Paraná libera licença ambiental prévia para nove PCHs
O governo do Paraná entregou ontem a licença ambiental prévia para nove pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e a licença de instalação para um empreendimento. Ao todo, elas somam 82,2 megawatts (MW) de potência, estão distribuídas em diversas regiões do Estado e agora dependem de aprovação da Assembleia Legislativa para a construção.
O evento de liberação das licenças concedidas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) contou com a presença de prefeitos e empresários e discursos favoráveis a investimentos em PCHs, que não receberam licenças na gestão do ex-governador Roberto Requião (PMDB), de 2003 a 2010. O presidente da Associação Paranaense de Geradores de Energia, Gustavo Brito Ribas, comemorou a mudança de rumo e acrescentou que, para cada MW, serão investidos cerca de R$ 5,5 milhões, ou aproximadamente R$ 450 milhões nos 10 empreendimentos em questão. A energia poderá ser para uso próprio das empresas ou negociadas no mercado livre.
Na segunda-feira, Requião criticou a liberação das licenças no twitter. "Richinha libera PCHs. Financiadas pelo BNDES, é melhor que pedágio e vender cocaína. Se pagam em 6 anos, negócio só para os íntimos", escreveu. O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), não quis comentar a fala do adversário.
O presidente do IAP, Luiz Tarcísio Pinto, contou que há outras 150 PCHs com pedido de licenciamento em análise no Paraná. Algumas delas contam com a Copel como parceira. O presidente da estatal de energia, Lindolfo Zimmer, afirmou que a empresa tem interesse em investir em PCHs e que vai ajudar no que for possível. Segundo ele, embora o momento não seja bom em função do preço da energia, é possível encontrar um caminho para viabilizar as PCHs.
Tanto Richa como Zimmer foram questionados, no evento, sobre a compra de um avião pela Copel por R$ 16,9 milhões. A oposição diz que ele será usado pelo governo. O presidente da estatal evitou tratar do tema. O governador citou que a Cemig, de Minas Gerais, tem aviões e helicópteros e alegou que, como a Copel está investindo em outros Estados, os executivos vão precisar ser mais ágeis nas locomoções. "Se houver necessidade de eu usar, não vejo problema algum", finalizou o tucano, sobre a existência de um convênio com o governo para uso da aeronave.
Fonte: Valor | Por Marli Lima | De Curitiba
ONGs ecológicas preparam os debates em Porto Alegre
Discussões vão formular ideias para a Conferência da ONU Rio+20
Diversas Organizações Não Governamentais (ONGs) ecológicas vão aproveitar a movimentação da edição descentralizada do Fórum Social Mundial (FSM) 2012 na Região Metropolitana de Porto Alegre para promover debates sobre questões ambientais.
O evento, que está sendo chamado de Fórum Social Temático, vai acontecer de 24 a 29 de janeiro em Porto Alegre, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Canoas. E é preparatório à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que levará mais de 100 chefes de Estado ao Rio de Janeiro em junho.
A ONG Grupo Maricá, de Viamão, está organizando com a Faculdade Cenecista de Osório (Facos) o Encontro da Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental, nos dias 27 e 28 de janeiro no Jardim Botânico, em Porto Alegre.
O coordenador do Grupo Maricá, Jorge Amaro, afirma que o objetivo principal será discutir o papel da educação ambiental nas políticas públicas. "Precisamos ver de que forma esse assunto está sendo tratado nas escolas e nas universidades brasileiras."
O Núcleo Amigos da Terra (NAT) Brasil é outra ONG que está preparando atividades relacionadas ao Fórum Social Temático. O seminário "Outra Economia" será realizado nos dias 23 e 24 de janeiro, em Porto Alegre. "Dois temas que estão na pauta do evento são a mercantilização da natureza e a promoção de economias alternativas dos povos", explica a coordenadora do NAT Brasil, Lúcia Ortiz.
Pioneira no movimento ecológico no País, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) vai trazer ao Rio Grande do Sul o monge budista Yoshihiko Tonohira, que vai descrever os estragos causados na usina nuclear de Fukushima, no Japão, a partir do acidente ocorrido após o terremoto de março de 2011.
"Ele vai trazer a realidade do que está acontecendo lá no Japão, que não é absolutamente o que estão contando; ainda há risco de explosão e as pessoas estão muito comprometidas", diz o presidente da Agapan, Francisco Milanez.
O monge Tonohira realizará palestras de 18 a 25 de janeiro em centros budistas, na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de Porto Alegre.
Fonte: Jornal do Comércio | Juarez Sant’Anna

