda 21, gostaríamos de lhe oferecer, em associação como a Fundação Agrisus para Agricultura Sustentável, what is cialis used for um documento em que são relatadas as estratégias vencedoras que compõem o Sistema de Plantio Direto.

Gostaríamos de pedir sua atenção e seu interesse geral para as políticas orientadas para a sustentabilidade, de forma que nosso esforço e nossa conquista possam vir a ser amplamente conhecidas nas diferentes áreas agrícolas do mundo, como um exemplo do que pode ser feito para se obter uma verdadeira produção agrícola sustentável.

Gostaríamos também do informá-la de que os pioneiros do plantio direto na América do Sul foram indicados para o Prêmio Mundial do Alimento, da Fundação WFP. O agrônomo Dr. Norman Borlaug , laureado pelo Prêmio Nobel da Paz 1970, que tem visitado freqüentemente o Brasil e a Argentina, afirmou que o sistema de plantio direto é uma estratégia bem sucedida para um desenvolvimento sustentável.

Permanecemos à sua disposição para qualquer esforço conjunto no sentido de difundir os conceitos do desenvolvimento sustentável baseado no Sistema de Plantio Direto.

Sinceramente,

Eng Agr. Ivo Mello, presidente da FEBRAPDP
Eng. Agr. Fernando Penteado Cardoso, presidente da Fundação Agrisus

Obs. (*) O colunista participou da revisão desses documentos.”

Nota: A Circular Agrisus é enviada a instituições de ensino e pesquisa ligadas a ciências agrárias e tem por objetivo fortalecer o intercâmbio e o interesse por novas pesquisas aproximando profissionais e estudantes do setor ao universo da agricultura sustentável.

Empresa cultiva planta para biodiesel alternativo à gasolina

dezembro 13, 2005 by  
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Uma empresa israelense chamada “Amantes da agricultura” cultiva em grandes extensões da África uma planta de cujas sementes será produzido um biodiesel que substituirá a gasolina em motores e veículos.

A informação foi confirmada hoje ao jornal Yediot Aharonot pelo diretor da organização Agritech, Daniel Meiri. A companhia conta cialis 5mg tablets com fundos locais e internacionais para isso, assinalou.

O cultivo da planta denominada “jetrofa” e outras, que abrangerá milhares de hectares, já foi iniciado num país africano não identificado, onde o clima e as condições do solo são ideais e a mão-de-obra é barata, ressaltou.

A planta será apresentada na Exposição Internacional Agritec-2006, em Tel Aviv. A companhia conta com experiência em projetos agrícolas de projeção mundial, informou.

Na exposição serão apresentadas sementes de diversas plantas das quais se pode extrair o biodiesel, que será mais barato que a gasolina comum. Os cultivos prosperam especialmente em alguns Estados do continente online pharmacy without a prescription africano, disse, sem divulgar mais detalhes.

Segundo o jornal de Tel Aviv, a empresa israelense já assinou contratos de exportação de “dezenas de milhões de dólares” com “vários países da Europa e da América” para o próximo ano.

Um conselheiro econômico em assuntos agrícolas, Ronen Sender, declarou que se trata de um sistema para obter combustíveis alternativos e não convencionais.

Calcula-se que daqui a dez anos 10% dos veículos funcionarão com o biodiesel.

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